O Fantástico Sr. Raposo, Wes Anderson (sem spoilers)


Olá, tudo bem?
Em um capítulo passado do La Petite Souris, eu mencionei que havia, finalmente, baixado o Netflix. Pois bem, eu estava procurando se tinha por lá alguns filmes que eu gostaria muito de assistir. Um deles era o Fantástico Sr. Raposo de Wes Anderson, filme que eu havia encontrado após ter assistido ao Grande Hotel Budapeste do mesmo diretor.
Nesse mesmo capítulo, eu falei sobre como me encantava o trabalho fotográfico de alguns filmes que eu assistia e como eu passei a procura-los justamente por conta desse aspecto. Isso aconteceu com Grande Hotel Budapeste. Após assisti-lo, eu fiquei horas suspirando pelo cuidado artístico de Anderson e, então, procurei se havia técnicas próprias que ele havia utilizado para filmá-lo. A minha surpresa foi encontrar um vídeo dos meninos do canal Os Bons Companheiros que explicava tudinho sobre as técnicas de filmagem tão específicas do Wes Anderson e assim, me apaixonei ainda mais pela obra do diretor.
Retirado do Bing
Foi aí que comecei a ler sobre seus outros filmes e quando vi que ele havia feito um filme inteiro em stop-motion, pronto, havia encontrada a perfeição da perfeição, hehe! Para quem não conhece, o stop-motion é uma técnica de filmagem que consiste em fotografar continuamente objetos (a cada segundo, 24 fotografias em poses milimetricamente distintas) até que saia um filme animado inteirinho. Sabe quando você desenha no cantinho da folha de caderno e depois folheia rapidamente as páginas? É mais ou menos assim que o stop-motion funciona!
Então, a primeira coisa que eu gostaria de falar sobre O Fantástico Sr. Raposo é que ele foi filmado com essa técnica. Mas, diferentemente dos stop-motions modernos, a exemplo de Coraline, Anderson foi rústico em suas filmagens. Assim, assistimos a um filme bem diferente, em que as imagens são um pouco mais truncadas e as posições das personagens mais orgânicas, deixando bem claro ao espectador a técnica utilizada.
Retirado do Bing
O filme conta a história de uma raposa (o Sr. Raposo) que, inicialmente, é um ladrão de galinhas. Contudo, ao ser capturado junto com sua mulher (a Sra. Raposa) em uma de suas empreitadas e descobrir que ela estava grávida, ele decide sossegar e arruma um emprego estável de jornalista na cidade em que mora. Mas, será que o seu instinto o permitirá a ter essa vida para sempre?
Baseado em um livro infantil escrito por Roald Dahl ( <3), o filme, entretanto, não possui um texto para as crianças. É claro que os pequenos podem assistir à história e se encantar com as personagens, porém, elas não conseguirão captar todas as mensagens do filme que são de busca por sua identidade pessoal e sacrifício.
Retirado do Pinterest
Outro ponto que me chamou a atenção foi a representação das personagens animais. Eles realmente tem características animalescas como o seu modo de comer e as suas brigas, o que confere ao filme uma característica singular, diferindo da habitual antropomorfização que vemos em Zootopia, por exemplo. As personagens são incríveis e representam as diferentes e especiais personalidades que os seres humanos possuem, além das relações e, apesar disso, ainda são animais, o que, volto a dizer, é belo.
Também destaco o senso de humor do roteiro, além, é claro, do trabalho visual de Wes Anderson.
Usando cores em tons pastéis, simetria e movimentos verticais e horizontais de câmera, o diretor insere o seu selo pessoal na história e a deixa linda.
Retirado do Pinterest
Recomendo a todos. Não vejo a hora de assistir a outros filmes de Anderson!
E você, mon ami? Já assistiu a fantástica aventura do sr. Raposo? Se sim, deixe nos comentários o que você achou da história, por favor.
Beijos açucarados.

Comentários

  1. Eu adoro os filmes do Wes Anderson, principalmente esse. O fantástico sr. Raposo é incrível e muito agradável de assistir tanto pela história quanto pela composição de cores e cenas.

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    1. Olá, Hit-chan :)
      Eu adorei esse filme, principalmente por registrar os animais da maneira como eles são, sem que fosse preciso transformá-los em semi-humanos para cativar o telespectador.
      Obrigada pelo comentário, espero que sempre leia o meu blog.
      Beijos.

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  2. Do diretor, eu só assisti a "Moonrise Kingdom": gostei muito da parte visual do filme, mas a história em si... bem, digamos que não entrou para as minhas preferidas. Tenho muita vontade de ver "Grande Hotel Budapeste", nem sei por que ainda não o fiz. Depois deste post (muitíssimo bem escrito ♥), "O Fantástico Sr. Raposo" também entrou para a listinha de longas que quero conferir.

    Uma quarta-feira linda para você!

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    1. Oh, você não gostou de Moonrise Kingdom, Miss Larissa? Eu estava pensando em assisti-lo, porém, acho que verei os Excêntricos Tenenbaums primeiro...
      Obrigada por visitar o blog e ler este capítulo! E obrigada pelo carinho no comentário.
      Beijos açucarados <3

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  3. Eu baixei a netflix tem uns três anos e continuo com a assinatura devido a querer conhecer filmes que andam escondidos por lá, sabe? Mas parece que nada me agrada, até conhecer essa postagem.
    Assim como a Larissa do comentário acima, o único filme que eu assisti desse diretor foi Moonrise Kingdom, que por acaso, eu gostei muito, principalmente das fotografias sabe? Eram lindas, assim como as suas fotografias da postagem, achei muito interessante.
    O seu blog é lindo, já vou seguir e prometo estar aqui nas próximas postagens, continue!
    http://m-onologo.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ana, obrigada por ler este capítulo! Fico contente em saber que sempre lerá o blog, isso me motiva a continuar mais e mais.
      lerei o seu com certeza!
      Beijos de açúcar.

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