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La Petite Souris


Essa semana foi tão corrida que não tive tempo para escrever no blog, então, infelizmente, duas seções do Sunday Love vão ficar juntas na minha linha do tempo de postagens. Espero que não tenha problema... Hoje eu quero destacar duas coisas de que sou muito grata e que percebi mais fortemente nos dias que antecederam o domingo, hoje.

A primeira delas aconteceu na terça-feira à noite depois de um dia muito longo e atarefado em que fiquei das 8h às 17h30 na faculdade estudando diferentes coisas. Eu estava esgotada e só queria assistir a um episódio de Desventuras em Série para relaxar quando me dei conta de como eu era sortuda por ter a oportunidade de estudar em uma faculdade boa que me oferecia tantas coisas para conhecer sobre o mundo! Eu estava lá depois de anos de muito estudo e esforço pré-vestibular e agora que tinha conquistado o que eu queria, só poderia agradecer muito por isso, mesmo depois de um dia atarefado.

Então agradeci! E meu coração ficou mais leve.

A segunda aconteceu na sexta-feira. Eu sou grata pelo tempo que passo com meus pais do fundo do meu coração! E digo isso porque na sexta à noite, eu e minha mãe ficamos até tarde assistindo novelas coreanas (estamos assistindo uma no Netflix que chama "Nine - Nove vezes viajante do tempo") e foi tão divertido! Eu e ela estamos muito empolgadas com a história de "Nine" e não conseguíamos parar de assistir os episódios até um ciclo da novela se fechar, o que fez com que ficássemos até quase duas da manhã acordadas para ver três episódios apenas, haha.

Conforme eu fico mais velha, eu tenho uma noção maior de que um dia sairei da casa deles para viver a minha vida, construindo a minha própria família. Então, comecei a valorizar ainda mais esses pequenos momentos com eles para que possa guardar para quando estiver longe deles (tomara que moremos perto um do outro, haha).

Acho que é isso! A semana foi corrida, mas recheada de gratidão.

E a de vocês?
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Bonjour! Eu estou tão contente, porque consegui escrever o meu primeiro Sunday Love! Essa foi uma semana de descanso para mim, já que a minha faculdade para nos dias anteriores ao feriado da Páscoa (sim, ela para a semana inteira) e como eu já tinha terminado os trabalhos de lá no fim de semana, eu consegui fazer coisas desconectadas a minha rotina. Isso foi algo incrível, mas seria melhor se não fosse por uma coisa: eu estava saindo de um resfriado feio e ainda não me recuperara por completo.

Meu nariz estava entupido e eu sentia minha garganta coçar a todo momento e tudo o que eu pensava era: como eu não queria estar assim! Porém, eu estava. E precisava pensar em algo positivo naquela situação, algo que eu poderia agradecer em tudo aquilo e então me veio na mente o primeiro item dessa minha primeira lista do Domingo do Amor: eu agradecia por poder sentir os aromas das coisas e poder sentir o gosto dos alimentos na maior parte do meu ano.

Parece algo simples, mas conseguir sentir as coisas pelo olfato e pelo paladar são muito importantes. Faz muita diferença quando você come, faz diferença quando você é apresentada a um novo ambiente e quer senti-lo por completo e faria muita diferença, principalmente, na Páscoa quando eu provasse os meus ovos de chocolate. Graças a Deus o meu nariz ficou melhor ao longo da semana! Mas, nunca mais esquecerei sua importância e como sou grata por ele funcionar direitinho.


Na terça-feira, eu tive a oportunidade de vivenciar uma experiência nova: eu e mais alguns colegas de faculdade fomos participar da plateia do Programa do Bial na Globo!

Foi a minha primeira vez em um auditório que compõe um programa de verdade, então, estava super nervosa para saber como tudo seria. Contudo, a medida em que vivia aquele dia, percebia que não estava gostando muito daquilo tudo! E isso aconteceu por muitos motivos: eu estava cansada, estava com fome, estava estressada porque só iríamos embora depois das 22h (muito depois do previsto) e tínhamos chegado bem cedo, às 13h30.

