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Tecnologia do Blogger.

La Petite Souris

stop motion crying GIF by nikitaliskov

Se eu tivesse um canal no YouTube (eu tenho, mas está em desuso desde... sempre), esse vídeo teria mais de meia hora. Afinal, como falar em pouquíssimo tempo sobre um dos meus assuntos favoritos no mundo: as animações? Então, decidi transformar a ideia que tive de conversar com vocês sobre elas em um capítulo do blog. É mais fácil para mim, eu me expressar com palavras escritas e, além disso, o post tem um limite espacial mais definido que me dará mais controle... Ou será que não (leia com a voz do Cosmo, de Padrinhos Mágicos)?

Não sei se já expressei por aqui, em meu cantinho, o quanto eu gosto de assistir a animações. Essa é a classificação que eu dou para os filmes animados, sendo que chamo de "desenhos", as séries animadas que passam na televisão (tipo, O Pequeno Urso, por exemplo). Eu gosto tanto, mas tanto, de assistir a animações que, modéstia a parte, me sinto um pouco especialista nelas.

Sabe os canais do YouTube que dão teorias sobre as animações, falam sobre a história dos estúdios e criticam os novos lançamentos? Pois bem, eu sou uma telespectadora assídua deles! E, com isso, fui construindo minha bagagem e comecei a assistir aos filmes não mais como consumidora, mas como crítica, chegando ao ponto de lá no Instagram do blog (@bloglapetitesouris), eu ter feito uma avaliação dos longas e curtas de animação que concorreram ao Oscar 2020! Chique, né?

Por isso, eu quis escrever um capítulo em homenagem a essa parte de mim. E o que seria melhor do que uma batalha? Sim, uma batalha entre os estúdios até chegar no meu favorito... Será que eu consigo chegar em um só? Vamos ver, vem comigo!

Batalha #1: Disney x Pixar

A clássica batalha entre Disney e Pixar (dois lados da mesma moeda) é a mais complicada para mim... Mas, vamos às categorias!

the emperors new groove GIF

- História: a Disney ganha! Isso por causa do filme que assisti, e resenhei aqui pro blog, Walt Antes do Mickey, que me mostrou que o Império do Rato teve, sim, um começo e que não foi nada fácil. Além disso, gosto muito dos primeiros trabalhos do estúdio e, pelo valor histórico de resgate à cultura tão querida do século XX, a Disney ganha nessa categoria.

- Narrativa: a Pixar ganha! Sim, eu amo TODOS os filmes das Princesas Disney, mas, acho que os filmes da Pixar trazem histórias mais complexas e sem limite de idade. A ousadia que o estúdio tem em tratar de temas abstratos e tabus (como a morte), fazendo isso de forma respeitosa e criativa, me ganha sempre que preciso escolher qual filme assistir no streaming. Além disso, ao contrário da Disney, os filmes da Pixar são atemporais em suas narrativas, o que é o ponto mais positivo do estúdio.

- Técnica: ai, ai, ai. Eu vou escolher a Disney só por causa de uma coisa: a Pixar não tem filmes em 2D, minha segunda técnica de animação favorita. Só por isso mesmo, porque a qualidade da animação do Estúdio da Lâmpada é maravilhosa, e não decaiu desde 1990.

- Personagens: seguindo a lógica da Narrativa, acho os personagens da Pixar mais complexos e por isso, minha escolha vai pra eles. Desculpinha, meus queridos Kuzco e José Bezerra, amo vocês, me liga!

- Resultado: empate técnico! Vamos desempatar com o próximo estúdio...

Batalha #2: Disney X DreamWorks

shrek smile GIF

- História: um estúdio que foi criado para sambar na cara da maior potência no ramo, merece todo o meu respeito. Por isso, essa categoria vai para a DreamWorks.

- Narrativa: mais um ponto para a DW! Ao comparar as narrativas, gosto mais da quebra de expectativa, das piadas de duplo sentido e da paródia com a própria estrutura clássica de roteiro do que da assertividade tediosa da Disney. Mais uma vez, quero lembrar que AMO TODOS os filmes do Rato, mas convenhamos que eles não são assim tão surpreendentes...

- Técnica: ponto pra Disney pelo mesmo motivo que tracei na batalha com a Pixar.

- Personagens: ponto para a DW. Meu coração sempre será da cena em que o Burro do Shrek vira Alazão. É isso.

- Resultado: DW dona do meu coração! Vai batalhar com a Pixar, vai.

