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La Petite Souris


O livro é composto por dez contos com temáticas diferenciadas. No entanto, é possível identificar a raiz africana quando seus valores, suas crenças e a presença de elementos mágicos surgem fazendo com que o desenrolar das histórias liberte o imaginário dos leitores. O herói é o fio condutor dos textos e seu caminhar, dentro das histórias, resgata a importância da oralidade e da ancestralidade.

Contos // 96 páginas // Editora Callis // nota: 5/5


Uma coletânea de sonhos de um continente rico em cultura, história e força. Contos Africanos traz relatos mágicos de pessoas que vivem o transcendental, ou são de outro mundo, como deuses e seres fantásticos que interagem com o ser humano comum.

A rica tradição cultural da África nos é apresentada: o valor da oralidade, a relação visceral com a natureza, os sonhos de retornar à terra natal e o amor empático pelo outro. E, também, a força da luta pelos direitos. Afinal, esse continente tão lindo, infelizmente, foi cenário de guerras e ódio por tanto tempo que é preciso ser relembrado para ser superado.

Porém, mais do que histórias fantásticas de aventuras e amor, o livro é um show de diagramação. As páginas são avermelhadas e, na parte inferior, possuem ilustrações da fauna e flora africanas. Isso torna o livro mais encantador e parece que acompanhamos uma história dentro de outra, a dos animais ilustrados. Além disso, a editora também brinca com as palavras no texto, dando um formato novo a elas que dinamiza a leitura.


Meu conto favorito é o da menina que conta histórias na sala de aula sobre seu país, mas que tem que lidar com problemas de matemática no final. Eu me identifiquei tanto com ela, haha!
Ao final, fiquei muito feliz por ter conhecido mais um pouco de uma cultura irmã e, ao mesmo tempo, tão negligenciada por nós. Por isso, recomendo esse livro para todas as idades, pois aprender e exercitar a empatia nunca é demais!

E você já leu esse livro? O que achou? 

Au revoir
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Eu tenho o costume de separar a obra de Dr. Seuss em duas categorias. Livros de arco definido e livros didáticos. Na primeira, estão todos aqueles que tem heróis e narrativas completas, e foram adaptados para outras mídias. O exemplo mais famoso é O Grinch, a jornada do anti-herói que odeia o Natal.

Já na segunda categoria, estão os livros que tem sim personagens, mas que possuem o objetivo de ensinar coisas escolares em primeiro lugar. Por exemplo, tem um livro ótimo para quem está aprendendo inglês chamado Fox in Socks, que tem trava-línguas malucos. Ele não tem uma narrativa relevante, mas ensina muito na pronúncia do idioma.

Green Eggs and Ham é um livro que sempre esteve nesta segunda categoria e qual não foi minha surpresa quando a Dona Netflix fez uma série inteira com 13 episódios baseada nele! No início, até achei que eles iriam juntar vários livros do Seuss e aproveitar o mundo inteiro dele... Mas, eu estava errada, Rogerinho! 

Para vocês entenderem o porquê de eu ter ficado tão surpresa, o livro conta a história de um cara (na série, ele ganha o nome de Guy-Am-I) que está de buenas almoçando no restaurante. De repente, surge Sam-I-am, a personificação da extroversão e pede um prato de ovos verdes e presunto. Ele oferece, então, a comida ao Guy. Você deve estar pensando que ele só está sendo simpático com o colega... Mas, não!

O ser fica aborrecendo Guy perguntando se ele gostaria de comer ovos verdes e presunto em situações bizarras. Até que, no fim, o Guy experimenta a gororoba e se apaixona por ela. 

Não sei se a intenção de Seuss era mostrar que ser chato não é legal ou fazer as crianças comerem coisas verdes (mesmo que em seu planeta, elas sejam conhecidas como vegetais), mas o fato é que o livro é bem mais didático para mim, porque ele ensina as crianças a lembrarem de longas narrativas. Se você tiver crescido nos anos 90/00, lembra daquela sketch do Ra Tim Bum sobre a velha no seu tear? É mais ou menos isso que Seuss traz em Green Eggs and Ham. Por isso, ele era da segunda categoria para mim.

Então, como a Netflix me faz uma série de 13 episódios longuíssima com base em perguntas e respostas simples? Bem, com muita imaginação e respeito! A base é a mesma: Sam e Guy se encontram no primeiro episódio e a pergunta fatídica é feita. E em cada episódio, nomeado com uma referência ao livro, a pergunta é feita igualzinho no livro. Mas, a série é tão maior!

Ela traz uma narrativa de perseguição típica de aventuras infanto-juvenis, com Sam e Guy juntos fugindo de uma dupla de inspetores e de um colecionador, porque Sam libertou uma Chickaraffe do zoológico em que estava. Ela é uma espécie rara, então eles têm que a proteger e ajudá-la a voltar pra casa. 

Além disso, Guy precisa ir ao centro para começar em um emprego novo (e chato), depois de uma grande decepção. No caminho, eles encontram a outra dupla de protagonistas, uma mãe controladora e sua filha aventureira, que precisam ir pra cidade em uma convenção.

Claro que não é nada fácil chegar ao destino e em cada episódio os vimos passarem por uma aventura maior do que a outra! O meu favorito é o da Raposa (sou suspeita hahaha), a forma como eles trabalharam a quebra de expectativa e o humor foi muito interessante. 