Esses sentimentos ruins estavam se somando em mim e só consegui refletir no outro dia. Tudo bem, não foi uma experiência boa. Mas, também não foi ruim: conheci lugares novos, entendi mais como a televisão funciona e conheci alguns artistas também. Aquela terça foi um dia de novas experiências, independentemente se boas ou ruins, que eu deveria guardar na minha memória. Sim, eu nunca mais farei parte de um programa assim, mas terei a lembrança de que tive a coragem de ficar o dia inteiro lá.


Na quinta-feira, eu estava lendo algumas matérias no blog Jardim do Mundo quando eu me deparei com uma que falava sobre refrigerante de violeta! Eu fiquei embasbacada com essa informação e abri o link final que direcionava para o site original. Foi quando eu descobri um dos blogs mais legais que já li esse ano: O Garden Therapy!

Ele é um blog canadense sobre jardinagem em que a dona e suas colaboradoras ensinam técnicas de plantio e receitas com produtos naturais que são de encher os olhos. Fiquei muito contente e agradecida por tê-lo achado assim, sem pretensão, e agora ele é uma das páginas mais acessadas por mim quando tenho uma folguinha.

Ah, mais uma coisa!

Domingo, hoje, é aniversário da minha mãe! É um dia de comemoração aqui em casa e todos nós estamos animados para o dia inteiro, já desde cedo!

Agora eu tenho que ir para me preparar melhor para o aniversário dela.

Au revoir.
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Bonjour, ça va?

Estamos na semana da Páscoa e os dias comemorativos são aqueles que mais me deixam contentes no ano. Eu amo o Carnaval, a Páscoa, os Dias de..., o Natal e o Ano Novo. Todos eles são dias para comemoramos alguma coisa. São dias para ficarmos felizes e fazermos coisas nesse mesmo sentimento: encontrar quem amamos, comer coisas gostosas, tirar fotos e sorrir de orelha a orelha por horas. Mas, eu também adoro os começos e os recomeços. E, assim são as mudanças de estação...

O outono chegou em São Paulo embaixo de muita chuva: eram as "águas de março fechando o verão"! Ainda, depois de alguns dias, chove bastante por aqui. Agora mesmo, enquanto escrevo esse capítulo, está chovendo muito, um dia típico para virar matéria em jornais como o do Datena. Mas, eu adoro o início de uma nova estação e estou adorando esse outono.



Contudo, o nosso outono (o outono brasileiro) não surgiu nos moldes que encontramos em filmes e livros do hemisfério norte: nada de folhas secas caindo aos montes no chão; nenhuma árvore alaranjada e, muito menos, um festival com suco de maçã e abóboras maduras para vender. Aqui, no Brasil, o outono não vem assim!

As fadas que controlam a nossa região não possuem a mesma estética das suas primas do Norte. Elas amam o calor, as cores e a vivacidade, eu acho. E, pintam nossa natureza com as mesmas cores do verão, talvez mais apáticas, é certo, mas nada que destoe muito do que já estamos acostumados.
Quando eu saio de casa, eu olho as flores e elas continuam ali. As folhas, ainda presas às árvores maternas, o chão limpo (ou melhor, sujo, mas não coberto por folhas secas)... 


Talvez, o ambiente em que mais encontro esse outono clássico da nossa imaginação é a minha universidade. Lá, os pinheiros que acompanham algumas avenidas estão se despindo de suas roupas em formato de pinhas. 

É claro que isso me deixa contente! Eu já colecionei muitas e muitas pinhas no ano passado (prometo mostra-las em algum capítulo do La Petite Souris) e pensei no final de março em coloca-las para enfeitar o meu quarto nesse período outonal, porém, novamente me lembrei que o outono brasileiro não é de todo assim. E deixei-as guardadas para o Natal. Quem sabe vocês as verão mais no fim do ano?


Eu imagino que vocês estejam pensando agora que eu estou sendo muito nacionalista e que deveria desencanar de tudo isso. Mas, na verdade, não foi esse o propósito do capítulo de hoje: o objetivo foi mostrar a todos um outono diferente e que é lindo do mesmo jeitinho. Por isso, tem que ser valorizado assim como valorizamos o outono do norte por ser uma gracinha estética.

Afinal, as fadinhas do sul também fazem um trabalho excelente! Todos os dias, elas dão a nossa natureza tons bastante pigmentados, cores valorizadas por um sol forte e que fornece uma luz linda, e que enchem nossos olhos de muito amor e orgulho.

