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La Petite Souris

Bonjour, mes amis, ça va?

O hábito de acompanhar blogs de moda e beleza é um hábito recente para mim. Eu nunca me importei tanto assim com a minha aparência, porque achava mais importante priorizar outras coisas como o estudo e a manutenção do meu espírito. Contudo, de dois anos para cá, eu comecei a rever a minha vida e percebi que não era porque eu me arrumava, ou dedicava um tempo do meu dia para o meu corpo, que eu estava diminuindo minhas oportunidades de saber. Na verdade, beleza e inteligência/espírito não são coisas excludentes, muito pelo contrário.


A beleza do corpo tem que acompanhar o que você tem por dentro. Quando estamos felizes e quando parece estar dando tudo certo em nossas vidas, fica mais fácil que pareçamos radiantes e bonitos para as outras pessoas. Claro que há aquela frase: "ela irradia beleza" para explicar o porquê de pessoas que não estão dentro de padrões estéticos nos parecem mais lindas do que qualquer outra pessoa que se encaixa neles.

Quando estamos bem, a felicidade nos tinge das cores mais bonitas, acentua nossos pontos mais favoráveis e nubla os defeitos visuais que todos os seres humanos possuem. A pessoa que se sente bem consigo mesma, fica bem para se arrumar mais e exteriorizar as coisas boas que ela tem em si, escolhendo os tons que gosta para suas roupas, o estilo, o corte de cabelo e (apenas se quiser) a maquiagem. Foi isso que eu percebi nesses dois anos. E então, passei a procurar pessoas que se vestem como eu gosto e passei a me inspirar nelas para construir o meu estilo próprio.



Tudo ainda está em construção. Percebi que minha paleta de cores favoritas mudou passando de cores pastéis para cores mais vivas e ligadas à natureza. Por exemplo, sempre o azul foi a minha cor favorita por causa do mar e também por conta de Poseidon. Mas, há alguns dias, comecei a gostar bastante do amarelo em minhas roupas e cultivo isso, apesar de sempre me dizerem que fico mais bonita de vermelho.

As roupas também condizem mais com as coisas de que gosto, o que estou transferindo para os acessórios, mais baratos e livres para combinar com tudo. Flores, insetos, bordados, tudo isso se apresenta no meu guarda-roupa de maneira livre. E livre assim pretendo mantê-lo.


Também estou compartilhando em redes sociais mais fotos de mim mesma. Me preparar para elas faz com que eu me preocupe mais com minha aparência e eleva minha autoestima de alguma maneira.

Recomendo que todos façam isso algum dia: peçam para tirar várias fotos de você e depois monte um álbum (no computador mesmo) para você sempre olhe quando estiver se sentindo um pouco mal. Tenha em mente que você é lindo ou linda. Acredite nisso.


Use o sol que existe em você e ilumine o mundo ao seu redor. Mas, lembre-se sempre de realizar a manutenção dele: cuidando do corpo, da mente e do espírito. Os três são a base do ser humano, portanto, os três são importante e necessitam de cuidado e carinho. Do que você gosta mais?Natureza? Música? Animações? Filmes? Livros? Algum artista?

Use essas referências para construir o modo como as pessoas te veem. No meu caso é mais ou menos assim:
  1. Gosto de flores.
  2. Gosto de bordado.
  3. Gosto de coisas do mar.
  4. Gosto de franjas.
  5. Gosto dos anos 1920 aos 1950.
  6. Gosto de lugares novos.
  7. Gosto de sorrisos, por isso, ressalto minhas bochechas sempre.
  8. Gosto de culturas orientais.
  9. Gosto de animações.
  10. Gosto de cores alegres.

E, à partir disso, coloco no meu estilo essas coisinhas que me deixam feliz. Sempre busco por tecidos mais encorpados. Adoro vestidos e saias, mesmo não os usando tanto. Gosto de camisas mais elaboradas ao invés de camisetas.

Assim por diante, construo minha imagem. E você, já construiu a sua? Tem um estilo próprio ou se inspira em alguém?

Dentre minhas inspirações da internet estão: A Robot Heart, A Clothes Horse, Twee, Mari Santarém, Karol, Lilian, Priss, além de algumas referências fictícias como as roupas da novela Tempo de Amar (que passa agora às 18h30 na Globo) e as roupas da Cecília (da novela Carinha de Anjo do SBT).

Quem sabe não faço capítulos especiais com meus outfits favoritos dessas meninas lindas e incrivelmente estilosas?

Acho que é isso. Au revoir.
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Uma das personagens mais originais e universalmente amadas da ficção infanto juvenil agora na coleção Clássicos Zahar.
Carregando uma maleta e um guarda-chuva, Mary Poppins entra em cena voando. Literalmente. Gravada no imaginário das crianças de várias gerações, essa chegada fabulosa da peculiar babá da família Banks abre as portas para muitas outras surpresas e aventuras, como a história da Vaca Dançante, o aniversário no zoológico, um chá da tarde nos ares, delicados remendos no céu noturno... Mary Poppins é durona e misteriosa - e absolutamente irresistível.
Publicado em 1934, o livro foi um sucesso imediato e desde então fascina leitores de todas as idades - sobretudo após a adaptação de Walt Disney para o cinema. Essa edição inclui todas as ilustrações originais de Mary Shepard e conta com tradução, apresentação e notas do escritor Joca Reiners Terron, além de cronologia de vida e obra de P.L. Travers. Como extra, traz ainda uma palestra da autora sobre (não) escrever para crianças.


