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La Petite Souris


Edgar tem um tio que adora contar histórias arrepiantes. Só que são todas reais... até demais! Uma pequena boneca, uma moldura dourada, um velho telescópio de latão, entre outros objetos curiosos e sinistros são provas disso. Mas como o tio Montague teria conseguido montar tal coleção? O que Edgar nunca podia imaginar é que o protagonista da mais inusitada e horripilante história contada pelo tio era ninguém menos que o próprio - Montague.

Fantasia // 256 páginas // Pavio // Classificação: 5/5

Eu não consigo preencher duas mãos da quantidade de vezes que eu falei sobre esse livro com vocês, com meus amigos e com meus familiares. Acho que sempre que outubro se aproxima, e com ele o Dia das Bruxas, eu começo a retomar as histórias fantásticas que preenchem as páginas desse livro e sempre volto a fazer a pergunta: "Mas, você já leu? Você tem que ler!" para praticamente todo mundo que passa na minha frente.

De todos os livros de terror e creepypastas que já li, com certeza, Contos de Terror do Tio Montague foi o melhor deles. Quando eu o comprei e vi que ele fazia parte de um selo infanto-juvenil da editora Rocco, pensei que a compra valeria à pena muito mais pela beleza da edição. Porém, assim que comecei a lê-lo, não tive dúvidas de que estava enganada: esse é o livro que contém as histórias mais assustadoras que já li na vida!



O livro é sobre a jornada de Edgar, um menino que está no período de férias escolares e sem muitos amigos, já que os pais não se dão bem com crianças, exceto por seu tio, um senhor excêntrico que vive em uma casa enorme e horripilante depois de uma floresta. Um dia, o menino decide visitar seu tio Montague e descobre que além de esquisito, seu tio também é um ótimo contador de histórias... Desde que elas sejam horripilantes!

Edgar, porém, não tem medo e aceita todas as condições do tio para que ele continue a contar suas histórias. Mas, logo depois da primeira, o menino percebe uma coisa que o deixa incomodado (além, é claro, das várias esquisitices do tio e dos empregados da casa): objetos que aparecem nas histórias narradas por Montague existem no mundo real e estão guardados, justamente, na casa dele! 

Se eu fosse Edgar, teria saído correndo daquela casa logo depois do primeiro conto! Mas, ainda bem que ele não fez isso, porque senão a gente não teria acesso à imaginação fértil, sensível e criativa que Chris Priestley possui e nos dá amostras em cada um dos contos. Um conto após o outro, as narrativas vão ficando mais e mais intrincadas e imprevisíveis, fazendo com que a gente não queira desgrudar os olhos do livro, ao mesmo tempo em que os voltamos para a porta, com medo de aparecer um monstro assustador.


Além do horror, mais visual, muitos contos desse livro nos trazem um terror bem psicológico, construído na base da desconfiança e da surpresa pelo caminho tomado. Os meus contos favoritos  (e que são os próprios capítulos do livro) são: Poda de Inverno; A Moldura Dourada e A Des-porta. 

Pessoal, são esses os contos responsáveis por minha chatice, sempre relembrando o quão Contos de Terror do Tio Montague é um livro espetacular para todos vocês. Eu não contarei as histórias dos meus contos favoritos para não dar spoilers, mas tenham a certeza de que eles são os melhores de todo o livro!


Acho que esses são os contos que trabalharam melhor a questão da trama psicológica, o que me atrai mais do que o horror visual, sabe? Talvez, seja por isso que eu não seja tão fã de filmes de terror, mas adore assistir a filmes de suspense. Esses foram os contos que me deixaram perturbada por dias! Até hoje, eu não consigo parar de pensar na complexidade do conto do espelho.

E o final? O final do livro é tão surpreendente quanto os pequenos finais ao longo da narrativa, referentes aos contos. Já é perceptível, ao longo da leitura, que a casa do tio Montague é bem esquisita, cumprindo todos os critérios de Casa Mal-Assombrada, sabe? Só por causa disso, a gente já pode ficar desconfiados de que o velhinho contador de causos não é flor que se cheire. Mas, além disso, o fato de Montague saber todas as histórias das crianças com tanta riqueza de detalhes, guardando até mesmo objetos delas, é surreal! Só isso já dá o gostinho de terror dentro de terror para a narrativa.

Já que assim como está na sinopse, o próprio tio Montague é um personagem de seus próprios contos, e parece que toda a história e relação que ele tem com Edgar também faz parte desse universo à parte do que seria a Realidade. Ao terminar a leitura, apesar de eu ter ficado satisfeita com os blocos bem fechados dos contos (nenhuma ponta solta existe neles), fiquei com um gostinho de quero mais pela história entre Montague e Edgar.


Por isso, esse é o meu livro favorito para ser lido e relido durante a época de Halloween. E você, já leu Contos de Terror do Tio Montague? O que achou? Deixe nos comentários sua opinião, por favor!

Beijos açucarados e au revoir!
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Bonjour, mes amis! Ça va?

Um dia desses, eu estava zapeando o meu Instagram e vi uma tag literária tão cheia de amor que logo fiquei com vontade de a responder também! A tag chama-se "Outubro Rosa" e a vi, pela primeira vez naquele dia, na conta da @umlivroamado. O assunto, para mim, é de tão extrema relevância que precisei compartilhar mais um alerta para essa campanha aqui no blog.

O "outubro rosa" é uma campanha que começou nos Estados Unidos lá pela década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure organizou a primeira corrida beneficente para a causa em Nova Iorque. No Brasil, essa campanha chegou doze anos depois, quando o Obelisco de São Paulo se iluminou com a cor rosa para alertar as mulheres em relação ao câncer de mama.

À partir de então, todos os anos existem campanhas de alerta no país para a causa. Lembrando sempre que é muito importante que todas nós, mulheres, realizemos o auto exame mensalmente para que a doença possa ser identificada em seu estágio inicial, com chances gigantes de cura.

Após esse recado, vamos a nossa tag! Ela consiste em associar nossos livros com palavras que são essenciais nesse mês rosa. Vamos lá?

Campanha: um livro que você indica para todos


  As chaves do Reino é uma série da qual falei pouco no blog, mas ela é uma das minhas séries infanto-juvenis de aventura favoritas de todos os tempos. Eu demorei muito para terminar de a ler, porque ela não foi publicada regularmente no Brasil, mas a experiência valeu muito a pena.

A história é bem amarrada, criativa e tem um dos finais mais verdadeiros e surpreendentes que já li. É, sinceramente, maravilhosa. Eu ficaria muito contente se algum streaming fizesse a adaptação dela para as telinhas, pois o cenário rico, as personagens complexas e o roteiro intrincado seriam uma ótima base para qualquer série.