A escolha das fotos das cerejeiras do Parque do Carmo não foi intencional, porque eu queria mostra-las antes mesmo de definir o tema do capítulo. Mas, agora que elas já estão aí, cabe uma reflexão pertinente: olha, a festa das cerejeiras acontece aqui sempre no período de inverno por causa do clima que essa árvore precisa para florescer. O clima brasileiro é tão diferente do japonês, não é mesmo? 
Contudo, ambos produzem coisas magníficas em suas especificidades!

Foi isso que eu tentei mostrar... E vocês? Possuem alguma história de outono que queiram compartilhar comigo neste meu pequenino jardim?
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O ano mudou e o blog já se transformou duas vezes: quando eu coloquei flores de plano de fundo e agora, deixando-o mais clean e menos bagunçado visualmente.

Decidi mudar, porque as asas de uma borboleta bateram perto de mim e seu efeito me influenciou.
O La Petite Souris é o mesmo. Devo deixar isso bem claro! Ele conserva as mesmas matérias, as mesmas reflexões e a mesma escritora que vos fala. Mas, ele mudou de visual. Foi ao salão de beleza, só isso. E mais um pouco.

Eu também pretendo trazer coisas novas para vocês aqui:
  1. Seção "Sunday Love": a Flávia Calina me inspira todos os dias com sua positividade, amor e gratidão pelos pequenos momentos da vida. Eu queria trazer isso para meu cantinho também. Então, todos os domingos (que eu conseguir escrever) eu escreverei quais foram as coisas que aconteceram em minha semana e que eu sou grata por tê-las vivido. Talvez eu mudarei o nome para "Domingo do Amor" ou sua versão francesa, "Amour Dimanche".
  2. Mais fotos autorais, inclusive, capítulos inteiros só com elas.
  3. Seção "Jornal Girassol": bem, quem me acompanha há um ano já sabe que eu faço jornalismo como faculdade. Mas, existe um pequeno problema - eu não gosto de ler e ver notícias. O por quê? Bom, porque elas são, geralmente, sobre coisas ruins. O "Jornal Girassol" será minha experiência jornalística mais importante - eu selecionarei notícias boas todo fim de mês e as compartilharei aqui. O meu projeto maior é fazer um canal no You Tube especializado nisso, mas ainda me faltam algumas coisinhas técnicas para colocar esse plano em prática. Espero que vocês gostem.
  4. Seção "Inspira-me, rata pequenina": aqui eu compartilharei as minhas inspirações sempre que conseguir.
E é isso, mes amis. Novas mudanças, mas sem deixar de escrever os meus contos, os meus encontros e minhas experiências. Tudo bem?
Au revoir.
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Da esquerda para direita: Caroline, Carla, Karina, eu, Nathalia, Vitória e Micheli ao fundo.
Bonjour, mes amis! Ça va?

Faz dezenove dias desde que eu fiz vinte anos. Sim, eu já tenho vinte anos. Isso não é incrível? Talvez seja mais para mim do que para vocês, é claro, que me conhecem há apenas um ano. Mas, realmente é um marco para qualquer um fazer duas décadas de primaveras por ano.

E, para comemorar esse dia tão especial, eu combinei com minhas melhores amigas de nos encontrarmos em um dos lugares mais fofos e delicados de São Paulo: a doceria Condimento no Tatuapé.

A bem da verdade, eu queria ter feito uma festa em um parque, mas, com os problemas de febre amarela que estão tendo por aqui, ficaria inviável. Então, comecei a procurar lugares que externalizassem a minha alma e encontrei a Condimento.


Foi amor à primeira vista. Falei para minhas amigas e elas aceitaram na hora, fomos. O dia foi atípico, porque lá estava tão cheio de pessoas que tivemos que esperar por cerca de uma hora fora da doceria até vagar uma mesa que coubesse todas nós. Mas, como tudo na vida tem seus pontos positivos e devemos procura-los sempre, a espera na fila fez com que minhas amigas do ensino fundamental e as do ensino médio pudessem se conhecer melhor e ganhar mais intimidade.

Depois que entramos, sentamos e escolhemos o que queríamos comer no cardápio. A decoração de lá era tão graciosa! Eu não parava de olhar para lá e para cá, procurando absorver todos os detalhes.
Eu escolhi panqueca americana de doce de leite e um pink lemonade para comemorar meus vinte anos. As meninas escolheram outras coisas que pareciam muito gostosas: torta de maçã, bolinhos de chocolate e de frutas vermelhas, chá, café...