Batalha #3: DreamWorks X Pixar

toy story disney GIF

- História: ponto para a DW. Esse estúdio foi criado por dissidentes da Disney com o objetivo de construir uma nova forma de fazer animação. Mas, ao contrário do que aconteceu com a Pixar, que trouxe mais inovações técnicas do que de estrutura de roteiro, a DW veio para abalar as estruturas do jeito clássico e preguiçoso de adaptar Contos de Fadas para o roteiro. Por isso, a DW tem todo meu respeito por propor uma revolução.

- Narrativa: ponto para a Pixar. Apesar de gostar muito das piadas infames da DW, ao longo dos anos, senti que o estúdio se acomodou bastante na construção de histórias originais. E a Pixar não. Ela sempre traz novas histórias, umas mais complexas, outras mais simples, mas todas com a adição de uma perspectiva nova ao cenário das animações. Ah, e além disso, a Pixar tem uma Teoria perfeita e Easter Eggs em todos os seus filmes. Quer mais ou tá pouco?

- Técnica: ... ponto para a Pixar só por causa do trailer de Soul, que traz novas técnicas de animação ao clássico 3D. 

- Personagens: ponto para a Pixar. O que é o Burro do Shrek comparado ao Buzz bêbado de chá?

- Resultado: Pixar unânime. Mas, será por muito tempo?

Batalha #4: Pixar X Illumination

minions mic drop GIF

- História: ineditamente, a Pixar ganha nessa categoria. Isso porque ela é mais tradicional e foi a pioneira na categoria de Melhor Animação no Oscar.

- Narrativa: ponto pra Pixar. Acredito que a Illumination ainda não encontrou a medida certa entre filmes comerciais e boas histórias.

- Técnica: ponto para a Pixar.

- Personagens: ... ponto para a... Pixar.

- Resultado: era Pixar, antes mesmo de eu começar essa batalha. Mas, não poderia deixar de colocar a Illumination aqui por respeito ao estúdio que mais levou gente aos cinemas nos últimos tempos com sua saga Minions.

Batalha #5: Pixar X Laika

the nightmare before christmas halloween GIF

 - História: ponto para a Laika. A criação de um estúdio especializado em animação Stop Motion nos EUA, país que sofre constantes revoluções digitais a todo tempo, é um ato de amor pela técnica muito grande para ser passado em branco. 

- Narrativa: ponto para a Pixar. Eu gosto muito dos filmes da Laika, mas é realmente muito difícil de ganhar da Pixar nessa categoria. Será que algum estúdio conseguirá?

- Técnica: ponto para a Laika. POR FAVOR, valorizemos a arte do Stop Motion.

- Personagens: eu amo todos os insetos da Pixar, porém, a Laika nos trouxe personagens mais sombrios, diferentes dos habituais heróis dos desenhos animados, o que conquistou meu coração.

- Resultado: a Laika ganhou da Pixar, é isso mesmo, produção?

Batalha #6: Laika X Sony

spider-man marvel GIF

- História: ponto para a Laika!

- Narrativa: ai, ai, ai... vou dar essa categoria para a Sony, muito por causa de dois filmes: Homem Aranha no Aranhaverso e Operação Presente. Esses dois filmes me transformaram muito como espectadora de animações por causa dos roteiros, um simples, mas muito emocionante e o outro completamente maluco e que faturou o Oscar por causa disso. 

- Técnica: ponto para a Laika. É isso, eu amo stop motion.

- Personagens: ai, ai, ai... Mas, ponto para a Laika pelos mesmos motivos pelos quais ela ganhou da Pixar.

- Resultado: a Laika é bicampeã, mes amis!

Batalha #7: Laika X Aardman

wallace and gromit lol GIF by Aardman Animations

- História: ponto para a Aardman que consolida a Inglaterra como um país importante na exportação de animações pelo mundo.

- Narrativa: ponto para a Laika.

- Técnica: ponto para a Laika. Acho a técnica de stop motion deles é um pouco mais sofisticada do  que a da Aardman. Isso porque a Aardman faz questão de que a gente perceba a técnica, mostrando que os personagens são feitos de "massinha", enquanto a Laika sofisticou um pouco mais e só se você conhecer bem a técnica que vai perceber e se encantar.

- Personagens: hm, ponto para a Laika. Eu gosto muito do Wallace, porém, adaptar os livros do Neil Gaiman para as telonas ganhou muito meu coração.

- Resultado: a Laika segue convicta! Mas, será por muito tempo?

