quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Quarenta e três: Atípica rotina

Esse texto foi escrito pela minha amiga Caroline, que já apareceu nesse blog, pois foi em sua casa que fizemos nosso chá da tarde.
Espero que vocês gostem, pois eu gostei muito.
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Depois de alguns anos vividos tudo se torna parte de uma rotina. A novidade que uma manhã pode trazer se perde nos hábitos adquiridos. Ao menos foi o que aconteceu ao longo dos meus sessenta anos.
Ontem, supostamente, deveria ter seguido um padrão, assim como nos outros dias. Entretanto, uma sensação de nostalgia aflorou dentro de mim e forçou-me a procurar uma forma de reviver minhas memórias. Bastou essa vontade para que eu transgredisse minha rotina e ousasse nos meus atos.
Comecei então a revirar os antigos móveis no escritório e lá encontrei uma agradável surpresa. Uma fotografia amarelada e rasgada devido ao descaso meu e do tempo. Nela se encontrava uma amiga de adolescência e uma figura mais jovem de mim. Nesse momento fui tomada por uma sensação libertadora e saudosista.
Eu havia vivido muitas coisas junto dela, lembro-me de quando costumávamos sair pelas ruas sem rumo e horário para voltar. Éramos eu, ela e nossas histórias, sem preocupações ou temores. Apenas a certeza da nossa amizade. Isso me encheu de lágrimas e esperança de volta àquele tempo.
Porém, em um momento de lucidez, percebi que essa época havia passado e que eu havia usufruído dela ao máximo. Eu precisava realmente dessa fotografia para lembrar que nunca é tarde para viver novas histórias. Minha idade nunca seria um empecilho. Era preciso a coragem que esse pedaço de papel me proporcionou para retomar o contato. E foi isso que eu fiz.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Quarenta e dois: Areado - Coloridos e a antecipação da primavera

Bonjour, mes amis.
Esse é o segundo e último capítulo sobre a minha viagem de julho para Areado. Para quem não se lembra, essa foi a cidadezinha que visitei junto com minha família durante as férias de meio de ano. Ela fica no estado de Minas Gerais, o meu favorito (não sei o por quê), mesmo eu tendo nascido e vivido toda a minha vida em São Paulo. Foi uma viagem magnífica, em que pude descansar bastante e sentir a natureza em mim.
Aliás, a natureza se fazia tão presente nessa cidade que ela me serviu de gancho para comemorar com vocês a primeira primavera do La Petite Souris! Fico contente pelo blog estar durando bastante tempo e me gerar um retorno tão positivo. Nunca tive isso em nenhum blog que construí anteriormente, obrigada pela atenção e carinho que vocês me dão ao ler meus capítulos e comentá-los. Desejo que por muitas primaveras mais eu encontre vocês aqui! :3
As flores mineiras são diferentes daquelas que encontro por aqui. Elas eram mais selvagens, verdadeiras flores do campo que nasciam em qualquer cantinho e coloriam a estradinha de terra que levava os visitantes ao hotel.
Essa flor tem carinha de modelo de verão, mas estávamos no inverno! Todos os dias eu fotografava uma planta diferente o que me deixou feliz a viagem toda.
Conseguiram enxergar a florzinha amarela no meio? Ela deve ser uma princesa dentre suas irmãs, já que possui uma guarda de folhas tão abundante...
Estava ventando muito e não tive como tirar essa foto sem que a minha mão aparecesse também.
E esse foi o resultado da minha expedição por Areado. Eu havia dito no meu facebook que me senti como a Anne da série Anne with an E em seu primeiro dia de aulas, haha. E foi verdade! Sempre pedia às plantas que me cedessem uma de suas flores antes de colhê-las ou pegava alguma que estava intacta no chão.
O meu chapéu voltou assim para São Paulo. Apenas quando as flores murcharam eu as tirei e limpei o chapéu para o guardar.
Eu adoro essa foto! Tanto sol, tanto vento, tanto sorriso e uma modelo envergonhada.
Bem, essa foi nossa viagem. Vocês conhecem Areado?
Au revoir.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quarenta e um: Eu não quero mais ser poeta