Infanto-juvenil// 192 páginas// Editora Zahar// Classificação: 5/5

Bonjour, bem vindos a mais uma resenha do La Petite Souris!

Mary Poppins era um livro que estava na minha lista de desejos há muito, muito tempo. Contudo, era bastante difícil encontra-lo no Brasil para vender e, quando finalmente a editora Zahar (uma das minhas favoritas) decidiu publicá-lo em uma edição especial, o preço foi um fator limitante para que eu pudesse adquiri-lo de imediato. Apenas quando fui à Feira do Livro da USP no ano passado, famosa por seus descontos de mais de 50% nos livros, é que pude comprar Mary Poppins e fazer desse livro uma das minhas leiturinhas especiais de férias.


Mas, quais foram as minhas conclusões pós leitura?

A edição da Zahar é uma primazia, não posso dizer o contrário. O cuidado que a editora tem em produzir folhas de guarda com a mesma paleta de cores da capa, além de trazer nelas cenas essenciais da trama, já haviam ganhado meu coração quando li Peter Pan e não foi diferente agora. Além disso, as ilustrações ficaram bem posicionadas em relação ao texto e, pelo que eu me lembre, não houve nenhum erro de digitação ou tradução no livro.


Mas, mais do que a edição fofa da Zahar que me dará orgulho quando os meus filhos lerem esse livro daqui há uns anos, a estória de Mary Poppins me conquistou de uma maneira que faz jus ao fato de Walt Disney ter esperado por anos que P.L. Travers concedesse e "aprovasse" seu filme. Mary Poppins é um retrato delicado, verdadeiro e mágico da educação infantil e do papel da babá na vida de uma criança.

A protagonista que empresta seu nome ao livro é cativante, mas de uma maneira não convencional. Ela não é a mulher perfeita: Mary Poppins é orgulhosa, vaidosa, impaciente e mandona. Ela conduz as crianças com rédeas curtas, não permitindo que elas façam perguntas demais e colocando-as em um ritmo de vida ordenado. Porém, quando ela abre espaço para a magia e a imaginação, algo que lhe é tão natural que Mary não admite que lhe façam perguntas sobre como tudo aquilo acontece, o livro muda e torna-se uma obra prima da literatura infantil.

As cenas do livro (os capítulos não possuem ligação entre si, apenas por terem os mesmos personagens passando por situações diferentes juntos), são verdadeiras enquanto admitirmos a existência da magia e tem o potencial de agradar tanto adultos quanto crianças. O meu capítulo favorito é aquele em que os bebês da família Banks são convidados a "falar". É tão delicado e criativo a forma como P.L. colocou a visão dos bebês em relação ao mundo, mais, como a autora criou o fato de que perdemos a magia ao completarmos um ano, o que explica tudo.


Em resumo, Mary Poppins é um livro para se levar para a vida inteira. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de assistir à adaptação da Disney com a Julie Andrews, mas pelo que li de outras pessoas, a personagem de Mary não tem nada a ver com a do livro. Se for assim, não sei se é algo bom ou ruim... Quando eu assistir, faço um capítulo especial no Souris dando a minha opinião mais concreta.

E você, já leu ou assistiu à Mary Poppins? Se sim, comente o que você achou, por favor.

Muita magia e amor.
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Esse capítulo não terá texto. Aproveitem a magia que uma imagem revela por si só.

Au revoir.
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Numa escola paroquial da Estônia, estuda Arno Tali, um garoto ingênuo que nutre um carinho especial pela esperta Teele Raja. Na escola, eles e seus amigos são perseguidos por um sacristão rabugento, contra quem aprontam inúmeras travessuras.
Primavera é centrado na rotina escolar dessas crianças, com os muitos conflitos e descobertas que se dão enquanto todos aguardam a chegada da estação mais esperada do ano.
Além desta divertida história, este livro traz vários aspectos da cultura estoniana e das influências herdadas da cultura russa, como lendas populares, músicas, a língua e o modo de vida no campo no início do século XX. Numa escola paroquial da Estônia, estuda Arno Tali, um garoto ingênuo que nutre um carinho especial pela esperta Teele Raja. Na escola, eles e seus amigos são perseguidos por um sacristão rabugento, contra quem aprontam inúmeras travessuras.

Primavera é centrado na rotina escolar dessas crianças, com os muitos conflitos e descobertas que se dão enquanto todos aguardam a chegada da estação mais esperada do ano.
Além desta divertida história, este livro traz vários aspectos da cultura estoniana e das influências herdadas da cultura russa, como lendas populares, músicas, a língua e o modo de vida no campo no início do século XX.

