Relatos de uma Rena: Como eu cheguei na Oficina do Papai Noel?

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Meu nome é Rodolfo. Na verdade, verdade bem verdadeira, meu nome é “Rsalalfarbrrd”. Mamãe colocou esse nome em mim quando eu tinha acabado de nascer e papai adorou. Meus irmãos, sou o terceiro da família, adoravam me chamar de “Rsa” quando era pequeno. Naquela época, ficava bravo, porque “Rsa” significa “toquinho” na língua das renas e não gostava de ser baixinho em comparação aos meus irmãos mais velhos. Hoje em dia, não ligo mais, pois minha característica mais forte se tornou outra quando cresci...
Enfim, acho que posso traduzir para a língua dos humanos meu nome para algo bem parecido a “Rodolfo” se for pensar bem. Nomes humanos são engraçados, pois são complicados com todas aquelas aberturas de boca exageradas. Mas, “Rodolfo” foi um golpe de sorte do Nicolau no fim das contas.
Quando fui recrutado para trabalhar na Oficina, era uma jovem rena que não tinha experiência nenhuma. Eu vivia próximo ao Lago Congelado do Visco com minha família: meus pais e meus cinco irmãos. Nós adorávamos passear por aquela região, pois lá tinha muitas árvores frutíferas que davam deliciosas bolinhas vermelhas adocicadas, as quais eu e meus irmãos adorávamos competir para ver quem pegava mais. Eu sempre ficava em segundo lugar. Meu irmão mais novo, “Larefvafra”, ganhava sempre.
Então, um dia, algo muito estranho aconteceu. Eu estava sentado em frente a nossa casa - um amontoado de galhos e folhas secas próximo ao Lago - olhando para as estrelas que brilhavam ofuscantemente no céu escuro. Quando de repente, mais de repente do que quando minha irmã mais velha saltava para os campos floridos no verão, um Velho Senhor passou com um cajado na mão direita voando. Sim, voando! E pousou ao meu lado.
“Olá, amiguinho”, ele disse com uma voz doce, mas profunda. “Você é a rena ideal para ser a líder dos meus outros amiguinhos. Quer vir trabalhar em minha Oficina?”. Eu não entendi nada no começo. Que Oficina era essa de que ele estava falando? E como um humano poderia ter voado apenas com um cajado em mãos?
“Precisamos conversar com sua família, certo? Hey, família do Rodolfo!”
“Rodolfo?”, perguntei ao Velho Senhor. “Sim”, ele respondeu com uma gargalhada peculiar, “Você se parece com Rodolfo - é forte e imponente como um lobo e será a mais famosa dentre as renas de São Nicolau!”. “Você é Nicolau?”, perguntei em dúvida daquelas informações todas. “Sim. Mas, me conhecem mais por meu apelido - Papai Noel”, respondeu com outra gargalhada.
Minha família, então, apareceu. Quando Nicolau contou a eles que havia identificado em mim todo o poder que ele precisava para fazer funcionar seu trenó, parado havia dois meses em uma situação crítica, já que na outra semana era o Natal. Meus pais sentiram muito orgulho de mim e concordaram logo em me deixar ir. Os meus irmãos todos pularam e gritaram na despedida, me lançando beijos e pedindo que voltasse todo o verão e primavera. 
Desde aquele dia, eu trabalho na Oficina do Papai Noel. Essa semana estamos em polvorosa, pois a Véspera de Natal já se aproxima! Eu e meus colegas estamos em uma intensa preparação de resistência para puxar o trenó do Nicolau mais rápido do que a Alvorada. Mas, acho que deixei passar uma informação muito importante - o meu nariz!
Pois é, logo na primeira noite que passei na Oficina do Nicolau me aconteceu outra coisa estranha… Antes de sair de casa, meu irmãozinho me disse: “Mano, não esqueça de avisar para gente quando passar por aqui. Tá bom? Tá?”. Eu ri de volta, porque o barulho era muito alto e não conseguia dar uma resposta boa para ele na hora. Só que, naquela primeira noite em que fiquei fora, pensei muito sobre como poderia cumprir essa promessa.
Foi quando, distraído, tropecei e caí em cima de um arbusto de frutinhas vermelhas. Uma delas manchou meu nariz e, naquela hora, Nicolau passava por lá. “Deixe-me ajudar você, Rodolfo. Opa, opa. O que é isso em seu nariz? Uma manchinha de groselha? Ho ho ho ho! Ficou ótimo em você, era disso que eu precisava em meu trenó!”, ele gritou animado. Então, bateu em meu focinho com seu cajado e, de repente, meu nariz começou a brilhar vermelho!
É assim que você me conhece, não é mesmo? Rodolfo, a rena de focinho vermelho. Prazer! Assim como meu irmãozinho espera por mim todos os Natais desde vários anos atrás, fique na janela na noite da véspera de Natal. Quem sabe você não enxerga um pontinho vermelho no céu?
Feliz Natal!

Comentários

  1. Ahhh que encanto!!! Muita fofura para um post!

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    1. Obrigada, miss Gaby! Fiz Com muito carinho para todos os que borboletarem por aqui. Beijos açucarados

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