Prevenção: um livro que você não indica


Incrível ter um livro da Rainha do Crime nessa categoria, mas é a mais pura verdade. Eu não gostei da história de Morte nas Nuvens. Acho que a história se perdeu ao longo das páginas, o final foi previsível e as personagens insossas demais. Se você quer começar a ler os livros de Agatha Christie, definitivamente, não comece com esse.

Dia mundial: um livro que todo mundo ama


Quem aí nunca sonhou em visitar a Terra do Nunca? E quem já não pensou em nunca mais voltar de lá, hahaha? Acho que essa é uma das histórias mais democráticas já adaptadas pela Disney que, além de tudo, nos deu um universo riquíssimo das Fadas baseado na aventura de J. M. Barrie... Mais popular que Peter Pan impossível! Até Freud aprovou!

Auto exame: um livro que você descobriu sozinho e amou


Foi em um dia de buscas minuciosas pelo stand de livros por dez reais no shopping que eu encontrei esse livro... Atraída pela capa e pelo título, decidi comprá-lo e não me decepcionei nem um pouquinho com a história. Densa, original e com um final inesperado, esse livro me mostrou que a magia pode ser conectada com a contemporaneidade sem nenhuma perda.

Médico: um livro que todo mundo deveria ler


Tão linda quanto as ilustrações que enfeitam o livro, a história de A Princesinha é uma daquelas que precisam ser lidas, relidas e internalizadas por todo ser vivo do mundo. Amor, empatia, gratidão, são algumas das palavras que resumem o conteúdo do livro e que me transformaram positivamente para sempre.

Peito: um livro que tem um lugar especial em seu coração


Viu como Peter Pan é uma história rica e universal? Já comentei várias vezes sobre esse livro aqui no blog, mas basta saber que foi ele o meu primeiro livro "grande" que já dá para entender os motivos que me fazem amá-lo.

Conscientização: marque outras pessoas

Mel, do Twee; Bia, do antique faerie; Gaby, do Uma Doce Melodia; Larissa, do As Moscas na Janela. Sintam-se à vontade para responderem a essa tag, ok?

Bom, acho que é isso por hoje, pessoal. Espero que tenham gostado e não se esqueçam de sempre realizarem os exames para prevenir o câncer de mama (meninos também) rápido!

Beijos açucarados e au revoir.
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O cheiro que mais se sentia naquele ambiente era o de Formol. Seus olhos estavam fechados, mas ela sentia aquele cheiro ardido, mórbido e inebriante na sala. Pelo menos, imaginava que estava em uma sala, pois sentia o ar viciado e uma luz branca direcionada, o que indicava lâmpadas retangulares acima dela. Não havia janela naquela sala, então.

Qual era sua última lembrança?

Passos. Um par de sapatos de salto alto e bico fino, outro, de tênis de corrida com amortecedor em gel. Seus olhos estavam fechados, mas ela ouvia que a pessoa que usava os saltos era alta demais, o que desequilibrava seu eixo corporal para a frente, tornando o toque de seu salto fino mais leve do que o esperado. Sabia também que a pessoa que usava o tênis tinha problemas graves de coluna, talvez uma escoliose.

Qual era sua última lembrança? Uma dor de cabeça, uma pressão no peito…

De repente, a porta se abriu. O par entrou na sala, trazendo a ela novas sensações. Seus olhos não conseguiam se abrir… Por que? Dois perfumes: um leve odor de frutas cítricas. Um forte cheiro de almíscar. Isso significava que a dupla era um casal: um homem e uma mulher. A mulher era a dos tênis acolchoados por gel sem dúvida nenhuma, pois o cheiro de frutas era o mais sentido por ela, mesmo que estivesse mais fraco. O homem estava usando os saltos, o que explicava mais sobre suas pontas estarem tocando o chão tão levemente - ele não conseguia se equilibrar direito, era a primeira vez que usava aquele tipo de calçado.

Qual era sua última lembrança? … escuridão. Cheiro de sangue fresco, mas que não era o seu. Um toque de mármore em seu pulso.

Ela está viva? - perguntou uma voz gutural. Era o homem de saltos. Ele se curvou sobre ela, os cabelos lisos roçando-lhe o colo. Ela queria espirrar com aquele cheiro enjoativo de almíscar, mas seu cérebro estava lento demais para comandar o seu nariz.

Acho que sim. O cheiro dela é morno e vejo algumas de suas veias pulsarem - respondeu a mulher, sua voz era tão melodiosa que poderia ser uma cantora famosa, se desejasse.

O cheiro era ainda morno… O que aquilo significava? Eles eram médicos talvez. Sim, sim, fazia sentido que o cheiro que sentia, o Formol, viesse dos vidros de conservação usados no estudo da medicina. Talvez, ela estivesse em um hospital universitário então.

Qual era sua última lembrança? A pressão das mãos marmorizadas era violenta em seus pulsos frágeis. O som que ouvia era constante, mas quase inaudível: um sonar…

Estava ficando mais relaxada. Apesar de seus olhos não se abrirem, sabia que estava segura, afinal, daqui a pouco sentiria uma agulha e então, o sedativo embaçaria sua mente e ela acordaria horas depois em uma poltrona confortável, rindo de toda aquela situação. Mas, os dois médicos estavam quietos demais. Ela conseguia ouvir mãos trabalhando furiosamente, conseguia sentir trocas de olhares entre os dois…

Qual era sua última lembrança? … um cheiro. Almíscar e laranjas misturados com maracujá. A pressão em seus pulsos era agoniante. Conseguia ouvir um som de risadas, vindas de uma voz melodiosa, e o calor de uma bruxuleante vela acima de seus olhos. A parafina escorria e selava-os. Ela gritou de dor…

Agora lembrava o motivo pelo qual não conseguia abrir seus olhos. Ela tentou passar a mão neles para saber se a parafina continuava lá. Suas mãos (os pulsos doíam, agora ela percebeu) conseguiram chegar a seus olhos. A parafina secara, permitindo que ela a retirasse para poder ver o que estava acontecendo.

Então, ela os viu. Seus médicos, o homem alto e a mulher com escoliose, vestiam roupas tradicionais de cirurgia verdes. Na frente de suas bocas, máscaras de proteção. Mas, o que mais chamava a atenção dela era a pele deles: branca demais. Ao redor dos olhos, duas olheiras profundas demais, quase pretas de tão arroxeadas.

Ela acordou! - gritou a mulher. Seus cabelos caíam do coque apertado que ela tinha feito antes.
Sim… Onde estou? - perguntou ela. - Podem me ajudar a sair daqui? Acho que um check up rápido é do que preciso, não uma cirurgia.