Infanto-juvenil// 440 páginas// Editora Biruta// Classificação: 4/5



Bonjour, mes amis.

O La Petite Souris volta em 2018 com uma das modalidades jornalísticas que mais gosto de escrever: a crítica em resenha. Estou contente por isso e, então, escolhi o segundo livro que li agora em janeiro para estrear a seção Resenha no blog, pois Primavera é um livro diferente que merece ser espalhado para mais gente. Espero que vocês se encantem com essa estória assim como eu me encantei.

Primavera é um livro que começa bem logo pelo título escolhido. Essa estação do ano é a minha favorita e Luts trabalha a rotina dos estudantes da Escola Paroquial de Paunvere entre os meses de inverno que antecedem o evento tão esperado pelos habitantes da aldeia. Isso dá um toque mágico a narração que utiliza bastante os elementos naturais da paisagem estoniana e como isso afeta a rotina e o coração dessas pessoas. Os momentos mais emocionantes dos capítulos, com certeza, são aqueles em que o narrador faz uma digressão do enredo central do livro e discorre sobre a vida rural do interior estoniano do início do século XX, trazendo a mim, uma leitora brasileira que nunca viu a neve ao vivo, uma sensação de paz e inquietação a fim de poder pisar no gelo e fotografar as belezas dos pássaros, das casas e do lago semicongelado.


Mas, Primavera é um livro controverso. É uma sensação na Estônia com certeza. Oskar Luts se eternizou como um dos principais escritores do país e seus livros resistiram às muitas invasões e dominações que esse lugar enfrentou por anos. Hoje em dia, Primavera é um clássico infanto-juvenil no país e já foi traduzido para muitas línguas. Contudo, o livro não possuir uma história única com começo, meio e fim, desagradou muitos daqueles que leram e o resenharam no Brasil. Primavera é, a bem da verdade, uma compilação de contos com os mesmos personagens em um espaço temporal entre o outono e o início da primavera e isso, em  minha opinião, não é ruim! Pelo contrário, é o que dá um charme a mais para as estórias dos meninos e meninas de Paunvere, sempre em apuros pelas traquinagens em que se metem dia após dia (ou hora após hora, às vezes, hehe).

Primavera é genial e, por isso, tornou-se um clássico, porque é real. O modo de vida no interior da Estônia é real: as fazendas, o que era cultivado lá, as famílias numerosas, os inquilinos, a Casa Paroquial com estudantes alemães que desperta ranço nos protagonistas, o papel da mulher na sociedade/família... As crianças são reais quanto crianças dos anos 10: maduras, adquirindo hábitos adultos antes da hora, mas também traquinas, insolentes e adoráveis... O livro é real como um todo.
Até os sentimentos de Tali, o personagem que podemos considerar protagonista, são tão reais que provocaram em mim uma sensação não só de empatia, mas de compatibilidade. Enquanto eu lia Primavera, eu era Arno Tali. Confuso, extremamente sensível, ingênuo e, por fim, criança. 


E, se você não se identificar com ele, existem muitos outros que você pode conhecer e pensar: "Hm, eu era assim na minha época". Isso é o que torna Primavera um livro ótimo também. Oskar Luts constrói um livro infanto-juvenil que para os adultos, ou uma recém adulta, causam bem-estar pela lembrança da infância e da época de escola. Além de ser divertido acompanhar as travessuras de Toots e cia., inclusive, com um capítulo inteiramente dedicado a várias anedotas de traquinagem do diabinho de Paunvere que é de chacoalhar de rir.

Por essas e outras, dê uma chance a esse clássico estoniano, senão pela estória ou por meus comentários acalorados, para sair do eixo norte-americano/inglês de literatura internacional que acabamos nos acostumando. Eu garanto que não irá se arrepender.

E se você já tiver lido Primavera, deixe nos comentários sua opinião que eu ficarei bastante contente por lê-la.

Beijos açucarados.
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Fonte: Casa de Valentina
Bonjour, mes amis!

O título do post de hoje é um tanto assustador para mim e acredito que para quem acompanha o blog a algum tempinho também seja, afinal, já faz um ano (isso mesmo, UM ANO inteirinho +.+) que o La Petite Souris foi criado. Eu estou muito feliz com isso, estou mesmo, mas não me preparei para essa data tão importante e especial em minha vida... E é por isso que esse capítulo é apenas uma ode comemorativa, sem promoções que eu (de verdade) gostaria de fazer, mas que deixarei para o segundo aninho do meu jardim. Mas, enfim, vamos a algumas considerações sobre o La Petite Souris.

A primeira é mais visível. Eu reformei o layout da página e mudei algumas coisinhas de lugar. Eu não sei (não sei mesmo) fazer construções e mudanças em HTML e tive que construir o meu jardim com os recursos básicos que me estavam disponíveis no momento como imagens e fontes próprias do Blogger. Claro que, acompanhando outros blogs, eu fico um tanto triste por não conseguir dar um tchan especial ao La Petite, porém, espero que o conteúdo consiga chamar a atenção de vocês e os convide para voltar a visita-lo. Estamos aqui esperando por vocês e por seus comentários!

