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La Petite Souris


Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico. Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas. O hobby se transforma em paixão e ela logo começa a operar sua magia adicionando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor. A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.

Romance (chick-lit) // 358 páginas // Arqueiro // nota: 4/5

Esse é o segundo livro que leio da autora e já posso dizer que, definitivamente, a Jenny conquistou meu coração de leitora! Sua escrita leve, fluida e divertida é um alívio nesses tempos difíceis, além de ela sempre me proporcionar viagens cheias de riqueza pelas cidades britânicas. O que eu adoro, claro!

Neste livro, acompanhamos a jornada de Polly em uma nova cidade localizada na costa britânica e que tem marés tão altas que inundam as saídas de lá por horas a fio. Polly se mudou pra lá depois de falir e ter seu relacionamento com o namorado e sócio rompido pelas dificuldades da situação.

Mas, sem querer ficar se lamentando, parada em um cantinho escuro, ela decide começar a fazer pães pros vizinhos e o negócio sai tão bem que expande rapidamente. Mas, será que a nova vida de Polly vai ser mais positiva do que a que tinha antes?


Como eu disse mais pra cima, o livro é um aconchego. A protagonista foi uma fonte de inspiração pra mim, sempre tentando se superar e seguir em frente. Mas, o livro traz também boas doses de humor nas figuras dos melhores amigos de Polly, com direito a um casamento inspirado em Star Wars lá pro final.

A edição da Arqueiro tá um chuchu. Minha parte favorita são as receitas de panificação originais no apêndice. Assim que eu fizer uma delas, trago aqui pra vocês verem como ficou! Mas, mesmo com tantos pontos positivos, achei a leitura um pouco arrastada no meio e os momentos que eram pra ser super tristes, não tiveram a força que eu esperava. Mesmo assim, é um livro ótimo para relaxar enquanto comemos uma deliciosa fatia de torta de chocolate, sabe? Haha.

E você, já leu o livro? O que achou? Beijos açucarados e au revoir.
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Nina Redmond é uma bibliotecária que passa os dias unindo alegremente livros e pessoas – ela sempre sabe as histórias ideais para cada leitor. Mas, quando a biblioteca pública em que trabalha fecha as portas, Nina não tem ideia do que fazer. Então, um anúncio de classificados chama sua atenção: uma van que ela pode transformar em uma livraria volante, para dirigir pela Escócia e, com o poder da literatura, transformar vidas em cada lugar por que passar. Usando toda a sua coragem e suas economias, Nina larga tudo e vai começar do zero em um vilarejo nas Terras Altas. Ali ela descobre um mundo de aventura, magia e romance, e o lugar aos poucos vai se tornando o seu lar. Um local onde, talvez, ela possa escrever seu próprio final feliz.

Romance (chick-lit) // 304 páginas // Arqueiro // nota: 4/5

Um dia, quando era pequenina, prometi a mim mesma que nunca leria romances. "Eu gosto é de aventuras, livros de verdade", dizia à época. Quando poderia imaginar, então, que resenharia um chick-lit pra cá?

E justamente seria um romance que me curaria de uma imensa ressaca literária? E que me inspiraria tanto com sua protagonista? Aqui, acompanhamos a história de Nina, uma bibliotecária que se vê quase demitida e precisa decidir o que fazer da vida depois que a biblioteca fechar. Tímida, ela não quer dar um passo tão ousado, mas não tem jeito: quando a ideia de montar uma livraria itinerante surge, ela parte para as terras da Escócia em busca de uma van e de seus sonhos.

Eu me identifiquei demais com a protagonista. Em tudo que a Nina fazia ou gostava, lá estava eu refletida: o amor por livros, sentir que lugares mais calmos e ligados à Natureza são meu lar, as pequenas ousadias que transformam a gente por dentro... Era como se Jenny tivesse se inspirado em mim para compor a personagem!


Assim, me vi envolvida pela história rapidinho! Adoro o prefácio do livro com as dicas para leitores, bem como a forma de escrever da autora. Ah, e também gostei muito de como ela descreveu a vida na Vila escocesa (me deu vontade de ir morar lá). Minha parte favorita? A descrição do festival de Midsummer! ps: é muito caro viajar para a Escócia, Google pesquisar (hahaha).