A decoração era de afogar o coração em um lago brilhante de arco-íris, haha. Mas, tivemos que deixar a Condimento para comer algo mais pesado como batatas fritas. Meu aniversário continuou por lá e foi um dia absolutamente incrível que eu nunca esquecerei.

Serei grata às minhas amigas para sempre por me proporcionarem um dia muito bom, tão especial e que representa tão bem as felicidades do meu coração. Obrigada por serem amigas tão boas.
Eu vou deixar mais fotos da Condimento para vocês verem como lá é lindinho.





Beijos açucarados. Au revoir.
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Ana Maria nasceu com um dom.

De sua boca, saía dois tipos de ar enquanto falava: um cinza e o outro azulado.

Desde pequenina, quando Ana Maria tinha seus cabelos castanho-avermelhados amarrados em duas marias-chuquinhas e seus dentes eram tortos nos caninos, ela tinha esse dom.

Desde adolescente, quando Ana Maria saía às 20h para a aula de balé e desviava o seu caminho para a danceteria na outra esquina do estúdio, ela tinha esse dom.

Desde os vinte, quando Ana Maria ficava a tarde na faculdade participando da Bateria, ela tinha esse dom.

E esse dom a acompanhou por sua vida inteira até a vida adulta de Ana Maria.

Quando Ana Maria conheceu Luís Gustavo na porta da floricultura, quando esse estava atordoado e chorava por ter levado um fora da sua ex-namorada, Ana Maria continuava com seu dom. Ela o reconfortou. Ele passou seu número de telefone. Eles conversaram.

Quando Ana Maria se casou com Luís Gustavo e disse "sim" à pergunta clichê do padre, seu dom apareceu. Todos estavam acostumados, Luís Gustavo ainda não.

Demorou três anos para que ele se acostumasse com o dom de Ana Maria. Ele ainda se incomodava, mas se acostumou, porque o ar era, na maioria do tempo que passavam juntos, azul. E ele gostava de azul.

Mas, os anos se passaram.

Ana Maria completou cinquenta.

Sessenta.

Setenta.

Oitenta.

Eles tiveram quatro filhos: dois meninos e duas meninas. Os filhos de Ana Maria não herdaram o dom da mãe, o que foi uma benção para todos. Os filhos de Ana Maria deram netos a ela.
Quando Luís Gustavo completou oitenta e dois anos, deixou Ana Maria e seguiu para um outro plano.

Ana Maria teve seu dom intensificado naquela época. Não tinha com quem conversar, além das vizinhas de porta, e os assuntos que elas levantavam não eram os melhores para que o ar que saía da boca de Ana Maria mudasse sua coloração.

Um dia, quando Ana Maria tinha oitenta e cinco anos, algo terrível aconteceu. Ela começou a soltar tanto ar cinza, mas tanto ar cinza (viscoso e com um cheiro desagradável) que Ana Maria se asfixiou com ele.

Mas, o que ninguém sabia - o que sua família não sabia ao encontra-la em sua cama três dias depois de Ana Maria se asfixiar - era que o pulmão dela estava completamente diferente dos pulmões comuns do ser humano: o pulmão de Ana Maria estava inteiro cinza com exceção de uma pequena parte que ainda permanecia azulada!

Ana Maria morreu com um dom: toda vez que ela dizia coisas maldosas, o ar saía cinza de sua boca.
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Bonjour, ça va?

Quando criei o La Petite Souris, há um ano, queria que ele fosse uma espécie de diário/livro em que eu pudesse guardar todas as minhas alegrias, pequenas ou gigantescas. Fico contente por isso estar se realizando e mais contente ainda por ter tantas pessoas que se identificam com essas coisas ou comigo. Entre tantas pequenas alegrias que tenho, uma delas destacou-se nesses dias: os papéis de carta.