A segunda é que voltar a escrever um blog me deixa extremamente inspirada em outras seções da minha vida, principalmente, na faculdade de jornalismo e isso me deixa mais animada a manter esse meu jardinzinho. Por isso, gostaria de trazer um pouco mais do meu outro universo para cá de alguma maneira... Talvez realizando algumas entrevistas com outros donos de jardins em blog, quem sabe...

Mas, de verdade, eu fico muito contente por esse um aniversário (que foi em 15 de janeiro) do La Petite Souris. O blog me possibilitou libertar-me de amarras em relação a construção de textos, permitiu-me conhecer pessoas especiais e que se tornaram queridas em meu coração, permitiu que eu transmitisse coisas boas a pessoas que não conheço e permitiu que pessoas boas me transmitissem por meio dos comentários a luz que tem dentro delas.

Só tenho que agradecer a vocês por tudo.

Obrigada, obrigada por continuar a atravessar os portões de ferro caiado e coberto por plantas e flores do meu jardim e se sentar em uma mesinha para ouvir meus contos, viagens e descobertas. Obrigada pelo apoio, misses e misters.

Au revoir,
Bruna Diseró, a Ratinha. 
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Fonte: álbum particular
Bonjour, mon ami.

Em todos os finais de ano, nosso coração se aperta e começamos a fazer o balanceamento mental do ano que está por terminar. Claro que a passagem de um ano para o outro é só uma questão temporal consolidada pelos humanos mais antigos. Contudo, não conseguimos aliviar nossos sentimentos, pois um ano novo traz uma esperança nova e o recomeço (tão esperado por muitas pessoas).

O ano de 2017, com certeza, ficará para sempre em minha memória. Foi um ano de novos desafios, mas também foi um ano de consolidações. 2017 foi um ano de rupturas, mas foi um ano também de continuações. 2017 foi um ano ambíguo, mas, principalmente, feliz. E eu agradeço todos os dias pela oportunidade de vive-lo.

Nesse capítulo, eu farei uma lista das coisas boas e necessárias que esse ano, prestes a apagar sua luz para iluminar o ano que está a começar, trouxe para mim. Eu ficaria muito contente se você, ami, comentasse suas realizações em 2017 também. Compartilhemos boas experiências para que o amor e a gratidão se espalhem pelo mundo, tudo bem?

  1. A aprovação nos vestibulares que prestei: Fuvest, Mackenzie e Cásper Líbero.
  2. A escolha por ingressar no universo da USP.
  3. A compra de materiais escolares novos para uma nova realidade.
  4. A certeza de que me tornei mais velha, mas também, mais experiente.
  5. Centrar-me em mim e descobrir o que gosto e o que não gosto.
  6. Ser um pouco mais independente.
  7. A chance de crescer profissionalmente.
  8. Novos amigos.
  9. A certeza de que estou cursando algo que me faz feliz e completa.
  10. A oportunidade de conhecer alguns de meus ídolos.
  11. Construir uma personalidade mais forte e verdadeira.
  12. Construir novas metas e sonhos.
  13. Reencontrar os amigos que estão em meu coração a mais tempo.
  14. Ler livros que me auxiliaram a ser uma Bruna melhor.
  15. Conhecer outras realidades de vida e poder ser melhor a partir disso.
  16. Ajudar a quem precisou de mim de diferentes maneiras.
  17. Conhecer outras cidades de São Paulo e ter a certeza de que meu sonho é viver em uma cidade do interior.
  18. Fazer um calendário do Advento.
  19. Comprar presentes para quem amo e escrever-lhes cartas.
  20. Cuidar mais de mim em diferentes aspectos.
Os vinte presentes que 2017 trouxe para mim foram muito importantes para que uma Bruna melhor e mais madura surgisse e transbordasse nos capítulos desse blog. Sinceramente desejo que, em 2018, eu possa fazer muitas coisas mais e continuar evoluindo. Eu sei que é difícil, mas se formos pessoas melhores nas pequenas coisas do dia a dia, transformaremos a nós mesmos e, consequentemente, transformaremos o pequeno mundo a nossa volta.

Por isso, ami, sorria mais, transforme seus pensamentos em positivos, ame o próximo, seja mais compreensivo. Tente promover a paz interior e, exteriormente, em sua família. Busque a beleza na pequeneza.

E tenha um 2018 próspero.

Beijos açucarados.
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Bonjour, mes amis!

Acho que vocês perceberam já o quanto eu adoro essa época do ano. O Natal é o meu feriado favorito desde quando eu era pequenina, já que era o momento em que ficava de férias com meus pais e também porque era um dos raros momentos em que eu fazia um dia de beleza, a fim de ficar mais bonita por fora.

Mas, acima de tudo isso, o Natal simboliza para mim três coisas essenciais: o amor (que se retrata no aconchego do dia de Natal), a união e a paz de espírito (que é uma sensação óbvia, já que o Natal nada mais é do que uma festa de aniversário para Jesus, aquele que trouxe a Terra tudo isso). O Natal é um momento mágico e maravilhoso. E estou tentando rememora-lo todos os dias nesse ano. Eu fiz um calendário do advento e estou assistindo a vários filmes natalinos, também procuro por fotos do gênero no Instagram e nos blogs amigos. Foi em uma dessas jornadas pelo Natal que vi a tag no blog da miss Bia e decidi responde-la. Se quiser ver o original: aqui.

