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La Petite Souris


Olá, Bonjour!

O mês de outubro está me proporcionando muitas descobertas. No capítulo passado, eu falei um pouco sobre a minha conexão com o universo potteriano, reassumindo a Lufa-Lufa como minha Casa em Hogwarts, e como isso se encaixou com o poema da Clarice Lispector e com os vídeos magi-naturebas da Ramona TMJ. Hoje, eu quero falar sobre outra descoberta que fiz nesse mês: a banda Faun!

A banda foi criada no ano em que nasci, 1998, por músicos alemães que queriam fazer músicas misturando instrumentos clássicos como a flauta, gaita de foles e viela de roda e equipamentos contemporâneos que permite que as músicas sejam mais atuais. Além disso, o grupo mistura também línguas diferentes (inglês, alemão, latim, grego, finlandês) e compõem um som que eles chamam de medieval folk.

Eu a descobri por acaso no YouTube e fiquei muito feliz por essa sorte! Na verdade, estava ouvindo uma música instrumental celta medieval que gosto muito (toda vez que a ouço, começo a dançar, me imaginando em uma festa antiga com troca de pares), e uma música da Faun apareceu. Eu adorei logo nos primeiros acordes :)

Bem, chega de falar! Eu separei algumas músicas deles para vocês, mas também coloquei a música instrumental de que falei acima e algumas outras. Espero que gostem!

Ps: o blog está com uma vibe de pré-Halloween, não? Juro que não foi proposital!

  • Música Instrumental que me faz dançar de olhos fechados, sonhando, por nove minutos

  • Federkleid - Faun

  • Sonnenrengein - Faun

  • Feuen - Faun


  • Scarborough Fair - Aurora

  • The Misty Mountais Cold - The Hobbit

É isso, mes amis! Qual música vocês gostaram mais? Apesar de adorar ter conhecido a banda Faun, minha música preferida ainda é a primeira. Não lembra uma festa de fadas?

Que a Magia esteja conosco nesse mês de Outubro, primaveril e bruxístico. Au revoir.
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Ontem, eu tive uma vontade enorme de assistir de novo a um de meus filmes favoritos dos últimos anos - Animais Fantásticos e Onde Habitam, continuação/spin-off do universo de Harry Potter. Essa vontade veio pela proximidade do lançamento de Animais Fantásticos e os Crimes de Grindewald, que, no Brasil, será exibido pela primeira vez no dia 15 de novembro.

Eu comecei a procurar pelas curiosidades que os fãs mais fervorosos do que eu encontraram no trailer oficial, acabei assistindo a um vídeo de 30 minutos no YouTube e pensei: "hmm, agora eu preciso rever Animais Fantásticos 1 para amarrar tudo o que aprendi agora"... E, no outro dia, coloquei o filme no meu DVD (alô, Netflix! Compra os direitos de Harry Potter, vai!).
Mas, por que estou falando tudo isso?

Porque com essa vontade de reassistir ao filme, eu redescobri o quanto me encaixo nas premissas de uma bruxa pertencente a Lufa-Lufa. Depois de anos de juventude renegando a minha própria essência lufana, e desejando pertencer a Sonserina, a graça e coragem de Newt Scamander fez com que meu coração desse um clique positivo para aceitar a escolha sábia do Chapéu Seletor.

E com o fato de lembrar de ser da Lufa-Lufa, muitas outras coisas começaram a fazer mais sentido para mim nessa semana. Eu também descobri um canal no YouTube, ligado ao universo da Turma da Mônica, da bruxinha Ramona. Ela traz vídeos inspiradores sobre a Natureza, a Magia vinda desse ambiente, DIY de coisas fofíssimas, Signos e muita Paz e Amor unidos.

E a Ramona também me reconectou com minha essência mais verdadeira! Um dos vídeos que ela fez é sobre um Concurso Literário do bairro do Limoeiro, em que ela declama alguns poemas lindos sobre Natureza, Empatia e Amor. Um desses poemas me tocou mais: "Das Vantagens de Ser Bobo", da Clarice Lispector. Nele, o Eu Lírico fala sobre o porquê devemos nos orgulhar de sermos bobos, elencando aspectos positivos das pessoas que são taxadas assim pelo mundo que as cerca. 

E aí é que tudo se encaixa melhor. Porque eu sou a boba que Clarice define nesse poema. Assim como, imagino, todos os meus amigos de Casa lufanos pelo mundo. Somos todos empáticos demais, bons demais, sensíveis demais, corajosos sem espetáculo, amigos demais, amorosos sem limites. E, em um mundo duro, somos os "bobos" sonhadores de Lispector. Abaixo, eu coloco o poema que me inspirou a fazer esse capítulo de número 90 do meu Jardim/blog/La Petite Souris...
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Das Vantagens de Ser Bobo

"O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: “Estou fazendo. Estou pensando.”
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: “Até tu, Brutus?”
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo."

– Clarice Lispector, do livro “A descoberta do mundo”. [crônicas]. Rio de Janeiro: Rocco, 1984.
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Bonjour.