Bobagem… - disse o homem. Seus traços eram belos demais. Quase tão inebriantes quanto o cheiro de Formol que vinha, de onde comprovou, de frascos com insetos. - É claro que não faremos cirurgia nenhuma! Apenas um exame, você está machucada e precisamos fazer um ultrassom.

Ela suspirou aliviada. Um ultrassom.

Qual era sua última lembrança? Antes da parafina, viu o rosto de quem a tinha aprisionado. Era um dia de chuva, ela tropeçou na calçada, alguém a sedou… Um quarto escuro demais, grande demais. Uma luz se acendeu: um homem bonito demais. Seus traços eram tão perfeitos quanto qualquer quadro renascentista. Uma mulher de cabelos ruivos, presos em um coque apertado demais.

Ela gritou. E gritou mais alto em busca de socorro. Mas, ninguém parecia ouvi-la.

Calma. É só um ultrassom. Você está nervosa… demais. - sussurrou o homem, aproximando-se dela. Seu rosto se aproximava do dela.

Não fique com tudo! - disse a mulher com um sorriso sarcástico - Você sempre fica com a melhor parte, deixe um pouco para mim!

Qual era sua última lembrança? Barulhos de sirene fora da casa aonde estava. Então, a pancada na cabeça, o aperto no peito. O cheiro de Formol em suas narinas recém acordadas. Ela havia sido levada para aquele hospital que, pelas teias, estava abandonado.

Esse é o nosso banco de sangue - disse a mulher - Nosso estoque não pode acabar rápido, estamos em fase de crescimento.

Banco de sangue? Então, o homem beijou seu pescoço. Os lábios dele eram frios como o mármore. Ela sentiu tanto medo e, depois, não sentiu mais nada além das suas forças minando lentamente de suas veias. Ele a havia mordido com caninos compridos demais. A mulher, ao seu lado, dava leves cutucões em suas costelas, enquanto fuzilava o homem com os olhos para que ele não se demorasse.

O último fio de vida se desconectava dela. E, então, o escuro a tomou.
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Bonjour, mes amis. Ça va?

Eu estava relembrando alguns dos blogs que eu costumava ler antigamente e decidi visitar, de novo, o blog de uma amiga querida que está desativado (ou será em aberto? Meu sonho!) desde 2017: o Blog da Carla Vieira.

Eu gostava muito de ler os textos que ela publicava por lá, principalmente aqueles motivacionais, pois ela traz esse assunto de uma forma tão delicada e forte ao mesmo tempo, sendo que todos eles me impactavam positivamente de alguma forma. Fiquei com saudades e com uma sensação nostálgica gostosa... Espero, de coração, que um dia ela volte a escrever com frequência para que eu possa me inspirar em suas palavras cada vez mais.

Vocês tem essa mesma sensação com algum blog? A sensação de que ele precisava existir para todo o sempre, pois seu conteúdo é incrivilmente fantástico? Comentem aqui embaixo, por favor! Adoraria receber dicas de outros blogs para encher o meu feed, haha.


Enfim, foi durante esse tempinho que passei relendo alguns de seus textos que eu me deparei com essa tag de Halloween, ou Dia das Bruxas, que senti ser ideal para o Projeto Terror que eu venho desenvolvendo esse ano no blog. O objetivo é associar os personagens folclóricos do terror aos livros que temos na estante. Vamos lá?


Livro Drácula: Os vampiros são caracterizados por sugar o sangue alheio, cite aquele livro que sugou todas as suas forças, deixando você sem ar.

Para essa pergunta, eu escolhi As Aventuras de Huckleberry Finn (que, inclusive, já resenhei no blog). Esse foi um dos livros mais difíceis de digerir que eu já li. Somando-se o fato de que eu esperava dele apenas uma boa história de aventura, ou seja, as minhas expectativas foram frustradas, o livro tirou de mim mais do que eu poderia ter imaginado. O problema grave do racismo é colocado à tona por Mark Twain de um jeito escancarado, cruel e banal ao mesmo tempo, mas que deixa os leitores mais conscientes com nó no estômago. Eu gostei muito da leitura, mas, ao final, sentia-me completamente exaurida por tantas energias ruins (propositais) que o autor colocou na fala das personagens.

Livro Fantasma: É de consenso geral que os fantasmas existem nas histórias de terror para assustar e assombrar a todos. Comente sobre aquele livro que te assombrou durante muito tempo.

Eu não costumo ler muitos livros de terror, então, tenho poucas histórias de livros assustadores para contar. Mas, lembro que Contos de Terror do Tio Montague me deixou com um pouquinho de medo depois que eu o li. Apesar de ser vendido pelo selo infanto-juvenil da editora Rocco, o livro tem histórias que deixariam qualquer adulto com os cabelos em pé! Aliás, é um ótimo livro para se levar em viagens com os amigos, pois as histórias que você contará dele serão a sensação do encontro, garanto!

Livro Lobisomem: Tal qual a licantropia que passa de mordida por mordida, cite um livro que você gostou tanto que indicou a várias pessoas.

Hoje eu vou sair da minha resposta habitual e indicarei outro livro que me marcou muito: Fique onde está e então corra. Esse livro conta a história de um menino que, durante a Primeira Guerra Mundial, ouve que seu pai (ex-combatente) está em um hospital de recuperação e decide tirá-lo de lá, sozinho. O livro é muito sensível e tem partes tão emocionantes que me fizeram chorar! E, olha que eu não costumo chorar nem lendo livros e nem assistindo a filmes! Além disso, o cenário histórico que o livro apresenta, para quem gosta do assunto como eu, é muito interessante, contando até mesmo com uma playlist com músicas da época que é muito gostosa de ouvir. Super recomendo!

Livro Bruxa: Bruxas são famosas por jogarem feitiços e maldições nas pessoas. Portanto, conte-nos qual livro que te enfeitiçou, pode ser tanto de forma positiva quanto negativa.

Eu escolherei um livro que me enfeitiçou positivamente, e bota positivo nisso: Pollyanna. Eu já o li três vezes e, em todas elas, a leitura foi diferente. Esse livro me ensinou a ser mais grata e a enxergar o lado bom da vida e das pessoas que me cercam. Além disso, ele foi muito importante para eu me reestruturar na pior fase da minha vida e eu sempre serei grata a ele por isso. Pollyanna me enfeitiçou com seu olhar encantador e positivo para a vida inteira.

Livro Frankenstein: Infelizmente, o Frankenstein é aquele personagem que as pessoas julgam pela sua aparência aterrorizadora. Em sua homenagem, comente aquele livro que a princípio você julgou mal pela capa, mas ao ler você acabou gostando da história.