Vamos lá? HOHOHO.

1. Use um ruído para descrever o quanto você está animado para o Natal.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMEUXEZUISINHOOOOOOOOOOOO

2. Você abre alguns presentes na véspera de Natal?

A entrega dos presentes é feita pela família do meu pai sempre na véspera do Natal, depois do Amigo Secreto. Sempre recebi os presentes dessa maneira, o que foi um grande balde de água fria na minha imaginação de acreditar no Papai Noel.

3. Que tradições de férias você está ansioso pela maior parte deste ano?

Passear pelo meu bairro. Essa é uma tradição de férias simples, mas que adoro cumprir.

4. A sua árvore de Natal é real ou falsa?

Falsa (choro eterno).

5. Qual é o seu filme de Natal favorito?

Ah, eu amo filmes natalinos! Mas, em especial, o meu favorito é Operação Presente, pois me sinto como o protagonista no dia de Natal e também porque acho a mensagem dele lindinha.


6. Onde você costuma passar suas férias?

Depende de aonde conseguimos ir pela associação de férias que a minha mãe tem. Em janeiro, nós voltaremos a Avaré, uma cidade do interior de São Paulo.

7. Qual é a sua música de Natal favorita?

Eu amo o álbum de Natal do Michel Bublé e da dupla She & Him. Dentre as versões deles, a minha favorita é "Holly Jolly Christmas" do Bublé.

8. Qual é a sua comida favorita de Natal, e o doce favorito?

Amo Chester (me patrocina Perdigão), petit four de aliche, panetone trufado e cinnamonroll.

9. Seja honesto: você gosta de dar presentes ou receber presentes?

Sendo sincera, eu adoro os dois. Eu gosto de comprar coisas para as pessoas, mas também gosto de receber presentinhos que eu tenha certeza de que a pessoa pensou em mim para comprar/fazer.

10. O que você mais gosta sobre o Natal?

Eu adoro ver a agitação das pessoas na rua, ver como a programação de tudo muda para homenagear essa data e olhar para a janela do meu apartamento decorada com luzes pisca-pisca, sentindo o cheiro da noite de verão, quando saio para ir a casa dos meus tios.

11. Quando você começa a ficar animado para o Natal?

Na última semana de novembro.

  

12. Qual é o melhor presente de Natal que você já recebeu?

Não lembro... Mas, gosto de ganhar coisas que eu saiba que a pessoa se esforçou e pensou em mim, tipo: cartas, coisas feitas por ela mesma com um tema de que goste, passeios...

13. Qual é o pior presente que você já recebeu?

Eita! Acho que os piores presentes são quando ganho roupas de pessoas que não sabem o meu número (o que quase sempre acontece).

14. Quando criança, um irmão já recebeu um presente que você queria para você?

Eu sou filha única, nunca aconteceu isso comigo.

15. Qual seria o seu lugar ideal para a temporada de férias?

Qualquer lugar na Inglaterra (quero experimentar plum pudding hmm).

16. Momento de férias mais memorável?

Hmm... Quando nós andamos de ônibus comum em Salvador para ir até o centro da cidade.

17. Você faz resoluções de Ano Novo?

Ainda não, mas pretendo fazer na semana que vem.

18. O que torna as férias especiais para você?

Respeito pelo meu momento e a possibilidade de contemplar os lugares, não ficar fazendo muitas e muitas coisas.

19. Qual é a melhor parte do Natal para você?

As decorações.

20. Você recebeu um desejo de Natal ... o que será?

Um Natal de paz e amor. E que eu possa passa-lo sempre com quem amo verdadeiramente.

E a todos vocês, um Feliz Natal!!!
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Hoje, dia 21 de dezembro, é um dia conhecido no hemisfério sul do mundo como o dia em que se inicia a mais polêmica das estações do ano: o verão. Eu sei, eu sei, há muitas pessoas que compartilham comigo o amor pelo verão. Afinal, é a época em que as pessoas saem com um grande sorriso no rosto de suas casas para passear, tomar um sorvete, ir ao parque e se divertir embaixo do sol.

O verão é a época em que temos muitas frutas nas feiras para comprar. O verão é a época em que muitos de nós estamos de férias e podemos viajar para visitar parentes ou conhecer novos lugares, podemos também passear pelo nosso bairro e conhecer novos cantinhos, dar olá para nossos vizinhos e ter mais orgulho de onde nós moramos.

O verão é a época de tomarmos banho de mar, pisar na areia, catar conchinhas pela orla da praia, sentir as ondas batendo nas nossas pernas e sair do mar com a sensação de estarmos flutuando em um barco à deriva. O verão é a época de apreciarmos o pôr do sol e, quem sabe, o amanhecer. É o momento de sentarmos para fora de casa à noite e contarmos as estrelas do céu (se você não morar em uma cidade grande e poluída como a minha, é claro), conversarmos com nossa família enquanto ouvimos música e comemos lanches.