Hoje, eu quero compartilhar com vocês todos os objetos que ficam sobre minha estante de livros e que a deixa ainda mais querida. Eu gosto de bibelôs desde que era uma meninota e, acredito que esse gosto se expandiu com o tempo... Não é gracioso quando simples objetos traduzem tão perfeitamente a sua personalidade?

Acho que isso acontece comigo de verdade. Sabe, um dos presentes que mais gosto de receber são bibelôs, ainda mais quando eles estão carregados de significados positivos e de histórias. Todos esses que coloquei no vídeo são assim!


Um passarinho Ouro que me lembra liberdade. Um pote de pétalas. Uma xícara recheada de lavandas que me trazem a esperança de visitar o interior da Inglaterra. Uma Chapeuzinho Vermelho de crochê que me reconecta com a infância. Um bonequinho do Darwin de O Incrível Mundo de Gumball, meu personagem favorito da série. Uma cabine telefônica de Londres. Um formando que ganhei quando me formei na escola. Pinhas da universidade. Uma placa com meu nome gravado pelo meu pai.

São tantos, são todos. E todos especialíssimos.

Vocês também possuem objetos como esses?

Au revoir!

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Bonjour, mes amis!

Todos os meses, o Brasil apoia alguma campanha importante para a saúde de sua população. Nesse mês que se finaliza (setembro), a campanha que mais fica em alta é a do Setembro Amarelo - campanha de prevenção ao suicídio. Isso é tão importante, mas tão importante que eu decidi acompanhar o que muitos blogueiros estão fazendo e alertar por meio da plataforma que me dá voz na Internet, o meu querido jardim/blog, sobre a gravidade do aumento de casos de suicídio no mundo inteiro.

Não sei se possuo a autoridade necessária para falar sobre algo tão grave, pois nunca tive pensamentos suicidas. Mas, com base na humilde bagagem que possuo, posso falar com certeza que o suicídio não é a solução! Se você está passando por uma fase difícil, por favor, procure ajuda o mais rápido que você puder. A vida é muito valiosa e todas, absolutamente todas, possuem um valor concreto muito grande! Para ter um suporte profissional, ligue para o número 188 e para mais informações sobre essa campanha, é só clicar aqui.

Para alertar sobre essa campanha, decidi fotografar objetos amarelos que fazem parte do meu dia a dia. São coisas que me fazem feliz também, mesmo que por apenas alguns segundos. Mon ami, pense também nas coisas pequeninas que te fazem sorrir e relembre o quanto sua vida é valiosa para muitos.


Novamente, reitero a importância da campanha do Setembro Amarelo e da prevenção ao suicídio.
Sua vida é muito importante.
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Bonjour.
Mais uma tag aqui em meu jardim. Acho que estou ficando cada vez mais viciada nesse estilo de perguntas e respostas (vício adquirido na faculdade, talvez?). Essa eu encontrei no lindinho blog antique faerie, e decidi responde-lo porque envolve uma das minhas paixões da vida que são as flores. Espero que gostem e não deixem de responder no blog de vocês também!

Rosa - descreva seu crush/paixão: todos os livros que leio geralmente abastecem o meu estoque de crushs literários. Então, ele acaba se inchando e inchando, sem que eu possa dar atenção a todos. Geralmente, eu gosto de garotos engraçados (adoro quando são assim porque são "metidos" de brincadeirinha), mas educados e que tenham apreço por suas famílias.

Flor de Cerejeira - você acredita em amor a primeira vista?: sim. Como eu acredito em vidas passadas, o risco de você encontrar um espírito afim e que já foi seu amor em outra encarnação é considerável.

Margarida - qual é a sua melhor lembrança de infância?: eu sou tão grata por minha infância que lembranças positivas dela em minha mente e coração são inúmeras. Algumas, eu já compartilhei com vocês. Dessa vez, eu lembro de quando eu comia rocambole de chocolate com a minha mãe nas férias assistindo programas vespertinos (que nos anos 2000 eram espetaculares, diga-se de passagem), ou, mais cedo, esperando passar O Pequeno Urso na Cultura.

Narciso - qual melhor cor combina com você: apesar de gostar de cores mais suaves, meu pai sempre disse que eu fico bem de vermelho. Eu tenho que concordar.

Peônia - você coloca mais valor em honra ou na verdade: claro que a resposta que dou é a verdade. A honra é um sentimento perigoso, muitas vezes enganoso e que se alia tão somente a vaidade individual ou coletiva. A verdade muitas vezes machuca, mas é necessária e se revela com ou sem a ajuda do ser humano.

Iris - música favorita dos anos 90: não fui criança nessa época - nasci em 1998 - mas, adoro as músicas que o Guns n' Roses produzia nesse período. Um lado não explorado de mim aqui no blog é aquele que adora bandas de rock antigas...

Girassol - sol ou lua?: Sol! Aquilo que mais queria do fundo do coração é que as pessoas queridas me chamassem de "raio de sol". Mas, creio que apelidos não são imposições e sou grata por ser chamada de "Bru", já que meu nome é tão pequenino e quase impossibilitado de ser encurtado mais ainda.

Frésia - você ainda é amiga daquele que era seu amigo há dois anos?: sim! Na verdade, sou amiga daqueles que era amiga há 13 anos (alô, Kaká).