Muitos dos livros de escola que eu tenho aconteceram isso. Porém, acho que o caso mais marcante para mim foi com Cyrano de Bergerac. Esse era um livro que, a princípio, eu não queria ler, pois o título e a cor da capa do livro não me agradaram  em nada. Mas, aí, eu dei uma chance e, quando eu vi, fui convidada para fazer o roteiro da peça de teatro da escola baseado nesse livro! Eu fiquei tão orgulhosa com o resultado! Os pais foram assistir e eu também fui a narradora, ou seja, orgulho em dose dupla, haha.

Livro Zumbi:  O Zombie é aquele personagem clássico que não dorme. Qual foi o livro que te fez ficar acordada a noite toda sem conseguir parar de ler?

São tantas as opções que eu viviii! Mas, para trazer livros diferentes para o blog, eu destacarei uma trilogia que me fez revirar noites e virar fã logo nas primeiras páginas: a trilogia Legend. O mundo distópico apresentado pela autora me envolveu de um jeito que, sempre que eu parava de ler, demorava alguns segundos para assimilar qual era a realidade na qual estava vivendo.

Livro Gato Preto: Essa é aquela lenda que você não sabe se acredita ou não e acaba ficando confuso. Sendo assim, fale daquele livro que te deixou confuso, sem saber muito bem como reagir a ele.

Ele está de volta. O livro traz Hitler aos tempos atuais, porque ele ficou dormindo durante todo o período pós-Segunda Guerra Mundial e, de repente, acorda em uma Alemanha muito diferente da que ele havia deixado para trás. Esse livro me deixou muito confusa no momento em que eu o lia, pois ele é muito engraçado, e eu não sabia se poderia rir das coisas que ele trazia. E também não sabia se poderia simpatizar com Hitler da forma que o autor quer que a gente simpatize. Eu me senti muito culpada em vários momentos da leitura.

Livro Fogueira: : A fogueira foi a causa das mortes injustas de muitas “bruxas”, assim como um símbolo presente em várias narrativas de horror. Conte sobre aquele livro que acendeu uma chama interior e te deixou pegando fogo de tanta raiva.

Nossa... Dias Perfeitos foi um livro que me deixou com muita raiva, principalmente no final. Mas, a leitura dele é excepcional e recomendo a todos.

Livro Cavaleiro Sem Cabeça: Diz a lenda que o Cavaleiro que assombrava Sleepy Hollow perdeu a cabeça durante a Guerra da Independência dos EUA. Porém aqui o que faz perder qualquer parte do corpo são os livros, por isso, conte-nos sobre aquele livro que te fez perder a cabeça, ou seja, a compostura.

Emma, acredito que seja o melhor exemplo. Foram muitas, mas muitas mesmo, as vezes em que fiquei brava com a protagonista desse livro. Ao mesmo tempo em que me simpatizava com ela, vendo-me em suas atitudes, não aguentei uma personagem tão indecisa e tão alheia às coisas que a rodeavam tão de perto. Sinceramente, Emma. Se toca!

Livro Cemitério: O cemitério é um cenário clássico do Halloween e das narrativas de terror, ele é considerado um lugar terrivelmente calmo e silencioso, reservado para o sepultamento dos mortos. Para caracterizar o cemitério, cite aquele livro que você enterrou na sua estante, não terminou de ler ou nem mesmo começou, seja por ter esquecido ou por ter desanimado com a história.

O Fantasma de Stálin. Eu comprei esse livro por impulso, apenas porque tinha gostado do nome e do fato de ele ser um thriller policial. Mas, não gostei da história e não tenho desejo nenhum de tentar de novo. É um livro que ficará enterrado na minha estante para sempre.


É isso, pessoal. Espero que tenham gostado da tag. Beijos açucarados de doce de abóbora e au revoir.
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Monstro de Lama Baro, de Black Clover
O dia estava mergulhado em cores opostas no círculo cromático. Era crepúsculo. As ruas da cidade de poucos habitantes no interior de São paulo estavam desertas. Um clichê de filmes de terror, eu diria. Mas, era a mais pura verdade naquele dia, naquela hora. A cidade estava vazia. O som do vento, o único lá fora, era tão escandaloso que chegava a ser inconveniente para os moradores que se escondiam nas casas de pinturas descascadas. 

Todos estavam à espera. Cinco anos haviam se passado desde que “Ele” fizera sua terceira ronda pela cidade. Mais precisamente, cinco anos e dez dias: Parabéns pra você nessa data querida! Espreitavam pelas frestas das janelas amareladas pelo tempo. A luz das televisões era o único indício de que havia gente nas residências, o som no mute, pois os inúmeros pares de olhos castanhos eram invisíveis para quem via da rua. As crianças já estavam na cama há bons minutos. Os adultos, o cheiro de café recém-passado em suas narinas xeretas. 

Era uma espera agoniante. Quando “ele” apareceria pisando forte nos paralelepípedos das vielas e ruelas da cidade? Quando “ele” surgiria, imponente e misterioso, encostando nas portas das casas com suas unhas tamborilando pelas jardineiras?

Era uma espera agoniante. O crepúsculo já terminava, concedendo o ambiente para a noite estrelada que despontava no horizonte. A lua Cheia subia, tal qual um gato prateado caçando ratos na rua.  “Ele” tinha que aparecer antes do fim da Hora Misteriosa, senão, não apareceria mais naquele dia. Os adultos davam-se as mãos em suas casas. O som do vento não era mais o único que se escutava na cidade: palavras baixinhas eram entoadas por lábios ressecados, formando uma música sinistra em semitonadas.

“Ele” tinha que surgir em menos de dois minutos. A capa negro-azulada da Noite, bordada com estrelas mortas e poeira cósmica, já farfalhava em metade do céu da cidadezinha. Os mais velhos tremiam de medo. Porém, o som exótico aumentava de volume, mais e mais, tornando-se quase um cântico de guerra: “Silenciosamente cantarei/por sua alma/Acredito que será/elevado ao puro céu/Por sua alma”.

E, então, repentinamente as luzes dos postes de energia começaram a faiscar. O barulho do vento se tornou mais caótico. Os paralelepípedos tremiam descontrolados pelo peso monumental da figura tão esperada. “Ele” se assemelhava a um balde de lama em movimento - uma massa disforme e gosmenta, que não suportava seu próprio peso e balançava de um lado para outro em busca do equilíbrio.

Os habitantes da cidade deram gritos de alegria abafados por panos de copa e camisetas surradas de dormir. Alguns mais histéricos pegavam seus familiares pelos braços e dançavam, pés sapateando nos assoalhos de madeira barata. “Ele” fazia sua inspeção rotineira pelas ruelas e vielas da cidade.  Tamborilando, arranhando, arrastando, abraçando…

… uma luz. “O que era aquilo?”, perguntavam-se centenários, sexagenários e vinteanistas. “Quem ousaria sair na rua enquanto “Ele” fazia sua inspeção?”, bradavam pais de família. 