O verão é a época de cortarmos o cabelo. É o momento de usarmos roupas leves, claras, chapéus e passarmos protetor solar. O cheiro do protetor solar é o cheiro do verão. Junto com a leve sensação de chuva, adicionado a pele sempre hidratada e sempre pingando.

O verão é a época de vermos os insetos livres, trabalhando, e quando os animais da floresta acordam do longo período de hibernação (quando no hemisfério sul é inverno). É o período mágico em que as fadas mais trabalham para deixar tudo na mais bela perfeição: colorindo as flores em tons alegres, reavivando o verde das folhas, auxiliando os animais e os insetos a acordarem e realizarem seu trabalho, limpando suas casinhas, arrumando-se para os bailes.

O verão é a época em que as fadas saem de seu território e viajam pelo mundo, visitam suas amigas sereias (por isso, é no verão que podemos vê-las nas pedras do mar) e colocam as fofocas em dia, visitam os Meninos Perdidos para tirar-lhes as medidas de um ano de crescimento (ou não), espalham pó de Pirlimpimpim no coração das crianças humanas para que se divirtam ainda mais nas férias.

O verão é o momento do Natal aqui no Brasil também. O Natal inaugura o verão por aqui, aliás.

Por isso, não há melhor conto de Natal do que o conto do Solstício de Verão.

Feliz Natal e feliz verão.
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Jacob andava cabisbaixo. Era véspera do Natal, mais um entre os vinte e um que vivera até aquele momento. As pessoas passavam por ele alegres e sorridentes, famílias de mãos dadas, sacolas coloridas balançando nas mãos livres, cheiro de canela e carne assada no ar.

Mais uma véspera de Natal. Mais um dia que fazia lembrar que Jacob não tinha família para dividir a ceia e presentear com balas de açúcar que desmanchavam na boca. Mas, Jacob se lembrava das balas de açúcar que sua mãe fazia três dias antes do Natal para ele e sua irmã menor comerem até que o Papai Noel chegasse com os presentes. Lembrava-se como elas eram doces e amareladas, como o brilho das luzes na árvore de Natal que montava com o pai no primeiro dia de dezembro. Ele adorava quando seu pai o levantava até a ponta da árvore para que ele, Jacob, colocasse a ponteira em forma de estrela prateada e terminasse o enfeite do objeto.

Jacob adorava o Natal desde que era pequeno. Gostava de seus avós maternos indo passar a véspera de Natal com sua família e fazendo a maior algazarra só porque sua mãe não os havia visitado todos os dias do ano ("somente nos sábados, que ingratidão!"). Gostava de seus avós levando presentes fáceis de serem adivinhados, pois se resumiam a três coisas: geleia da fruta da estação, meias tricotadas pela avó de Jacob, um brinquedinho de madeira que o avô de Jacob fazia no galpão dos fundos da fazenda dele. Mesmo que parecessem presentes simples, Jacob e sua irmã ficavam ansiosos para os receberem e disputavam para ver quem tinha a geleia mais gostosa e qual dos dois o vovô escolhera naquele ano para ganhar o lápis colorido que ele fazia especialmente para o neto que ia melhor na escola.

Jacob gostava também das comidas natalinas que sua mãe fazia e nunca reproduzia igual no outro ano. Sua mãe havia aprendido a cozinhar sozinha, porque os pais dela eram ambos péssimos culinaristas, e suas receitas carregavam muito amor, mas também muita sorte. Jacob sempre foi agraciado com a sorte de sua mãe na cozinha, principalmente no Natal, quando ela fazia peru, farofa de castanhas, calda de laranja para o tender, gingerbreads de menta para a sobremesa e um arroz com passas que ninguém conseguia reclamar da adição de uvas, porque ficava muito bom.

Com carinho, Jacob sorriu ao lembrar-se de seu pai vestido de Papai Noel no último Natal que passaram juntos. Ele tinha quinze anos e já havia percebido que seu pai era o bom velhinho há alguns anos, quando ouviu ele dizer "supimpa, supimpa" para Jane, sua irmã menor, depois de entregar seu presente. Sério, pai? Supimpa é sua marca registrada!

Foi quando tudo mudou. Ele havia ido para a escola e, quando retornou, encontrou um bilhete que informava que seus pais tiveram que se mudar para os Estados Unidos às pressas e levaram Jane consigo. Jacob sabia que seu pai era procurado pela polícia. Ele era acusado de queimar boa parte do Parlamento inglês em um protesto contra a permanência da Irlanda no Reino Unido. Seu pai era irlandês, ele fazia parte de um grupo de manifestantes sim, mas nunca havia feito aquilo. No dia em que tudo aconteceu, seu pai estava de cama com pneumonia. Era vingança, eles fugiram. Mas, deixaram Jacob para trás.

