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La Petite Souris

Bonjour, mes amis! Ça va? Há alguns dias, eu estava vendo as atualizações do meu YouTube quando me deparei com o vídeo da Melina Souza, do blog Serendipity, respondendo a uma tag que já me encantou muito apenas pelo nome: a The Happy List Book Tag. Você pode conferir ao vídeo original da tag aqui! Acredito que essa tag é muito importante especialmente por conta do mês de setembro ser considerado o mês de campanha de conscientização sobre o suicídio. A campanha do Setembro Amarelo precisa ser lembrada sempre, pois as taxas de suicídio, principalmente entre os jovens, vem aumentando muito nos últimos anos. Inclusive, no ano passado, eu fiz um 6 on 6 de objetos amarelos para também lembrar dessa campanha! E lá eu disse algo que repetirei novamente: "Não sei se possuo a autoridade necessária para falar sobre algo tão grave, pois nunca tive pensamentos suicidas. Mas, com base na humilde bagagem que possuo, posso falar com certeza que o suicídio não é a solução! Se você está passando por uma fase difícil, por favor, procure ajuda o mais rápido que você puder. A vida é muito valiosa e todas, absolutamente todas, possuem um valor concreto muito grande! Para ter um suporte profissional, ligue para o número 188 e para mais informações sobre essa campanha, é só clicar aqui". E foi para relembrar esse assunto tão delicado e importante ao mesmo tempo que, após ter sido inspirada pelo vídeo fofo da Mel, eu decidi também responder a essa tag que transborda de alegria, amor e gratidão. Afinal, não há um exercício melhor que podemos fazer para afastar os pensamentos negativos do que olhar para o que nós temos e extrairmos daquilo o melhor.

Confesso que foi um pouco difícil encontrar respostas para todas as categorias, mas o esforço valeu muito à pena. Então, vamos lá? 1. Um livro que você gosta de ler quando quer se sentir feliz E para essa pergunta, eu escolhi o livro O Herói do Olimpo, de Rick Riordan. Eu gosto muito da primeira série de livros do Percy Jackson e poderia ter escolhido qualquer um dos cinco livros que a compõe, mas me lembrei de que, na verdade, o personagem que mais me deixava feliz não estava lá: o Leo Valdez. O Leo só aparece na segunda série, justamente em O Herói do Olimpo. E ele é um dos poucos personagens literários que arrancam gargalhadas de mim, sinceras e longas gargalhadas, ao longo de toda a nova saga. Quando eu quero me sentir alegre, eu procuro por todas as falas dele ao longo da obra, porque mesmo fora de contexto, elas me fazem rir de novo.
2. Fandoms que você faz parte
Hmm... Eu não me considero, hoje em dia, super fã de algum universo literário. Mas, posso dizer que adoraria que o fandom de Percy Jackson se fortalecesse de novo com alguma outra adaptação da série. Eu fui uma demigod bem ativa durante o lançamento dos livros dessa série e gostaria de sentir esse calorzinho no coração novamente um dia.
3. Tipo de capa que você sempre pegará em um livraria
Eu gosto muito de ver as cores das capas, isso sempre me chama a atenção. Outro ponto que me chama a atenção são capas ilustradas, muito mais do que aquelas com fotos, principalmente se as ilustrações forem minimalistas. Eu também gosto de capas de livros antigos, aquelas de couro falso que só tem o título escrito e imensidões de páginas amarelas por trás.
4. Uma premissa/clichê literário que você ama
Eu gosto muito do clichê do anti-herói que se apresenta, primeiro, como uma pessoa ruim e que ao longo do livro vai ter que fazer coisas boas e com isso, ele vai se redimindo. Eu adoro personagens que são mais complexos psicologicamente e percebi que isso está cada vez mais em alta nos livros de hoje em dia.
5. Um lançamento que te deixa feliz só de pensar nele
Eu gosto muito de acompanhar os lançamentos de livros de aventura, pois é o gênero literário com o qual eu cresci e no qual eu fui me especializando ao longo do tempo. Eu também gosto de acompanhar o lançamento dos livros novos de meus escritores favoritos e favorito todos eles.
6. Um autor que você amou todos os livros que leu
Para essa pergunta, não poderia escolher outra pessoa que não a maravilhosa, fantástica e chuchu Rainha do Crime, Agatha Christie! Eu já li, seguramente, mais de dez livros dela e não teve um que eu não tenha gostado. Acho que apenas um deles não entrou para minha lista de livros incríveis da vida, mas eu sempre considero que ele está dentro da margem de erro, hehehe.
7. Sua bebida e lanche favorito para beber/comer enquanto está lendo
Eu, sinceramente, não gosto de comer e nem beber nada enquanto eu leio, pois divide muito a minha atenção. Então, a única coisa que me acompanha em minhas leituras é uma garrafa bem cheia de água gelada!
8. Um livro que você emprestou para amigos/familiares
Diferente da maioria dos apaixonados por livros, eu gosto e realmente não me importo de emprestar livros para outras pessoas. Então, foram muitos os livros que eu emprestei ao longo desses quase 17 anos de jornada literária. Mas, o mais icônico para mim talvez tenha sido quando eu emprestei ao filho de uma colega da minha mãe O Diário de Anne Frank e coloquei um post-it nele desejando uma boa leitura, pois meu intuito é que o moço não devolvesse mais o livro, já que não gosto muito dele. Porém, ele devolveu e lá está Anne Frank agora, bem escondidinha em minha estante.
9. Um booktuber que você ama acompanhar e fica feliz sempre que tem conteúdo novo
Além da própria Mel, atualmente, eu gosto de acompanhar: a Paola, do Livros e Fuxicos e a Aione, do Minha Vida Literária.
10. Algo relacionado ao conteúdo que você cria que você ama
Acho que a cada dia que passa, eu fico mais e mais apaixonada pelo blog e pelas oportunidades maravilhosas que ele me oferece. Poder ter um cantinho em que posso registrar tudo aquilo que me deixa contente e esses registros, de alguma forma, poderem despertar alegria e amor em outras pessoas, me deixa muito maravilhada e agradecida. Todas as vezes que leio o comentário de vocês, meu coração dispara de felicidade. Muito obrigada, gente, por todo o carinho e apoio de vocês. Espalhar amor, gratidão e contentamento pela Internet e nas redes sociais é uma missão que abracei há dois anos e que pretendo batalhar para continuar por muitos anos. O apoio de vocês é essencial e sou grata por ele todos os dias. Vocês são demais!
As perguntas da tag original, em inglês, são essas que vou colocar aqui embaixo.
1. A book you can always go back to and feel happy
2. Your standoms (your number one joy filled fandom or fandoms)
3. Type of book cover you’ll always pick up in a bookstore
4. A book trope that you love
5. An anticipated release that makes you happy when you think about it
6. An author whose full canon of books you love
7. Your coziest go-to reading snack/drink
8. A book you’ve shared with with family or friends
9. A fellow booktuber or book blogger whose content always brings you joy
10. Name something about the content you create that you love