Bonjour. Eu estava lendo o blog da minha amiga Jenny, quando me deparei com esse tema. Ela o desenvolveu de tal maneira que me motivou a tentar escrever sobre. Espero que gostem.
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Sentado em minha sala, diante de uma jarra semi vazia de vinho, decidi não ser mais um poeta.
A poesia me tragara para suas profundezas quando eu era um menino. Filho único, meus companheiros eram as páginas amareladas de Bukowsky e Lorde Byron, rasgadas e devoradas em pequeninos cantos pelas traças da biblioteca estadual.
A poesia me encantava. Encarava-a com olhos clínicos, como a um corpo funesto conservado para a autópsia: precisava cortar-lhe o talho impenetrável e incorporá-la em mim. Li tanto, sabia de cor os sonetos de Camões, a linguagem cômica de Bocage, a sensibilidade sisuda de Bilac, que ganhei confiança em mim e decidi ser poeta para a minha vida. Ilusão perdida. Arrependo-me. Tentarei explicar-lhe as minhas razões.
A poesia mostrou-me, enfim, seu lado sombrio. Tal como na lua, foi preciso desviar-me da incidência solar que a atingia para que eu encontrasse esse seu outro lado. Tão válido quanto o primeiro, é verdade. Porém, sua imensidão vazia encontrou meu espírito perturbado, angustiando-me.
Preferi separar-me da arte poética.
Meu corpo definhava a cada dia. Eu era magro, magro como um gato sem dono, excluído dos grupos de gatos de rua que se protegiam a si mesmos nas noites frias. Em minhas costas, as costelas eram aparentes, prontas para serem pegas por Deus na construção de Eva. A coluna formava uma trilha entre minha cabeça e meu cocs e meus olhos eram como covas desabitadas prontas para serem preenchidas por terra novamente.
Os meus pulsos possuíam calos, assim como meus dedos, resultado do atrito constante com a caneta que usava para escrever meus poemas. Porém, o que mais me caracterizava nas ruas era meu cabelo. Ele era revolto, um ninho de cachos emaranhados, desconexos, descontrolados, ensebados nas pontas perto da testa pelo constante passar de mãos. Eram os cabelos de um poeta, caracóis amassados atrás pelo travesseiro de espuma do quarto. Antes de serem os fios de um poeta, eles eram a própria poesia: ondas negras, revoltas/ engolem o barco, soltas/ a caminho de Dante.
Aquele lacre fragilizado pelo exercício poético desenfreado guardava em si uma mente explosiva. Meu cérebro era uma enciclopédia orgânica cujos neurônios eram capítulos que guardavam referências de muitos séculos. Às vezes, não conseguia arranja-las nas estrofes. Às vezes, faltava coisas para preencher os versos. Minha mente era uma bacia que so se preenchia com temas para os próximos poemas que iria produzir. Não havia espaço para amores reais: aqueles que colocava em meus trabalhos eram falsos, teatrais, odes românticas a uma Musa feita de tinta e vácuo. Não havia espaço para a metalinguagem: as teorias, eu as absorvia cegamente, sem refletir sobre elas. Não havia espaço para o espaço: era um pária, minha terra era a do ostracismo opcional, não me sentia parte de nada.
E meu coração, o último organismo afetado pela poesia, era apenas destroços. Assassinado, que bela morte! Morto pelo brado retumbante de um povo heróico composto pela sociedade dos poetas mortos. As dores daquilo que escrevia, incorporava-as; a solidão, o medo, o peso da nulidade. A frustração. A saudade. Que bela palavra, saudade. Estive perdido de mim, porque era um labirinto.
Coração inexistente, reduzido a uma mísera carne estriada com sangue dentro. A poesia me reduzira às cinzas, eu era um projeto deformado de mim mesmo com uma aura de poeta aclamado. Aclamado?
Decidi abandonar a poesia. Era ela meu veneno, meu anti herói, meu yang. Destruía-me aos poucos com a velocidade de um cavalo de raça. Abandonei-a.
Joguei fora o pouco vinho que havia a minha frente. Peguei uma garrafa de uísque, duas pedras de gelo. Decidi ser jornalista.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Quarenta: No século XIX, duas amigas tomando chá