Aliás, o humor é um ponto alto da série! A toda hora me pegava rindo, principalmente do choque de personalidade entre o Sam e o Guy. Personalidades essas que são a cereja da série: foi incrível como os roteiristas expandiram os protagonistas tendo apenas ilustrações com o base para isso.

Porém, é o meio para o final que faz com que a série mereça ser aplaudida de pé por todas as idades. O plot twist com a revelação bombástica do passado de um personagem é de tirar o chapeu! E, no fim, pensamos que era para ser assim mesmo, sabe? Mesmo com a grande decepção... Ai, a emenda pra segunda temporada também é de aquecer o coração e de angustiar pela demora em ser lançada!

Sabe o que tiro de tudo isso? É que Seuss é um gênio e a Dona Netflix também! E você já assistiu? O que achou?

Au revoir. 

Ps: se você amou a série tanto quanto eu, aproveita para assistir ao episódio de Seuss no especial de Natal de Mandou Bem. Os bolos ficaram tão lindos (~sarcasmo on~)...
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Sonhei com o Sol esta noite. O Sol suando no céu escamoso. O Sol lá no alto, eu lá embaixo, contrastes de luz e de energia, além da distância entre dois pontos. De repente, eu era o Sol... O Sol suando no céu escamoso.

Meu suor era feito de fótons que se desprendiam, ora aqui, ora ali, do meu rosto. Não conseguia vê-los, mas era um alívio quando eles saíam de mim para a liberdade vazia do universo ao redor de mim. "Mas, aonde eles poderiam chegar?", peguei-me pensando enquanto era o Sol. À minha frente, haviam tantas bolas giratórias que pareciam querer receber meu suor avidamente, algumas bolas maiores, outras mais instáveis e uma única, quase no meio da fila que elas formavam, a mais colorida, parecia ter seus próprios fótons de luz e me passava a sensação de querer menos o que eu tinha a oferecer. Seria verdade?

Eu queria confirmar isso. Porém, meu estado de consciência solar era completamente desconectado dos possíveis movimentos corporais da estrela. Ou seja, eu não conseguia sair da linha em que estava parado... Minha curiosidade não seria nunca sanada? Aquela bola azul, chamada de planeta, era de fato indiferente aos meus poderes sobrenaturais de suar energia e calor?

E então, algo extraordinário aconteceu! A bola girou e girou e, então, uma ponta dela se aproximou de mim e eu conseguia ver o que estava dentro dela! Saí de meu nível universal para entrar no curioso planetinha, brilhando em um céu cheio de nuvens e poluição, horroroso e delicado ao mesmo tempo. E, então, percebi que meus fótons eram muito importantes naquele lugar. Afinal, foram eles que deram vida, movimento e barulho para aqueles pedaços de terra e mar que completavam magnanimamente a bola azulada. 

Naquele estado no céu, eu como Sol era alegre. Olhava para baixo e sentia me desconectar, um fio de cada vez, uma tomada desplugada a cada instante, boiando leve pelo espaço disponível entre o céu e a terra. Eu já não era mais o Sol. Eu era eu mesma, sentia os lençóis macios tocando meus pés descobertos. 

Quando levantei, havia uma pequena poça de suor em meu travesseiro. À luz negra, ela brilhava como mil sóis.
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O temperamento do Gato Malhado não era nada bom: bastava aparecer no parque para todos fugirem às pressas. E ele não se importava mesmo com os outros, ia tocando a vida com a indiferença habitual. Até que, chegada certa primavera, o Gato nota que a Andorinha Sinhá não tem receio algum dele. Foi o suficiente para que dali nascesse a amizade dos dois, que se aprofunda com o tempo. No outono, os bichos já viam o Gato com outros olhos, achando que talvez ele não fosse tão ruim e perigoso, uma vez que passara toda a primavera e o verão sem aprontar. Durante esse tempo, até soneto o Gato escreveu. E confessou à Andorinha: "Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo". Mas o amor entre os dois é proibido, não só porque o Gato é visto com desconfiança, mas também porque a Andorinha está prometida ao Rouxinol. Jorge Amado colheu a história desse amor impossível de uma trova do poeta Estêvão da Escuna, que a costumava recitar no Mercado das Sete Portas, em Salvador, e a colocou no papel com o tom fabular dos contos infanto-juvenis em 1948, quando vivia em Paris. Não era uma história para ser publicada em livro, mas um presente para o filho, João Jorge, que completava um ano de idade. Guardado entre as coisas do menino, o texto só foi reencontrado em 1976. João Jorge entregou então a narrativa a Carybé, que ilustrou as páginas datilografadas. Jorge Amado deu-se por vencido: o livro foi publicado no mesmo ano. O texto foi adaptado mais tarde para teatro e balé. Esta nova edição preserva as ilustrações magníficas de Carybé, que foram inseridas em novo projeto gráfico de Kiko Farkas. A escritora Tatiana Belinky, grande fã de Jorge Amado assim como deste livro, foi convidada para escrever o posfácio.

Infanto-juvenil // 128 páginas // Companhia das Letrinhas // nota: 4/5


A história de amor entre um gato rabugento e temido no parque aonde mora e uma andorinha alegre e petulante. Seria um romance trágico, se não fosse escrita pelo cânone, o divertido Jorge Amado. E se não fosse um romance infanto-juvenil.

Mas, o charme do livro não é tanto o enredo, mas sim a forma como o autor nos conta essa história. Primeiro, ele conta as aventuras da Manhã que se apaixona pelo Vento, mas, desiludida, vai conversar com o tempo e conta uma história para ele. A história contada é a do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá.