Então, é isso pessoal! Não deixem de conferir as respostas da Mel lá no canal do YouTube dela e também não esqueçam de deixar suas respostas para a tag aqui nos comentários. E se vocês forem responde-la no blog de vocês, me marquem e deixem o link aqui nos comentários para que eu possa ler depois.

Obrigada por tudo e desejo que vocês tenham um dia feliz hoje! Beijos açucarados.
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Bonjour, ça va?

Há alguns capítulos, eu comentei que a minha escritora favorita era a Agatha Christie e que eu já li mais de dez livros (seguramente) dela. Foi por isso que decidi fazer um capítulo só sobre ela e sobre a minha coleção de livros dessa autora maravilhosa! Além disso, ao pesquisar mais sobre a Agatha (estamos íntimas, hehehe) no Google, descobri que hoje é o aniversário dela! Se estivesse viva, ela faria 129 anos. Ou seja, este é um capítulo mais do que especial, não é mesmo?

FELIZ ANIVERSÁRIO AGATHA CHRISTIE!

Eu conheci a Agatha Christie, simultaneamente, por dois motivos: o primeiro é que eu havia lido um texto sobre ela na minha apostila de espanhol e me interessei muito por E não sobrou nenhum, pois o texto era super misterioso e me instigou a lê-lo. E o outro motivo foi que uma colega da minha mãe havia me indicado a ler os livros dela, porque eram seus favoritos em alguma época. Então, logo decidi ir a livraria e comprar um volume de E não sobrou nenhum.

A leitura foi tão incrível, tão diferente de todos os livros que eu havia lido até então, que eu quis logo ler mais livros da escritora e fui em busca de mais. Eu me lembro que, quando eu saía para ir a Paulista, um lugar com bancas de jornais sensacionais que vendem livros também, eu sempre que dava comprava um livro da Agatha. Assim, a minha coleção foi crescendo e crescendo... 

Ah, e na biblioteca do meu colégio de Ensino Médio, também havia vários livros da autora e, quando estava em período mais preguiçoso por lá, tirava um e lia. Ou seja, além de todos os livros que eu tenho, li outros mais emprestados. Como eu disse, seguramente, eu li mais de dez livros da Agatha, haha!


Acho que a coisa que mais me chama atenção dos livros dela é a estrutura narrativa dos livros. O título de "rainha do crime", com certeza, veste bem a autora, pois as tramas dela são tão intricadas e imprevisíveis que é bem complicado de se descobrir o culpado, mesmo que você já tenha lido vários livros dela. Pelo menos, eu me sinto, confesso, bem burrinha por passar mais de duzentas páginas sem nem ao menos conseguir adivinhar o suspeito! Mas, para mim, isso é o mais divertido e quando a autora nos revela seu culpado, eu fico bem aliviada e feliz pelo resultado.

Outra coisa que eu adoro nos livros da Agatha são seus personagens. O detetive belga Hercule Poirot conquistou meu coração já nas primeiras páginas do primeiro livro que eu li dele. Com certeza, eu gosto muito mais do Poirot e de seus métodos mais pé no chão (e ainda tão misteriosos e fantásticos) do que do famoso inglês Sherlock Holmes. Quando eu li Cai o pano, ai, meu coração se estilhaçou em pequenos pedacinhos... 


Outra personagem que eu gosto muito é a Miss Marple. Ela é uma senhorinha que, xeretando por aí, descobre vários crimes e culpados também. Ela é muito fofa e me dá a esperança de que, quem sabe, um dia eu consiga descobrir um crime por aí também. Geralmente, eu prefiro ler mais os livros do Poirot do que os livros da miss Marple, porém, ela me encanta e é uma ótima pedida se você acabar se irritando com o jeito arrogante e chato do Poirot.

O meu livro favorito continua a ser o primeiro que eu li: E não sobrou nenhum. Esse livro tem um plot twist genial e o final dele é o melhor final de livro que eu já li em meus 21 anos! Recomendo muito a vocês a leitura desse livro e, prometo que logo logo, farei uma resenha detalhada e cheia de amor dele aqui no blog.

Minha coleção consiste em:

  • Cartas na mesa
  • Um crime adormecido
  • O mistério Sittaford
  • A extravagância do morto
  • Os trabalhos de Hércules
  • E não sobrou nenhum
  • Convite para um homicídio
  • Os crimes ABC
  • Cai o pano
  • Poirot investiga
  • Um corpo na biblioteca
  • Morte nas nuvens
  • O caso do Hotel Bertram
Ao todo, por enquanto, eu tenho treze livros da Agatha Christie. E pretendo comprar outros mais, o meu objetivo agora é comprar aqueles boxes especiais que a editora Nova Fronteira está lançando, sabe?


E agora eu gostaria de saber: qual é seu livro favorito da Agatha Christie? Você gosta da autora?

Eu sei que tem muitas pessoas que tem preconceito com o gênero de romance policial. Já ouvi muitos crítico literários dizendo que é subliteratura, feita apenas para vender e que não tem nada (esteticamente e narrativamente) para acrescentar ao leitor. Eu discordo. Esse é um dos meus gêneros preferidos e, acredito sim, que ele é muito relevante para o cenário da literatura mundial. Afinal, ele é a porta de entrada para muitos leitores que, depois de terminarem esses livros, podem querer se aventurar em outros mais complexos, fazendo com que nosso exército de leitores cresça cada vez mais. 

Outro ponto é que os romances policiais são uma ótima forma de se estimular a engenhosidade e o raciocínio lógico. Isso, na fase de formação crítica de uma pessoa, é essencial para que ela possa compreender o mundo afora e depreender dele informações úteis para o seu crescimento. E, também, ajuda na estimulação de algumas áreas cerebrais, o que é muito, muito bom.