Orquídea - fruta favorita: maçã.

Mosquitinho - você prefere muitos amigos distantes ou poucos, perto?: eu adoro receber carinho constantemente, uma boa roda de conversas que duram horas a fio, um abraço apertado, fotos e sorrisos. Acho que preferiria, então, poucos amigos próximos fisicamente (o que, de fato, acontece em minha vida).

Lírio - neon ou pastel: pastel. E se for com caldo de cana é ainda melhor (brincadeirinha, hehehe).

Cravo - existe amor verdadeiro?: o amor de mãe é aquele amor terreno mais verdadeiro que existe. Mas, acho que a pergunta se direciona ao amor entre pessoas que não são da mesma família, e isso já não sei responder (desejo que em breve consiga).

Astromélia - férias dos sonhos?: um mês inteirinho em uma hotel em forma de casa no interior da Inglaterra. Lá, poderia ler, tirar fotos, cuidar do jardim, colecionar presentinhos da natureza, ver as estrelas, desenhar, tomar chá com torradas e geleia de morango...

Anêmona - já se interessou por mitologia grega: ah, claro! Quando eu era pequenina, mitologia grega era a coisa que mais preenchia o meu coração de entusiasmo em pesquisar coisas novas. Lia histórias pela Internet (discada à época), lia os livros da escola que falavam sobre isso... Até hoje, tenho guardado meu primeiro livro que contém a Odisseia resumida e um dos meus desejos é compra-la na íntegra. Meu conto favorito é do Jacinto, paixão de Apolo transformado em flor.

Rododendro - qual seu maior medo?: já confessei recentemente que tenho pavor de besouros. Acho que medo mesmo seria se eles tivessem nosso tamanho e me perseguissem, batendo as patas e as asas.

Tulipa - número da sorte?: três. E esse número também é herança da época em que mitologia grega era uma paixão incontrolável.

Gladíolo - quem você mais admira?: em aberto. Mas, admiro muito meus pais.

Boca-de-leão - criatura mítica favorita: gosto da fênix e do Pégaso.

Hortênsia - momento de mais orgulho: quando passei na FUVEST. Mas, acredito que os momentos de orgulho são fugazes e devem ser aproveitados muito exatamente quando nascem.

Urze - qual seu musical favorito?: conta High School Musical? Brincadeiras a parte, gosto muito de O Fantasma da Ópera.

Qual seu signo, ele combina contigo?: oh sim, e muito. Inclusive, minha frase do Instagram é "A pisces girl out of the sea", justamente porque Peixes é a perfeita emanação coletiva da minha personalidade.

Qual sua comida menos favorita?: não gosto de arroz e nem de bolo e nem de coco e nem de...

Acho que é isso. Au revoir!
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A autora de Uma Doce Melodia lendo um livro. Qual será?. Fonte: blog Uma Doce Melodia
Uma garota mágica. Em seus contos, doces melodias que envolvem o leitor e o encanta. A combinação de seus textos e ilustrações transporta-nos para um mundo de magia em que tudo é belo, bom e gracioso.

Por sorte, eu conversei com essa menina mágica e ela me autorizou compartilhar um pouquinho de como ela criou seu blog com vocês. Digam oi a Gaby Soncini!
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Em que ano seu blog foi criado?
Criei o blog em meados de 2012.

Como você decidiu o título dele?
Sabia que queria a palavra “doce” no nome, desejava um cantinho docemente mágico, decidi por colocar Uma Doce Melodia porque pensei que ao mesmo tempo em que fosse literatura escrita, também fosse som, escuta, suspiro, música, então ficou assim. 

Quais são suas inspirações para escrever as histórias que compartilha?
Em todas as pequeninas coisas do dia a dia, na observação da natureza em suas diversas formas, cores e sons. A inspiração também vem de outras histórias que admiro, dos contos de fadas na poltrona quando criança. Lembro como se fosse hoje quando ganhei meu primeiro livro de contos de fadas e ficava folheando suas páginas, as ilustrações, tudo, com olhos encantados e mãos pequeninas. Minha inspiração vem das tardes serenas de bolinho de chuva da mãe, gotinhas de chuva na janela, passos pequenos até a pré-escola com um guarda-chuva amarelo, das flores, das abelhas, dos silêncios, daquilo que eu gostaria que fosse. Das nuvens do céu, das canções que escuto, das fadas e de todos os seres mágicos do meu coração, de todas minhas idas à biblioteca, como uma ratinha miúda querendo desbravar encantamentos. Penso em meu coração como uma caixinha guardando coisas belas, em um sótão bonito de livro, quando abro essa caixinha tudo que vivi e sou sai voando, assim consigo transmitir um pouquinho do melhor que eu acho que tenho. 

Fadinha azul. Fonte: blog Uma Doce Melodia

Qual é o seu post favorito de seu blog? Por que?
Tentei pensar em um e colocá-lo aqui, mas não consigo. Tudo ali é bem especial para mim, tento fazer com o maior cuidado, sei que alguns posts podem nem ser bons, mas é com muito carinho que escrevo. Realmente não sei dizer um que seja meu preferido, e tem momentos que eu gosto mais das poesias, outros dos contos, em outros dos pensamentos e pequenas histórias, enfim, tudo é diferente e com o mesmo carinho, com a mesma essência. 