Se já não bastasse o conto que dá nome ao livro ser contado dentro de outra história, Amado ainda divide o romance de acordo com as Estações, dando uma carga poética ainda maior ao trágico casal. Lendo essa resenha, você deve estar imaginando que é um livro triste... Só que não! E também por uma escolha estilística, pois o autor quebra a quarta parede e conversa com o leitor, brinca com ele e deixa tudo mais leve. Afinal, é um livro para crianças, não é mesmo?

Fui tão sortuda por ter esses dois bibelôs que serviram direitinho para mostrar os dois lindos protagonistas da história
Talvez não só para crianças, como critica Tatiana Belinky. Esse é um livro para todos nós que queremos embarcar em um mundo de imaginações tão reais, dolorosamente, preconceituosamente reais, que chega a ser mais um ensaio do que um conto infantil. E o final, que não me agradou em nada, não poderia ser outro também... Um livro que nos encanta pela forma e nos faz chorar de amor não realizado pelo conteúdo.

E você já leu? O que achou do livro? 

Au revoir.
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Este é mais um capítulo que dedico à cidade que mais deixa o meu coração feliz nesse Brasil: Poços de Caldas, em Minas Gerais. Isso porque os livros daí de cima foram garimpados em um sebo que ficava pertinho (sério, era só andar alguns metros para frente) do hotel aonde nós nos hospedamos em dezembro do ano passado.

Cada vez mais percebo que o blog está falando bastante sobre livros, não é? Quando o criei, há três anos, não queria que ele se especializasse em um determinado assunto, pois acredito que fico mais contente ao ter o espírito livre para falar sobre as várias coisas que tocam meu coração de alguma forma. Na época, definitivamente queria evitar o assunto "livros", porque sabia que me empolgaria muito se começasse a fazer resenhas para cá e poderia deixar outros assuntos de lado. Mas, aí a ficha caiu: bom, se livros são a minha paixão desde que eu era pequenina, por que evita-los no meu espaço virtual? Claro que não faria mais isso! 

E espero que vocês também estejam gostando dos meus posts literários por aqui, hehe. Se quiserem acompanhar mais desse tipo de conteúdo, eu falo muito mais sobre livros no Instagram do blog, me segue por lá também: @bloglapetitesouris

Então, qual não foi minha alegria quando pude ir ao sebo para garimpar tesouros naquela viagem. Estava com a ideia fixa de comprar algum clássico da literatura em uma edição bastante antiga, com uma capa que se assemelhasse à couro e com letras douradas no título. Porém, explorando todos os ambientes do Sebo Travessa Cultural, encontrei uma parte em que tinha apenas livros em língua estrangeira e... Tchanam! Uma capa linda saltou aos meus olhos!


Fala sério, mes amis, como resistir a uma capa que tem elementos vintage, um título instigante e, ainda por cima, é de uma coleção de aventura/mistério? Peguei-o para levar para casa na hora. Ainda não o li, mas pelo que entendi da sinopse, Ruby conta a história de uma moça que recebe a carta de seu pai que pede para que ela o visite, pois ele está muito doente, e assim resolver os problemas da herança. Mais do que isso, não sei, porém quero muito entender o que acontece!

Como eu disse para vocês, esse é o primeiro volume de uma série e eu ia comprar os outros dois volumes, mas aí eu vi outra série que definitivamente roubou meu coração e me fez levar todos os volumes disponíveis no sebo. E a série é...


The Ingalls Family, escrita por Laura Ingalls! O sobrenome dessa família lhes parece familiar, meus amigos? Olha, se você já assistiu à série de TV chamada Os Pioneiros, com certeza vai reconhecer os protagonistas. Sim, essa é a série de livros que deu origem à série que fez tanto sucesso nos EUA e aqui no Brasil há muitos anos. Incrível, né? Quando eu comprei os livros, não sabia disso, mas ao pesquisar mais sobre os volumes, descobri e fiquei ainda mais contente por tê-los trazido para casa.

E para os mais novinhos que não conhecem a premissa da história, ela conta as aventuras diárias da família Ingalls, composta por pais e três filhas, e que se mudam para o interior dos EUA para construírem sua vida de forma mais estável nos primórdios dos EUA. Se você gosta de Anne de Green Gables, por exemplo, vai adorar ler as peripécias de Laura, a protagonista, pois a relação dela com as pessoas e com a natureza me fez lembrar muito da nossa querida Anne Shirley. Estou lendo o primeiro volume que consegui, esse azulzinho da foto, e já estou na metade, quase devorando os capítulos, haha. Em breve, resenha!

Bom, eu quis compartilhar minha ida ao Sebo Travessa Cultural com vocês, pois foi um dia que me deixou muito feliz e acho que é uma excelente dica de passeio para você que mora mais perto da linda Poços de Caldas. O endereço para que vocês consigam chegar lá direitinho (e sem precisar do Google Mapas) é: rua Pernambuco, 439 - Poços de Caldas, MG.

Além de ter uma coleção literária ampla, o ambiente também é lindo, pois o sebo fica dentro de uma parte de um hotel antigo da cidade. Então, dá para ver as estruturas de madeira, o chão é lindo e todas as paredes são cobertas por estantes rústicas que me fizeram olhar para cima e para baixo efusivamente, pois tentava guardar tudo em minha mente.

E por hoje é só, mes amis. 