Bonjour, ça va?
Há duas semanas, eu pude viver um dos dias mais mágicos da minha vida. Foi em um sábado frio, mas extremamente esperado há, pelo menos, um mês, que eu e minha amiga Caroline realizamos um chá da tarde.
Foi um primeiro chá, tanto para mim quanto para ela, e nós não sabíamos muito bem o que poderíamos fazer. Procuramos inúmeras referências no Pinterest e em blogs especializados e, confesso, poderia ficar por horas rolando o cursor do celular, pois eram tantas fotos lindas e comidas fofas aparentemente deliciosas! Foram tantas referências que, quando começamos a montar nossa lista de comidas, creio que fizemos um cardápio para um exército, haha! É claro que tivemos que repensar, mas no final tudo deu certo e acabou que muitas comidas foram uma surpresa para mim.
Cardápio de nosso Chá da Tarde com os tipos de bebidas que poderíamos tomar no dia. O "sabor surpresa" era o chá preto.
Além de comidas, eu e a Carol salvamos músicas no YouTube para deixar tocando em nosso encontro. A escolha passou por clássicos, a exemplo da Primavera das Quatro Estações de Vivaldi, permeou por músicas da Disney, até que desembocou em uma banda incrível chamada Postmodern Jukebox que transforma músicas pops em gingados do século XX (anos 1920, 1930, 1940...). A experiência de colocar músicas de fundo foi boa, já que trouxe muitos assuntos a nossa conversa.
Olha esse mini bolo que a Caroline comprou para nós! Ele me lembrou das borrachas que são vendidas na Liberdade imitando comidinhas, hihi. A pinha ao seu lado foi minha contribuição para a decoração :3
Logo no início, fizemos o nosso rito tradicional: trocamos cartas. Como eu havia mostrado no último capítulo, a Carol tem uma linda coleção de papeis de carta que trouxe um charme a mais para sua mensagem escrita. Eu gostaria de agradecer nesse capítulo a você, Caroline, pelas palavras ternas que me escreveu e saiba que fiquei muito contente pelo olhar que você tem de mim. Desejo do fundo do meu coração que você tenha gostado da minha carta que, apesar de simples, eu escrevi sinceramente.
Bem, mas vocês devem estar pensando: E o chá?
Jogo de chá da mãe da Carol, tão delicado que fez meu coração explodir de alegria.
Claro, afinal, nossa festa foi do chá e essa bebida que alegra corações a muitos séculos foi a estrela de nosso encontro. Os chás foram diversos e o que mais gostei foi o de frutas vermelhas que nunca havia provado antes. Contudo, primeiras experiências com chá nesse dia não foram plenamente felizes, afinal, foi a primeira vez que tomei o chá preto. Meu Deus, eu tentei de tudo, mas não gostei. Não gostei e espero nunca mais tê-lo que tomar... Você, mon ami, gosta de chá preto? A maior dó que eu senti foi que o saquinho de chá preto estava pregado nessa bonequinha russa bonitinha, pois ela é tão simpática para eu não gostar de seu conteúdo...
Um ofurô ou uma xícara de chá preto?
Foi um dia maravilhoso, como eu disse, e que rendeu muita conversa boa, nostalgia, amor entre amigas e um estômago cheio e feliz. No começo, tentamos ser classudas, a fim de parecer que éramos damas da sociedade londrina nos encontrando em uma tarde amena para trocarmos palavras. Mas, no fim, o peso de nossa longa amizade rompeu com as formalidades e deu espaço para muitos gritinhos, risadas e "começa você" quando um assunto qualquer se esgotava.
Foi incrível e desejo repetir o encontro com todas as minhas outras amigas agora.
Adieus.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Trinta e nove: Uma caixa de amor

