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La Petite Souris


Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico. Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas. O hobby se transforma em paixão e ela logo começa a operar sua magia adicionando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor. A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.

Romance (chick-lit) // 358 páginas // Arqueiro // nota: 4/5

Esse é o segundo livro que leio da autora e já posso dizer que, definitivamente, a Jenny conquistou meu coração de leitora! Sua escrita leve, fluida e divertida é um alívio nesses tempos difíceis, além de ela sempre me proporcionar viagens cheias de riqueza pelas cidades britânicas. O que eu adoro, claro!

Neste livro, acompanhamos a jornada de Polly em uma nova cidade localizada na costa britânica e que tem marés tão altas que inundam as saídas de lá por horas a fio. Polly se mudou pra lá depois de falir e ter seu relacionamento com o namorado e sócio rompido pelas dificuldades da situação.

Mas, sem querer ficar se lamentando, parada em um cantinho escuro, ela decide começar a fazer pães pros vizinhos e o negócio sai tão bem que expande rapidamente. Mas, será que a nova vida de Polly vai ser mais positiva do que a que tinha antes?


Como eu disse mais pra cima, o livro é um aconchego. A protagonista foi uma fonte de inspiração pra mim, sempre tentando se superar e seguir em frente. Mas, o livro traz também boas doses de humor nas figuras dos melhores amigos de Polly, com direito a um casamento inspirado em Star Wars lá pro final.

A edição da Arqueiro tá um chuchu. Minha parte favorita são as receitas de panificação originais no apêndice. Assim que eu fizer uma delas, trago aqui pra vocês verem como ficou! Mas, mesmo com tantos pontos positivos, achei a leitura um pouco arrastada no meio e os momentos que eram pra ser super tristes, não tiveram a força que eu esperava. Mesmo assim, é um livro ótimo para relaxar enquanto comemos uma deliciosa fatia de torta de chocolate, sabe? Haha.

E você, já leu o livro? O que achou? Beijos açucarados e au revoir.
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Nina Redmond é uma bibliotecária que passa os dias unindo alegremente livros e pessoas – ela sempre sabe as histórias ideais para cada leitor. Mas, quando a biblioteca pública em que trabalha fecha as portas, Nina não tem ideia do que fazer. Então, um anúncio de classificados chama sua atenção: uma van que ela pode transformar em uma livraria volante, para dirigir pela Escócia e, com o poder da literatura, transformar vidas em cada lugar por que passar. Usando toda a sua coragem e suas economias, Nina larga tudo e vai começar do zero em um vilarejo nas Terras Altas. Ali ela descobre um mundo de aventura, magia e romance, e o lugar aos poucos vai se tornando o seu lar. Um local onde, talvez, ela possa escrever seu próprio final feliz.

Romance (chick-lit) // 304 páginas // Arqueiro // nota: 4/5

Um dia, quando era pequenina, prometi a mim mesma que nunca leria romances. "Eu gosto é de aventuras, livros de verdade", dizia à época. Quando poderia imaginar, então, que resenharia um chick-lit pra cá?

E justamente seria um romance que me curaria de uma imensa ressaca literária? E que me inspiraria tanto com sua protagonista? Aqui, acompanhamos a história de Nina, uma bibliotecária que se vê quase demitida e precisa decidir o que fazer da vida depois que a biblioteca fechar. Tímida, ela não quer dar um passo tão ousado, mas não tem jeito: quando a ideia de montar uma livraria itinerante surge, ela parte para as terras da Escócia em busca de uma van e de seus sonhos.

Eu me identifiquei demais com a protagonista. Em tudo que a Nina fazia ou gostava, lá estava eu refletida: o amor por livros, sentir que lugares mais calmos e ligados à Natureza são meu lar, as pequenas ousadias que transformam a gente por dentro... Era como se Jenny tivesse se inspirado em mim para compor a personagem!


Assim, me vi envolvida pela história rapidinho! Adoro o prefácio do livro com as dicas para leitores, bem como a forma de escrever da autora. Ah, e também gostei muito de como ela descreveu a vida na Vila escocesa (me deu vontade de ir morar lá). Minha parte favorita? A descrição do festival de Midsummer! ps: é muito caro viajar para a Escócia, Google pesquisar (hahaha).