Vocês conhecem algum desses livros? Ou o Sebo?

Au revoir.

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Anastácia carrega na pele as marcas deixadas por um casamento odioso. Em sua última noite como uma mulher livre, ela perdeu o controle do seu futuro e acabou presa no famoso hospício para alienados do Rio de Janeiro. Mas agora, três anos após sua internação, Anastácia precisará enfrentar o passado e descobrir como recomeçar. Quem ela escolherá ser longe do peso do título de Condessa De Vienne? Benício de Sá é conhecido como o Bastardo do Café. Lutando diariamente contra a opressão do pai – um dos mais poderosos cafeicultores do Brasil – ele encontrou na construção civil a oportunidade perfeita de mudar seu futuro e deixar uma marca no mundo. Contudo, enquanto a Empreiteira de Sá conquista o cenário carioca, Benício continua preso ao passado e às marcas que carrega na alma. Será que um dia ele conseguirá libertar-se por inteiro das garras do seu pai? Anastácia e Benício se conhecem em meio à ruína, mas é durante a esperança de um novo começo que eles se reencontram. Agora resta saber se estão prontos para recomeçar.

Romance de Época // 400 páginas // Essência // nota: 10/5 <3

Bonjour, mes amis! Ça va? Como vocês estão hoje?

Ai... Se eu falar demais desse livro, eu choro. Choro de gratidão, amor e felicidade por ter podido ler uma história tão inspiradora para mim. Uma história que me fez ter mais confiança em mim mesma, que me emocionou aos borbotões, me fez ter esperança em meu futuro e muita coragem para ir a luta dos meus desejos.

Em Livre para Recomeçar, acompanhamos a história de Anastácia e Benicio. Ela sofreu com violência doméstica, foi posta em um Hospício do Rio de Janeiro pelo marido e se redescobre como mulher após a morte dele. Ele é filho bastardo de um dos barões mais conceituados do Rio, mas quer seguir a vida com sua construtora longe do passado sangrento do pai. E os dois se reencontram em um ambiente de recomeços e esperança. 


Mas, esse livro traz muito mais do que a história de amor desses dois personagens tão fortes. Ele traz coadjuvantes tão incríveis quanto! Meu destaque vai para as frases da irmã Dulce, sempre reconfortantes e muito divertidas. Ah, e o romance de Avril e Samuel? Inspiração em Carinha de Anjo quem fala? Uma história de amor tão inusitada e real quanto essa, aqueceu o coração de muitos leitores, assim como o meu.

E como a escrita da Paola evoluiu desde Volte para Mim! Eu que amo história, fiquei muito feliz por aprender tanto sobre o Rio e sobre a França. Principalmente, em relação às construções e sobre o sistema legal, tudo era novo e me estimulou a pesquisar mais. Além disso, a forma como ela dava lições de vida nos fins de capítulo foi muito importante para mim. Um romance com muita estrutura, acho que isso resume Livre para Recomeçar!


A estrutura narrativa é muito semelhante a uma boa novela, e seria incrível se o livro fosse transformada em uma. Isso porque ele também traz mistério e um vilão horrível, tão diferente dos meus queridinhos, e que só me deixou com muita raiva. Mas, preciso elogiar a construção dele, tão complexo e surpreendente.

Por fim, quero destacar o empoderamento feminino que jorra do livro! Mulheres fortes e corajosas, mulheres que apoiam as outras e não julgam, como todas nós deveríamos ser. Outro ponto importantíssimo da obra é o peso histórico justo que a Paola deu para acontecimentos vergonhosos do Brasil, como é o caso da escravidão. Mais do que apenas colocar as manchas horríveis desse período no cenário de sua narrativa, ela trouxe personagens como Darcília e Samuel, ambos com passados dolorosos, mas que mostraram a força do recomeçar e da coragem para enfrentar o preconceito tolo da sociedade da época.

Por isso, Livre para Recomeçar é um livro mais de 5 estrelas. Foi um livro que se tornou o meu favorito da vida toda! E o lilás, cor que voltou a colorir meu coração, tornou-se a cor do meu ano também para sempre me lembrar de que sou forte, sou inteligente, gentil e esperançosa para conquistar tudo aquilo que o meu coração desejar.


E você já leu? Gostou? 

Au revoir.
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A poesia que preenche o ansioso espaço do vazio - praça principal, 2019
Grades que ocultam mais de um milhão de histórias - sebo Travessa Cultural, 2020
Tamborilar da chuva, a tradição comercial - Mercado Municipal, 2020
Frações e gramática - escola estadual, 2019
Mil segredos sob uma casa com porão - casa amarela, 2019
O que as florestas escondem? - Fonte dos Amores, 2019
A lente de Wes Andersen - Museu Histórico, 2019
Acrópole - Museu Histórico, 2019
Século XIX - casa de tijolos, 2019
O que as janelas veem? - Palace Hotel, 2019
Esses são algumas das capturas de Poços de Caldas que eu fiz no Ano Novo. Entre os dias finais de 2019, e os iniciais de 2020, pude abrir a minha mente e coração para visualizar as lindas paisagens de uma cidade que cativou meu coração já há algum tempo.

Espero que tenham gostado desse capítulo mais poético imageticamente. Quando as palavras faltam, dou graças pela invenção da máquina fotográfica (ou do fato de ela estar, confortavelmente, embutida em meu celular). 