A luz vinha de um Santana 84 cor de vinho. O carro estava contornando a esquina da Rua dos Amores com a Avenida Mortífera, em que “Ele” estava parado, atônito. Depois de cruzar a esquina, o corajoso motorista decidiu sair de seu Santana e encará-lo sem nada em mãos para se proteger daquele Ser misterioso e cultuado por tantos na cidadezinha. 

O motorista era, a bem da verdade, uma figura para lá de chamativa: cabelos repartidos em uma risca lateral, calça levantada acima do umbigo por cima de uma camisa lilás de cetim, o cinto era uma pochete e os sapatos de couro (ecológico, é claro) tinham ponteiras de prata. Tinha um palito de dente por entre os dentes reluzentes de tão brancos, um bigode insosso enfeitando seu rosto, grossas sobrancelhas em tom de desafio.

“Ei, cara!”, ele gritou furiosamente. “O que é preciso para enfrentar você? Ahn? Por que não deixa essa cidade em paz? Ahn? Saca qual é a sua? Por que desapareceu com meu irmão? Ele era amado por todos e eu sou desprezível, você tinha que ter me levado. Quer me levar hoje? Ahn?”. “Ele” se virou. Não importava o que aqueles seres diminutos e desprezíveis diziam, pois “Ele” era o dono daquela cidade. O ritmo de seus passos se acelerou, o homem do Santana fincou as ponteiras na pedra a sua frente, esperando pelo que viria…

… então, veio o nada. Um imenso e vazio branco ofuscante, uma vertiginosa queda sem fim. O homem do Santana tentava desesperadamente agarrar algo para que aquela queda sem fim terminasse de uma vez. Em seus ouvidos, zumbiam um barulho de vento tão alto que era quase insuportável, seus olhos não conseguiam se abrir sem que lhe fossem arrancadas lágrimas de desespero…

… então, ele alcançou o fim com um estampido seco. Sentiu terra sob suas mãos que tocavam aquele solo misterioso. Abriu os olhos. Estava em uma sala incolor, sem saída. Acima de sua cabeça, havia apenas o túnel branco por onde caiu durante boas horas. Não tinha comida a vista e nem água…

… então, ele viu. O que era aquilo? Sim, eram ossos humanos. Humanos? Sim, alguns ainda em estado de putrefação. Seu irmão, o rosto carcomido por larvas brancas e gordas, que saíam aos borbotões de seu globo ocular. Humanos? Todos eles, não. Alguns eram de pequenos animais domésticos e…

… então, ele viu. Uma figura horripilante: pedaços de carne apareciam por entre rasgos de sua pele. A pele era translúcida, azulada, arroxeada e salpicada de sangue. Os andrajos que vestiam seu corpo médio tinham cheiro de covas reviradas. Seus olhos eram totalmente dourados e reluziam por entre os cabelos molhados que pingavam em sua testa. A boca daquele ser tinha dentes afiadíssimos e o som que saía de lá era enlouquecedor:  “Silenciosamente cantarei/por sua alma/Acredito que será/elevado ao puro céu/Por sua alma”; “Silenciosamente cantarei/por sua alma/Acredito que será/elevado ao puro céu/Por sua alma”; “Silenciosamente cantarei/por sua alma/Acredito que será/elevado ao puro céu/Por sua alma”. 

No chão, o lilás brilhante manchava-se com tons de vermelho. A cidade poderia suspirar aliviada por outros cinco anos. 
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Bonjour, mes amis. Ça va?

Para inaugurar o "mês do terror" aqui no La Petite Souris, eu quero compartilhar com vocês a minha pequena coleção de livros de terror infanto-juvenis. Houve uma época em minha jornada literária que eu gostava muito de ler livros de terror e foi durante esse período que eu comprei a maior parte dos livros que vocês verão abaixo.


Outro ponto que fez com que eu os comprasse foi o preço: eles são muito baratinhos! A média de preço é de R$ 10 e eles podem ser encontrados, facilmente, naqueles estandes-livrarias que ficam nos corredores dos shoppings, sabe? Dá para comprá-los nas livrarias também, acredito que ficam na seção infanto-juvenil, mas é só perguntar para os vendedores que eles te indicarão os livros disponíveis.

Todas as histórias abaixo me fizeram sentir medo, às vezes mais, às vezes menos, porém elas conseguiram me impactar de alguma maneira. A leitura deles é bem fluída e, logo, você acaba com a história. Parece que você está assistindo àquelas séries adolescentes de terror ou que você está no meio de uma roda de conversa em um acampamento. Ou seja, depois de ler esses livros, tudo o que você mais irá querer fazer é compartilhar as histórias com outra pessoa.


Dica: prepare todo um ambiente bem assustador, para que o impacto seja ainda maior. Deixe a luz bem baixa (opte por lâmpadas amarelas). Coloque uma trilha de floresta ao fundo (com corujas piando) e arrume os lugares com almofadas fofas no chão. Conte a história com uma lanterna iluminando seu rosto parcialmente, de uma forma pausada, lenta, mas nunca perca a atenção do seu público. Quando chegar ao clímax, sussurre algumas passagens e grite quando algo assustador acontecer. E não esqueça: teste sua audiência para encontrar as melhores formas de prender a atenção dela.

Agora vamos à minha coleção! Ela é bem pequena, mas pretendo comprar mais livros logo logo, assim que eu puder ir a uma Bienal do Livro (quem sabe a do ano que vem, aqui em São Paulo?). Vamos lá?


  • O Espantalho
  • Assassinato Sem Pistas
  • Bilhete do Além
  • A Fuga de Edgar
  • O Segredo dos Vizinhos
  • Cadeira de Balanço
  • O Carrasco
  • Armário 13
  • Clube do Terror
  • Escola do Terror
  • O Escritor Fantasma
Ao todo são onze livros! O primeiro que eu comprei foi O Escritor Fantasma na primeira Bienal do Livro que eu fui. Lembro que gostei muito da leitura e foi muito por causa dela que comecei a comprar outros livros semelhantes. Porém, engraçado, esse é um dos livros que, justamente, não me deixaram com medo haha.

Aqueles que mais me assustaram foram Clube do Terror, Escola do Terror e O Segredo dos Vizinhos. São histórias que poderiam fazer parte de qualquer episódio de uma série de terror da Netflix. Espero muito que um dia alguém as transforme em produto audiovisual, porque a narrativa de imagens que elas possuem é incrível!


E você, já leu alguma dessas histórias? O que achou? Conte para mim nos comentários, por favor.