Por isso, mes amis, leiam romances policiais e leiam, principalmente, Agatha Christie! E depois voltem para conversar mais comigo sobre todos eles. Beijos açucarados.
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Ao decifrar o enigma de um velho pergaminho, o professor Lidenbrock e seu sobrinho, o jovem Axel, deparam-se com um fascinante desafio: a possibilidade de chegar ao centro da Terra seguindo o relato de um cientista do século XII. Vencida a resistência do rapaz — que considerou a idéia “pura imaginação” —, os dois partem para o vulcão Sneffels, na remota ilha da Islândia, onde deveria ser iniciada a expedição. Nas entranhas do adormecido vulcão, Lidenbrock, Axel e o guia local penetram em uma viagem através dos tempos, permeando universos há muito extintos e outros que só a imaginação pode criar.

Aventura, ficção científica //  328 páginas // Editora Martin Claret // Classificação: 3/5

"Em busca dos clássicos da literatura, eu vou". E foi durante essa jornada que eu me deparei com a possibilidade de ler um dos maiores livros da literatura de aventura do mundo: Viagem ao Centro da Terra, de Julio Verne. 

Eu conheci o sr. Verne quando criança ainda, por causa de Volta ao Mundo em 80 dias e 20.000 Léguas Submarinas. Ambos eu li, adaptados, quando eu tinha por volta de sete ou oito anos, pois eles faziam parte de uma coletânea de clássicos para o público infanto-juvenil que minha mãe comprava para mim na banca de jornal. Eu lembro que gostava bastante de Volta, mas achava 20.000 Léguas Submarinas um tanto maçante. Mesmo assim, minha impressão sobre os enredos de Verne foi extremamente positiva e logo o coloquei em posição de destaque entre meus escritores de aventura favoritos.

E foi com esse pensamento nostálgico que eu comprei Viagem ao Centro da Terra na última Feira do Livro da USP que eu fui. Estava certa de que gostaria da leitura, pois minhas outras experiências haviam sido positivas. Aliás, eu também gosto muito das adaptações do livro para o cinema, então, sabia que a história me agradaria de qualquer jeito.


No entanto, não foi o enredo, mas sim, a forma de contar a história que me decepcionou. Viagem ao Centro da Terra, com certeza, não é um livro 5/5 para mim. Julio Verne opta por uma escrita mais técnica acerca das composições geológicas do planeta, dando ao leitor várias informações sobre as diferentes rochas e os diferentes solos com os quais Axel e seu tio se deparam ao longo da jornada. Ele fala de equipamentos técnicos usados por geólogos, oferece-nos medições exatas e faz Axel fazer discursos incríveis (como narrador em primeira pessoa que ele é) sobre estalactites e gemas preciosas que ele percebe existir no centro do planeta.

Se você gosta disso, se está interessado por questões geológicas, então, esse livro foi feito para você. Mas, se assim como eu, estava em busca dos motivos pelos quais Viagem ao Centro da Terra é um clássico da aventura, bem, prepare-se para a decepção. Claro, Axel e seus companheiros passam por situações difíceis debaixo do solo e algumas delas são fantásticas! Contudo, Verne opta por deixá-las para os capítulos finais do livro e quando elas chegam ao ápice, o livro acaba.

Durante capítulos sem fim, eu mergulhei em informações técnicas sobre geologia que me cansaram muito e, quando a aventura maravilhosa chegou, não consegui me entusiasmar muito. Além disso, eu não me simpatizei com o Axel, o que é um ponto bastante sensível, já que ele é o protagonista-narrador. Chato, reclamão e frescurento, Axel nos dá uma visão nada aventuresca do que se é chegar ao centro da Terra e ver que nada do que a Ciência havia constatado até então era real. Fazia tempo que eu não me irritava com um protagonista e, olha, Axel fez meus olhos revirarem de indignação várias vezes.


Mas, preciso dizer que Viagem ao Centro da Terra é um prato cheio se você é fã de sci-fi. Não sei se é tão correto eu colocar esse livro na categoria de Ficção Científica, mas, por tudo o que estou estudando na faculdade sobre o assunto, acredito que eu posso ter essa licença. A forma como Verne utiliza correntes científicas em voga na época para construir um cenário incrível para nós é fantástico. A história é muito verossimilhante e pude acreditar que animais e seres humanos de outras Eras poderiam, sim, viver embaixo do solo que pisamos. 

O final foi bem corrido e fiquei muito frustrada pelo que aconteceu. Esperava muito mais do que Verne nos entregou e senti que ele fez aquele final na correria ou porque tinha que entregar o livro logo para a publicação, ou porque ele já não tinha mais ideias de como fazer as personagens atingirem seus objetivos sem que elas tivessem que morrer por eles. Para mim, o livro foi como um gráfico que seguiu a seguinte rota: subiu, estagnou por um longo período, teve um ápice nos capítulos finais e caiu abruptamente para um patamar inferior ao que começou.


Enfim, a leitura valeu a pena mais pelo status do que pela experiência em si. Porém, preciso sempre lembrar que todos os livros merecem ser lidos, pois todos eles são o livro favorito/de cabeceira de alguém no mundo. Se eu não gostei tanto assim, você pode amar. Então, não se frustrem antes de lerem Viagem ao Centro da Terra, ok?

Leiam e depois voltem aqui no meu jardim secreto para que a gente possa conversar mais sobre ele. E se você já leu, por favor, me diga o que achou! Adorarei ver você aqui nos comentários.


Beijos açucarados.
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Senti-me perdida em um labirinto. Verde e escuro, os pontos de luz ficavam muito longes na imensidão do alto. Abaixo de mim, galhos secos estalavam e besouros monstruosos corriam de um lado para o outro, sempre com pressa de chegar em um esconderijo novo, ignorando que tudo ao redor já formava um esconderijo gigantesco e intransponível.

As árvores seculares eram dúbias em sua funcionalidade para mim: eram elas pontos de apoio e aconchego ou  a causa da sensação de aprisionamento que eu sentia naquele lugar? Seus galhos eram tão altos que eu não conseguia escalá-los e as pedras que descansavam no solo não me permitiam ver nada além de um quilômetro de distância. Eu realmente estava perdida em uma massa verde e escura de floresta. 