Au revoir.
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O tão aguardado décimo primeiro volume da série que encantou milhões de adolescentes pelo mundo A série mais amada pelas adolescentes dos anos 2000 está de volta em um romance para os jovens adultos. No novo volume de O diário da princesa, cinco anos se passaram desde que Mia se formou na faculdade ― e sua vida anda bem agitada. Ela coordena um centro comunitário em Nova York, continua perdidamente apaixonada por Michael e está sempre cheia de compromissos reais na agenda. E por falar em compromisso... A imprensa não perde uma oportunidade de maldizer a vida do casal. Por que não se casaram até hoje? Existe outro pretendente? Como a família real permite que ela passe as noites fora de casa? Os paparazzi vivem atrás da princesa, mas ela tem outras prioridades. Até passar um fim de semana romântico com seu amor nas Bahamas. Será que chegou mesmo a hora do “felizes para sempre”?

Romance // 448 páginas // Galera Record // nota: 4/5

Bonjour, mes amis. Ça va? Como vocês estão hoje?

Sabe aqueles livros que possuem o poder de nos levar para outra época de nossas vidas? Esse foi um livro que me levou de volta à infância... Afinal, qual ser humano que cresceu ou foi adolescente nos anos 2000 não sonhou em ser a princesa Mia Thermopolis da Genovia? 💙

Em O Casamento da Princesa, nós acompanhamos a Mia já com 26 anos, surtada com as bombas políticas, amorosas e familiares que surgem aos borbotões para ela lidar. Seu pai se comporta como uma criança e esconde um segredo incrível (mesmo). A Grandmére quer que ela se case em 3 meses com Michael, seu fofo namorado de infância. E, ainda por cima, os genovianos querem a família real fora do poder, pois estão acreditando nas mentiras xenofóbicas de um parente distante de Mia...

Mas, é claro que Meg Cabot lida com todos esses problemas da Mia de uma forma leve e divertida. E a escrita em forma de diário, ponto alto do livro, faz com que aceitemos as escolhas narrativas da autora (um pouco novelescas demais) melhor.

De ponta cabeça e com o marcador de páginas do Natal ainda, mas a foto vale para mostrar a diagramação perfeita da Galera, que imita conversas de Whatsapp
Como não li o resto da série, não falarei sobre as críticas dos fãs a esse livro! Em minha opinião, considerando o livro sozinho, foi uma leitura que me satisfez. Ela cumpriu os objetivos que eu imaginava antes: me deixou com o coração quentinho, me fez dar altas risadas e a leitura foi muito rapidinha (era o que eu precisava para as semanas das festas de fim de ano). 

E como a Mia é uma personagem perfeita para chick-lits! Não consigo entender como tudo que acontecia na vida dela parecia ter saído de um filme de comédia romântica! Quero destacar também as personagens do Michael e da Grandmére: os dois são muito fofos (a sua maneira) e dão o equilíbrio que a vida da Mia necessita.

Mesmo eu tendo adorado a leitura, confesso que esperava mais do final. Achei um pouco corrido, ainda mais porque ele é o fator que dá nome ao volume, sabe? Deveria ser mais trabalhado e com mais detalhes. Porém, duas surpresas, que a Meg nos trouxe, roubaram a minha atenção, então deixei pra lá. E o final? Fiquei muito contente pelo rumo que a vida da Mia levou, tudo se encaixou direitinho mesmo com as reviravoltas que Cabot propôs de supetão.

Esse é um livro pelo qual sempre terei muito carinho. Mas, não pretendo ler os outros livros da série, pois não quero estragar isso. O que vocês acham? Deveria dar uma chance?

E vocês já leram o livro? O que acharam? 

Beijos açucarados e au revoir.
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Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve — presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite —, vai se apaixonar por O presente do meu grande amor . Nas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa que você comemore o Natal, o ano-novo, o Chanucá ou o solstício de inverno.

Contos // 352 páginas // Intrínseca // nota: 5/5

Bonjour, mes amis! Ça va? Como vão?

O Natal já se foi há um mês, porém, o meu coração nunca deixará de pulsar no ritmo dos sinos de Belém... Quem mais aí é apaixonado por essa data assim como eu? Fala a verdade, não dá vontade de transformar o ano inteiro na época das festas de fim de ano? E é para relembrar essa sensação tão terna e com cheirinho de canela que eu decidi fazer a resenha desse livro para o meu jardim secreto.

O Presente do Meu Grande Amor foi um livro que surgiu para mim como um milagre de Natal. Já queria lê-lo há muito tempo e, de repente, tive a oportunidade de comprá-lo. E minhas expectativas enormes sobre ele, posso afirmar que se concretizaram todas!

Afinal, como eu poderia não gostar de um livro que junta Natal, histórias fofas e muito aprendizado?

O livro traz doze histórias de Natal (assim como na canção) escritas por diversos autores que fizeram sucesso de 2014 (ano em que o livro foi escrito), e que ainda fazem até hoje. Acredito que todos os contos tocaram o meu coração de uma forma especial... E a cada página, eu podia sentir o clima natalino me abraçando e me convidando a viver romances fofos e verdadeiros a cada instante.

Porém, é claro que eu tenho os meus favoritos!

Gostei muito do primeiro, escrito pela Rainbow Rowell, pois ela nos trouxe uma estrutura narrativa diferente, ao apresentar as várias vésperas de Ano Novo de um casal de amigos em uma história quebradamente linear, e que me inspirou muito como escritora. Também gostei muito dos contos da Jenny Han e da Kiersten White. 