O livro é bem rápido de ser lido e uma forma muito gostosa de passar as tardes de férias. Se você nunca leu romance (ou tem preconceito assim como eu tinha), recomendo essa leitura. Afinal, mais do que a jornada de uma mulher em busca de seus sonhos, o livro é uma homenagem a todos nós, leitores.


E você, já leu? O que achou? 


Au revoir.
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Inglaterra, século XIX. Oliver Twist chegou ao mundo numa noite bem fria e nada promissora. A mãe morreu em seguida, e ninguém tinha a menor ideia de quem fosse o pai. Órfão e pobre, o menino passou por todo tipo de privação, até ser vendido a um coveiro. Maltratado, acabou fugindo e foi viver nas ruas de Londres, onde conheceu Fagin, chefe de uma quadrilha de meninos especialista em furto de joias. É o início de uma história comovente, cheia de desafios e reviravoltas. Obrigado a roubar, Oliver começa a se meter numa grande enrascada, mas nem imagina que, em meio a tamanha confusão, o destino trará à tona os segredos de sua origem.

Aventura - Clássico // 352 páginas// Principis//nota: 5/5

A minha história com Oliver Twist é de longa data. Foi pensando em ler ele que, acidentalmente, comprei Tom Sawyer e me apaixonei. E depois de tantos anos querendo ler Dickens, encontrei essa edição ao acaso e não pensei duas vezes antes de a comprar.

Pensando em retrocesso, fico feliz por não ter lido Twist antes. Eu era muito nova para uma história tão complexa e densa como essa. Isso porque o livro traz uma Inglaterra suja em todos os sentidos: é o submundo de Londres o local que mais temos contato ao longo da história, recheado pelo que não associamos com a Inglaterra de hoje - pobreza, degradação, bandidos e a realidade cruel de um período tão romantizado, a época vitoriana.

Aqui acompanhamos a jornada de Oliver, um órfão que, desde cedo, foi maltratado por quem deveria cuidar dele e que se vê sozinho tendo que enfrentar as mazelas do abandono. Ele, então, acaba nas garras de Fagin, um personagem tão complexo quanto o resto do livro, que comanda quase toda a bandidagem de Londres e pega Oliver para ser um de seus pequenos batedores de carteira.


Mas, o coração gentil e bondoso do garoto não se corrompe com o meio em que vive. E, depois de muitas aventuras, acaba encontrando seus pares em meio a uma intriga familiar que o ajudará a conhecer suas origens.

Para além da aventura, o livro foi para mim um lembrete constante do quanto é importante nós conhecermos todos os lados da História. Nada do que Dickens já esperava fazer com sua obra, aliás, já que ele é o mestre em retratar a Inglaterra pela ótica dos menos abastados. Sua escrita é dinâmica, mas principalmente, ácida, beirando ao sacarsmo. Ele conversa com a gente e nos fazer ver que também somos culpados pelo que Oliver, e tantos outros, sofrem por não serem privilegiados.

Mas, apesar de tantas ironias e tanto realismo, o livro termina com uma mensagem de esperança e paz. Confesso que isso foi um alento para o meu coração que já não aguentava mais ver o pobre do Oliver sofrer! Mas, é inegável dizer que outra parte do livro, senão o fim de todos os "vilões" da história, foi a melhor! Principalmente a de Fagin...


E você, já leu ao livro? O que acharam dessa obra clássica da literatura britânica?

Confesso que todas as vezes em que penso em Charles Dickens, a musiquinha da série Horrible Histories, da BBC, fica tocando em looping na minha cabeça, haha.


Essa música é a minha favorita da série inteira e sempre encontrarei um jeitinho de a compartilhar com mais pessoas por aí, hihi.

Au revoir.
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Na foto, o bordado que fiz para sempre lembrar do meu querido cantinho na Internet: um petit souris cheio de florzinhas
Enquanto os cinco meninos estão perdidos na floresta, diversos personagens, como O-Homem-Com-a-Boca-Aberta, entram em cena nesse novo universo criado por Gonçalo M. Tavares: as Mitologias. Narrativas e tipos se cruzam, em confrontos entre a lógica e o absurdo, o humano e a máquina, a ciência e o mito. Recuperando as narrativas orais, mas sem abandonar o estilo que o consagrou, Gonçalo alcança uma dimensão de originalidade poucas vezes vista.