Os meus sentidos aguçaram-se de imediato quando um som estranho fez-se ouvir próximo de onde eu estava. O som vinha detrás de um arbusto de morangos silvestres e ecoava na pequena clareira onde eu permanecia de pé. Era um som chiado e estridente, parecido com o barulho de estática que a televisão faz quando está sem sinal. O som era pavoroso, devo admitir. Lembrava-me das cenas de filme de terror que eu costumava assistir com meus pais quando era pequena. Mas, qual era a causa daquele som?

Aproximei-me do arbusto para tentar investigar, apesar de minhas pernas não quererem fazer o mesmo em um primeiro momento. Cada passo que eu dava fazia pular o meu coração. Tentei afastar os galhos do arbusto, sem que eu o estragasse, e foi aí que eu vi o que causava aquele som estridente e assustador: um ser diminuto tremia de medo e os guizos costurados em sua roupinha balançavam com seu tremor. 

Eu nunca soube da existência de seres diminutos até entrar naquela floresta e me perder nela. Para mim, fadas, duendes e qualquer coisa assim eram frutos da imaginação de escritores em busca de um best-seller para pagar suas contas. Mas, quando eu vi aquele serzinho medroso na minha frente, pouco maior do que seis centímetros, toda a razão que tomava minha imaginação se desfez como bolhas de sabão. Será que minha mente começara a criar coisas por causa do meu encapsulamento naquela floresta? Estava eu com tanta sede que meu cérebro já ficara doente?

Os meus questionamentos foram todos respondidos quando aquele ser pequenino começou a falar. Isso porque eu tenho convicção de que minha mente nunca conseguiria inventar um diálogo assim. Aquele ser diminuto era tão real quanto as margaridas que pipocavam ao meu lado, tão real quanto a brisa que secava meu suor frio, tão real quanto minhas mãos tremendo e meu coração super acelerado, que dava sinais de parar a qualquer instante. Ele parara de tremer de medo quando percebeu que eu não era perigosa para ele. Do jeito que ele me olhou naquele dia, tenho certeza de que ele achava que eu era uma potencial melhor amiga.

"Olá, senhorita", ele me disse com olhos brilhantes e um sorriso travesso. "Está perdida? Posso ajudá-la?".

"O que você é?", perguntei atônita. Confesso que fui bem rude, mas, entendam, eu estava embasbacada.

"Willie. Meu nome é Willie e sou um homem-pardal a seu dispor". Ele ergueu para mim sua mão minúscula para que eu pudesse apertar.

"Homem-pardal?", sim, eu me sentia idiota fazendo perguntas como essa. 

"É, sabe? O masculino de fada, eu sou uma fada-homem para vocês humanos. E percebi que a senhorita está perdida nessa imensidão multicolorida e aconchegante da floresta. Estou certo disso, certo? Posso te ajudar!". Ele sorria e torcia o chapéu que vestia em suas mãos pequenas e rechonchudas.

"Então, está bem. Por favor, Willie, como eu saio dessa floresta? Estou tentando achar o caminho de volta há horas, mas sempre perco as marcas que faço nas árvores pelas quais já passei. Você mora aqui, certo? Qual é o caminho até a entrada da trilha do Parque Municipal?", perguntei. 

Willie piscou duas vezes. Ele parecia pensar. Depois de alguns minutos, suas bochechas ficaram vermelhas e ele olhou para mim com os olhos cheios de água.

"Senhorita, eu não sei muito bem como ir para a entrada desse parque. Eu não moro aqui, estava apenas visitando a Terra para ajudar na chegada da Primavera. Acabei ficando perdido, distanciei-me de meus amigos e estava pronto para desatar a chorar quando a senhorita me encontrou. Desculpe-me, não fique brava comigo, por favor".

Eu não conseguia ficar brava com ele. Por que ficaria afinal? Estava perdida mesmo, a esperança falsa que Willie me trouxera serviu mais para eu me encorajar a seguir em frente... Se ele não sabia como eu poderia sair da floresta, pelo menos eu conseguiria ajudá-lo a encontrar seus amigos. Para alguma coisa deveria servir eu ser uma humana alta, não é?

"Tudo bem. Eu não estou brava com você. Vou te ajudar a encontrar seus amigos, tá?", disse. Peguei-o na mão e fui à procura de mais homens-pardais e fadas perdidos pela floresta. 

Pelo que Willie me contou, seus outros amigos eram mais experientes do que ela no trabalho na Terra. Eles, sim, é que tinham habilidades para transformar as estações aqui; Willie era só um homem-pardal que ajudava as crianças a acreditarem nas fadas, ou seja, visitava mais as cidades do que as florestas e não conseguia, assim como eu, diferenciar uma árvore da outra. Por isso se perdera. Emaranhara-se, na busca, naquele arbusto de morango em que eu o havia encontrado.

Minha cabeça estava girando com tantas informações caóticas e fantásticas. Quando sua última opção frente à razão é acreditar, você acredita e não discute mais. Naquela hora, minha missão era encontrar outras fadas na floresta-prisão e era isso que eu faria. Meus olhos perscrutavam cada canto daquela floresta em busca de um brilho amarelado. Meus ouvidos, em busca do som chiado e estridente.

Enquanto procurava, Willie me contava as histórias maravilhosas de seu povo. Eram uma sociedade mais bem estruturada do que a humana. As fadas faziam a Terra funcionar, auxiliando a Natureza no que ela precisasse, trazendo o frio, criando os animais, descongelando o solo. Mas, além de trabalhar para o mundo dos humanos, as fadas também tinham funções internas para fazer funcionar sua própria sociedade. Para a minha surpresa, descobri que haviam fadas-padeiras, fadas-costureiras e homens-pardais-sentinelas (a ameaça vinha dos céus - gaviões eram seu principal inimigo). 

Contudo, a função que mais me encantara era a do próprio Willie. Descobri que as fadas morriam se não acreditássemos mais nela, por isso, fazer com que as crianças batessem palmas para reanimá-las era a função mais útil e benevolente que uma fada ou homem-pardal poderia ter! Foi pensando nisso que eu ouvi um som incomum, mas, agora, natural para mim: o chiado estridente.