O da Jenny me encantou por sua magia, ao trazer-nos um Polo Norte moderno e jovem. Lá, acompanhamos a história da filha adotiva do Papai Noel que se apaixona por um jovem em uma de suas viagens natalinas, mas também tem o coração cativo a um duende. Já o da Kiersten trouxe um protagonista masculino muito fofo e, durante a história, desejei que ela se estendesse para um livro inteiro. 

Ao final, a leitura foi uma atividade perfeita para trazer mais o Natal para dentro do meu coração. Parecia que eu estava lendo filmes de comédia romântica, sabe? Seria muito incrível se a Netflix adaptasse esse livro em uma série no Natal de 2020, hein?

E vocês já leram esse livro? O que acharam? 

Beijos açucarados e au revoir.

Esta resenha foi recomendada pela editora Twinkl - leia sobre esta e outras indicações de leitura de Natal aqui.
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O blog para mim é como essa árvore aí de trás: belo, frondoso e recheado de carinho e gratidão. Por isso, escolhi essa foto para comemorar o terceiro aninho dele!
Ontem foi um dia tão atípico, mas tão atípico para mim que a minha cabeça estava nas nuvens e eu esqueci completamente de uma das datas mais queridas para mim: o aniversário do blog! Ontem, o La Petite Souris completou três aninhos e, mesmo com esse post estando um dia atrasado, estou muito feliz por isso!

O blog é o meu cantinho na Internet, o meu refúgio e, como gosto de chama-lo, o meu jardim secreto. É ele que me permiti ser eu mesma: conversar com vocês sobre os assuntos que eu amo; registrar os dias mais contentes da minha vida; sentir-me conectada com pessoas que pensam e sentem como eu; compartilhar as estórias escritas por mim e libertar a minha alma escritora nas palavras singelas que deixo por aqui. Vocês perceberam o quanto o blog é especial para mim?

E esse segundo ano do blog, que agora se completa em terceiro, trouxe-me tantas alegrias e orgulho... O blog ganhou seu perfil no Instagram (@bloglapetitesouris) e, para a minha surpresa, trouxe outras pessoas para conhecer meu cantinho. O engajamento nessa rede social foi tão positivo que sinto que vou alimentar o perfil do blog por lá por muitos anos mais. Para vocês terem uma ideia, muitos dos amis que o blog ganhou neste ano vieram de lá! Não é maravilhoso?

Foi no Instagram que experimentei outras formas de manter-me conectada com vocês. Foi por lá que eu embarquei de cabeça nas múltiplas, e ricas, possibilidades que os Stories trazem. Assim, eu fiz séries de posts sobre meus artistas favoritos, conversei com vocês sobre as minhas leituras e comemorei datas importantes para mim como o Halloween e o Natal com posts especiais (lembram do Calendário do Advento que compartilhei por lá?). 

Foi no Instagram também que tentei me livrar das amarras da timidez e produzir um tipo de conteúdo pelo qual sempre fui apaixonada, mas sempre tive medo de fazer: vídeos. Eu estreei o IGTV do blog com as minhas compras de 2019 na Festa do Livro da USP. O vídeo ficou bem maior do que imaginei, porém, o resultado ficou tão fofo que decidi compartilhar com vocês :). E, por fim, foi pelo Instagram do blog que pude reinventar muitos dos conteúdos que eu produzia para cá e, dessa forma, pude me reinventar.

"Se não puder dizer algo bonito, é melhor não dizer nada" - Bambi. E é com a frase do amiguinho que estampa minha camiseta que eu quero guiar o blog hoje e sempre.
Porém, esse ano não foi feito apenas de alegrias nas redes sociais. Esta plataforma do blog, blog mesmo, me trouxe muitos sorrisos e quentinhos no coração. Esse ano, eu dei espaço para o texto de alguns amigos meus aqui. Isso me fez sentir tão bem e entendi o propósito que eu quero para o meu jardim secreto: um lugar recheado de amor, amizade e conexões positivas. Além disso, no ano de 2019, eu trouxe mais presente para o blog a minha paixão mais fundamental e antiga: os livros. Com certeza, esse foi o ano das resenhas por aqui! 

E também foi o ano em que eu trouxe meus trabalhos da faculdade para o meu cantinho! Vocês lembram dos vídeos sobre autopublicação literária e sobre moda consciente? Foram trabalhos tão queridos para mim que logo quis afixá-los por aqui. Ah, e também, 2019 foi o ano em que trouxe um pouco da minha empolgação por datas comemorativas para cá com uma série de capítulos especiais para o Outubro Terrorífico do blog.

O segundo ano do blog foi tão lindo... E tudo o que posso fazer é agradecer a vocês, mes amis, pelo carinho e por acompanharem a minha jornada até aqui. Vocês são pessoas incríveis, desejo que a vida de vocês seja tão iluminada quanto a luz que vocês compartilham comigo nos comentários, viu? É isso, gente!

Muito obrigada novamente por tudo. E que o blog possa ter mais festas como essa nos próximos três, seis, nove anos... Sempre venham visitar o meu jardim secreto, está bem? A chave está com vocês, é só vir. E eu estarei esperando por todos com uma boa xícara de chá, bolachas e muita estória para contar.