Batalha #8: Laika X Blue Sky

split depth GIF

- História: comprada recentemente pela Disney, a Blue Sky ganha essa categoria por revolucionar o campo do cinema com um certo grupo de animais do início da Terra...

- Narrativa: ponto para a Laika. Eu amo A Era do Gelo, muito, muito. Mas, eles optam por uma narrativa mais tradicional, ao contrário do que faz a Laika com suas opções mais conceituais.

- Técnica: ponto para a Laika. 

- Personagens: ponto para a Blue Sky. O Diego é o dono do meu coração todinho há tanto tempo, não poderia perder em uma categoria que consagrou o estúdio entre os fãs de animação brasileiros.

- Resultado: empate técnico! Eita, que a disputa tá boa, mas chegou a hora da última batalha com o estúdio que domina o meu streaming desde fevereiro: a Ghibli.

Batalha #9: Blue Sky X Ghibli

spirited away mouse GIF

- História: ponto para a Ghibli. Esse estúdio tem uma história muito interessante de união e empreendedorismo. Além disso, assim como a Aardman fez com a Inglaterra, o estúdio Ghibli consolidou o selo japonês de qualidade em suas animações aqui no Ocidente. 

- Narrativa: ponto para a Ghibli. Muitas histórias lindas e emocionantes são contadas pelo estúdio. A vitória não é mais que merecida.

- Técnica: ponto para a Ghibli. Inovações técnicas foram feitas pelo estúdio como coloração em aquarela, por exemplo, que agregaram muito valor às produções deles. 

- Personagens: ponto para a Ghibli. Personagens maduros, que transcendem o papel das animações para além de entretenimento infantil, tornam o catálogo de personagens do estúdio muito rico.

- Resultado: vitória de lavada do Reino de Totoro. Mas, será que ele vence a convicta Laika?

Batalha Final: Laika X Ghibli

s mine GIF

- História: ponto para a Ghibli. Além de se consolidar com força no Ocidente, o estúdio gerou uma legião de fãs fervorosos, um museu lindo no Japão e levou para casa vários troféus da categoria, inclusive o Oscar para A Viagem de Chihiro. Quer feedback melhor que esse?

- Narrativa: ponto para a Ghibli. Não só de histórias emocionantes vive o estúdio! A Ghibli é campeã em mostrar a realidade da vida através de suas animações, mas também constrói mundos fantásticos fascinantes e que prestigiam a cultura tradicional japonesa. Além disso, o fato de a maioria dos seus filmes não possuir vilões maniqueístas, mostrando o quão cinza é a zona da maldade, é fascinante.

- Técnica: ponto para a Laika. Apesar de tudo, meu coração é feito para pulsar em stop motion.

- Personagens: ponto para a Ghibli! Aham, aham, aham, aham, aham (leia com a voz do Kuzco). As protagonistas femininas dos filmes da Ghibli roubaram meu coração e são merecedoras de toda a propaganda do mundo. Mas, isso fica para um próximo capítulo, haha!

studio ghibli smile GIF

Resultado: Apesar de a Pixar e a Laika terem se saído muito bem nas batalhas, ganhando o terceiro e o segundo lugar, respectivamente, no pódio do meu coração, a Ghibli sai em primeiríssmo lugar em disparada. Mesmo se eu colocasse ela para disputar com os outros estúdios, ela ganharia. Os motivos são: protagonistas femininas fortes, narrativas bem construídas, universos fantásticos muito criativos, respeito pela cultura tradicional do país de origem, ousadia técnica com uma plasticidade perfeita.

Traduzindo: Ghibli, mas tu é mais linda do que a Branca de Neve mesmo!

Ai, nem acredito que esse capítulo saiu! Eu estou tão contente, pois queria o escrever há muito tempo, mas nunca tive coragem por achar que não era capaz de falar sobre animações. Mas, sou sim! Essa é uma das minhas especialidades e devo ter orgulho disso, né? Espero que vocês tenham gostado. Ah, e me conta aí nos comentários qual é seu estúdio de animação favorito e por quê.

Au revoir.

* todos as imagens usadas aqui foram tiradas do site Giphy. 
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happy black and white GIF

Nós estamos passando por dias difíceis. Mas, com fé e esperança, os dias de paz retornarão e poderemos voltar a nossa rotina normalmente. Por enquanto, precisamos muito exercitar a empatia e o respeito pelo próximo, por isso, a quarentena é necessária para que ajudemos no controle dos picos da Covid-19 aqui no Brasil.