"Ali!", Willie berrou animado. "Meus amigos me procuram ali, veja, senhorita! Conseguimos achá-los! Obrigado pela ajuda, muito obrigado". 

Meu coração se esquentou quando eu ouvi suas palavras de gratidão. Willie me puxou, batendo suas delicadas asas, para o grupo preocupado e agitado de fadas e homens-pardais que o procurava. Quando eles viram Willie, começaram a fazer barulhos de sinos e a dar pulos de alegria no ar. Diferente de Willie, eu não conseguia entender o que eles diziam, mas pude sentir todo o carinho e gratidão que eles tinham por mim por ter ajudado Willie a voltar para os seus. 

Willie, então, parou em frente a uma fada mais velha e pediu: "Por favor, Andressa, ajude minha amiga senhorita a encontrar a saída para o Parque Municipal. Ela foi tão boa comigo, por favor, ajude-a a voltar para casa também". Andressa, a fada mais velha, olhou para mim e piscou. Então, ela pegou um pouco de um pózinho amarelo e brilhante em sua mão e jogou em cima de mim. Depois disso, senti meu corpo flutuar e meus olhos se embaçarem. A última coisa que vi foi Willie acenando para mim com lágrimas nos olhos.

Estou aqui, sentada em meu quarto, enquanto escrevo isso. Depois daquele dia, nunca mais eu vi Willie ou qualquer outra fada. Mesmo assim, todos os dias, bato palmas e mentalizo que eu acredito nelas para que as fadas continuem a viver por toda a eternidade. Willie me disse que todo ser humano tem uma fada correspondente. Por muito tempo, achei que ela se pareceria comigo, mas foi então que aconteceu um clique em minha mente... Aquele sorriso, aquelas covinhas, a mania de chamar a todos de "senhor" e "senhorita"... Willie! Willie era meu homem-pardal correspondente. Que alegria!

Como eu gostaria de revê-lo... Quem sabe um dia me perco novamente me uma floresta por aí?
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Bonjour, mes amis! Ça va?

Eu estava com tanta saudade de escrever em meu cantinho! Meu coração até doía ao pensar nele... É que minha rotina anda tão agitada, a faculdade agora me cobra a leitura de vários textos e, além de tudo isso, tenho muitos trabalhos de edição de vídeo e áudio que tomam bastante o meu tempo e a disponibilidade do meu computador. Então, aproveitarei bastante essa semana que tenho de folga (a Semana da Pátria) para escrever bastante para cá e programar os próximos capítulos. Espero que gostem, haha!

E para começar, quis fazer um pequeno exercício de memória e relembrar um dos melhores dias da minha vida. Ele é um dos dias que passei na minha viagem de férias para Areado (MG), quando pude realizar uma de minhas atividades favoritas: coletar flores. 

Eu descobri que gostava dessa atividade há alguns anos, também em Areado. Logo que eu me deparei com aquela imensidão florida da estrada de lá, meus olhos começaram a brilhar e meu coração dava pulinhos ritmados de contentamento. Minha mente já começava a trabalhar, pensando na melhor maneira de guardar para sempre aquelas lindas flores que me davam às boas-vindas, quando pipocou uma ideia: coletar flores!

Naquele ano, eu não pensei em guardar os frutos de meu trabalho - ou melhor, as flores. Eu apenas as colhi e usei-as para enfeitar o meu chapéu. Foi uma atividade efêmera, mas que me causou muita felicidade afinal. Lembro-me de que senti como se estivesse em um episódio de "Anne with an E" e isso foi muito encantador para mim. Porém, neste ano, a ideia de guardar as flores para sempre se firmou em minha mente (já havia feito isso com as flores do meu bairro), e fui para Areado com o objetivo de colher flores, prensá-las e colá-las em minha Agenda dos Sonhos. E fui isso que eu fiz.


As fotos que estão neste capítulo foram tiradas lá no hotel em que ficamos hospedados mesmo, por isso a colcha escura, haha. Vejam como eu já fui muito preparada, agora, para fazer essa atividade! Eu levei até mesmo uma tesoura, canetas coloridas e uma fita adesiva para já completar meu precioso álbum de flores campestres de Areado. Tirei uma tarde inteira para fazer isso. O clima da cidade era propício às atividades mais relaxantes, então, enquanto esperava dar o horário do chá da tarde, colei as flores na minha Agenda e escrevi as impressões que algumas delas me deram.

Desejo com todo o meu coração e alma que eu possa realizar essa atividade novamente! Trabalhos manuais são muito especiais para mim, pois eles me deixam tão realizada e feliz comigo mesma. Sempre que eu tenho um tempinho, volto a fazer algo assim como, por exemplo, desenhar ou fazer alguma colagem, ou bordar. 

Eu estava radiante de felicidade naquele dia. As minha bochechas gigantescas até me deixaram com cara de esquilo.
Mas, antes de terminar esse capítulo, preciso lembrar de uma coisa muito séria. Todas as vezes em que eu retirava uma flor de uma árvore/arbusto, eu pedia licença à Natureza e permissão a ela. Acredito que isso seja muito, muito importante. Retirar algo que faz parte, naturalmente, dela, é quase que uma agressão e por isso precisamos pedir licença e agradecer pelo presente dado.

Por isso, se vocês quiserem também coletar algumas flores, não tem problema nenhum. Só não se esqueçam de pedir e agradecer à Natureza pela gentileza que ela teve em nos fornecer seus produtos e filhos. Está bem?

Então, é isso por hoje. E vocês, já coletaram flores? O que acham dessa atividade? Por favor, não deixe de comentar o que achou! Beijos açucarados.
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Um clássico da literatura americana, "Mulherzinhas" reúne um drama familiar, traços de um romance histórico e inspirações autobiográficas de sua autora, Louisa May Alcott. Foi publicado pela primeira vez em 1868. Também conhecido como Adoráveis mulheres, gerou inúmeras sequências em livros e adaptações para o teatro e o cinema ao longo do tempo. A mais recente, um filme com estreia em dezembro de 2019 e a participação de grandes estrelas como Maryl Streep e Emma Watson. Alcott relata na obra quatro anos na vida das irmãs March - Meg, Jo, Beth e Amy. Enquanto o patriarca luta na Guerra Civil Americana e a mãe tem de trabalhar para sustentar a família, as quatro filhas precisam cooperar entre si para manter a unidade familiar. Mulherzinhas passou à história como a obra-prima de Louisa May Alcott. É um romance moderno e atemporal, que, junto a outros, fez sua autora ser reconhecida como uma escritora que abordou questões feministas de forma leve e aberta.