Beijos açucarados e au revoir.
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Agora é a vez de Evangeline Jenner, a Wallflower mais tímida que também será a mais rica quando receber sua herança. Mas primeiro ela tem que escapar das garras de seus ambiciosos parentes, Evie recorre a Sebastian, visconde de St Vincent, um conhecido mulherengo, com uma proposta incrível: que se case com ela! A fama de Sebastian é tão perigosa que trinta segundos a sós com ele arruínam o bom nome de qualquer donzela. Mesmo assim, esta cativante jovenzinha se apresenta em sua casa, sem acompanhante, para lhe oferecer sua mão. Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite da lua-de-mel, o casal não voltará a ter relações íntimas. Evie não deseja torna-se apenas mais uma que Sebastian descarta sem piedade, o que significa que Sebastian simplesmente tem que trabalhar mais duro na sua sedução… ou, talvez entregar seu coração pela primeira vez em nome do verdadeiro amor.

Romance de Época // 288 páginas // Arqueiro

A combinação de uma herdeira gafa em apuros com um nobre mulherengo à beira da falência nunca foi tão deliciosa. A trágica história da nossa mocinha começa um pouco antes do seu nascimento, pois ela é fruto de um casamento entre uma nobre e uma pugilista, não bem aceito. Desde pequena ela é desprezada e acaba sendo vítima de maus tratos pela família de sua mãe que só a tolerava por causa da presença do pai.

Evie, aos 25 anos, torna-se uma solteirona e se encontra em apuros após a notícia da eminente morte do pai. Agora, ela é alvo de articulações em que sua família planeja seu fim apenas para roubar sua abastada herança. Encurralada e sem pretendentes, a nossa mocinha, para se livrar do futuro atroz que sua família planeja a ela, propõe um acordo indecente com Sebastian, o maior mulherengo de Londres, que está à beira da falência absoluta. E é em meio a esses dois opostos desesperados que o amor surge.

Pecados no Inverno possui um dos casais mais interessantes que já tive contato por fugirem dos padrões que vemos nos romances de época. Temos contato com uma protagonista gaga, que sempre é diminuída por seus familiares, mas que é surpreendentemente forte e realista. Ao passo que o mocinho, não é bem um "mocinho" e se orgulha disso. 

A trama é bem envolvente e a escrita de Lisa te prende do começo ao fim da história, junto com artifícios e personagens secundários super incríveis e interessantes. Apesar de ser o terceiro livro da série As quatro estações do amor, você não sente nem um pouco a falta dos outros livros na leitura de Pecados. Ou seja: se você quer começar por aqui, vai fundo!

Mesmo assim, sinto que a redenção do protagonista poderia ter sido melhor trabalhada, assim como a evolução de seu relacionamento com a mocinha. O amor e as ações do senhor Vincent, achei um pouco abruptas, levando em consideração a personalidade anteriormente construída por Lisa para ele. Achei a mudança meio radical, porém, é impossível deixar de adorar o casal.

A trama e o que une o casal é muito, muito realista. Ambos se juntam uma necessidade, não existe frufrus ou amor à primeira vista... Mas, é isso que aumenta a credibilidade da história: ambos não têm expectativas em relação ao outro, mas o amor cresce durante a história de forma madura e natural.
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* Essa resenha foi escrita por minha querida amiga, Nathalia. Eu fiz a ela um convite para criar uma nova seção aqui no blog apenas sobre livros do gênero romântico, mas ela quis fazer este teste primeiro. Eu sinto que deu muito certo, porém, precisamos também da opinião de vocês. Deixe seus comentários aí embaixo!

Au revoir.
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Hoje é o último dia de 2019! Você consegue acreditar nisso? Mais um ano terminou e, em minha opinião, ele passou tão rapidinho... Foi um ano de muitas conquistas para mim, amadurecimento e boas novas, então sou muito grata por tê-lo vivido e por tudo o que ele me trouxe. Inclusive, leituras que me transformaram positivamente e fizeram reviver o meu espírito de ratinha de biblioteca que eu senti que havia adormecido em 2018.

Por isso, como último capítulo de 2019 do blog, trouxe mais uma tag literária para vocês. Eu a conheci pelo canal Livros e Fuxicos ainda nas primeiras semanas de dezembro, e logo quis responde-la aqui no meu cantinho. Aliás, posso fazer uma pergunta? Vocês tem o costume de fazer metas literárias para o Ano Novo? Pergunto porque essa é uma das questões da tag e tive muita dificuldade em respondê-la, pois nunca fiz isso. Afinal, eu nunca tive tantos livros acumulados para ler como eu tenho agora, então não via motivos para projetar próximas leituras... 

Outra pergunta que eu tenho é: vocês fazem uma lista dos livros lidos ao longo do ano? Isso eu faço! Já faz tempo aliás hehehe. Também faço listas dos filmes que assisti e das séries que conclui ou comecei. Minha agenda está super lotada agora! Enfim, vamos à tag? Lembrando que se vocês quiserem respondê-la também, por favor, peço apenas que me mandem nos comentários o link para que eu possa conferir a resposta de vocês e, claro, pegar algumas dicas de livros.