Jacob ficou revoltado no início. Depois chorou. Tentou entrar em contato com sua família, mas eles não haviam informado o novo endereço. Jacob começou a trabalhar para se sustentar todos os momentos em que não estava na escola. Em todos os momentos em que não estava na faculdade.

Era o vigésimo primeiro Natal de Jacob na Inglaterra. A neve caía fina, esparsa, uma chuva de lágrimas de fada. Era Natal, portanto, eram lágrimas de fadas do Natal. Jacob sorriu. Ele ainda amava o Natal e se vestia todos os anos como Papai Noel para visitar as famílias pobres de Londres e dar-lhes alegria, conforto e amor, como sua família lhe dava há mais de seis anos.

Jacob estava sorridente, sentado a esperar dar dez da noite e entrar na primeira vila que iria visitar no ano. Quando olhou para cima, viu as estrelas. Quando olhou para baixo, duas mãos pequenas. Voltou seu rosto para a criança sentada ao seu lado. Uma menininha rechonchuda que esperava sua mãe amarrar suas botas. Ele olhou para a mulher. Era Jane.

A mulher, com seus dezenove anos, já era mãe de uma garotinha linda de dois anos e estava com olhos contentes, semelhantes aos que tinha quando ganhava uma boneca de madeira de seu avô em seus primeiros Natais, quando olhou para Jacob. Ela o reconheceu. Ele a reconheceu.

Abraçaram-se.

Foi o primeiro Natal de Jacob como tio e cunhado. O primeiro Natal em que ele foi o Papai Noel de sua família de sangue.

Ele gritou de alegria: Feliz Natal, Londres!
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Bonjour, mon ami! Bienvenue ao primeiro capítulo horripilante do blog, na semana dedicada ao Dia das Bruxas! Hahahaha (voz de feiticeira maléfica).

Eu adoro datas comemorativas e o dia de Halloween não poderia ser diferente, mesmo que pertença a uma cultura distante - estadunidense. Eu fui criada assistindo aos filmes infanto-juvenis que retratavam essa data com o famoso "Doces ou Travessuras", então, acabo me sentindo parte dessa tradição de alguma forma. E, fuçando a lista de blogs favoritos da minha timeline, eu me deparei com esse post amorzinho da miss Bia, uma tag de Dia das Bruxas que ela respondeu aqui e que me motivou a responde-la também no Petite.

Espero que gostem e reproduzam em suas páginas.

Boa semana horripilante!

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Abóbora: Qual é a sua estação favorita?
A primavera! Eu adoro as flores que se abrem contentes, as que enfeitam o chão de cimento da minha cidade e adoro ouvir os pássaros cantando alegres pela janela do meu quarto logo às cinco e meia da manhã.

— Fantasma: Você se assusta com facilidade?
Não. A última vez que me assustei com um filme de terror foi quando assisti a Colheita Maldita, há alguns anos.

— Doce de milho: Qual é o seu tipo favorito de doce?
Chocolate. Eu sou completamente viciada em chocolate, eu como alguns todos os dias, o que, confesso, não é um hábito muito saudável...

— Vampiro: Qual é a sua criatura sobrenatural favorita?
Se puder considerar as fadas como criaturas sobrenaturais, são elas as minhas favoritas. Se não, gosto dos vampiros, porque eles são charmosos, apesar de tudo.

— Bruxa: Se você pudesse ter qualquer super poder, qual seria?
Eu sempre fui fã do Flash e do Mercúrio, então, adoraria poder ter uma velocidade colossal e que eu conseguisse atingir (pelo menos uma vez) a velocidade da luz.

— Doçura ou travessura: Qual foi o seu traje favorito de Halloween?
Eu não costumo ir a festas de Halloween, mas admiro as pessoas que fazem maquiagens de zumbis perfeitas, aquelas que não conseguimos distinguir a diferença entre o real e o imaginário.

— Gato preto: Você é supersticioso?
Não, mas gosto bastante de conhecer as superstições, crendices e lendas :)

— Tábua Ouija: Se você pudesse mudar seu nome, para o qual você mudaria?
Catarina, Mildred, Desireè...

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— Cemitério: Você conhece boas histórias de terror?
SIM! Quando eu estava na terrível fase da pré-adolescência, eu e minhas amigas ficávamos lendo histórias de terror na Internet na aula de informática. Era um site de creepy pasta e de algumas teorias da conspiração aterrorizantes. Nunca vou me esquecer de uma história sobre os quadros de um pintor que não lembro o nome e que tinha um pacto...

— Esqueleto: Você já quebrou um osso?
Não.

— Homem-lobo: Qual a sua lenda urbana favorita?
A lenda do taxista que levava a mulher morta para o cemitério e nem se tocava, até que ele foi cobrar da família dela a corrida.

— Horror Flick: Você gosta de filmes assustadores? Em caso afirmativo, qual deles é o seu favorito?
Eu não sou muito fã de filmes de terror, mas gosto de toda a franquia "Premonição".

— Casa Assombrada: Você preferiria morar na cidade ou no interior?
No interior com toda a certeza!

— Zombie: Você acha que poderia sobreviver a um apocalipse zumbi?
Lógico que não, eu teria dó de matar os zumbis.