Romance //  284 páginas // Editora Wordsworth Collector's Edition// Classificação: 5/5

Sinceramente, eu estava com muita saudade de resenhar um livro para o meu jardim secreto! Voltar a fazer isso por um dos livros que mais me encantaram nos últimos tempos é muito especial. Enquanto escrevo, estou dando sorrisos bobos de alegria, haha. E tem como este capítulo ficar mais especial? Tem, sim! Porque as fotos que adicionarei nele foram tiradas especialmente em uma viagem linda que fiz nas férias de julho, ou seja, mais do que uma simples resenha, este capítulo é uma homenagem à Little Women. 


O livro foi escrito no século XIX e nos oferece uma descrição bem delicada, romântica e fofa da sociedade da época. Digo isso porque muitas são as obras desse período que nos apresentam uma atmosfera mais pesada, violenta e cruel tanto da Inglaterra, quanto dos EUA, então esse aspecto escolhido por Alcott me chamou a atenção. Little Women se aproxima dos romances de época desse período (os românticos que nós adoramos), mas também se encaixa perfeitamente num romance de costumes familiares, já que a família March é o tema central do livro e não qualquer outra coisa. Os capítulos do romance, assim, tornam-se meio que esquetes, como pinceladas das aventuras das irmãs March, enquanto as acompanhamos em seu amadurecimento direto para a vida adulta. 

As irmãs são muito diferentes entre si e nos presenteiam, acredito, com todos os tipos mais fortes de personalidades humanas. Meg, a mais velha, deseja ter uma vida mais sofisticada e sonha em ser uma dama da sociedade, assim como suas amigas são. Ela é vaidosa e um tanto arrogante, mas, ao mesmo tempo, ela é amorosa com a família e bastante responsável. Já, Jo é a mais "moleca". Ela sofre da Síndrome do Peter Pan, não consegue assumir as responsabilidades conferidas às mulheres daquela época e é muito esquentada e tem uma língua ferina.

As mais novas são Beth e Amy. Beth é a mais tímida, sensível e altruísta. Ela se importa mais com o bem-estar dos outros do que consigo própria, sendo querida por todos os personagens da trama. Por fim, Amy se assemelha bastante à Meg, sendo muito vaidosa e infantil (ela tem só doze anos). O ponto mais bonito é sua habilidade com a pintura, tornando-se incrível com um pincel na mão.


Junto com uma mãe atenciosa e gentil e um vizinho aventureiro, são essas as personagens que acompanhamos ao longo das páginas, sorrindo com suas conquistas e chorando com as pequenas grandes reviravoltas que a vida dá. Logo no início do livro, as irmãs ganham da mãe de Natal um livro, cuja história de superação as inspira e faz as vezes de costurar a trama para a tornar mais linear. O livro propõe que as garotas reconheçam seus defeitos e tentem melhorá-los. A mãe, sábia, propõe a elas esse desafio para que o pai delas tenha orgulho quando ele voltar da guerra. E é isso que elas fazem. A cada capítulo, vemos uma March superar seu pior defeito. E, no fim, a evolução delas como mulheres (e como pessoas, no sentido mais amplo) é inspirador.

Aliás, a maior mensagem que essa leitura deu para mim foi que eu também sou capaz de superar meus defeitos. Enxergá-los, revê-los e tentar expurgar eles de meu coração, sabe? As irmãs March me deram força, porque eu me identifiquei com elas, e me deixaram sonhando acordada inúmeras vezes. A personagem com a qual eu mais me identifiquei foi com a Beth, mas percebi, no fim, que eu tinha um pouquinho de todas as irmãs em mim. 


Já sobre os outros personagens, eu gostei bastante deles, principalmente eu gostei da mãe das meninas. Ela é tão sábia e gentil, mas firme e decidida! Para mim, ela é um modelo de mãe que eu gostaria de ser quando eu tiver as minhas crianças. E muitas foram às vezes que parecia que ela estava dando conselhos para mim, quando, no livro, era para alguma das filhas delas. 

Assim que eu voltei de viagem e terminei a leitura, fui procurar na Internet os filmes que fizeram com base nessa obra. Além do tão aguardado filme com a Emma e a Saiorse, que será lançado só no agoniante mês de dezembro (tão distante, aaa), foram feitas várias adaptações de Little Women para as telonas. Contudo, a adaptação que mais me interessou não foi para o cinema, mas sim para a televisão. 

O canal BBC One fez uma série de TV em 2017 sobre a obra completa de Alcott com as irmãs March (ela vai além de Little Women) e o resultado é muito inspirador. A fotografia é linda, os figurinos são tão sensíveis e me deixaram com muita vontade de comprar roupas desse jeito. E a escolha dos atores, em minha opinião, foi perfeita, pois, apenas com os vídeos promocionais para o YouTube, pude perceber que eles se dedicaram muito para atingir o máximo as características das personagens. Se você quiser conferir, tem uma playlist com muitos vídeos sobre essa série no YouTube.


Enfim, tudo o que eu posso dizer é que Little Women entrou para a categoria de "livros de formação" da minha estante, junto com Anne de Green Gables, O Pequeno Príncipe, O Jardim Secreto, A Princesinha, O Pequeno Lorde e Pollyanna. Estou ansiosíssima para ler a continuação da série, Little Wives, mas primeiro preciso terminar de ler minha leitura atual que é Viagem ao Centro da Terra, de Julio Verne.

E você, já leu Mulherzinhas? Se sim, o que achou? Deixe sua opinião nos comentários, adorarei compartilhar experiências com vocês.


Beijos açucarados.
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Arte: Barbara Jaskiewicz
Bonjour, mes amis. Ça va?

Estava com um tempinho livre e comecei a fazer uma das coisas que mais gosto: explorar as novidades dos meus blogs preferidos. E foi assim que eu descobri essa tag fofa no blog Encantos Diários , chamada Cottagecore Asks. As perguntas são tão conectadas com meu espírito e com o espírito do blog que eu me empolguei e respondi na hora! Espero que gostem e que respondam também (não esqueçam de me marcar para eu ler a resposta de vocês). Beijos açucarados.