  • Tem algum livro que você começou esse ano e ainda precisa terminar?
Origens, do Neil deGrasse Tyson. Eu comecei a lê-lo super empolgada, mas as teorias físicas foram ficando um pouco complicadas e a leitura me desestimulou um pouquinho. Porém, quero muito terminar esse livro e pretendo que seja logo!
  • Você tem um livro primaveril para te ajudar na transição do ano?
Sim, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado. Por ser um livro infanto-juvenil, por ter animais como protagonistas e pela minha edição ser recheada de lindas ilustrações, acho que esse livro me traz um gostinho de Primavera - leve e adocicada.
  • Tem algum lançamento que ainda queira ler?
Hm... Com tantos livros que eu ainda tenho que ler, acho que não por enquanto.
  • Quais são os três livros que você deseja ler até o final do ano?
Em ordem: O Presente do Meu Grande Amor; O Casamento da Princesa, da Meg Cabot; e  A Metamorfose, de Franz Kafka. Como hoje é o último dia de dezembro e do ano de 2019, espero ter cumprido com essa meta (essa é a Bruna do passado falando huhu).
  • Tem algum livro que você acha que ainda pode te chocar e virar seu favorito?
Chocar, chocar não. Mas, acredito que esse se tornará um dos meus livros favoritos com certeza, pois já amei a escrita da Paola em Volte para Mim. O livro é Livre para Recomeçar, da Paola Aleksandra.
  • Você tem uma meta literária pro ano que vem?
Pois é, não... Mas, quero muito terminar de ler os meus livros acumulados.

Gostou da tag? 

Quero agradecer muito por esse 2019 no blog. O La Petite Souris fez dois aninhos nesse ano e, mais do que isso, ele cresceu muito ao longo de 2019 inteiro. O blog mudou de carinha, ganhou um perfil no Instagram (@bloglapetitesouris), produziu seus primeiros vídeos, ganhou novos seguidores (muito obrigada de coração, mes amis) e, acima de tudo, me fez muito contente! Então, tudo o que eu posso fazer é agradecer a vocês pelo apoio e pelo carinho nesse lindo 2019. Eu amo vocês e desejo que possamos nos ver e conversar ainda mais em 2020.

Feliz ano novo a todos! Au revoir.
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Este capítulo poderia ter chegado há poucos dias, porém o meu coração pediu para que ele fosse um dos muitos sobre gratidão da categoria do Sunday Love... Porque existe motivo maior de gratidão do que o Advento? 

O Calendário do Advento é uma tradição natalina que está se tornando popular no Brasil só agora. Eu mesma conheci essa tradição há uns três anos e me encantei na hora: um calendário para aguardar a Véspera do Natal, em que é possível fazer algo ou ganhar pequenos presentes até esse dia? Isso sim é que era uma atividade maravilhosa para essa época do ano! 

Por isso, me empolguei e fiz meus primeiros calendários da forma mais simples possível. Eram apenas envelopes decorados com motivações natalinas aonde eu guardava bilhetinhos com instruções de atividades a fazer. Mas, eu realmente queria tornar o Calendário do Advento uma tradição para mim e para minha família. Daí, eu mesma construí o meu próprio calendário de tecido! Inclusive, eu compartilhei aqui no blog o seu passo a passo, confere aqui!


No ano passado, eu ainda colocava bilhetinhos com atividades para entrar no clima do Natal, mas neste ano eu quis fazer diferente. Então, depois de assistir a vários vídeos britânicos e germânicos (países em que a tradição do Calendário é bem mais forte do que no Brasil) pelo YouTube, decidi o seguinte: eu me presentearia com pequenas coisas durante todos os dias do Calendário. Nada muito caro e nem muito grande, apenas pequenos presentes significativos que alegrariam os meus dias até o Natal.

E não é que deu certo? Confesso que foi bem trabalhoso ir atrás desses presentes e também escolher o que colocar no Calendário. Mas, no fim, sempre dá certo e nós ficamos felizes, não é mesmo? Foram vinte e quatro presentes (e algumas atividades também, pois não conseguir ter ideia para tantos dias) que vocês podem ver aí na foto de baixo. Se você for reparar, na foto não estão todos eles: alguns eu já usei e acabou. Porém, quis mostrar para vocês todos os que são mais duradouros para que, quem sabe, vocês também se inspirem para seguir essa tradição no ano que vem e daí, já ficam algumas dicas de presentes.


Como vocês podem ver, eu gosto muito de bibelôs, hahahaha. Desde quando eu era bem pequenina, meu quarto era recheado de enfeites espalhados pela penteadeira e uma das minhas atividades favoritas era ir escolher e comprar mais enfeites para lá. Eu também gosto bastante de adesivos (embaixo da cartela da Barbie, tem mais umas quatro!) e de atividades manuais (por isso, as canetas, as sementes e a estrela, que eu mesma fiz). 

E quem não gosta de chocolate e sabonetes perfumados? Complementa tudo isso com acessórios, pronto, você construiu o Calendário do Advento perfeito para mim, hihi :3 


Ooown, um minuto de silêncio para esse ouriço (hedgehog) de pelúcia que alegrará todos os dias da minha vida à partir de agora <3 

Para quem acompanha o blog pelas redes sociais também, principalmente pelo Instagram, já sabia do Calendário do Advento desse ano. Isso porque eu compartilhei os meus presentinhos todos os dias pelos stories, complementando todos eles com as maravilindas músicas de Natal que me deixam tão contente em Dezembro. Se você quiser ver como ficou, ainda dá tempo, viu? Corre lá na bio que eu deixei um card especial sobre isso: @bloglapetitesouris.

E você já conhecia a tradição do Calendário do Advento? Como foi essa atividade nesse ano para vocês, mes amis? Deixem aí nos comentários quais são as tradições de Natal que vocês mais gostam, por favor, pois adoro ler suas palavras por aqui. Au revoir.
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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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