Fantasia // 244 páginas // Dublinense // nota: 5/5


Depois de mais de cinco anos, eu conheci um livro que se tornou meu novo favorito: Cinco Meninos, Cinco Ratos, escrito por Gonçalo M. Tavares. E quero recomendé-lo para qualquer pessoa que passar a minha frente, hahaha!

Aqui, nós temos uma narrativa não-linear sobre cinco irmãos perdidos em uma floresta e que conhecem personagens icônicos, mas também tão perdidos quanto eles. Todos vivem em um regime autoritário, um lugar onde a Velocidade é uma arma de controle e a violência é explícita e incentivada por todos.

Cada capítulo é subdividido em partes, mas que não necessariamente são conectados uns com os outros. O que importa no livro é o tempo presente. Parece que lemos vários flashes de momentos das personagens que se concluem por si mesmos, e é por isso que parece que a história não respeita a lógica temporal.


Mas, não é verdade. O que acontece é que o livro nos apresenta todas as cartas do baralho narrativo ao mesmo tempo: cabe a nós enfileirarmos eles do jeito que mais faz sentido. E se quiserem, não façam isso!
Além da narrativa, outro destaque vai para as personagens. Como disse, todos são bem marcantes e desenvolvem o lodo violento que permeia o universo do lugar em que moram. Podem ser metáforas para cenários de guerra do século XX. Sim, isso ajuda na construção deles, mas ao mesmo tempo isso não é tudo. O que vi foi a personificação dos sentimentos que surgem quando passamos por situações extremas.

Destaco a história do Moscovo: se você quiser entender o livro mais classicamente, tome a história dele como fio condutor para tudo o que está acontecendo. Não se engane pelo titulo: no fim, você não saberá mais quem são os meninos e quem são os ratos.


Por fim, só queria avisar que a editora tem outro livro do mesmo autor que complementa esse. Não vejo a hora de ler para saber mais sobre esse universo tão complexo! Ah, e a edição tá tão linda... Por favor, adquira o livro físico!

É isso, mes amis. Gostaram? Já leram? 

Beijos açucarados e au revoir.
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Laura's family's first home in Minnesota is made of sod, but Pa builds a clean new house made of sawed lumber beside Plum Creek. The money for materials will come from their first wheat crop. Then, just before the wheat is ready to harvest, a strange glittering cloud fills the sky, blocking out the sun. Soon millions of grasshoppers cover the field and everything on the farm. In a week's time, there is no wheat crop left at all. 

Formação // 358 páginas // Editora Scholastic // nota: 4/5

Quem diria que, em um dia descontraído de pesquisas pelo @sebotravessa, encontraria os livros que originaram a série Os Pioneiros?! Nunca na minha imaginação fértil poderia pensar nisso, eu com livros estrangeiros em mãos, que já possuíram tantos donos e tantas histórias... Só por isso já tenho um carinho especial por eles.

Esse é o primeiro livro que tenho da série, On the Banks of Plum Creek. Aqui, nós acompanhamos as aventuras de Laura e sua família que acabaram de se mudar para uma nova cidade em um Estados Unidos pioneiro. Agricultores, eles passam por surpresas e perrengues em busca de estabilidade nas novas terras e é isso que traz um tom especial ao livro.


Fora isso, também lemos a adaptação de Laura e sua irmã, Mary, com as outras crianças da pequena cidade. E também como elas lidam com as dificuldades do dia a dia.

Sabe aqueles livros que dão quentinho no coração? Esse é um deles! Ingalls descreve cenários bucólicos lindos, porém também mostrando que a Natureza é viva e passa por momentos difíceis como superpopulação de gafanhotos e seca. Além disso, a relação familiar que ela constrói é muito bonita, onde a união e a esperança são as bases para o futuro melhor.

Ainda preciso ler os outros livros, mas já sinto que vou amar.

E você já leu?