E eu sei que, para muitas pessoas, ficar em casa é muito difícil. Graças a Deus, eu sou caseira e mais relax em minhas formas de entretenimento (prefiro ler e assistir a um filme do que ir para a balada, por exemplo), então, não estou tendo muita dificuldade em aguardar, fazendo tudo por home office. Mas, sei que não é fácil! Por isso, quis voltar com a seção "Radinho" aqui no meu cantinho para indicar para vocês algumas músicas que sempre me dão paz, e esperança, quando eu as ouço. Espero que gostem!

Charlie Brown - Coldplay

Sempre que ouço os primeiros acordes dessa música, eu dou um suspiro e meu coração desacelera. Não sei o motivo de essa música me fazer tão bem, mas sei que ela tem uma melodia bem tranquila que é ideal para reequilibrar nossas energias.


Staring at the Sun - Mika

Aaa, essa música é tão linda, tanto em melodia, quanto em letra. Mas, o melhor mesmo é o clipe. Não são só as divas do pop que tem clipes cinematográficos, os divos também tem, haha. E o oceano que serve de cenário para a maior parte do clipe é digno de proporcionar toda a paz do mundo.


Sanremo - Mika

Desculpa por roubar, porém, não tinha como eu não colocar essa música na lista. "Sanremo" é a minha faixa favorita do novo disco do Mika (que, por sinal, é o meu cantor favorito) e é ela que está me dando força e fé nesses momentos difíceis. Espero que vocês se apaixonem por ela tanto quanto eu.


Funny Little World - Alexander Rybak

Com um clipe fofinho, Alexander nos traz uma canção que transborda amor e doçura. Tenho certeza de que não se sentirá mais ansioso ao ouvir o refrão dessa música.


Human Nature - Michael Jackson

Essa é a minha música preferida do Rei do Pop! E, acredito, uma das mais tranquilas dele em questão de melodia e ritmo, hahaha. Assim como acontece em "Charlie Brown", essa música do Michael, já nos primeiros acordes, dissolve todas as minhas angústias e ansiedades, é mágico.


Star Treatment - Arctic Monkeys

Se você tentar cantar essa música, no ritmo certo, sem gaguejar... Parabéns, eu te admiro! Ah, e com certeza, o esforço para isso espantará quaisquer tédios que você tiver!


Antes da Tempestade - Paola Aleksandra

Foi essa a música que me inspirou a escrever esse capítulo. Tanto ela, quanto o livro Livre para Recomeçar, me fizeram entender o quanto a esperança e a paz são necessárias para vivermos uma vida amorosa e gentil. 



E, vocês, mes amis? Quais são as músicas que te ajudam a respirar fundo e ter esperança no amanhã melhor? Ou só te fazem sorrir e relaxar? Deixe aí nos comentários, por favor!

Au revoir.
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Best-seller na França, A mecânica do coração, de Mathias Malzieu, é uma história original, secular e ao mesmo tempo atual, em que humor e poesia caminham juntos. O autor faz um convite a uma reflexão muito pessoal sobre a paixão, os limites do amor verdadeiro e a rejeição. Segundo o jornal britânico The Guardian, “a prosa gótica-punk de Malzieu se destaca... repleta de metáforas impressionantes”. Além de inspirar um disco, a obra ganhará as telas de cinema em animação dirigida por Luc Besson. Edimburgo, 1874. O pequeno Jack nasce na noite mais fria do mundo e seu frágil coração está irremediavelmente congelado. Então, o bebê é submetido a uma operação de emergência. Seu coração é substituído por um relógio de madeira, um pequeno cuco que ajudará a manter o ritmo das batidas e a bombear o sangue normalmente. A delicada prótese garantirá que Jack leve uma vida igual à de todos os outros garotos. Ou quase igual. Após ser abandonado pela mãe assim que nasceu, Jack tem muita dificuldade pra encontrar alguém que queira adotá-lo, por causa do tique-taque incessante do mecanismo alojado em seu peito. Sendo, então, adotado pela doutora Madeleine, que fez seu parto.Jack é orientado a não se expor às sensações comuns, como a raiva e o desespero, a frustração e o amor. O menor sinal deste último sentimento, o mais perigoso de todos, pode fazer com que o pleno funcionamento do relógio-coração de Jack entre em colapso. Mas tudo irá mudar quando Jack for levado até a cidade pela primeira vez. Ao conhecer uma pequena cantora, os ponteiros de seu relógio apressam-se imediatamente. O despertar deste sentimento pode ser fatal ao menino.