O que te fez escolher um blog e não outra plataforma digital (YouTube, Instagram, Tumblr)?
Sonho um dia ter livros publicados, daqueles bem fofos e ilustrados, então o blog me parece mais próximo de um livro mágico, fico sempre imaginando como seriam meus livros, e meu blog é um lugar de ir sonhando com eles. Tentei ter um youtube para falar sobre meus livros preferidos, mas não consegui por ser muito tímida em vídeos. Agora quanto ao instagram tenho usado como uma forma de colocar um pouquinho da minha arte, gosto de lá, tenho feito muitas ilustrações que não necessariamente coloco no blog e lá é uma forma de desenvolver esse lado ilustradora de ser que eu gosto e pelo menos tento também, assim como um lugar para fotos mágicas que tento fazer. 

É uma raposinha ou o Pikachu? Só sei que é uma gracinha. Fonte: blog Uma Doce Melodia
Qual é a mensagem que você quer passar com seus posts?
Principalmente de magia, da beleza das pequenas coisas, dos pequenos pensamentos, do carinho e do amor por essa luz que existe dentro da gente, que pode ser um olhar sereno. Se minhas palavras tocam um pouquinho o coração de quem as lê nesse sentido docemente mágico como falei ali sobre o nome do blog, me sinto muito feliz, muito mesmo! Então tento levar essas coisas bonitas, magia, doçura, delicadeza e simplicidade. 

Você ja pensou em desistir de escrever em seu blog? O que te motiva a continuar com ele?
Já sim, principalmente porque já estou com ele tem uns anos e não vejo muito retorno assim com a minha escrita, em um caminho para realizar esse sonho de ter um livro. Tem vezes que isso me deixa um pouco triste, tem vezes que eu acho que estou escrevendo sozinha, mas ter um blog como disse é um continuar sonhando, então eu não desisto e nem vou desistir, já recebi palavras tão lindas de pessoas que vão lá, tem vezes que elas nem comentam, mas me escrevem no email, então sinto que é assim, é um caminho bonito que gostaria de continuar e não desistir nunca. O que ma motiva é continuar acreditando nisso, acreditar na magia e nos sonhos, e receber um olhar carinhoso pelo que faço me motiva demais! Essa sua entrevista por exemplo me veio com uma motivação tão linda, eu já estava a ficar apagadinha no meu blog, então agradeço demais sempre que uma pessoa aparece e gosta do que eu faço. Muito obrigada! 

Minha ilustração favorita de todas. Fonte: blog Uma Doce Melodia
O que você mais gosta de fazer - desenhar ou escrever?
Dois dois! Sempre foi assim para mim, e sei que tenho muito que ainda melhorar nos dois, mas amo demais, ilustrar e escrever são duas coisas que me acalmam, que me acalentam e que me levam para esse mundo mágico também, assim como a leitura. 
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A Gaby é uma querida, não é mesmo? Estou ansiosa pelas próximas entrevistas que o La Petite Souris vai me proporcionar :3
Au revoir, mes amis!
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Eu adoro visitar blogs novos por causa de tags que eles responderam. Em uma dessas visitas, encontrei uma que se chamava "Completando Frases" e gostei bastante da sua proposta de dar ao leitor um conhecimento maior sobre quem somos, isso por meio de complementos.
Então, decidi trazê-la para o meu jardim... Vamos lá?

1. Sou muito... eufórica. Explico - quando eu conheço algo ou alguém que me agrada muito, eu começo a segui-lo e procurar tudo o que ele já fez na vida. Por exemplo, quando eu conheci o Arctic Monkeys, eu baixei todas as músicas do álbum mais recente que eles tinham na época. A mesma coisa eu fiz quando era apaixonada pelo Johnny Depp e eu ficava super frustrada quando não tinha em nenhuma plataforma online os filmes dele. 
Isso é legal, mas acho que um pouco ruim também, porque eu me sinto limitada a minha própria euforia.

2. Não suporto... pessoas indiferentes e injustas. 


3. Eu nunca... nunca diga nunca, sweet darling.

4. Eu já... viajei de navio e foi uma das experiências mais memoráveis da minha vida.


5. Quando criança... eu tinha uma tartaruga que desapareceu um dia, do nada.

6. Neste exato momento... era para eu estar fazendo alguma coisa útil no fechamento do jornal da faculdade, mas como fui repórter nessa edição, só estou matando o tempo até os editores pedirem para cortar o texto :P


7. Eu morro de medo... de besouros.


8. Eu sempre gostei de... água. É uma coisa que não falo muito aqui, mas eu adoro piscinas e mar e ficar nesses dois lugares o dia inteiro se pudesse.