— Mamãe: Qual é o seu maior medo?
Assalto, morte de pessoas queridas, bonecos (tipo o Chucky e a Anabelle)

— Bat: Você tem algum animal de estimação?
Não :(

— Caldeirão: Que tipo de poção você faria se você tivesse a oportunidade?
Poção da inspiração para que minhas matérias e capítulos do La Petite Souris sejam cada vez mais criativos.

— Lua cheia: Você prefere a noite ou durante o dia?
O dia

— Maze Corn (milharal): Qual é a sua atividade de outono favorita?
Ver fotos do outono do hemisfério norte no Instagram; pegar pinhas no jardim da FEA; procurar folhas caídas no chão; colocar ursos no plano de fundo do meu celular.

— Broomstick (seria a vassoura de uma bruxa): Quais lugares emocionantes você já viajou?
Emocionante, eu acho que nenhum. Assim como a miss Bia, eu listarei os meus três lugares favoritos do mundo - Inglaterra, Grécia e Irlanda.

Obs: Desafio - Você consegue adivinhar de que filme é a frase que dá título a esse capítulo do blog?
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Esse texto foi escrito pela minha amiga Caroline, que já apareceu nesse blog, pois foi em sua casa que fizemos nosso chá da tarde.

Espero que vocês gostem, pois eu gostei muito.
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Depois de alguns anos vividos tudo se torna parte de uma rotina. A novidade que uma manhã pode trazer se perde nos hábitos adquiridos. Ao menos foi o que aconteceu ao longo dos meus sessenta anos.
Ontem, supostamente, deveria ter seguido um padrão, assim como nos outros dias. Entretanto, uma sensação de nostalgia aflorou dentro de mim e forçou-me a procurar uma forma de reviver minhas memórias. Bastou essa vontade para que eu transgredisse minha rotina e ousasse nos meus atos.
Comecei então a revirar os antigos móveis no escritório e lá encontrei uma agradável surpresa. Uma fotografia amarelada e rasgada devido ao descaso meu e do tempo. Nela se encontrava uma amiga de adolescência e uma figura mais jovem de mim. Nesse momento fui tomada por uma sensação libertadora e saudosista.
Eu havia vivido muitas coisas junto dela, lembro-me de quando costumávamos sair pelas ruas sem rumo e horário para voltar. Éramos eu, ela e nossas histórias, sem preocupações ou temores. Apenas a certeza da nossa amizade. Isso me encheu de lágrimas e esperança de volta àquele tempo.
Porém, em um momento de lucidez, percebi que essa época havia passado e que eu havia usufruído dela ao máximo. Eu precisava realmente dessa fotografia para lembrar que nunca é tarde para viver novas histórias. Minha idade nunca seria um empecilho. Era preciso a coragem que esse pedaço de papel me proporcionou para retomar o contato. E foi isso que eu fiz.
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Bonjour, mes amis.

Esse é o segundo e último capítulo sobre a minha viagem de julho para Areado. Para quem não se lembra, essa foi a cidadezinha que visitei junto com minha família durante as férias de meio de ano. Ela fica no estado de Minas Gerais, o meu favorito (não sei o por quê), mesmo eu tendo nascido e vivido toda a minha vida em São Paulo. Foi uma viagem magnífica, em que pude descansar bastante e sentir a natureza em mim.

Aliás, a natureza se fazia tão presente nessa cidade que ela me serviu de gancho para comemorar com vocês a primeira primavera do La Petite Souris! Fico contente pelo blog estar durando bastante tempo e me gerar um retorno tão positivo. Nunca tive isso em nenhum blog que construí anteriormente, obrigada pela atenção e carinho que vocês me dão ao ler meus capítulos e comentá-los. Desejo que por muitas primaveras mais eu encontre vocês aqui! :3

As flores mineiras são diferentes daquelas que encontro por aqui. Elas eram mais selvagens, verdadeiras flores do campo que nasciam em qualquer cantinho e coloriam a estradinha de terra que levava os visitantes ao hotel.


Essa flor tem carinha de modelo de verão, mas estávamos no inverno! Todos os dias eu fotografava uma planta diferente o que me deixou feliz a viagem toda.


Conseguiram enxergar a florzinha amarela no meio? Ela deve ser uma princesa dentre suas irmãs, já que possui uma guarda de folhas tão abundante...


Estava ventando muito e não tive como tirar essa foto sem que a minha mão aparecesse também.


E esse foi o resultado da minha expedição por Areado. Eu havia dito no meu facebook que me senti como a Anne da série Anne with an E em seu primeiro dia de aulas, haha. E foi verdade! Sempre pedia às plantas que me cedessem uma de suas flores antes de colhê-las ou pegava alguma que estava intacta no chão.

O meu chapéu voltou assim para São Paulo. Apenas quando as flores murcharam eu as tirei e limpei o chapéu para o guardar.


Eu adoro essa foto! Tanto sol, tanto vento, tanto sorriso e uma modelo envergonhada.
Bem, essa foi nossa viagem. Vocês conhecem Areado?

Au revoir.
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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