Bonjour, mes amis!
O capítulo de hoje é muito fofinho e me deixou nostálgica e contente por realiza-lo: eu irei mostrar a minha caixa de cartas! É isso mesmo, eu possuo uma caixa de cartas, aonde eu coloco todas as cartas que as pessoas queridas enviaram para mim, desde quando eu era pequenina até hoje, mais recentemente no sábado em que visitei minha amiga para um chá da tarde (em breve, um capítulo inteiro sobre esse dia especial).
A caixa é simples e está ficando pequena, porque também guardo nela convites, ingressos de exposições, pulseirinhas de hotéis para os quais viajei, livretos, enfim, muitas lembrancinhas que me marcaram. Um dos meus maiores desejos é ter um baú de madeira, exatamente para que essas lembranças fiquem guardadas de maneira mais confortável e que eu possa guardas outras mais.
No topo, coloco as cartas que são mais bonitas esteticamente, contudo não mais ou menos importante do que todas as outras que eu ganhei nesses anos. Adoro papéis de carta, algo que a Caroline, a anfitriã do chá da tarde e minha amiga de longa data, já percebeu. Foi ela que me escreveu cartas nesses envelopes gracinhas de gatos e de carrossel, além de fazer o menu do chá como vocês podem ver lá atrás.
 Os detalhes do envelope são de pular de alegria, são tão fofinhos! Gosto bastante do tema musical mesclado aos cavalinhos do carrossel, o que dá a carta um tom de caixinha de músicas antiga.
No topo da minha caixa de cartas também está o cartão do Pequeno Príncipe que eu ganhei dos meus pais de aniversário no ano passado. Nos corações vinham pequenas trufas que, após eu terminar de comê-las (delícia), preenchi com pequenas estrelinhas coloridas para dar um charme. A mensagem que vem dentro é do próprio Exupéry, a frase icônica da raposa sobre o cultivo das amizades. Agora que eu me apaixonei pela história do livro, o cartão ganhou uma carga sentimental positiva ainda maior.
Talvez, vocês estejam curiosos para ver as cartas que estão por baixo dessas e que são a segunda linha mais bonita dentre todas que eu tenho. Voilá:
São cartões de Natal. pois essa é a minha data comemorativa favorita! O de laço verde eu ganhei no Natal passado de outra amiga querida e o de baixo, com cachorrinhos perseguindo o Papai Noel, também foi presente dos meus pais nessa época.
Eu adoro receber e escrever cartas realmente. Sinto-me em outra época, além de gostar das sensações que esse gesto provoca: sentir a ansiedade pela vinda do carteiro, abrir o envelope, ver quem me enviou, ler a carta, sentir-se bem por ser querida para a pessoa que gastou algum tempo de sua vida para me escrever... Cartas são maravilhosas! 
Espero receber muitas outras até o fim desse ano. 
Au revoir...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Trinta e oito: A inspiração trovadora, um poema inicial

Pintura de Ruth Sanderson - As doze princesas bailarinas
Bonjour, ça va?
Apesar de estar um pouquinho envergonhada, deixo aqui o meu primeiro poema para a seção "Contos Particulares". Ele foi inspirado no trovadorismo medieval, época em que muitos poetas dedicavam seus poemas as meas senhoras, nobres da época. O eu lírico do meu poema é um trovador como esses... Seu nome, sua idade, quando ele viveu?
Respostas virão se vier outro de seu trabalho.
Espero que gostem...
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Senhora de olhos azuis e boca vermelha
Senhora que abre um sorriso de pérolas do mar
Senhora que solta fagulhas do coração, centelhas
Senhora que encheu meus olhos e decidi amar.
Senhora de lisos cabelos, em pontas duplas terminam
Senhora sabida de tudo e do destino
De muitos viajantes solitários, peregrinos
Quantos, Senhora, neste instante te amam?
Senhora de roupas douradas que roubam o brilho
O viço, o compromisso e a dor
Quais são dos seus sonhos, o sabor?
Quais são os meninos que roubaste os corações andarilhos?
Senhora da mente confusa e de alto intelecto
Senhora que gasta canetas e canetas
Para registrar, de sua vida, o aspecto
A bela face, o martírio, as caretas.
Senhora, menina, jovem mulher
Devoradora de futuros com preciosa colher
Levanta-te de teu austero trono
Fiapos, farrapos trançados e cromo
Levanta-te, Senhora, e me ouça já
Por seus olhos e sorriso, decidi te amar
Racional, Senhora, foi minha decisão
Por que decidistes roubar meu coração?