9. Se eu pudesse... me mudaria para o interior da Inglaterra e montaria um jornal da cidade.


10. Fico feliz quando... recebo sorrisos e carinho.


11. Se eu pudesse voltar no tempo... eu seria mais positiva desde sempre.

12. Adoro... chocolate, livros, pessoas que falam bastante e filmes com fotografias bonitas.


13. Quero muito... uma cesta de piquinique, uma câmera semi-profissional e um livro chamado "Very British Problems".


14. Eu preciso... ser menos tímida. 


15. Não gosto... de arroz. Por favor, mundo, entenda que algumas pessoas não gostam desse cereal insosso.

Au revoir.
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Eu estava com tanta saudade de escrever um capítulo de Sunday Love para o blog. Essa semana que se passou não foi tão relevante quanto semana passada, por isso, decidi usar essa categoria para compartilhá-la.

A minha vida está uma correria (talvez, tudo aquilo que disse anteriormente não seja o que de fato eu estou fazendo agora) e o tempo que posso dedicar ao meu jardim secreto está ficando cada vez mais escasso. Eu tenho que escrever tanto para a faculdade que, quando sento em casa livre dos compromissos, eu quero ler ou assistir a um episódio das minhas séries largadas ou, nas sextas-feiras, assistir a um filme.

Mas, esse capítulo não foi idealizado para saber uma desculpa.

Ele foi pensado para compartilhar alguns registros da viagem que fiz no feriado de 07 de setembro para a cidade de Socorro, em São Paulo. Eu fiquei por cinco dias em um hotel de lá e, de verdade, a energia pacífica e amorosa daquele ambiente fez renovar todos os sentimentos que o meu coração estava cultivando. Depois de um dia apenas, o meu ritmo estava muito mais lento e os meus olhos, mais abertos para captarem a beleza de seus campos.

Na viagem, eu descobri novas flores pela estrada de terra que ía em direção ao hotel. Em um desses passeios, pude colher um ramo de flores lilases que enfeitaram nosso quarto por toda a estadia. A experiência de ter um ramo de flores de verdade comigo foi incrível! Mas, digo que foi menor do que o fato de que elas terem secado com o sol! Sim, ao invés de murcharem, elas simplesmente secaram e, por isso, eu pude trazê-las para a capital e guardar em um pote de vidro (eu guardo pétalas de dente de leão nesse pote também).

Outra experiência memorável de Socorro foi ver a cidade iluminada a noite pelo Mirante do Cristo. Acho que nunca poderei ver a minha cidade assim, porque São Paulo é enorme... Acho que ver Socorro por esse ângulo já valeu como uma realização de um sonho! Quem sabe, um dia não viajo de helicóptero para ter a mesma sensação que tive lá, mas em minha cidade natal?

Agora, vamos às fotos! Ah, não esqueçam de comentar aí embaixo qual foi a melhor viagem da sua vida até agora. Adoraria compartilhar com vocês mais sensações positivas :)


Cantinho escondido do Horto Florestal. Todas as plantinhas de lá eram identificadas por placas com seu nome em duas línguas. Achei algo tão delicado paras as pessoas leigas como eu que decidi registrar.


Dentro de uma lojinha que ficava no Horto, havia uma parede com frases escritas. Achei essa adorável, mesmo não gostando tanto assim de café.


Essa árvore recheada de flores rosas ficava dentro de uma casa na rua do nosso hotel. Ela era muito, muito frondosa e seus galhos saíam para fora da propriedade, iluminando e embelezando a ruazinha de terra.


Muitas ruas da cidade de Socorro eram identificadas por essas placas de azulejo. Eu achei também de uma delicadeza única, porque é muito importante que os brasileiros tenham um conhecimento maior da história do país e essas iniciativas ajudam muito para que as pessoas se interessem em pesquisar um pouco mais de quem é o retratado.


Flores, flores, flores. Acho que os meus olhos sempre se voltarão para algum canteiro em busca das preciosidades que a Mãe Natureza faz brotar do chão.

Au revoir, mes amis.
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Meu cabelo está comprido pela primeira vez em vários anos.

Eu estou muito, muito contente por isso. Escrevendo assim, parece que eu não gostava de ter meus fios curtinhos, mas isso não é verdade. Eu adorava passar a mão pelo meu cabelo e sentir os fios acabarem rapidamente...

Mas, eu precisava mudar. E, ao contrário da maioria das pessoas que vai ao salão de beleza e corta o cabelo, eu deixei o meu crescer quase que naturalmente.

Eu estou gostando muito e gostando também de pensar em diferentes penteados para ele (quando eu não tenho que acordar cedinho e saio com ele solto mesmo)...

Torcê-lo na frente é a melhor maneira de penteá-lo rápido. Eu estou gostando bastante.

Essa é com certeza a minha inspiração maior do mês de agosto/setembro.

Au revoir.

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Eu sempre fui uma pessoa tranquila. Acho que isso vem muito da influência dos astros sob minha personalidade, pois nasci em uma madrugada regida pelo signo de Peixes. Os piscianos são naturalmente bem sossegados, levando com eles, na verdade, o estigma de serem por vezes avoados e sonhadores.

Percebo, sim, que são vários os momentos em que meus olhos estão estáticos, sintonizando com ondas de acontecimentos passados ou situações fictícias que crio aos poucos na minha mente. Outras muitas vezes, os mesmos olhos estão voltados para o céu a procurar desenhos nas nuvens e estrelas brilhantes a noite.