Fantasia // 192 páginas // Editora Galera // nota: 4/5

Um coração movido à relógio. Um melhor amigo chamado George Meliès. Um romance incendiário e fantástico... Quer mais motivos para ler este poema em forma de romance chamado A Mecânica do Coração?

Aqui nós acompanhamos a trajetória de Jack em busca da mulher amada, atravessando a Europa inteira até um circo em Andaluzia, aonde ele canta e encanta a todos. No caminho, ele encontra dois personagens históricos que fizeram meus olhos brilharem pela forma como são trabalhados: Jack, o Estripador (em um capítulo de terror fantástico maravilhoso) e Meliès, que se torna o melhor amigo do protagonista e tem um papel crucial no fim.

Eu fiquei tão contente com essa foto... Ficou muito bonita, não?
Ok, essa história já está incrível, né? Mas, tudo isso fica ainda melhor com o toque de surrealismo Steampunk que deixa a história original e deliciosa: Jack teve seu coração congelado ao nascer e precisa usar um relógio cuco para fazê-lo funcionar. E, por isso, ele NUNCA MESMO pode se apaixonar! Mas, e a nossa mocinha, Miss Acácia, com seus olhos de fogo?

Porém, o livro é muito mais do que uma boa história de amor impossível. Malzieu traz uma verdadeira poesia para as páginas em prosa. Ele usa muitas metáforas e comparações que são de encher os olhos de tão bonitas e me fizeram sair do bloqueio criativo que estava mergulhada há meses!

Além disso, temos coadjuvantes muito bem trabalhados e vilões que ficam em uma zona cinza que deixa tudo mais maduro. Gosto muito da forma como ele trabalhou os personagens reais, pois fez com que tudo aquilo fosse ainda mais possível! Afinal, por que não poderia existir alguém com um relógio no coração?


O amor central também foi muito bem escrito: densidade, imperfeições, loucura e sacrifício foram postos em jogo em um amor muito humano. Porém, no fim do livro, me decepcionei um pouco. Não porque é ruim (é muito chocante e inesperado), mas porque já tinha uma pré-visão do filme e os dois são muito diferentes. Vou falar em outro post do filme, mas já adianto que no filme, Malzieu assumiu o tom fantástico de sua obra, enquanto no livro, é mais pé no chão. 

E você, já leu? O que achou? 



Au revoir.
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Você tem flores na cabeça
E pétalas no coração
Tem raízes nos olhos, excitação
Acalanta o meu coração
♥
Me sinto um peixe
Fora do aquário dá pra ver
Tô indo pro imaginário do teu peito
No compasso do que faço
Aperto o passo, encontro o teu jardim
No paraíso das manhãs
Pétalas brancas caem em mim
Eu vejo você vindo
♥
Uh, uh, uh, uh, uh
♥
Me pega pela mão
Te dou meu coração
Deixo você entrar
♥
Me pega pela mão
Te dou meu coração
Deixo você entrar
♥
Você tem flores na cabeça
E pétalas no coração
Tem raízes nos olhos, excitação
Acalanta o meu coração
♥
Me sinto um peixe
Fora do aquário dá pra ver
Tô indo pro imaginário do teu peito
No compasso do que faço
Aperto o passo, encontro o teu jardim
No paraíso das manhãs
Pétalas brancas caem em mim
Eu vejo você vindo
♥

- Liniker e os Caramelows, "Sem nome, mas com endereço".

Acredito, Liniker, que esse endereço é o meu. Au revoir.
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Vinte e dois anos. 

Quando me vi com essa idade, e fiquei na encruzilhada do "como comemorar uma data tão importante quanto essa?", meu coração ficou em dúvidas. Eram tantas possibilidades, todas tão tentadoras e contentes! Então, fui me consultar em minha Agenda dos Sonhos e pimba! Por que não realizar meu desejo de fazer um piquenique?

Pronto, era isso! Montei minha lista de comidinhas, comprei utensílios fofos na lojinha do meu bairro e separei minha bolsa de palha. Parecia que o dia não chegaria nunca, hahaha. Mas, chegou e foi um dos melhores dias da minha vida.



Fomos ao Parque da Aclimação, aqui na capital de São Paulo, para fazer a festinha. A Aclimação era um lugar que não conhecia antes e me surpreendi muito com o clima de lá. Ele é bem amplo, com pontos abertos próximos ao lago que são perfeitos para estender a toalha de piquenique e foi isso mesmo que fizemos.