O livro é bem rápido de ser lido e uma forma muito gostosa de passar as tardes de férias. Se você nunca leu romance (ou tem preconceito assim como eu tinha), recomendo essa leitura. Afinal, mais do que a jornada de uma mulher em busca de seus sonhos, o livro é uma homenagem a todos nós, leitores.


E você, já leu? O que achou? 


Au revoir.
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Inglaterra, século XIX. Oliver Twist chegou ao mundo numa noite bem fria e nada promissora. A mãe morreu em seguida, e ninguém tinha a menor ideia de quem fosse o pai. Órfão e pobre, o menino passou por todo tipo de privação, até ser vendido a um coveiro. Maltratado, acabou fugindo e foi viver nas ruas de Londres, onde conheceu Fagin, chefe de uma quadrilha de meninos especialista em furto de joias. É o início de uma história comovente, cheia de desafios e reviravoltas. Obrigado a roubar, Oliver começa a se meter numa grande enrascada, mas nem imagina que, em meio a tamanha confusão, o destino trará à tona os segredos de sua origem.

Aventura - Clássico // 352 páginas// Principis//nota: 5/5

A minha história com Oliver Twist é de longa data. Foi pensando em ler ele que, acidentalmente, comprei Tom Sawyer e me apaixonei. E depois de tantos anos querendo ler Dickens, encontrei essa edição ao acaso e não pensei duas vezes antes de a comprar.

Pensando em retrocesso, fico feliz por não ter lido Twist antes. Eu era muito nova para uma história tão complexa e densa como essa. Isso porque o livro traz uma Inglaterra suja em todos os sentidos: é o submundo de Londres o local que mais temos contato ao longo da história, recheado pelo que não associamos com a Inglaterra de hoje - pobreza, degradação, bandidos e a realidade cruel de um período tão romantizado, a época vitoriana.

Aqui acompanhamos a jornada de Oliver, um órfão que, desde cedo, foi maltratado por quem deveria cuidar dele e que se vê sozinho tendo que enfrentar as mazelas do abandono. Ele, então, acaba nas garras de Fagin, um personagem tão complexo quanto o resto do livro, que comanda quase toda a bandidagem de Londres e pega Oliver para ser um de seus pequenos batedores de carteira.


Mas, o coração gentil e bondoso do garoto não se corrompe com o meio em que vive. E, depois de muitas aventuras, acaba encontrando seus pares em meio a uma intriga familiar que o ajudará a conhecer suas origens.

Para além da aventura, o livro foi para mim um lembrete constante do quanto é importante nós conhecermos todos os lados da História. Nada do que Dickens já esperava fazer com sua obra, aliás, já que ele é o mestre em retratar a Inglaterra pela ótica dos menos abastados. Sua escrita é dinâmica, mas principalmente, ácida, beirando ao sacarsmo. Ele conversa com a gente e nos fazer ver que também somos culpados pelo que Oliver, e tantos outros, sofrem por não serem privilegiados.

Mas, apesar de tantas ironias e tanto realismo, o livro termina com uma mensagem de esperança e paz. Confesso que isso foi um alento para o meu coração que já não aguentava mais ver o pobre do Oliver sofrer! Mas, é inegável dizer que outra parte do livro, senão o fim de todos os "vilões" da história, foi a melhor! Principalmente a de Fagin...


E você, já leu ao livro? O que acharam dessa obra clássica da literatura britânica?

Confesso que todas as vezes em que penso em Charles Dickens, a musiquinha da série Horrible Histories, da BBC, fica tocando em looping na minha cabeça, haha.


Essa música é a minha favorita da série inteira e sempre encontrarei um jeitinho de a compartilhar com mais pessoas por aí, hihi.