Talvez, eu esteja acatando a máxima do meu signo: sou avoada e sonhadora sim! E é esse traço que me permite levar a vida de uma maneira mais tranquila. Sabe o Coelho da Alice? Durante toda a estória é ele que delimita para a garota o tempo da narrativa, dizendo a ela que está atrasado, atrasado e atrasado, mesmo que não pare nunca de correr. No final, ele estava atrasado para quê? Para uma situação determinada pelas tomadas de decisão que Alice elaborou em sua jornada, ou seja, o Coelho corria em direção ao destino consciente de outra pessoa!

E era necessário que ele corresse sempre?

É necessário que nós, seres humanos da vida real (não julgo se a estória de Alice no País das Maravilhas foi baseada em fatos reais), precisamos correr em busca de algo indeterminado? Levar a vida com passos rápidos é uma determinação da contemporaneidade. Precisamos estar a todo momento com um relógio para nos avisar se estamos atrasados: pode ser um relógio de bolso, de pulso ou aquele bem mais comum hoje em dia, o relógio emparedado em nossos celulares. A todo instante conferimos que horas são e, por isso, o dia parece ser extremamente longo, mesmo que seja tão curto...

Estamos constantemente atrasados. Acordamos sem tempo para fazer coisas simples como tomar café da manhã. Saímos de casa apressados para a faculdade, escola ou trabalho, pulando com um pé só enquanto colocamos o sapato e mastigamos um pedaço de pão. Tomamos o transporte público: na plataforma do metrô, é uma agonia se o trem demora um minuto a mais; pegamos o primeiro vagão lotado, porque estamos atrasados; enquanto esperamos o trajeto se completar, é mais tempo que parece que estamos perdendo; chegamos no local desejado, atrasados é claro, e, suando, sentamos com um suspiro de alívio.

Mas, mesmo depois de tudo isso, ainda estamos sem tempo, correndo em busca de algo: correndo com nossos estudos e trabalhos, correndo para voltar para casa, assistimos séries em maratonas (correndo), porque não temos tempo de apreciá-las. Os livros já não são mais amigos, porque demandam um tempo gigantesco (e estamos sempre correndo, não é?).

É certo que precisamos ter responsabilidade. Porém, responsabilidade não está associada diretamente com uma vida levada a passos de lebre. Podemos ser responsáveis e, ao mesmo tempo, aproveitar os pequenos momentos do nosso dia-a-dia que são aqueles que nos trazem a verdadeira felicidade.

Pare por alguns segundos e:
  • Aprecie um pôr-do-sol
  • Veja as formigas trabalhando no chão
  • Olhe-se no espelho e admire sua beleza exterior
  • Pratique boas (e pequenas) ações para com o próximo, que podem ser:
    • Elogiar
    • Sorrir
    • Comprar alguma coisa que o outro gosta
    • Sair para algum lugar diferente
    • Abraçar
    • Brincar
  • Ouça uma música que faça você dançar (nem que seja por alguns segundinhos)
  • Leia notícias felizes na Internet (cuidado com Fake News)
  • Faça um chá
  • Assista a um episódio de um sitcom
  • Respire (não a respiração mecânica, mas sim aquela consciente)
Adicione outros elementos a essa lista! Retirar alguns poucos instantes de tempo para relaxar, divertir-se, sonhar é tão importante para a sua saúde quanto quaisquer outras coisas. São esses minutos de felicidade instantânea que agitaram suas células com vibrações positivas e te farão ter gosto pela vida. Uma rotina mais tranquila, mais demorada e com momentos de alegria condensados em minutos é o que te fará se sentir melhor. Acredite em mim, não é papo de pisciana.

Au revoir.
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Banguela. Um dragão sorridente (sem dentes a mostra), escamas pretas e olhos gigantescos, verdes e gentis estampava a camiseta dele. Aquele que a usava se destoava majestralmente do design fofo do bicho. Seus olhos não conseguiam ficar sem se revirar por mais de cinco minutos.

Enquanto seus alunos chegavam e escolhiam seus lugares na sala, ele digitava furiosamente no celular mensagens para muitas pessoas (ou para a mesma. E eu não arriscaria dizer que essa pessoa era privilegiada por isso).

Depois de dez minutos, ele foi para a frente da lousa de giz, um arcaísmo considerando que a sala abrigava diariamente  tecnologia de ponta, essa abrigada na mente de seus alunos. Diferente dos seus olhos, seu corpo conseguia ficar parado no mesmo ponto da sala. Ele, então, fez uma pergunta solta que qualquer um poderia responder: "Como foi seu fim de semana?". Todos se calaram pela timidez de um primeiro encontro. Ele começou a disparar seus sorrisos sarcásticos e a perguntar e perguntar e perguntar, em um loop sem fim: "Como foi seu fim de semana?".

Uma garota de cabelos cacheados e óculos azuis maiores que seu rosto levantou a mão e disse: "Foi estranho"; e, começou a relatar os acontecimentos do dia dos pais. Ele adorou a história da menina e comentava a todo momento, a todo segundo, tudo o que ela dizia. A forma como ele se expressava era lenta, com uma cadência descendente que deixava transparecer um tédio sepulcral pelo mundo a sua volta, mas que também indicava que sua postura era a encarnação perfeita da ironia.