Era engraçado, porque a agitação do parque do ficava atrás de nós (pista de corrida, playground) e era como se estivéssemos em um mundo paralelo dentro dele. Estava tudo tão silencioso, que pude até ficar ouvindo minha playlist de The Gothard Sisters e Estúdio Ghibli como som ambiente. Isso, claro, junto com as conversas dos cisnes no lago e alguns passarinhos.



E de repente, uma banda de rock começou a tocar! Foi engraçado, ainda mais porque, apesar do som alto, nenhuma estrutura de paz do parque se abalou. 

De verdade, eu sempre guardarei esse dia em meu coração. Foi um dia que pude me conectar comigo mesma, descansei minha mente, comi meus pratos favoritos e ainda fui visitada por várias borboletas fofas! Um dia de sonho ♡



Minha lista de comidinhas:

  • Cinnamonroll 
  • Enroladinho de salsicha
  • Biscoito amanteigado
  • Docinhos de leite ninho (esses em formato de frutas que estão na bandeja)
  • Suco de maracujá
  • Guaraná
  • Água 
A maioria das coisas foi feitas em casa e isso deixou meu piquenique de aniversário ainda mais especial. Antes, nos meus pins, eu gostaria de fazer sanduíches de chá da tarde para levar. Porém, meus amigos, é tanto pão de forma na minha vida (mais fácil de levar na faculdade)... Hehehe.



Depois do piquenique, fomos explorar o parque. Encontramos uma pequena trilha de mata fechada mais para frente do lago em que estávamos, aonde haviam muitas teias de aranha, flores exóticas e abelhas. Sabe quem encontramos por lá também? Escoteiros! Nunca tinha os visto por São Paulo e fiquei bem feliz por eles estarem espalhando o amor pela Natureza por aqui.


Por tudo isso, quis registrar esse momento em meu cantinho. E qual seria seu dia de aniversário mais próximo da perfeição?


Au revoir. 
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Se você já leu Mary Poppins, não pode perder A volta de Mary Poppins! Se não leu nenhum dos dois, está esperando o que para começar essa viagem em dose dupla? 
Mary Poppins está de volta à família Banks – e com ela por perto a rotina se transforma em aventura! Uma babá na gaiola, o segredo dos bebês, as reviravoltas da segunda segunda-feira do mês, a noite de folga... Aproveite bem essa viagem mágica e misteriosa, antes que a corrente se quebre. 
Publicado em 1935, A volta de Mary Poppins é um clássico para crianças e adultos. Essa linda edição traz o texto integral em bem-cuidada tradução, uma ótima apresentação e todas as ilustrações originais de Mary Shepard! E ainda cronologia de vida e obra de P.L. Travers. A edição impressa apresenta capa dura e acabamento de luxo.

Aventura // 336 páginas // Editora Zahar // nota: 4/5

"Let's go fly a kite"... Todas as vezes que olho para esse livro, minha mente cantarola essa música. Gostaram da minha pipa de borboleta? Tendência para o carnaval de 2020, hein, menines! Hahaha!

Caham, mas falando sério agora, vamos ao que eu achei de A volta de Mary Poppins, segundo livro da saga dessa babá tão amada pelo mundo.

E eu gostei muito do livro! Estava com saudades de ler as aventuras da Mary e da família Banks, mas apreensiva por esse livro não conseguir ser tão bom quanto o primeiro. Engano meu, sim, todos os capítulos (que funcionam como pequenos contos separados dentro da edição) são muito divertidos e interessantes. Bem ao estilo de Mary Poppins.


Foi tão gostoso reencontrar todos e perceber o quanto a Mary ama as crianças, mesmo que queira demonstrar frieza. O último capítulo é um soco no coração de tão sensível e me fez gostar ainda mais da personagem. Outra coisa de que gostei foi do amadurecimento proposto às crianças pelos capítulos. Ainda elas são crianças, sim, mas conseguem enxergar o outro melhor e fazer escolhas mais sábias e menos egoístas que deixam a narrativa mais gostosa de ser lida.

O livro, assim como o primeiro, reúne várias aventuras fantásticas de Mary Poppins e das crianças. Todas elas regadas com ensinamentos de pulso firme, que servem também para nós, adultos, que já deixamos a infância (ou pensamos ter deixado) há tempos. A minha aventura favorita é a da nova membra da família Banks que nasce. Mais ou menos como o capítulo dos gêmeos no primeiro livro, aqui a garotinha nos traz uma visão do parto e dos primeiros dias de vida de uma forma doce, decidida, mística e sonhadora que nos faz pensar se não aconteceu o mesmo com a gente.