Au revoir.
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Na foto, o bordado que fiz para sempre lembrar do meu querido cantinho na Internet: um petit souris cheio de florzinhas
Enquanto os cinco meninos estão perdidos na floresta, diversos personagens, como O-Homem-Com-a-Boca-Aberta, entram em cena nesse novo universo criado por Gonçalo M. Tavares: as Mitologias. Narrativas e tipos se cruzam, em confrontos entre a lógica e o absurdo, o humano e a máquina, a ciência e o mito. Recuperando as narrativas orais, mas sem abandonar o estilo que o consagrou, Gonçalo alcança uma dimensão de originalidade poucas vezes vista.

Fantasia // 244 páginas // Dublinense // nota: 5/5


Depois de mais de cinco anos, eu conheci um livro que se tornou meu novo favorito: Cinco Meninos, Cinco Ratos, escrito por Gonçalo M. Tavares. E quero recomendé-lo para qualquer pessoa que passar a minha frente, hahaha!

Aqui, nós temos uma narrativa não-linear sobre cinco irmãos perdidos em uma floresta e que conhecem personagens icônicos, mas também tão perdidos quanto eles. Todos vivem em um regime autoritário, um lugar onde a Velocidade é uma arma de controle e a violência é explícita e incentivada por todos.

Cada capítulo é subdividido em partes, mas que não necessariamente são conectados uns com os outros. O que importa no livro é o tempo presente. Parece que lemos vários flashes de momentos das personagens que se concluem por si mesmos, e é por isso que parece que a história não respeita a lógica temporal.


Mas, não é verdade. O que acontece é que o livro nos apresenta todas as cartas do baralho narrativo ao mesmo tempo: cabe a nós enfileirarmos eles do jeito que mais faz sentido. E se quiserem, não façam isso!
Além da narrativa, outro destaque vai para as personagens. Como disse, todos são bem marcantes e desenvolvem o lodo violento que permeia o universo do lugar em que moram. Podem ser metáforas para cenários de guerra do século XX. Sim, isso ajuda na construção deles, mas ao mesmo tempo isso não é tudo. O que vi foi a personificação dos sentimentos que surgem quando passamos por situações extremas.

Destaco a história do Moscovo: se você quiser entender o livro mais classicamente, tome a história dele como fio condutor para tudo o que está acontecendo. Não se engane pelo titulo: no fim, você não saberá mais quem são os meninos e quem são os ratos.


Por fim, só queria avisar que a editora tem outro livro do mesmo autor que complementa esse. Não vejo a hora de ler para saber mais sobre esse universo tão complexo! Ah, e a edição tá tão linda... Por favor, adquira o livro físico!

É isso, mes amis. Gostaram? Já leram? 

Beijos açucarados e au revoir.
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Laura's family's first home in Minnesota is made of sod, but Pa builds a clean new house made of sawed lumber beside Plum Creek. The money for materials will come from their first wheat crop. Then, just before the wheat is ready to harvest, a strange glittering cloud fills the sky, blocking out the sun. Soon millions of grasshoppers cover the field and everything on the farm. In a week's time, there is no wheat crop left at all. 

Formação // 358 páginas // Editora Scholastic // nota: 4/5

Quem diria que, em um dia descontraído de pesquisas pelo @sebotravessa, encontraria os livros que originaram a série Os Pioneiros?! Nunca na minha imaginação fértil poderia pensar nisso, eu com livros estrangeiros em mãos, que já possuíram tantos donos e tantas histórias... Só por isso já tenho um carinho especial por eles.

Esse é o primeiro livro que tenho da série, On the Banks of Plum Creek. Aqui, nós acompanhamos as aventuras de Laura e sua família que acabaram de se mudar para uma nova cidade em um Estados Unidos pioneiro. Agricultores, eles passam por surpresas e perrengues em busca de estabilidade nas novas terras e é isso que traz um tom especial ao livro.


Fora isso, também lemos a adaptação de Laura e sua irmã, Mary, com as outras crianças da pequena cidade. E também como elas lidam com as dificuldades do dia a dia.

Sabe aqueles livros que dão quentinho no coração? Esse é um deles! Ingalls descreve cenários bucólicos lindos, porém também mostrando que a Natureza é viva e passa por momentos difíceis como superpopulação de gafanhotos e seca. Além disso, a relação familiar que ela constrói é muito bonita, onde a união e a esperança são as bases para o futuro melhor.

Ainda preciso ler os outros livros, mas já sinto que vou amar.