Beijos açucarados de doce de abóbora.
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Bem-vindos ao mês do terror aqui no blog 
É outubro e o seu fim está próximo...
Dia 31 anuncia festividades
Uma festa incorporada a comunidade
Que nos deixa tremendo e com unhas lascadas
É outubro e o seu fim está próximo
Sangue, sustos e olhadelas para o lado
Está em um quarto escuro? Pois, tome cuidado
É nas sombras que se escondem os piores pavores
Meu digitar é ritmado
Uma pitada de palavras soltas,
Outra de palavras de impacto
Meu digitar é ritmado
Para provocar em você incômodo e surpresa
Das palavras saem garras que te prendem
No meu Trem Fantasma verbal
Quer comprar um bilhete?
Prometo, ele é só de ida
A volta deve ser conquistada por você
Se me pedir um conto inédito para enfeitar meu cantinho
Qual é seu maior medo?
Ele será contemplado por mim?
Outubro é o mês do terror, 
Vem se assustar comigo

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Duendes, quem nunca ouviu falar? Estes seres fantásticos, que fazem parte de diversas mitologias e folclores populares também fazem parte da cultura popular celta. Nesta coletânea, os contos selecionados abordam como essas criaturas do mundo irreal são contadas nas narrativas dessa cultura milenar. Ao longo do tempo essas histórias geram fascínio, diversão e proporcionam conhecimento sobre uma cultura tão peculiar. A narrativa possui uma linguagem leve e envolvente para todos os públicos.

Mitologia // 130 páginas // Martin Claret // Classificação: 4/5

Mais um livro sobre Mitologia que eu resenho aqui no blog! Porém, dessa vez, o livro não é sobre as Mitologias das civilizações da Antiguidade. Na verdade, ele é um livro sobre um tipo de Mitologia que conhecemos por outro nome aqui: os contos de fadas.

Duendes, Gigantes e outros seres fantásticos é um livro que conheci fuçando as novidades que a Feira de Livros da USP havia trazido no ano passado. Antes disso, eu não sabia que havia um livro inteirinho que falava sobre esses seres mitológicos de que eu gosto tanto. Comprei-o achando que ele seria mais técnico, ou seja, que ele me daria fichas com os dados principais dos seres que compõe a mitologia celta. Porém, quando eu comecei a ler, percebi que não era nada disso.

O livro é uma coletânea dos contos celtas principais. Alguns são mais curtos e dá para ler em uma sentada. Mas, outros são longos e a leitura fica semelhante a de um romance inteiro. Isso é bom, pois dá a leitura um ritmo mais fluido e dinâmico, muito por causa também de esses contos serem construídos de forma épica e aventureira. 


Entretanto, devo confessar que não gostei de alguns dos contos da coletânea. Acho que foram dois no total. Um deles é muito confuso, eu tive dificuldade em entender a narrativa e o que aconteceu no final. Já o outro, eu achei interessante, mas um pouco grosseiro e agressivo. Ressalto, porém, que isso não é culpa nem do autor, Joseph Jacobs, e muito menos da editora Martin Claret. 

Os contos apresentados são originais, ou seja, foram feitos da forma como foram publicados. O problema reside nos contadores de história celtas mesmo, na forma como eles estruturavam suas narrativas (o que faz com que o primeiro problema seja compreensível) e em sua cultura, tão diferente da nossa que é baseada no judaísmo/cristianismo (resolvendo o segundo problema).



Tirando esse choque cultural que eu tive no começo, o que foi algo bem esquisito para mim, uma fã das Mitologias de todos os lugares, o livro me proporcionou momentos muito divertidos e de tirar o fôlego. As aventuras desse povo são épicas, ao mesmo tempo em que são cheias de magia, e mesmo assim, com um toque de verossimilhança muito acentuado. Os contos já partem do princípio de que temos alguma construção imaginária dos seres mitológicos e apresenta-os para nós como personagens que só bagunçam a vida dos pobres celtas contemporâneos a eles.

Ao final, tive a sensação de que havia amadurecido um pouco. Não porque eu parei de acreditar em Magia! Mas, porque eu percebi que os seres mitológicos que conhecemos logo na primeira infância (duendes, fadas, goblins) são muito mais complexos do que nos é apresentado. Os duendes desse livro não são tão bonzinhos assim!


E você, já leu Duendes, Gigantes e outros seres fantásticos? O que achou do livro?

Beijos açucarados.
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Um dos maiores clássicos de fantasia nos países de língua inglesa, “Em busca de Watership Down” é uma fábula sombria sobre coragem e sobrevivência Quando um coelho vidente prevê a destruição da toca onde vive, ele se une a seus amigos para achar uma nova casa. No caminho rumo à mítica colina de Watership Down, enfrentam rivais e armadilhas. Mas, mesmo depois de chegarem e, teoricamente, encontrarem um lugar seguro para viver, precisarão lutar para salvar a colônia vizinha e repopular a própria comunidade. Em busca de Watership Down fala de dominação e opressão, de fascismo e utopia, de mitologia e delírio coletivo, de sentimento de comunidade e de loucura. No Reino Unido, ocupa o segundo lugar entre os juvenis de fantasia mais vendidos do século XX, atrás apenas da saga Harry Potter. Em 2017, a Netflix anunciou o lançamento de uma série de animação baseada no livro.

Aventura // 464 páginas // Editora Planeta // Classificação: 5/5

A primeira coisa que preciso pedir a vocês é mil desculpas. A resenha de Em busca de Watership Down está saindo com um atraso gigantesco por culpa minha mesmo, pois achei que já a tinha feito logo depois que li. Porém, atualizando a aba de resenhas na lateral do blog, percebi que ainda não escrevera nada sobre a obra prima de Richard Adams. Farei isso agora mesmo.

Em busca de Watership Down é uma fábula moderna e contestatória escrita por Adams em 1972, mas que possui paralelos exatos com o mundo em que estamos vivendo hoje em dia. Não só no contexto político, mas também em questões sociais que tangem a preocupação ambiental, a empatia e a liberdade, o livro se faz atualíssimo e, acredito, uma leitura obrigatória para todos os jovens.

Nessa aventura, que posso dizer que possui toques fundamentais para a narrativa de romance distópico, acompanhamos a fuga de um grupo de coelhos e todos os perigos que essa ação carrega consigo. A causa principal para a fuga das personagens é a visão que um dos coelhos (que tem várias visões apocalípticas ao longo do livro) tem sobre a destruição do viveiro em que eles moravam. O irmão desse coelho acredita nisso e sai pelo viveiro reunindo todos aqueles que também acreditavam (ou que só queriam fugir daquele sistema, extremamente totalitário e hierárquico). 

Depois de passarem pela barreira que o exército local formou para os impedir, o grupo de coelhos caminha em busca de Watership Down, o paraíso que o coelho vidente, chamado Quinto, visualizou anteriormente. Mas, para chegarem até lá, eles terão que enfrentar várias aventuras. E, quando chegarem lá, o que acontece na metade final do livro, eles terão que enfrentar algo bem pior - uma guerra com coelhos tão diferentes, que até parecem humanos.