No capítulo em que mostrei a vocês a linda cartinha da miss Mel, também lhes mostrei a coleção de papéis de carta que ela teve a bondade de compartilhar comigo. Os papéis de carta que ganhei dela são muito bonitos, justamente por serem de modelo antigo e terem história. Sempre foi o meu sonho ter uma coleção dessas, além de poder escrever e enviá-los às pessoas que mais são queridas em meu coração e, quando vi aquele montinho adornado por uma fita vermelha e branca entre as coisas que a Mel me enviou, pulei de alegria! Mas, o que vocês não sabem, é que no dia anterior eu já havia comprado alguns papéis de carta na Daiso! Sim, o meu sonho foi apenas aumentando!


Fui a Daiso no mesmo dia em que comprei meu material escolar. Quando esperava encontrar meus cadernos, encontrei esses modelos fofos de papéis de carta e não resisti, comprei-os. Escolhi o de urso polar e o de macaquinho por duas razões diferentes: o primeiro, porque havia comprado alguns itens com a mesma estampa para dar de amigo secreto no Natal do ano passado, e já havia me apaixonado pelo traço fofo desses ursos polares. Quando vi que havia papel de carta com esse tema, não pensei duas vezes em comprar!


O modelo do macaquinho escolhi pelo mesmo motivo que escolhi o caderno do Tico e Teco: amarelo! Eu estou simplesmente viciada em objetos amarelos nesses tempos e tudo que tem essa cor me chama a atenção. Mas, não foi só isso: os macaquinhos desse papel de carta são tão fofinhos!


Além dos papéis de carta, o pacote também tinha os envelopes desenhados e os adesivos para fechar o envelope. Os detalhes são ricos, o que os tornou mais especiais ainda para mim e valeu o preço que paguei (R$ 8) no conjunto com seis.

Além desses dois modelos, no dia em que fui, também havia papéis de carta de unicórnio, gatinho, cachorrinho, princesas e flores. Um mais lindo do que o outro! Se em sua cidade tiver uma Daiso perto, não deixe de passar lá e conferir de pertinho esses modelos, prometo que será uma experiência boa.

Bom, acho que é isso! Au revoir, mes amis!
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Bonjour, ça va?

Em meus quase vinte anos de vida, uma das coisas que faço desde a infância e que ainda possui a capacidade de me deixar contente por fazê-la é comprar o material escolar do ano que se inicia. Essa é uma atividade que realizo com minha mãe sempre, porque, como nós vamos ao centro da cidade para achar os melhores preços, meu pai não tem muita paciência para andar tanto assim.

Quando eu era pequena, minha mãe me ajudava a escolher o "tema do ano" que se resumia em escolher uma mochila, um estojo e os cadernos, porque o resto do material escolar era mais comum e, algumas vezes, eu reutilizava coisas como lápis de cor, tesoura, cola, etc. Entre tantos temas, alguns ficaram mais gravados em minha memória, talvez porque foram mais difíceis de achar ou porque eu realmente fiquei vaidosa por ter algo tão bonito (haha).

Entre eles, lembro-me da minha mochila da Mônica que combinava com a lancheira e era de um tom de rosa forte; de um estojo pink que era de plástico e eu fingia ser um laptop na época; do meu lindo caderno da Alice no País das Maravilhas que tinha adesivos holográficos e as páginas tinham desenhado o Coelho; do meu caderno da Turma da Mônica que foi o primeiro com páginas cinzas que eu tive; do ano em que combinei todo meu material com o tema High School Musical 3 e, confesso, na metade do ano fiquei um pouquinho envergonhada por isso; do ano em que me achava "adolescente quase adulta" e comprei um fichário da Capricho (que logo estragou) e uma bolsa de alça vermelha da Betty Boop; de como fiquei brava por ter uma mochila sem um personagem conhecido, mas depois achei-a lindinha.

Mas, entre todos os anos que tive a oportunidade de comprar material escolar, aquele que mais me marcou foi quando eu queria uma mochila de rodinha das Princesas da Disney e, depois de muito andar, encontrei a mala mais bonita e querida que já tive: uma linda mochila azul claro e rosa pastel da Branca de Neve que vinha com uma lancheira igual. Ah, que alegria que ela me deu! Olhando para trás, se tivéssemos uma casa maior, eu não faria objeções em guardar de recordação essa bolsa e mostra-la a minha família quando ficasse velhinha, hihi...