Outros capítulos de que gosto bastante é o do circo e a da Arca, ambos destrinchando o Universo sob a ótica de Mary Poppins e P L Travors, que não é assim tão impossível, em minha opinião... Mas, a leitura não foi tão perfeita assim. Senti alguns capítulos um tanto arrastados e, por isso, me fez dar nota quatro para ele. 

Ps: lembrete para a edição linda da Zahar em capa dura e com uma folha de guarda de pipas que derreteu meu coração.

Au revoir!
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Registro do dia em que me senti uma princesa em Poços de Caldas, MG
Hoje completo vinte e duas primaveras. Apesar de essa frase ter se tornado muito clichê por causa dos Tumblrs da vida, acho que nada poderia resumir tão bem o que o aniversário significa para mim. Um ciclo astrológico se cumpriu e estou eu aqui, comemorando meu verdadeiro Ano Novo. Mais um ano se passou e as flores que colhi ao longo dele estão cheias e vistosas em meu coração.

Ano passado foi um ano de transformações intensas para mim. Eu comecei a estagiar, algo que nunca havia feito antes, e entrei de cabeça em uma rotina diária mais agitada, cansativa e gratificante. Ano passado, eu também visitei lugares lindos que recarregaram de energias positivas o meu coração: Areado, Poços de Caldas, Guarujá, Campos do Jordão. Ano passado, foi muito intenso também na minha faculdade, mas foi o ano em que encontrei a área jornalística que desejo me dedicar - o Jornalismo Construtivo - e isso me fez tão bem que minha mente pipoca em relação a carreira agora.

Também foi o ano em que me dediquei mais ao bordado, à leitura e à bravura. Sempre me senti muito assustada com as coisas que me aconteciam até me acostumar a elas, porém, percebi que não poderia viver assim mais: coragem, querida menina! Esse foi o meu lema ao longo daqueles doze meses. 

Nos meus vinte e um anos, eu desabrochei como mulher empoderada. Eu me aprofundei nos estudos do feminismo, coloquei-o na balança para conciliar com as coisas em que já acreditava antes, abri meu coração para a empatia extrema que o feminismo me ensinava a ter. E estou muito feliz pela mulher que me tornei por causa disso.

Uma verdadeira mocinha de Romance de Época
Porém, o ano passou voando e cá estou eu à beira de completar definitivamente os meus vinte e dois anos. Quando eu era menor e a Taylor Swift lançou a canção 22, ria com minhas amigas, pois a distância até essa idade nos era muito grande. E eu, mais velha em meses do que elas, já estou neste patamar de velhice juvenil que me assusta. 

O que mais poderei conquistar agora? Claro, tenho planos, mas também tenho sonhos que me parecem tão distantes do que os 22 anos pareciam à Bruna de treze. Será que um dia conseguirei alcança-los? E, nesse meio termo, será que o blog ainda existirá e chorarei ao ler esse texto, contente por ter chegado lá?

Uma das coisas mais bonitas que Little Women me ensinou foi a construção dos Castelos no Céu. O conceito é de que todos nós temos um lugar onírico e perfeito que podemos alcançar um dia, transformando-o em metas a cumprir. Você já parou para pensar em seu Castelo? Sabe que agora, mais velha, o meu Castelo toma formas mais definidas, mais objetivas e mais simples a cada dia. Será que cresci? Será que, por isso, virei adulta?

A foto mais bonita da minha vida
Lembro que um dos posts de meu aniversário do blog, eu cito várias vezes O Pequeno Príncipe, com a certeza no coração de que queria a todo custo manter minha criança interior super ativa. Aos vinte e dois, desejo a mesma coisa ainda, porém, creio que os sonhos adultos também podem coexistir com ela e se fortalecerem na honestidade e pureza por causa dessa criança. E é isso que trabalharei no ano que se inicia.

E também trabalharei uma outra meta: para além de ter coragem, eu preciso ter muita esperança e fé. Fé em mim, fé na vida e fé de que Deus ouviu, sim, minhas preces para que esse Castelo no Céu desça à Terra e que eu tenha toda a determinação para mantê-lo e frutifica-lo. 

Então, feliz aniversário para mim, sim, sim. 

Au revoir.
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Nunca na minha vida imaginei que poderia desenvolver um talento. Sim, eu tenho uma autoestima invejável, como vocês podem ver, hahaha. Mas, falando sério, eu tenho algumas neuras que confesso serem um pouco estranhas e uma delas é que eu quero muito passar uma infinidade de legados para meus futuros filhos. Eu quero ser aquelas avós que abrem baús em sótãos e tiram de lá sonhos nostálgicos para o deleite de sua família. Eu quero ser aquela mãe que passa itens da sua coleção literária para seus filhotes, quero ser aquela que ensina talentos e truques para eles...