Au revoir.
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Best-seller na França, A mecânica do coração, de Mathias Malzieu, é uma história original, secular e ao mesmo tempo atual, em que humor e poesia caminham juntos. O autor faz um convite a uma reflexão muito pessoal sobre a paixão, os limites do amor verdadeiro e a rejeição. Segundo o jornal britânico The Guardian, “a prosa gótica-punk de Malzieu se destaca... repleta de metáforas impressionantes”. Além de inspirar um disco, a obra ganhará as telas de cinema em animação dirigida por Luc Besson. Edimburgo, 1874. O pequeno Jack nasce na noite mais fria do mundo e seu frágil coração está irremediavelmente congelado. Então, o bebê é submetido a uma operação de emergência. Seu coração é substituído por um relógio de madeira, um pequeno cuco que ajudará a manter o ritmo das batidas e a bombear o sangue normalmente. A delicada prótese garantirá que Jack leve uma vida igual à de todos os outros garotos. Ou quase igual. Após ser abandonado pela mãe assim que nasceu, Jack tem muita dificuldade pra encontrar alguém que queira adotá-lo, por causa do tique-taque incessante do mecanismo alojado em seu peito. Sendo, então, adotado pela doutora Madeleine, que fez seu parto.Jack é orientado a não se expor às sensações comuns, como a raiva e o desespero, a frustração e o amor. O menor sinal deste último sentimento, o mais perigoso de todos, pode fazer com que o pleno funcionamento do relógio-coração de Jack entre em colapso. Mas tudo irá mudar quando Jack for levado até a cidade pela primeira vez. Ao conhecer uma pequena cantora, os ponteiros de seu relógio apressam-se imediatamente. O despertar deste sentimento pode ser fatal ao menino.

Fantasia // 192 páginas // Editora Galera // nota: 4/5

Um coração movido à relógio. Um melhor amigo chamado George Meliès. Um romance incendiário e fantástico... Quer mais motivos para ler este poema em forma de romance chamado A Mecânica do Coração?

Aqui nós acompanhamos a trajetória de Jack em busca da mulher amada, atravessando a Europa inteira até um circo em Andaluzia, aonde ele canta e encanta a todos. No caminho, ele encontra dois personagens históricos que fizeram meus olhos brilharem pela forma como são trabalhados: Jack, o Estripador (em um capítulo de terror fantástico maravilhoso) e Meliès, que se torna o melhor amigo do protagonista e tem um papel crucial no fim.

Eu fiquei tão contente com essa foto... Ficou muito bonita, não?
Ok, essa história já está incrível, né? Mas, tudo isso fica ainda melhor com o toque de surrealismo Steampunk que deixa a história original e deliciosa: Jack teve seu coração congelado ao nascer e precisa usar um relógio cuco para fazê-lo funcionar. E, por isso, ele NUNCA MESMO pode se apaixonar! Mas, e a nossa mocinha, Miss Acácia, com seus olhos de fogo?

Porém, o livro é muito mais do que uma boa história de amor impossível. Malzieu traz uma verdadeira poesia para as páginas em prosa. Ele usa muitas metáforas e comparações que são de encher os olhos de tão bonitas e me fizeram sair do bloqueio criativo que estava mergulhada há meses!

Além disso, temos coadjuvantes muito bem trabalhados e vilões que ficam em uma zona cinza que deixa tudo mais maduro. Gosto muito da forma como ele trabalhou os personagens reais, pois fez com que tudo aquilo fosse ainda mais possível! Afinal, por que não poderia existir alguém com um relógio no coração?


O amor central também foi muito bem escrito: densidade, imperfeições, loucura e sacrifício foram postos em jogo em um amor muito humano. Porém, no fim do livro, me decepcionei um pouco. Não porque é ruim (é muito chocante e inesperado), mas porque já tinha uma pré-visão do filme e os dois são muito diferentes. Vou falar em outro post do filme, mas já adianto que no filme, Malzieu assumiu o tom fantástico de sua obra, enquanto no livro, é mais pé no chão. 

E você, já leu? O que achou? 