Ele falava com tons de tédio, mas sua expressão corporal era viva e pedia que todos os alunos participassem ativamente da aula. Ele semitonava no final de longas sentenças. Para chamar a atenção, liberava tiques de fala retiradas de desenhos animados e séries americanas. O destoamento entre sua personalidade e a do dragão estampado em sua camiseta era de chamar a atenção de qualquer um que tivesse Banguela como bagagem cultural.

A ironia de sua figura (que quase chegava a um sarcasmo) também aparecia em seu discurso. Ele parecia não se importar com o sentimento do outro, mas reclamava de suas relações passadas, suplicando para que todos que já o amaram um dia desaparecessem da Terra. Ele ria alto de piadas, mas dizia que sua vida era um poço de situações desagradáveis. Ele era paciente com os erros básicos de seus alunos, mas revirava os olhos quando falava dos erros de outras pessoas.

Ao fim da aula, ele perguntou se havia alguma dúvida. Ninguém disse que sim, então, ele disse: "Está bem. Boa semana e até a próxima aula!". O tom de sua voz era sinceramente feliz. Sua expressão, ao contrário, expressava uma alegria de clown tão sutil que, a não ser por uma garota de calça rosa, passou desapercebido por todos.
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Bonjour.
Essa é a minha primeira compilação mensal em um vídeo, peço que me perdoem pela qualidade inicial. Prometo que continuarei com mãos menos tremidas, foco mais focado e imagens menos corridas, mas mesmo assim desejo que apreciem.
O mês de julho foi atípico para mim, porque pela primeira vez eu não fiquei de férias exatamente. Eu aproveitei a pausa na faculdade para aprofundar meu inglês, então, seguia para o curso todos os dias de metrô. Foi bastante divertido, apesar de que, confesso, um pouquinho cansativo. Porém, sei que esses conhecimentos influenciarão no meu futuro e quanto mais eu souber essa língua, mais altos serão meus voos no amanhã.
O mês de julho também proporcionou que eu encontrasse com minhas amigas do coração. Como não pedi a autorização delas, não coloquei nossas fotos nesse vídeo, mas os momentos que passamos juntas foram maravilhosos e ficarão registrados para sempre em meu coração. Obrigada por serem tão especiais na minha vida!
Além disso, também pude encontrar pelo caminho muitas coisas bonitas e diferentes, pude passear para lugares deliciosos (olá, Centro de São Paulo e Embu das Artes) e também pude maratonar algumas séries que queria ver a tempos como Strong girl Bong-Soo e Anne with aan "E" temporada 2. Ah, claro, também li alguns livros como "Razão e Sensibilidade" e "Slave girl from Jerusalém".
Chega de comentários por escrito! Vamos ao vídeo:


Esse foi meu mês de férias! E o seu, como foi?
Au revoir
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A autora do Twee por trás das lavandas de Cunha - SP. Fonte: blog Twee
Eu estou tão contente por inaugurar essa seção no meu blog! Há muitos meses estava com a ideia de trazer um pouco mais da profissão que escolhi para a vida pro meu jardim secreto, e poder realizar isso e, ainda de forma mais especial, entrevistando aquela que me inspirou a criar o La Petite Souris é de deixar meus olhinhos brilhando.

A primeira entrevistada por mim é a dona do blog Twee, a Mel. Acredito que muitos de vocês já tenham visitado o jardim dela também ou, melhor ainda, vieram borboletar por aqui por causa dela. A Mel é um doce de pessoa, a menina mais delicada e educada com quem já tive o prazer de trocar algumas palavras e sou muita grata a ela por ter aceitado participar desse passinho do meu blog. Obrigada, miss Mel! Agora sem mais enrolações, aqui vai a entrevista que fiz com ela sobre o seu Twee.
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Mel em aquarela, ilustração feita pela Mia do Corro Contra o Vento. Fonte: blog Twee

Em que ano seu blog foi criado? 


O Twee foi criado no dia 05 de janeiro de 2015, porém no meu coração já estava semeado o desejo de ter um cantinho próprio há alguns anos antes.


Como você decidiu o título dele?


Escolher o nome foi uma verdadeira aventura! O Twee não ia se chamar assim no início, mas sim "Wanderlust" que é uma palavrinha muito querida para mim também. Porém, aos poucos eu comecei a me questionar, pois eu não estava com muita certeza sobre esse nome... Felizmente, em uma noite aleatória, quando eu estava quase caindo no sono, eu pensei que Twee faria um nome adorável! Sempre gostei muito desta palavra, tanto pela sua pronúncia, escrita, origem e adoro o fato dela ser pequena e desconhecida. Então na manhã seguinte eu acordei e mudei o nome do blog e até hoje fico muito contente por eu ter feito isso. 


Se alguém quiser saber como se pronuncia "twee" e qual a sua origem, tem um áudio e a resposta para isso na página F.A.Q  :)   http://www.blogtwee.com/p/faq.html
Eu adoro ficar ouvindo esse áudio. Lembro que foi difícil colocá-lo ali, mas tão divertido. haha 


O que te fez criar um blog?