E é por isso que compro (e leio) livros clássicos do universo infanto-juvenil. E é por isso que eu tenho guardados os ingressos de meus filmes favoritos. E foi por causa disso que eu quis aprender a bordar. Mas, quem diria, o bichinho da vaidade me picou bem nesse momento! Eu já não queria mais bordar por eles e nem por ninguém. Eu queria bordar por mim mesma, porque essa atividade me fazia realizada comigo mesma, ela me mostrava que eu era capaz de conquistar tudo o que eu quisesse, apenas tendo um pouquinho de coragem e muita determinação. 

O bordado era meu. Só meu. Era o meu refúgio de pensamentos negativos, era a minha balança de equilibrar sentimentos, era as minhas medalhas de honra ao mérito porque eu podia fazer o perfeito nas minhas imperfeições. E, então, uma atividade que começou despretensiosa, se estendeu para pilhas de linhas coloridas e paredes tomadas por experiências. Eu já não era mais Bruna apenas. Eu era a Bruna Mãos de Tesoura.


O que é mais legal na minha breve história de bordadeira é a forma como aprendi a bordar. Antes, pensava que só conseguiria em algum curso e me frustrava com minha rotina agitada que não me permitia cursá-lo. Até que o Tico e o Teco se encontraram na minha cabeça: e se eu procurasse no YouTube? 

Foi aí que eu descobri o canal do Clube do Bordado e, bom, eu estava certa. Sim, elas ensinam direitinho as técnicas e conseguiram fazer com que eu, que nunca nem tinha costurado uma meia antes, pudesse ter coragem para publicar meus primeiros trabalhos na Internet (mesmo que só fosse pelo blog, hahaha). Já conhecia as meninas do Clube antes, pois já as tinha entrevistado para o site da empresa júnior da faculdade, mas não tinha ideia da didática delas, sabe? 

Comprei um bastidor na lojinha do meu bairro (simples, de plástico mesmo), algumas agulhas, linhas de rolo e panos de copa para começar minhas tentativas. Entre idas e vindas, terminei os três panos que tinha no prazo de dois anos. Isso porque não tinha muita confiança em mim mesma e sempre deixava de lado o bordado em detrimento de atividades que estão na minha zona de conforto: ler e assistir a filmes basicamente. Mas, este ano, eu dei um basta nisso! Coloquei como meta me aprimorar nesse talento e é isso que vim fazendo nas férias desde então. 



De janeiro até aqui, consegui me desenvolver bastante. Já fiz cinco outros bordados, além dos panos, todos livres e já presenteei meus pais com um quadro-bastidor lindinho. No momento, estou me dedicando ao projeto Totoro e prometo mostrar para vocês o resultado lá pelo Instagram do blog. Já me segue por lá? Ainda não? Corre: @bloglapetitesouris .

E mesmo que o bordado tenha se tornado algo tão particular da minha vida, algo tão intrínseco a mim, tão próprio que nem me lembro da época em que não sabia bordar, continuo ainda com meus sonhos a longo prazo para ele que envolvem mais pessoas. Agora, quero dar bordados de presente para meus amigos. Quero poder bordar as minhas roupa e seguir bordando para todos aqueles que amarei profundamente no futuro próximo. 

Afinal, que tipo de artista eu seria se não quisesse expor meu talento ao mundo? E que tipo de pessoa eu seria se não quisesse compartilhá-lo com outras pessoas também?


Vocês possuem talentos ou particularidades assim, daqueles tão seus que te definem um pouco? Fico tão contente por ter expandido os meus: agora, mais do que uma leitora voraz e uma escritora em potencial, também sou uma bordadeira amorosa (mas, que ainda não se deu bem com as linhas de meada). 

Este é um dos capítulos que gostaria de ter escrito há muito, muito tempo, mas que esperei para amadurecer até que ficasse no ponto de eu escrevê-lo com propriedade e não me arrepender de falhas anos depois. Espero muito que tenham gostado da volta de uma das categorias que mais amo no blog: o Sunday Love, em que compartilho tudo aquilo que amo, tenho orgulho e por qual sou grata.

O bordado, com certeza, é uma dessas coisas e quero leva-lo para sempre em minha vida. Au revoir.
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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