Au revoir.
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Se você já leu Mary Poppins, não pode perder A volta de Mary Poppins! Se não leu nenhum dos dois, está esperando o que para começar essa viagem em dose dupla? 
Mary Poppins está de volta à família Banks – e com ela por perto a rotina se transforma em aventura! Uma babá na gaiola, o segredo dos bebês, as reviravoltas da segunda segunda-feira do mês, a noite de folga... Aproveite bem essa viagem mágica e misteriosa, antes que a corrente se quebre. 
Publicado em 1935, A volta de Mary Poppins é um clássico para crianças e adultos. Essa linda edição traz o texto integral em bem-cuidada tradução, uma ótima apresentação e todas as ilustrações originais de Mary Shepard! E ainda cronologia de vida e obra de P.L. Travers. A edição impressa apresenta capa dura e acabamento de luxo.

Aventura // 336 páginas // Editora Zahar // nota: 4/5

"Let's go fly a kite"... Todas as vezes que olho para esse livro, minha mente cantarola essa música. Gostaram da minha pipa de borboleta? Tendência para o carnaval de 2020, hein, menines! Hahaha!

Caham, mas falando sério agora, vamos ao que eu achei de A volta de Mary Poppins, segundo livro da saga dessa babá tão amada pelo mundo.

E eu gostei muito do livro! Estava com saudades de ler as aventuras da Mary e da família Banks, mas apreensiva por esse livro não conseguir ser tão bom quanto o primeiro. Engano meu, sim, todos os capítulos (que funcionam como pequenos contos separados dentro da edição) são muito divertidos e interessantes. Bem ao estilo de Mary Poppins.


Foi tão gostoso reencontrar todos e perceber o quanto a Mary ama as crianças, mesmo que queira demonstrar frieza. O último capítulo é um soco no coração de tão sensível e me fez gostar ainda mais da personagem. Outra coisa de que gostei foi do amadurecimento proposto às crianças pelos capítulos. Ainda elas são crianças, sim, mas conseguem enxergar o outro melhor e fazer escolhas mais sábias e menos egoístas que deixam a narrativa mais gostosa de ser lida.

O livro, assim como o primeiro, reúne várias aventuras fantásticas de Mary Poppins e das crianças. Todas elas regadas com ensinamentos de pulso firme, que servem também para nós, adultos, que já deixamos a infância (ou pensamos ter deixado) há tempos. A minha aventura favorita é a da nova membra da família Banks que nasce. Mais ou menos como o capítulo dos gêmeos no primeiro livro, aqui a garotinha nos traz uma visão do parto e dos primeiros dias de vida de uma forma doce, decidida, mística e sonhadora que nos faz pensar se não aconteceu o mesmo com a gente.


Outros capítulos de que gosto bastante é o do circo e a da Arca, ambos destrinchando o Universo sob a ótica de Mary Poppins e P L Travors, que não é assim tão impossível, em minha opinião... Mas, a leitura não foi tão perfeita assim. Senti alguns capítulos um tanto arrastados e, por isso, me fez dar nota quatro para ele. 

Ps: lembrete para a edição linda da Zahar em capa dura e com uma folha de guarda de pipas que derreteu meu coração.

Au revoir!
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O livro é composto por dez contos com temáticas diferenciadas. No entanto, é possível identificar a raiz africana quando seus valores, suas crenças e a presença de elementos mágicos surgem fazendo com que o desenrolar das histórias liberte o imaginário dos leitores. O herói é o fio condutor dos textos e seu caminhar, dentro das histórias, resgata a importância da oralidade e da ancestralidade.

Contos // 96 páginas // Editora Callis // nota: 5/5


Uma coletânea de sonhos de um continente rico em cultura, história e força. Contos Africanos traz relatos mágicos de pessoas que vivem o transcendental, ou são de outro mundo, como deuses e seres fantásticos que interagem com o ser humano comum.

A rica tradição cultural da África nos é apresentada: o valor da oralidade, a relação visceral com a natureza, os sonhos de retornar à terra natal e o amor empático pelo outro. E, também, a força da luta pelos direitos. Afinal, esse continente tão lindo, infelizmente, foi cenário de guerras e ódio por tanto tempo que é preciso ser relembrado para ser superado.

Porém, mais do que histórias fantásticas de aventuras e amor, o livro é um show de diagramação. As páginas são avermelhadas e, na parte inferior, possuem ilustrações da fauna e flora africanas. Isso torna o livro mais encantador e parece que acompanhamos uma história dentro de outra, a dos animais ilustrados. Além disso, a editora também brinca com as palavras no texto, dando um formato novo a elas que dinamiza a leitura.