Saudade! A saudade de ter um local do meu jeitinho em que eu poderia fazer dele o que eu desejasse, a saudade de escrever e compartilhar pequenos pedaços dos meus dias, a saudade de conhecer pessoas que também sentem carinho pelas coisas que amo. Eu já tive um blog antes do Twee e me divertia tanto ao escrever e publicar posts, mudar o design do blog, responder comentários e eu sentia tanta falta de tudo isso...

Quais foram (e são) suas inspirações tanto na hora de escrever, quanto em outros aspetos como fotografia e design?


Os meus sonhos, as minhas paixões, a natureza e tudo a minha volta. Gosto de ver o mundo pelos olhos de uma criança e exercito sempre isso quando escrevo, fotografo ou mudo a carinha do Twee. 



"Um dia de outono em uma manhã de verão". Fonte: blog Twee

Qual é o seu post favorito de seu blog? Por que?


Acho que ninguém nunca havia me perguntando isso antes, então eu ainda não tinha parado para pensar nisso... Não sei se posso dizer que eu tenho um post preferido, pois a cada dia estou sempre dando o meu melhor e fazendo posts que deixam o meu coração quentinho e cheio de orgulho, então para mim seria mais fácil listar os meus 10 posts preferidos. haha 


Mas já que tenho que escolher um, acho que seria qualquer um dos mais recentes que eu publiquei, seja o post "Uma tarde ensolarada e cheia de plantinhas" em que eu compartilho os registros que fiz de um mini bazar de plantas que houve por aqui, ou o post "Um dia de outono em uma manhã de verão" (uma foto desse post é a de cima!) em que falo sobre as quatro fotos que tirei em um dia aleatório e bonito, ou então o último post " O Contemplário: onde as lavandas e sonhos coexistem", na qual eu falo sobre a plantação de lavanda em Cunha (SP) que tive o prazer de conhecer no ano passado. 


O que te fez escolher um blog e não outra plataforma digital (YouTube, Instagram, Tumblr)?


Para mim as outras plataformas não supririam aquilo tudo o que eu desejava. A ideia de poder personalizar o meu blog do jeito que eu gostasse, de ter o formato físico de um site, é algo que eu sempre apreciei muito. Além disso, eu precisava de um cantinho em que eu pudesse escrever o quanto eu desejasse. Acho que cada plataforma é única e tem um propósito diferente. Eu continuo gostando do Instagram, mas sei que nele eu nunca vou sentir como se eu tivesse o meu próprio e único cantinho/jardim secreto como eu sinto com o blog. 


Qual é a mensagem que você quer passar com seus posts?


Aprecie o que há ao seu redor, busque sempre pela magia presente nos seus dias, contemple a beleza dos pequenos detalhes e seus significados. Não deixe de fazer o que lhe faz feliz. Corra atrás dos seus sonhos e flutue com eles. Não se esconda, seja quem você realmente é. Olhe a vida como se você fosse criança de novo. Respeite, ame e sempre carregue gratidão no coração.


Você já pensou em desistir de escrever em seu blog?


Nunca pensei nisso nem sequer por um segundo. Acho que não consigo me imaginar sem estar escrevendo e compartilhando pedaços dos meus dias, pensamentos e sentimentos. Posso até sumir por um tempinho, mas "desistir" em si, não.


O que te motiva a continuar com ele?


As palavras que eu recebo sempre me motivam de uma forma que eu nem sei descrever... Às vezes é fácil esquecer que há alguém que vê e verdadeiramente aprecia e ama o que nós fazemos, então quando recebo uma mensagem dizendo que eu inspirei uma pessoa de alguma forma ou que mudei e alegrei o dia de alguém, eu me sinto tão realizada e o meu coração se enche de alegria e contentamento, pois não há nada mais que eu desejo além disso. 


A ideia de deixar uma marquinha também é algo que me motiva bastante. Pensar que terei os registros que faço, todas as fotografias e palavras que formam os posts que publico no Twee sempre ali e que um dia poderei olhar para trás e relembrar esses momentos, é algo que me encoraja muito.  



Papéis de carta que a Mel guarda, uma prova de sua conquista de amizades por causa do blog. Fonte: blog Twee

Qual foi a melhor coisa que o seu blog já te proporcionou?


Descobrir a mim mesma. Quando criei o Twee, eu voltei a escrever e comecei a fotografar e eu me encontrei e descobri um pouquinho mais sobre mim mesma. Me apaixonei profundamente pela arte (e não só a arte de fotografar e escrever) e comecei a escutar e seguir o meu coração como nunca eu havia feito antes. 


O Twee também fez com que eu acabasse tendo a sorte de conhecer pessoas maravilhosas! Fiz várias amizades com pessoas queridas e descobri artistas encantadores e eu sou muito grata por isso!


Você gostaria de acrescentar alguma coisa? Por favor :)


Lembre-se de carregar os seus sonhos sempre pertinhos de ti.

♡

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A Mel é uma querida, não é mesmo? Estou ansiosa pelas próximas entrevistas que o La Petite Souris vai me proporcionar :3
Au revoir, mes amis!
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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