Esse ano, novamente eu fui comprar meu material agora para o segundo ano da faculdade. Puxa, nem acredito que passou um ano desde quando eu era caloura e agora sou uma veterana, inacreditável! Enfim, esse ano eu queria cadernos menores e minha primeira ideia foi passar na Daiso para ver se encontrava aqueles modelos fofos que mais parecem diários. Mas, qual foi minha decepção ao ver que estava atrasada e não havia mais nenhum daqueles modelos nas lojas! Eu tive que mudar minha estratégia e, então, fui ao centro da cidade para comprar os cadernos comuns com a ideia fixa em ter um modelo da turma do Pooh.


Mas, chegando lá e vendo todos os modelos disponíveis, não pude resistir! Precisava de três cadernos do tamanho reduzido, pelo menos, porém sai de lá com os quatro da foto... Sim, fui consumista e isso é péssimo, mas os modelos eram tão fofos!

O que dá para ver melhor é o que mais queria, o modelo do Pooh. Existiam tantos e escolhi esse, porque era o único que tinha o Leitão na capa, o meu personagem favorito da turma do Bosque dos Cem Acres. Olhando ao redor do estande em que estava os modelos do Pooh, vi esses mais abaixo da Disney Classics e me apaixonei pelos modelos do Tico e Teco, porque estou adorando coisinhas amarelas, e do Dumbo, porque a frase estampada era muito bonita.

Contudo, existe mais um caderninho na foto, não é? Sim, existe sim! Esse foi minha mãe que gostou e deixou-me comprar como reserva: um modelo azul todo trabalhado do Snoopy! Eu adoro os desenhos do Charlie Brown e cia. desde pequena e tudo o que tem o Snoopy me chama a atenção, como esse caderno. Fiquei feliz por tê-lo adquirido também, hehe.

Detalhes do caderno do Pooh (Tilibra)
Bem, acho que é isso. Se os meus próximos cadernos forem tão especiais como esses, talvez eu os mostre por aqui também... E vocês? Possuem o costume de comprar material escolar? Essa atividade os alegra tanto quanto a mim?

Adoraria ver vocês nos comentários, mes amis.

Au revoir!
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Bonjour! Eu estou tão contente que essa felicidade não cabe em mim! "E quais são os motivos de tamanha alegria?", você deve estar se perguntando agora. Bem, eu explico: após anos de má sorte, eu finalmente ganhei um sorteio! E não é um sorteio qualquer, mas sim, o rico sorteio de terceiro aniversário do blog da querida Mel, o Twee <3

Quando eu recebi o e-mail dela avisando que eu havia ganhado o sorteio e me pedindo meu endereço, eu comecei a dar gritinhos de felicidade e a dançar (juro, haha). Como eu disse acima, eu nunca havia ganhado nem rifa de festa junina em toda minha vida e ganhar algo tão especial e que eu sabia ter sido feito com tanto carinho e dedicação, deixou-me alegre e ansiosa. Além da cartinha da Mel, o sorteio de aniversário também contava com um colar de borboleta azul feito pela miss Fernanda, criadora da marca Universo Violeta, que combina magia com sustentabilidade e aquece nossos corações com a delicadeza das peças de bijuteria que fabrica.


Como a Fernanda e a Mel moram em cidades diferentes (e em estados diferentes também!), elas enviaram seus presentes separadamente. O primeiro que chegou em minha casa foi o colar de borboleta azul e, mes amis, quão alvoroçada fiquei quando o interfone tocou e o sr. porteiro disse para mim que minha "encomenda chegou, dona Bruna". Desci correndo e peguei a caixa que guardava algo tão querido.

Devo dizer, agora, que não só o colar da miss Fernanda me encantou, mas também todo seu cuidado em preparar uma encomenda especial. Junto veio uma cartinha (que vocês puderam ver), um saquinho para guardar o colar, recomendações de como devo cuidar dele para que dure mais do que a vida de uma borboleta e essas florezinhas vermelhas coladas no papel. Fiquei muito agradecida pelo tempo que ela dedicou a essa encomenda/presente.

Quanto ao colar, sua delicadeza deixou-me encantada. A borboleta azul parece real de tão leve, as asas de um material que poderia ser faérico, pois são translúcidas e filtram a luz com um azul tão intenso que lembrou-me um céu de início de noite. Ao final da carreira de fixação, vem uma pedrinha azul que dá um charme a mais a peça. Com toda certeza, usarei esse colar nas ocasiões mais especiais de meus anos, como meu aniversário (que se aproxima. Faço vinte anos em seis de março) e no Natal, meu tão querido Natal.