E você já leu?


Au revoir.
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Best-seller na França, A mecânica do coração, de Mathias Malzieu, é uma história original, secular e ao mesmo tempo atual, em que humor e poesia caminham juntos. O autor faz um convite a uma reflexão muito pessoal sobre a paixão, os limites do amor verdadeiro e a rejeição. Segundo o jornal britânico The Guardian, “a prosa gótica-punk de Malzieu se destaca... repleta de metáforas impressionantes”. Além de inspirar um disco, a obra ganhará as telas de cinema em animação dirigida por Luc Besson. Edimburgo, 1874. O pequeno Jack nasce na noite mais fria do mundo e seu frágil coração está irremediavelmente congelado. Então, o bebê é submetido a uma operação de emergência. Seu coração é substituído por um relógio de madeira, um pequeno cuco que ajudará a manter o ritmo das batidas e a bombear o sangue normalmente. A delicada prótese garantirá que Jack leve uma vida igual à de todos os outros garotos. Ou quase igual. Após ser abandonado pela mãe assim que nasceu, Jack tem muita dificuldade pra encontrar alguém que queira adotá-lo, por causa do tique-taque incessante do mecanismo alojado em seu peito. Sendo, então, adotado pela doutora Madeleine, que fez seu parto.Jack é orientado a não se expor às sensações comuns, como a raiva e o desespero, a frustração e o amor. O menor sinal deste último sentimento, o mais perigoso de todos, pode fazer com que o pleno funcionamento do relógio-coração de Jack entre em colapso. Mas tudo irá mudar quando Jack for levado até a cidade pela primeira vez. Ao conhecer uma pequena cantora, os ponteiros de seu relógio apressam-se imediatamente. O despertar deste sentimento pode ser fatal ao menino.

Fantasia // 192 páginas // Editora Galera // nota: 4/5

Um coração movido à relógio. Um melhor amigo chamado George Meliès. Um romance incendiário e fantástico... Quer mais motivos para ler este poema em forma de romance chamado A Mecânica do Coração?

Aqui nós acompanhamos a trajetória de Jack em busca da mulher amada, atravessando a Europa inteira até um circo em Andaluzia, aonde ele canta e encanta a todos. No caminho, ele encontra dois personagens históricos que fizeram meus olhos brilharem pela forma como são trabalhados: Jack, o Estripador (em um capítulo de terror fantástico maravilhoso) e Meliès, que se torna o melhor amigo do protagonista e tem um papel crucial no fim.

Eu fiquei tão contente com essa foto... Ficou muito bonita, não?
Ok, essa história já está incrível, né? Mas, tudo isso fica ainda melhor com o toque de surrealismo Steampunk que deixa a história original e deliciosa: Jack teve seu coração congelado ao nascer e precisa usar um relógio cuco para fazê-lo funcionar. E, por isso, ele NUNCA MESMO pode se apaixonar! Mas, e a nossa mocinha, Miss Acácia, com seus olhos de fogo?

Porém, o livro é muito mais do que uma boa história de amor impossível. Malzieu traz uma verdadeira poesia para as páginas em prosa. Ele usa muitas metáforas e comparações que são de encher os olhos de tão bonitas e me fizeram sair do bloqueio criativo que estava mergulhada há meses!

Além disso, temos coadjuvantes muito bem trabalhados e vilões que ficam em uma zona cinza que deixa tudo mais maduro. Gosto muito da forma como ele trabalhou os personagens reais, pois fez com que tudo aquilo fosse ainda mais possível! Afinal, por que não poderia existir alguém com um relógio no coração?


O amor central também foi muito bem escrito: densidade, imperfeições, loucura e sacrifício foram postos em jogo em um amor muito humano. Porém, no fim do livro, me decepcionei um pouco. Não porque é ruim (é muito chocante e inesperado), mas porque já tinha uma pré-visão do filme e os dois são muito diferentes. Vou falar em outro post do filme, mas já adianto que no filme, Malzieu assumiu o tom fantástico de sua obra, enquanto no livro, é mais pé no chão. 

E você, já leu? O que achou? 



Au revoir.
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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