A leitura de Em busca de Watership Down, foi maravilhosa para mim desde o começo. Já na nota introdutória de Adams, eu me simpatizei com as personagens e com a proposta apresentada, e tive certeza logo de que não me decepcionaria. 

Uma das coisas que eu mais gosto em livros é quando o autor coloca quotes de outros livros na introdução dos capítulos. E, para a minha imensa alegria, Adams faz isso em Watership Down. A parte mais prazerosa da leitura para mim foi voltar, no fim de cada capítulo, e ler essa nota para ver se encaixava. E sempre, sempre, elas eram super conectadas com o que havia acontecido nele.

As personagens também são maravilhosas. Assusta um pouco, no início, ter vários coelhos como co-protagonistas, porém depois que você decora o nome e personalidade deles, não tem problema nenhum. Outro ponto que pode assustar são os neologismos que Adams propõe ao vocabulário específico dos coelhos... Mas, não deixem de ler o livro por causa disso! No final, a editora Planeta colocou um vocabulário com todas as palavras, o que facilita muito a leitura no começo.



E, posso dizer, que esse mundo paralelo que Adams construiu é a melhor parte da história. Não só os neologismos, mas também a mitologia que ele nos apresenta, com coelhos mitológicos e adorações tão diferentes da nossa, dão um tom (acreditem) ainda mais realista à Watership Down. Eu gostei tanto do background do livro que eu adoraria se um dia uma editora fizesse um pequeno livro só com a mitologia apresentada. Fica a dica!

Como eu disse lá em cima, a importância sócio-política que esse livro tem merece atenção especial. Eu não acredito que Watership Down seja para o público infantil, não por ele possuir conteúdo impróprio (longe disso, ele não apresenta nenhum), mas porque as relações e paralelos que Adams faz durante a obra são tão certeiras e importantes, e acabariam passando batido pelo público mais jovem. Se você é adulto ou adolescente, super recomendo a leitura desse livro. Ele levanta questões como autoritarismo, totalitarismo, guerras, privação de liberdade, utopias distópicas, idealismo, medo, tudo isso de uma forma lúdica e assertiva ao mesmo tempo.

Com certeza, Watership Down se faz extremamente necessário no contexto em que estamos vivendo hoje, 2019. Se você é fã de distopias clássicas como 1984 e Admirável Mundo Novo, ou prefere as mais modernas como Jogos Vorazes e Divergente, dê uma chance para esse livro. Você vai amar assim como eu amei.



Agora eu quero falar um pouco sobre a série da Netflix. Preciso dizer que, apesar de contar com um elenco de dubladores de peso, a animação não me agradou. Na verdade, eu fiquei tão frustrada com as mudanças propostas, que eu parei de assistir à série no meio mesmo. Eu sei que é impossível, e errado, fazer transposições de conteúdo de uma mídia para outra sem alterar nada para adaptá-la melhor. Porém, as alterações propostas pela série foram, muitas delas, completamente desnecessárias e só fizeram com que a história perdesse sua força original. A redução de personagens e a mudança de pontos-chave para a narrativa, me doeram o coração...

Mas, enfim... Leiam o livro, o livro é uma obra prima que desejo que se torne referência para sempre! E você, já conhecia Em busca de Watership Down? Já leu o livro? O que achou? Deixe nos comentários sua opinião, por favor.

Beijos açucarados.
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A Primavera começou! Eu estou tão contente que, finalmente, a minha estação favorita do ano encontrou o caminho e chegou no Brasil... Obrigada, fadinhas, por já começarem a deixar minha cidade com o jeitinho encantador, leve, aromático e multi colorido da primavera! 

E para comemorar a chegada da estação mais cheia de amor do ano inteiro, eu decidi responder à tag elaborada pela querida miss Mel, dona do blog Twee, chamada "Bem-vinda, querida Primavera". As perguntas são umas mais fofas do que as outras, assim, aliás, como todos os posts que essa fadinha elabora em seu jardim secreto. Depois que lerem as minhas respostas, não deixem de visitar o blog dela e ver o post original que ela fez, ok?

Então, vamos lá!

{Bússola} se a primavera fosse uma moradia, qual ela seria? 

Uma casa do interior com uma árvore Ipê florida na entrada, os muros cobertos de trepadeiras em flor, a porta pintada de rosa claro guardando um interior multi colorido, suave e delicado ao mesmo tempo. Bordados enfeitam as paredes, os móveis são brancos e os tons de contraste são rosa claro, verde água e azul. Na televisão, está passando um concerto de ballet e nas mesas, vários vasos repletos de flores recém-colhidas.

{Lupa} o que você acha que as fadas da primavera fazem na estação? 


Elas ouvem e dançam ao som suave de músicas clássicas. Suas varinhas tocam as plantas e árvores, deixando-as férteis com as flores brotando aos montes. Ao mesmo tempo, as fadas dos animais ajudam os hibernantes a acordarem depois de longos meses de inverno, dando-lhes carinho e ânimo para uma nova jornada. Ao fim do dia, cansadas e felizes, elas se reúnem para tomar chá e fazerem desfiles de moda com vestidos feitos das pétalas da estação.

{Palavras} cite uma das suas citações preferidas lhe lembra a primavera:

“Is the spring coming?" he said. "What is it like?"...

"It is the sun shining on the rain and the rain falling on the sunshine...” 

- Frances Hodgson Burnett, The Secret Garden

{Dó ré mi} Cite uma música e instrumentos que te lembram a estação.


O piano é o instrumento que mais me lembra a Primavera. Adoro ouvir músicas contemporâneas tocadas só no piano durante essa estação, isso me deixa feliz. Agora, não consigo escolher uma música só que represente para mim a minha estação do ano favorita! Mas, recomendo à vocês que ouçam a playlist da Dodie nesses dias, é simplesmente lindinha.

{Feche os olhos} se a primavera fosse uma pessoa, como esta seria? 

Seria uma moça ruiva de sardinhas nas bochechas e um nariz arrebitado, divertido e travesso. Ela seria suave e gentil, mas um pouquinho vaidosa, sempre preocupada em deixar seus cabelos arrumados e com as flores mais belas da estação formando seus vestidos. Sua voz seria suave e seu vocabulário seria tão pomposo quanto suas roupas. 

{Mapa} o que você levaria na sua mochila para passear durante uma manhã na primavera e para onde iria?


Levaria um livro, o meu celular (para tirar fotos), meu caderno de desenhos, lápis e borracha. Registraria a maior quantidade de flores diferentes que existissem no parque, tanto em fotos, quanto em desenhos, pois seria um dia ideal para treinar meus desenhos botânicos. Quando ficasse cansada, deitaria na grama florida e leria um pouco um romance de época.