domingo, 6 de agosto de 2017

Trinta e sete: Toc, Toc - Duas construções e um desconstruído

Bonjour, ça va?
No trigésimo sétimo capítulo do blog, eu inauguro a seção "Toc, Toc", um pequeno momento em que compartilho com vocês as lindas aquisições que eu fiz em algum instante da minha rotina. O uso da expressão "Toc, Toc", lembra alguém batendo a minha porta, algo que eu adoraria que os carteiros fizessem em minha casa, mas que é impossível, porque moro em prédio. Fica o desejo de que isso aconteça um dia. A cada começo de capítulos especiais dedicados ao "Toc, Toc" eu começarei os textos com "Bonjour, monsieur facteur" que significa "Bom dia, senhor carteiro" em francês, língua que abracei no La Petite Souris. Como esse é o primeiro post assim, tive que fazer essa pequenina introdução, mas nos próximos será direto, não se preocupem!
Então vamos lá?
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Bonjour, monsieur facteur, ça va?
Hoje, as minhas três aquisições são literárias e, como foi sugerido no misterioso título do capítulo, dois livros são livros que eu chamo de "construtores" e o outro, bem, não há mais derrubadas de bom senso e sisudez do que ele proporciona.
Começarei pelos livros "construtores". Mas, como seriam livros assim?
Livros "construtores" são aqueles que auxiliam na formação do caráter do ser humano. São aqueles livros que nos ensinam a sermos pessoas melhores, enxergarmos o outro e seus anseios, sermos bondosos, corajosos, amigos, acreditarmos em nossos sonhos e nunca deixarmos de acreditar na Magia que paira pelo mundo.
O primeiro, eu já falei sobre ele aqui no blog. É "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry. Sim, eu dei uma chance para ele e, obrigada Senhor, por eu ter dado. Esse livro tornou-se um dos meus livros de cabeceira, aqueles que guardo na estante do meu coração e que eu levaria para uma ilha deserta para reler e reler, até esperar fielmente que o Pequeno Príncipe aterrissasse nessa ilha para me fazer companhia. Eu prometi fazer uma resenha desse livro em um próximo capítulo, assim como farei dos outros livros que monsieur facteur me trouxe, então aguardem por mais opiniões.
O segundo, é um livro que estava na minha wishlist desde que eu tive conhecimento dele e de sua história, e é "A Princesinha" de Frances H. Burnett. Eu estava passeando pelo site da Saraiva e percebi que os livros estavam com promoções boas, assim eu corri para ver se "A Princesinha" também estava nessa lista. E... estava! Que alegria, meus irmãos (nunca mais escreverei ou direi essas palavras sem me lembrar do Alex de Laranja Mecânica), quando soube disso e pude compra-lo!
Quando o livro chegou, encantei-me ainda mais pelo carinho da edição da Editora 34 recheada de belíssimas ilustrações de Tasha Tudor e com uma capa envernizada que valorizava ainda mais o livro. Além de "A Princesinha", tenho o volume de "O Jardim Secreto" editado pela mesma editora, o que me deixa contente e com vontade de comprar mais livros de lá. Quem sabe?
O terceiro livro, mas não menos importante e sim por ordem de leitura, foi o livro desconstruído. O livro de poemas de Tim Burton, "O Triste fim do pequeno Menino Ostra", um baldinho recheado do mais puro ouro para quem, assim como eu, é fã dos trabalhos do diretor americano.
Eu soube da existência desse livro pelos vídeos da Melina e comecei a dar gritinhos estridentes de alegria por ele existir e por ter um preço acessível. A edição da editora Girafinha contenta os meus olhos de fã, tanto pela escolha do material de impressão que sustenta as ilustrações de Burton muito bem, quanto pelas escolhas de posicionamento texto-imagem e pela capa, lindinha e simples, mas que reflete bem o mundo desse diretor.
Como eu farei a resenha de todos os livros que citei nesse capítulo, não darei muitos detalhes deles aqui. Queria dizer apenas que estou muito feliz por ter criado essa seção no La Petite Souris e desejo que vocês também.
Beijos.