Meu conto favorito é o da menina que conta histórias na sala de aula sobre seu país, mas que tem que lidar com problemas de matemática no final. Eu me identifiquei tanto com ela, haha!
Ao final, fiquei muito feliz por ter conhecido mais um pouco de uma cultura irmã e, ao mesmo tempo, tão negligenciada por nós. Por isso, recomendo esse livro para todas as idades, pois aprender e exercitar a empatia nunca é demais!

E você já leu esse livro? O que achou? 

Au revoir
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O temperamento do Gato Malhado não era nada bom: bastava aparecer no parque para todos fugirem às pressas. E ele não se importava mesmo com os outros, ia tocando a vida com a indiferença habitual. Até que, chegada certa primavera, o Gato nota que a Andorinha Sinhá não tem receio algum dele. Foi o suficiente para que dali nascesse a amizade dos dois, que se aprofunda com o tempo. No outono, os bichos já viam o Gato com outros olhos, achando que talvez ele não fosse tão ruim e perigoso, uma vez que passara toda a primavera e o verão sem aprontar. Durante esse tempo, até soneto o Gato escreveu. E confessou à Andorinha: "Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo". Mas o amor entre os dois é proibido, não só porque o Gato é visto com desconfiança, mas também porque a Andorinha está prometida ao Rouxinol. Jorge Amado colheu a história desse amor impossível de uma trova do poeta Estêvão da Escuna, que a costumava recitar no Mercado das Sete Portas, em Salvador, e a colocou no papel com o tom fabular dos contos infanto-juvenis em 1948, quando vivia em Paris. Não era uma história para ser publicada em livro, mas um presente para o filho, João Jorge, que completava um ano de idade. Guardado entre as coisas do menino, o texto só foi reencontrado em 1976. João Jorge entregou então a narrativa a Carybé, que ilustrou as páginas datilografadas. Jorge Amado deu-se por vencido: o livro foi publicado no mesmo ano. O texto foi adaptado mais tarde para teatro e balé. Esta nova edição preserva as ilustrações magníficas de Carybé, que foram inseridas em novo projeto gráfico de Kiko Farkas. A escritora Tatiana Belinky, grande fã de Jorge Amado assim como deste livro, foi convidada para escrever o posfácio.

Infanto-juvenil // 128 páginas // Companhia das Letrinhas // nota: 4/5


A história de amor entre um gato rabugento e temido no parque aonde mora e uma andorinha alegre e petulante. Seria um romance trágico, se não fosse escrita pelo cânone, o divertido Jorge Amado. E se não fosse um romance infanto-juvenil.

Mas, o charme do livro não é tanto o enredo, mas sim a forma como o autor nos conta essa história. Primeiro, ele conta as aventuras da Manhã que se apaixona pelo Vento, mas, desiludida, vai conversar com o tempo e conta uma história para ele. A história contada é a do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá.

Se já não bastasse o conto que dá nome ao livro ser contado dentro de outra história, Amado ainda divide o romance de acordo com as Estações, dando uma carga poética ainda maior ao trágico casal. Lendo essa resenha, você deve estar imaginando que é um livro triste... Só que não! E também por uma escolha estilística, pois o autor quebra a quarta parede e conversa com o leitor, brinca com ele e deixa tudo mais leve. Afinal, é um livro para crianças, não é mesmo?

Fui tão sortuda por ter esses dois bibelôs que serviram direitinho para mostrar os dois lindos protagonistas da história
Talvez não só para crianças, como critica Tatiana Belinky. Esse é um livro para todos nós que queremos embarcar em um mundo de imaginações tão reais, dolorosamente, preconceituosamente reais, que chega a ser mais um ensaio do que um conto infantil. E o final, que não me agradou em nada, não poderia ser outro também... Um livro que nos encanta pela forma e nos faz chorar de amor não realizado pelo conteúdo.

E você já leu? O que achou do livro? 