O que você faria em um piquenique? Onde você iria?

 Um dos meus maiores sonhos é poder fazer um piquenique e reunir as pessoas que eu amo para compartilhá-lo. E, por causa disso, um dos presentes que eu mais gostaria de ganhar é uma cesta de vime para piquinique, haha. Mas, é difícil de encontrar uma dessas para vender em meu bairro... Estou esperando uma loja repor o estoque delas desde meu aniversário!

Fonte: Fruit Yogurt - Tumblr
Meu sonho de fazer um piquenique é tão real que eu tenho uma pasta no Pinterest com muitas ideias para esse evento. O que eu gostaria mesmo é ter uma cesta, uma toalha quadriculada rosa claro e levar, também, uma garrafa de vidro vazia para usar como vaso (e colher as flores no parque em que realizarmos a confraternização). As comidas seriam lanches de pão de forma e patê de presunto (os pães cortados em formato de coração), carolinas, cinnamonrolls e pães caseiros recheados com requeijão. Para tomar, muito suco (pelo menos dois sabores, prefiro maracujá e limão) e água também! 

O piquenique seria uma reunião bem animada e cheia de amor! Levaria um radinho para tocar música e jogos para brincarmos quando o assunto estivesse acabando. E coroas de flores para nos enfeitar. Desejo com todo meu coração fazer isso um dia.

Se você pudesse ser um animal, qual seria e por que?

Fonte: Sciliy
Eu adoraria ter uma raposa ou um porco-espinho. Acho eles os dois animais mais fofos do universo!

Você tem algum ritual para dormir? Quando você se sente mais aconchegado?

Não... Mas, eu tenho uma mania bem estranha que é de virar o travesseiro antes de dormir, dormir mesmo. Sabe, ficamos enrolando na cama antes de dormir, mas quando eu vou dormir mesmo, eu viro o travesseiro ao contrário, porque gosto dele geladinho.

Você gosta de jardinagem? Se sim, como seria seu jardim dos sonhos?

Fonte: Decoradeas.com
Eu gosto muito e também tenho uma pasta no Pinterest com dicas de jardinagem, haha. Entretanto, eu não tenho muita prática nesse quesito. Mesmo assim, meu sonho é ter uma casa com jardim no fundo, cheio de flores e com uma horta sazonal em um cantinho para poder plantar cenouras, beterrabas e outras hortaliças.

O que você gosta de fazer nos dias de sol? Gosta de clima quente?

Eu gosto muito de dias ensolarados e são dias assim que me deixam mais contente e animada. Eu gosto de passear no meu bairro, também gosto de ir ao parque e "lagartixar" por lá. E se for férias (e se for possível), gosto muito de ir à praia e ficar o dia inteiro dentro do mar. 

Quando as coisas estão difíceis, o que te dá esperança? O que te ajuda a se sentir melhor?

Eu tento sempre lembrar das pequenas bênçãos que eu tenho no meu dia a dia. Também costumo tentar lembrar de todas as minhas conquistas e me imaginar depois de conquistar meus sonhos depois. Adoro assistir aos meus desenhos animados (ou filmes de animação) favoritos para espantar a tristeza. 

Se você pudesse ter algum animal de estimação qual você teria? Como ele se chamaria?

Fonte: Tokkoro
Diego. Tudo porque eu sou fã do Diego de A Era do Gelo, haha.
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Você sabe o que é uma autopublicação? O termo se refere à publicação de algo feita de forma independente pelo autor dessa coisa. Essa opção era bastante comum principalmente para artistas há alguns anos, mas ela vem ganhando força em muitas outras áreas de atuação atualmente, muito por conta da crise econômica pela qual estamos passando.

Para escritores, a autopublicação se mostra uma alternativa perfeita para o mercado editorial. Já há algum tempo, notícias sobre a crise desse setor vem pipocando pela imprensa e causa tristeza para os apaixonados por livros (como eu) e certo desespero para os autores. Algumas editoras fecharam as portas nos últimos anos, outras preferiram se fundir a editoras com mais força no mercado e duas das maiores livrarias do país - a Livraria Cultura e a Saraiva - pediram recuperação judicial para conseguirem arcar com seus custos.

Mas, além disso tudo, a autopublicação de livros também é uma opção mais "saudável" para os autores. Ela possibilita uma liberdade maior de criação e divulgação da obra pelos escritores e, ainda, ela é mais rentável. 

Por tudo isso, eu decidi concluir minha disciplina de Telejornalismo na faculdade fazendo uma matéria sobre autopublicação no setor editorial. E para entender mais sobre o assunto, eu entrevistei duas pessoas que trabalham diretamente com isso. Primeiro, eu entrevistei Daniel Pinsky, diretor geral da Editora Labrador, com sede na capital de São Paulo. A Labrador é uma editora que presta assessoria para escritores independentes, ajudando eles na parte mais técnica da produção de um livro, como escolha de papel e fonte, e também ajuda na parte mais burocrática do processo. Se você quiser saber mais sobre a Editora Labrador (vai que você está prestes a publicar um livro, né?), é só clicar nesse link.

Eu também entrevistei a blogueira Aione Simões. Ela é dona do site e canal Minha Vida Literária e acabou de publicar seu segundo livro, Escrito nas Estrelas, por via de autopublicação. Aione nos dá uma visão diferente do processo de autopublicação que é muito bacana de se ouvir! Ah, e se você quiser saber mais sobre como adquirir o livro da Aione, ele está disponível, em e-book, na Amazon e pode ser comprado por esse link. 

Então, vem assistir a minha matéria! Espero que gostem e, também, que deixem nos comentários o que acharam e se já publicaram ou pensaram em publicar um livro de forma independente. Eu já pensei muitas vezes em escrever um livro, mas ainda estou pensando em como organizarei meus pensamentos soltos e fugitivos em cerca de 300 páginas. 


Beijos açucarados.
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Resultado de imagem para about time movie

Ficha técnica:  ano - 2013 / Direção - Richard Curtis / 123 min

Sinopse: Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

Minha opinião: Eu já havia selecionado esse filme apenas pela capa (sim, é verdade) da Netflix. Isso porque o visual da personagem da Rachel McAdams é exatamente o tipo que eu acho lindinho (e que gostaria de ter). Aliás, nessa cena, eu apenas concordava com o Tim, haha. 