Obrigada, miss Fernanda.


Alguns dias depois, chegou a cartinha da Mel. A reação que tive foi igual a que tivera quando recebi o colar de borboleta azul: pulei, gritei e sorri, sorri, sorri. O pacote do correio já veio lindinho e refletindo a alma fofa da Mel: flores e corações pintados no papel pardo, este colado com cola de glitter. Suas palavras, Mel, deixaram-me nas nuvens. Obrigada pelos elogios e pelo carinho, tenha certeza que os retribuirei em breve!

Além da carta, também recebi duas flores de lavanda (nha <3) e vários papéis de carta (nha <3²). Ah, que alegria e gratidão em meu coração por isso! Nunca havia visto flores de lavanda tão de pertinho e tê-las comigo agora é mágico. E os papéis de carta?

Sempre foi meu sonho tê-los e coleciona-los! Os modelos que a Mel me presenteou são antigos e, por esse motivo, mais bonitos e especiais do que se fosse novos. Obrigada por isso, querida.


Não são os papéis mais lindinhos que você já viu?

Por fim, eu só quero reforçar o quanto essas duas cartas e o colar me deixaram alegres! Obrigada pelo carinho, meninas, desejo que isso seja retribuído na vida de vocês duas, junto com muito amor, paz e felicidade.

Vocês são pessoas incríveis. Tenho certeza de que só cresceram e brilharam em tudo o que vocês fizerem!


Au revoir.
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O assento n°9 dava a Hercule Poirot a localização perfeita para observar seus companheiros de voo. À direita, ele podia ver uma bela jovem, visivelmente apaixonada pelo homem ao seu lado. Mais adiante, o assento n°13 era ocupado por uma condessa que mal disfarçava o vício da cocaína. Do outro lado do corredor, no assento n°8, sentava-se um escritor de contos policiais, às voltas com um marimbondo impertinente. O que Poirot ainda não tinha percebido era que atrás dele no assento n°2, estava caído o corpo sem vida de uma mulher. Para os passageiros que vinham de Le Bourget, o breve voo do Prometeu sobre o canal da Mancha prometia ser tudo, menos uma viagem de rotina.

Romance Policial// 252 páginas// Editora L&PM Pocket// Classificação: 4/5


Bonjour, mes amis, ça va?

A resenha de hoje é um pouco diferente daquelas dos livros que geralmente passam pelo La Petite Souris, já que não é a resenha de um livro infanto-juvenil ou de fantasia, mas sim é a resenha de um dos inúmeros livros que a escritora inglesa Agatha Christie escreveram: Morte nas Nuvens.

Não sei se já mencionei em algum capítulo a minha paixão por literatura policial (talvez não), mas o fato é que desde quando eu era adolescente, eu peguei o gosto de ler livros de detetive ou que envolviam algum mistério no enredo. E a Agatha Christie foi uma das grandes responsáveis por eu ter desenvolvido esse carinho por mistérios.

Então, você aí que está lendo e quer me presentear de alguma maneira, pode me dar algum livro da Christie, está bem?

Agora chega de enrolação e vamos ao que eu achei do livro.


Morte nas Nuvens é mais um romance cujo protagonista é o famoso detetive belga Hercule Poirot que, na minha mais humilde opinião, é um personagem muito superior ao clássico Sherlock Holmes quando o assunto é veracidade e soluções de caso mirabolantes. Eu sou fã de Poirot e, por isso, foi bastante interessante me deparar com ele tão envolvido com um caso de assassinato, mas, com as mãos atadas por uma falha pessoal.

O enredo principal do livro, no caso, o assassinato em si, foi bem construído a medida em que ele funcionou bem separado do contexto e também inserido nele. A dinâmica entre dois departamentos de polícia (francesa e inglesa) ficou um pouco confusa, porque tiveram alguns momentos em que não conseguia discernir qual descoberta foi feita por qual dos departamentos. Mas, a mediação e a condução do bigodudo Poirot foi certeira e, no final, ele resolveu o caso usando métodos próprios, ignorando as descobertas policiais. Isso, aliás, é uma constante em livros policiais. Foi engraçado Agatha ter colocado isso em um diálogo de Morte nas Nuvens, porque, certamente, seria o livro em que mais a polícia poderia contribuir no caso, o que não ocorreu, assim como eu disse acima.