Au revoir.
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Anastácia carrega na pele as marcas deixadas por um casamento odioso. Em sua última noite como uma mulher livre, ela perdeu o controle do seu futuro e acabou presa no famoso hospício para alienados do Rio de Janeiro. Mas agora, três anos após sua internação, Anastácia precisará enfrentar o passado e descobrir como recomeçar. Quem ela escolherá ser longe do peso do título de Condessa De Vienne? Benício de Sá é conhecido como o Bastardo do Café. Lutando diariamente contra a opressão do pai – um dos mais poderosos cafeicultores do Brasil – ele encontrou na construção civil a oportunidade perfeita de mudar seu futuro e deixar uma marca no mundo. Contudo, enquanto a Empreiteira de Sá conquista o cenário carioca, Benício continua preso ao passado e às marcas que carrega na alma. Será que um dia ele conseguirá libertar-se por inteiro das garras do seu pai? Anastácia e Benício se conhecem em meio à ruína, mas é durante a esperança de um novo começo que eles se reencontram. Agora resta saber se estão prontos para recomeçar.

Romance de Época // 400 páginas // Essência // nota: 10/5 <3

Bonjour, mes amis! Ça va? Como vocês estão hoje?

Ai... Se eu falar demais desse livro, eu choro. Choro de gratidão, amor e felicidade por ter podido ler uma história tão inspiradora para mim. Uma história que me fez ter mais confiança em mim mesma, que me emocionou aos borbotões, me fez ter esperança em meu futuro e muita coragem para ir a luta dos meus desejos.

Em Livre para Recomeçar, acompanhamos a história de Anastácia e Benicio. Ela sofreu com violência doméstica, foi posta em um Hospício do Rio de Janeiro pelo marido e se redescobre como mulher após a morte dele. Ele é filho bastardo de um dos barões mais conceituados do Rio, mas quer seguir a vida com sua construtora longe do passado sangrento do pai. E os dois se reencontram em um ambiente de recomeços e esperança. 


Mas, esse livro traz muito mais do que a história de amor desses dois personagens tão fortes. Ele traz coadjuvantes tão incríveis quanto! Meu destaque vai para as frases da irmã Dulce, sempre reconfortantes e muito divertidas. Ah, e o romance de Avril e Samuel? Inspiração em Carinha de Anjo quem fala? Uma história de amor tão inusitada e real quanto essa, aqueceu o coração de muitos leitores, assim como o meu.

E como a escrita da Paola evoluiu desde Volte para Mim! Eu que amo história, fiquei muito feliz por aprender tanto sobre o Rio e sobre a França. Principalmente, em relação às construções e sobre o sistema legal, tudo era novo e me estimulou a pesquisar mais. Além disso, a forma como ela dava lições de vida nos fins de capítulo foi muito importante para mim. Um romance com muita estrutura, acho que isso resume Livre para Recomeçar!


A estrutura narrativa é muito semelhante a uma boa novela, e seria incrível se o livro fosse transformada em uma. Isso porque ele também traz mistério e um vilão horrível, tão diferente dos meus queridinhos, e que só me deixou com muita raiva. Mas, preciso elogiar a construção dele, tão complexo e surpreendente.

Por fim, quero destacar o empoderamento feminino que jorra do livro! Mulheres fortes e corajosas, mulheres que apoiam as outras e não julgam, como todas nós deveríamos ser. Outro ponto importantíssimo da obra é o peso histórico justo que a Paola deu para acontecimentos vergonhosos do Brasil, como é o caso da escravidão. Mais do que apenas colocar as manchas horríveis desse período no cenário de sua narrativa, ela trouxe personagens como Darcília e Samuel, ambos com passados dolorosos, mas que mostraram a força do recomeçar e da coragem para enfrentar o preconceito tolo da sociedade da época.

Por isso, Livre para Recomeçar é um livro mais de 5 estrelas. Foi um livro que se tornou o meu favorito da vida toda! E o lilás, cor que voltou a colorir meu coração, tornou-se a cor do meu ano também para sempre me lembrar de que sou forte, sou inteligente, gentil e esperançosa para conquistar tudo aquilo que o meu coração desejar.


E você já leu? Gostou? 

Au revoir.
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Sobre Mim

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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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Disclaimer

A ilustração do cabeçalho deste blog pertence à ilustradora Penny Black e foi usada para fins puramente estéticos.
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Programado por Maria Eduarda Nogueira. Base do tema por ThemeXpose