{Dicionário} cite algumas palavas que te lembram a primavera. 

Flor de Lis, Eau de Parfum, chiclete, rosa, gentileza, vestido, Beija-Flor.

{Giz de cera} cite cores que te lembram a estação e dê nomes para elas

Kindness Sophie Magic Nimpha Sunshine Beezie

{Pegadas} quais animais te lembram a primavera? 


Joaninhas, porco-espinhos, gatos, coelhos, borboletas, beija-flores, abelhas.

{Guarda-roupa} o que você teria em seu guarda-roupa de primavera?

Um vestido amarelo com flores coloridas bordadas na barra. Meias finas com bordado em flor na ponta. Camisetas com estampas de abelhas e coelhos. Laços de fita verde água e azuis. Uma calça-pescador com estampa floral. Sandálias rosas claro e uma bolsa rosinha para acompanhar.

{Pirlimpimpim} se pudesse criar um feitiço de primavera, qual nome este teria e o que ele faria?

Afloriate - faria brotar as flores favoritas da pessoa em um arranjo lindo que duraria a estação inteira.

{Biblioteca} cite um livro cuja a capa e algum pedaço da história te lembre a primavera:



Jardim Secreto, da Frances Hodgson Burnett e Primavera, do Oskar Luts.

{Vela} quais cheiros te lembram a primavera?

Principalmente as notas florais. Acho que o cheirinho de rosas e lavanda me lembram bastante essa estação. Também o cheiro de flores de Ipê maceradas nas ruas, o cheirinho doce de brigadeiro sendo feito e o perfume de chiclete. 

{Cesta de palha} cite três coisas que você levaria para um piquenique de primavera.


Pão de cenoura recheado com requeijão, suco de maracujá, brigadeiros de morango (bicho-de-pé), maçãs... Oops, foram quatro coisas, haha!

Bom, é isso, pessoal! Eu me diverti muito respondendo a essa tag e desejo que vocês tenham se divertido a lendo também. 

Beijos açucarados e au revoir!
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Bonjour, mes amis. Ça va? 

Desde que eu tirei essa foto, já se passaram um pouco mais de dois meses. O tempo escorre por nossas mãos como mercúrio líquido em um termômetro (essa comparação foi muito inusitada, eu sei)! Para mim, parece que o outono foi ontem, o inverno há duas horas e essa viagem, guardada em lugar tão especial do meu coração, parece para mim que foi só há alguns minutos.

Apesar de ter nascido em São Paulo, eu nunca havia visitado Campos do Jordão. Quando os meus pais sugeriram que fôssemos passear por lá em um sábado, eu fiquei muito contente e ansiosa para fazer logo a viagem. No dia em que fomos, estava frio (mas, não geando) e senti que aquele seria o cenário típico para passearmos pela cidade.

Nós fomos de manhã, então a cidade ainda não estava tão cheia quanto esperávamos. Mas, as lojas já estavam abertas e pudemos conferir as delícias e os mimos que se vendem por lá. Se você é chocolotrx como eu, tenho certeza de que o passeio por Campos do Jordão te encantará muito! São tantas as opções de fábricas de chocolate que tem por lá, uma diferente da outra, e todas oferecem amostras para que os visitantes possam experimentar antes de comprar. Confesso que achei o preço deles um pouco salgado, mas temos que considerar que eles são artesanais, então, se você pesquisar bastante, tenho certeza de que encontrará uma opção que caiba em seu bolso.

Campos do Jordão também é a cidade perfeita se você é amante da gastronomia. Em uma das ruas pelas quais nós passamos, tinha mais de dez restaurantes um do lado do outro, vendendo opções deliciosas e quentinhas para combater o frio do inverno. Nós comemos em um hotel, mas fiquei de olho nos cardápios dos restaurantes que tinham naquela rua e fiquei com muita vontade de ter comido por lá também.

A cidade também é famosa por vender roupas e acessórios de inverno e, quando eu fui visitá-la, haviam muitas opções mesmo. Mas, sabe como é, eu sou alguém criada indo para o Brás (maior centro de comércios da capital) e é bem difícil para mim achar que o preço de roupas compensa em outros lugares. Mas, de novo, vale a pena pela experiência de comprar algo por lá, então, já vai preparado para gastar mesmo!

Ah, mas se você quiser apenas visitar a cidade - sem comprar nada - vai, pois Campos do Jordão é extremamente linda! Ela é conhecida como "a Suíça brasileira" e o seu centro possui um clima muito agradável que mistura cidade do interior, aconchego e um toque de luxo. Às vezes, conseguia sentir um cheiro de canela, chocolate e lavanda no ar! Era tão gostosinho.

Nós não nos aventuramos muito pela cidade, pois, como nunca havíamos ido lá, decidimos aproveitar para fazer compras e visitar os pontos turísticos que existem no centro mesmo. Mas, de tudo o que vimos, sugiro que vocês visitem essa avenida dos guarda-chuvas azuis, tirem um tempinho para ouvir os artistas de rua que tocam na praça do centro, visitem o Horto Florestal e caminhem por entre as lindas casas que as pessoas construíram por lá.

E logo na entrada, os visitantes já param os carros em fila para poder fotografar. Foi por lá que eu encontrei as flores rosas que apareceram na foto lá de cima. Em um posto ao lado, fica uma pequena seção turística aonde você pode pegar um mapa da cidade e já ir ticando os lugares que você deseja ir. Mas, na Internet, existem vários sites que dão dicas de passeios por lá. Você pode ver alguns desses roteiros aqui.

Mas, a experiência mais mágica que eu tive quando fui a Campos do Jordão foi poder ver uma plantação de lavandas de pertinho. Elas estavam plantadas em um canteiro no centro da cidade e estavam tão roxinhas quanto possível. Antes, eu tinha tido contato com lavandas só por fotos e por um pouco de flores secas que a fofa da Mel, dona do Twee, tinha me mandado por carta. Poder ver essas flores frescas foi maravilhoso (e elas ainda me renderam fotos lindas que pretendo revelar um dia).

Ficamos na cidade até a noitinha, por volta das 18h, e nesse horário, percebi que os turistas já haviam chegado em maior número. Os restaurantes estavam lotados e muitos deles colocaram mesas para fora e ligaram fios de luz para iluminar os clientes. Parecia que eu estava no meio de um filme de comédia romântica! Foi lindo demais.


Visitar Campos do Jordão foi uma experiência que quero guardar em meu coração pelo resto da vida! Desejo poder voltar lá logo, logo. E você já visitou Campos do Jordão? O que achou de lá? Por favor, deixe nos comentários a sua opinião.

Beijos açucarados.
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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