O contexto da estória foi bem trabalhado, mas acredito que ele tomou, em alguns momentos, muito a dianteira do livro e isso me deixou um pouco irritada durante a leitura. Claro que tudo o que acontecia era importante, mas não precisava transformar o livro em uma estória romântica água com açúcar cujos personagens envolvidos não tinham carisma algum. Jane era insossa, maldosa e invejosa e seu partner era um dentista bonachão, um tipo simplório que também não conquistou minha atenção.

Também não foram desenvolvidos algumas das tramas paralelas como deveria ter sido. Isso talvez demonstrasse que Christie não conseguia trabalhar bem com muitos personagens, tantos principais quanto coadjuvantes, mas isso não é verdade. Podemos ver como ela é boa em E não Sobrou Nenhum. O livro é que se perdeu mesmo.


Por fim, o crime. Certamente, Agatha Christie foi engenhosa em inserir no início do livro a cena do avião e nos dar o gostinho de tentar solucionar o caso por nós mesmos logo quando começamos a ler. Porém, os motivos reais e o autor do crime, ao final, não foram os melhores que já li da autora. O motivo foi simples e corriqueiro, nada mirabolante que dá o tom especial aos livros de mistério. E o assassino, bem, parece que foi jogado ali como para causar um clímax às estórias paralelas e não que ele fosse o autor macabro e insensível, sabe?

Morte nas Nuvens ganha apenas pela edição linda de capa da L&PM. A vespa e as nuvens são tão bonitos! Não comecei com o pé direito em 2018 para livros policiais. Quem sabe me saio melhor no próximo livro de Christie que está em minha estante, não é?

Au revoir.
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Esse capítulo é um tanto quanto triste. Infelizmente, o Jardim Botânico de São Paulo está passando por momentos difíceis por conta da Febre Amarela. Quem não é daqui, talvez não saiba o quanto esse surto está afetando  o dia a dia dos moradores da maior capital do Brasil, o que é uma afetação gigantesca. Por isso, decidi escrever esse post para homenagear um dos lugares mais bonitos que já visitei em minha cidade, aqueles ambientes que nos trazem uma paz de espírito que enchem nosso coração da mais pura e verdadeira felicidade.


Eu fui ao Jardim Botânico no final do ano passado. A trajetória até o parque foi conturbada, porque eu fui de ônibus e, por causa do Zoológico da cidade, o trânsito e o próprio ônibus estavam apinhados de gente. Cansou um pouco e me deu vontade de beber um gostoso suco de maracujá enquanto ficava em pé no transporte, mas valeu a pena o caminho para chegar nesse destino lindo.


O Jardim Botânico é o ambiente ideal se você estiver procurando por cenários para álbuns de aniversário, modelo ou casamento. Muitas pessoas alugam lá para isso e outras, mais amadoras, usam o Jardim para fotos bonitas de Instagram. 
Lá também é bom para piqueniques, já que tem uma área mais escondida aonde ficam algumas mesas e cadeiras, uma casa de madeira e árvores e mais árvores, flores e mais flores.


Não parece um jardim real? Algo como os jardins dos castelos franceses?


Essas plantinhas não são vitórias-régias, mas alguma prima delas. Perto desse lago, eu pude descansar e comer um pouquinho. O Jardim Botânico também é um bom ambiente para relaxar, conversar ou apenas ler um livro que te conecte ainda mais com a natureza. Nesses dias de agora, eu estou lendo Anne de Green Gables e tenho certeza de que a leitura seria muito melhor se estivesse lá.


Esse era a casinha de madeira de que falei anteriormente. Bem, na verdade, ela era de barro. Mas está valendo.
Por fim, as flores que insistem em estarem no meu caminho. O tipo das flores abaixo é o mesmo, mas as cores são em tons diferentes. Qual cor você gostou mais? Eu prefiro as rosas claro.



Bom, creio que seja isso. Se vocês ficaram com vontade de visitar o Jardim Botânico de São Paulo, tentem esperar mais um pouco, até que o governo consiga controlar mais a situação. Será logo, se Deus quiser. 
Au revoir.
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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A ilustração do cabeçalho deste blog pertence à ilustradora Penny Black e foi usada para fins puramente estéticos.
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