  

Já nos primeiros segundos do filme, eu sabia que me apaixonaria pela trama. Eu gosto muito da maneira como esse filme começa, já com o Tim narrando a forma como a família dele funciona e quais são seus componentes. A propósito, esses componentes totalizam cinco: ele, o irmão mais velho; sua irmã mais nova, que o Tim descreve como sendo a luz da casa e uma quase fada; o seu pai, um professor que se aposentou antes dos 50 anos; sua mãe, durona e sincera; e, por fim, seu tio excêntrico, mas que todos amam. Acho que pela descrição que eu fiz, já deu para perceber que a família do Tim parece ter saído das páginas amareladas de um livro... 

E o filme inteiro segue assim, ritmado quase que por uma caneta-tinteiro. O Tim é um mocinho adorável, mesmo que suas constantes viagens no tempo para conseguir conquistar a mocinha sejam um tanto questionáveis. Mas, elas rendem momentos ótimos que trazem um humor leve à trama e a deixam com uma carinha típica de filme britânico. 

           Questão de Tempo

O amor que surge entre os dois floresce em meio à rotina do dia a dia, ensinando ao espectador que não é preciso grandes gestos e surpresas para manter o relacionamento saudável. Tim e Mary amadurecem juntos e se tornam pessoas melhores por causa do amor que um sente pelo outro. 

No começo, ambos são pessoas tímidas, inseguras e que nunca experimentaram o amor antes. Qual não é a nossas surpresa quando, ao final, nos deparamos com um casal forte, divertido e com ambições para um futuro juntos. Foi um dos casais fictícios mais fofos e verdadeiros que eu já encontrei em vinte e um anos. A cada cena, sentia um quentinho em diferentes partes do meu coração, sabe?

             Questão de Tempo

Mas, "Questão de Tempo" não é apenas sobre esse casal. Na verdade, o filme é muito mais sobre o Tim. É sobre como ele encara o poder que possui de controlar as rédeas de sua vida como bem entender. E sobre como esse poder, em muitos casos usado para o bem, pode causar consequências significativas em outros aspectos da vida. E sobre como, às vezes, voltar no tempo não pode evitar forças muito maiores do que a capacidade humana. 

O poder que ele herda do pai, para um jovem com toda a vida pela frente, mas com um passado que pode ser melhorado, pode parecer uma ferramenta genial. Mas, à medida em que ele vai estabelecendo raízes - no relacionamento com a Mary, construindo uma família e sendo bem sucedido no trabalho - Tim percebe que ser grato pelos pequenos detalhes do dia a dia, inesperados e mágicos, é uma possibilidade muito melhor do que viver pensando apenas nos recomeços calculados que o seu dom poderia lhe dar.

Eu já devo ter compartilhado com vocês que sou uma grande admiradora da fotografia dos filmes. E a fotografia de "Questão de Tempo" é simplesmente encantadora. O filme já começa mostrando a paisagem linda em que está instalada a casa dos pais de Tim, em Cornwall, costa sudoeste da Inglaterra. Confesso que a cena da família dele naquela praia nublada me deixou com dó, porque era nítido que eles não conseguiriam ficar muito tempo no mar e, para mim, a melhor parte de ir à praia é ficar com os dedos enrugados de tanto ficar no mar, haha. Porém, tenho que confessar que me mudaria agora mesmo para a casa da família do Tim!

As cenas que se passam em Londres também são muito bem pensadas em questão da fotografia e a luz mais puxada para o amarelo dá ao filme um tom ainda mais aconchegante. Se você quiser saber com mais detalhes em quais locais foram gravadas as cenas de "Questão de Tempo", eu encontrei um site que dá o roteiro certinho das escolhas de Richard Curtis. É só clicar nesse link.

Outra coisa que me chamou a atenção e me fez querer ainda mais assistir ao filme foi a escolha dos atores. Uma tarde dessas, eu estava conversando com minha amiga sobre cinema e surgiu o tema "Meninas Malvadas" na conversa. Não me lembro bem o motivo de estarmos conversando sobre esse filme, mas aí ela me disse que adorava a Rachel McAdams e a achava muito bonita, mas morena e não loira como a famosa Regina. Então, eu disse que não sabia que ela já havia sido morena e eis que ela me envia uma lista de filmes, sendo que um deles era "Questão de Tempo". Depois disso, decidi assistir ao filme na hora!

Outra surpresa que eu tive foi só depois do final, quando fui pesquisar mais sobre o ator que interpreta o Tim, Domhnall Gleeson. Isso porque descobri que ele interpretou o Gui Weasley em Harry Potter! Eu adorava o Gui e a cena do casamento dele com a Fleur é uma das minhas favoritas da saga, tanto no livro, quanto no filme. Eu fiquei muito surpresa, pois o Tim e o Gui não são nada parecidos e nunca me tocaria se não tivesse pesquisado.

              Questão de tempo  

Como eu disse antes, "Questão de Tempo" é um filme muito britânico e isso me deixou ainda mais apaixonada por ele. O senso de humor das personagens, as cores das cenas e alguns hábitos carimbam o selo da Rainha no filme. Se antes torcia o nariz para as cidades litorâneas desse país, agora as coloquei como prioridade na minha lista de lugares a serem visitados na minha viagem dos sonhos à Inglaterra, hihi :3

Em questão de segundos, "Questão de Tempo" se tornou a minha comédia romântica/drama favorito de toda a vida. E se você gosta de filmes com amores ternos e sólidos, famílias excêntricas e unidas, cenários ingleses, senso de humor auto-depreciativo e um toque de magia, tenho certeza de que esse filme se tornará um dos favoritos de sua lista também.

                      Questão de Tempo

Se você já assistiu ao filme, deixe nos comentários a sua opinião, por favor. Adorarei conversar sobre esse filme com você, mon ami. 

Por hoje é só... Mas, deixo uma pergunta para vocês: se tivessem o dom do Tim, vocês o usariam sempre? Ou vocês preferem deixar a vida correr e aceitar todas as surpresas e situações que ela impõe? No meu caso, eu até que gostaria de voltar às vezes e usar o meu dom com o mesmo objetivo que o pai do Tim tinha no filme: ler a maior quantidade de livros que eu puder! 

Beijos açucarados.
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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