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La Petite Souris


Bonjour, mes amis! Há quanto tempo eu não escrevia um capítulo de Sunday Love, não? Estava com saudades de praticar a gratidão em meu cantinho... Ainda mais agora, quando os motivos para eu ser grata se multiplicaram. Isso porque eu descobri em mim habilidades novas e, também, minha amiga me apresentou indiretamente a um podcast maravilhoso que preciso que mais pessoas conheçam, então, agradecimento é o que não falta em mim agora.

Artesanato: Desde que eu comecei a colecionar pinhas, eu percebi que tinha um prazer real em fazer artesanato. Quando era criança, confesso, não tinha muita paciência para fazer as maquetes da escola e só gostava mesmo de pintar cartões de dia dos pais e dia das mães para minha família. Por isso, fiquei impressionada quando me senti contente em passar verniz nas pinhazinhas que coletei na minha universidade.

Depois disso, eu fiquei mais e mais estimulada a fazer trabalhos manuais. Aí, coletei uma folha para envernizar, fiz o meu próprio Calendário do Advento (que você pode conferir o passo a passo nesse post especial que fiz), coletei mais folhas para envernizar, fiz o meu próprio Pote de Galáxia (eu também compartilhei o passo a passo e você pode conferir aqui) e decorei uma página inteira do meu Diário dos Sonhos com flores secas, que eu mesma sequei, durante uma viagem de fim de ano muito especial (você pode conferir o processo aqui).


O artesanato, então, acabou se tornando um de meus hobbys. Os domingos são os melhores dias para  eu fazê-lo, ainda mais se for um daqueles domingos preguiçosos, com a chuva tamborilando na janela e a televisão ligada em um programa de auditório em que ninguém presta atenção. Por isso, inseri a habilidade manual no meu Sunday Love de hoje: ele me deixa orgulhosa e feliz a cada atividade que eu consigo concluir e gerar bons resultados.

Fonte: Tumblr
Podcast: Como eu disse no começo do capítulo, eu não descobri esse podcast sozinha, mas sim, por uma indicação indireta de uma amiga que o compartilhou em seu stories do Instagram. Como eu adoro podcasts e programas de rádio em geral, fiquei muito curiosa para saber do que se tratava, ainda mais porque o nome dele era muito gracioso: Estamos bem?
Após o primeiro programa que ouvi, eu me apaixonei. Os apresentadores são descolados (pareço uma senhorinha falando assim, hehehe) e dão ao programa a leveza e modernidade necessários, principalmente, quando os temas são meio tabus ou densos sentimentalmente. Eu gostei muito também de como eles conduzem o programa, deixando-o rápido, pois desperta interesse e faz com que o tempo passe sem que a gente perceba. É ideal para ouvir no trabalho, no transporte público e na academia de ginástica também!

O podcast se concentra em discutir sobre assuntos do cotidiano, problemas sentimentais e sobre como reagimos a certas situações. Eles falam sobre suas próprias experiências, leem as mensagens dos ouvintes e dão suas opiniões sobre o problema deles e dão dicas positivas a cada final de podcast. Se você gosta de ouvir coisas do bem, recomendo que, depois de ler esse capítulo e dar sua opinião lá nos comentários, clique no link e maratone o site deles.

Desenhos botânicos: Eu sempre gostei de desenhar. Se não estava com o nariz enfiado entre as páginas de um livro, estava com um lápis na mão (ou uma caneta) desenhando em apostilas, cadernos e guardanapos por aí. Mas, nunca me considerei uma desenhista primorosa... Até que descobri que tinha um talento especial para desenhar as flores!

Pois é, você vê o quanto as flores possuem uma importância única na minha vida: por elas, descobri meu talento para desenho botânico; por elas, descobri que poderia fotografar bem; por elas, criei esse meu cantinho que só me dá alegria e que me permitiu conhecer pessoas especiais.

Enfim, estou me dedicando cada vez mais ao desenho botânico. Ainda estou no comecinho, mas já estou me aventurando a desenhar à mão livre, ou seja, olhar para a foto de uma flor e desenhá-la por mim mesma.



Bom, gente, é isso. Cada uma das coisinhas que listei aqui, deixam-me contente e, por isso, decidi agradecer por poder as vivenciar. Au revoir.
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Foto retirada do post "Março de 2017"
Um suspiro de magia. Uma volta ao passado por meio da arte encontrada em singelas ilustrações. A Bia nos transforma com seus posts, é quase como se ela nos desse a chave do armário que leva a Nárnia todas as vezes que entramos em seu cantinho. Eu tive a alegria de conversar com ela e, gentilmente, ela me revelou os motivos que fizeram o Antique Faerie ser o que é hoje. Digam oi a ela!
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O que te fez criar um blog?
Eu sempre gostei de computadores e jogos desde pequena, ganhei meu primeiro computador bem cedo, um dia estava mexendo nele com meu irmão mais velho, eu tinha oito anos, e ele me apresentou o blogger, que era "blogspot" na época, ele me ensinou como criar um blog e tudo mais, eu acabei gostando muito e descobri que adorava escrever. Então basicamente, creio que meu irmão tenha me feito criar um blog, o Antique Faerie é meu segundo blog.

Como você decidiu o título dele?
Quem me acompanha há bastante tempo, sabe que já mudei o nome três vezes até chegar ao atual, haha. Bom, para ser sincera, deu bastante trabalho pensar em um nome novo, mas sempre tive em mente que queria a palavra "fada" nele, um dia estava no tumblr e li uma frase lá que tinha a palavra "antique", e eu já conhecia essa palavra, então juntei ela com "faerie" que é esse outro modo que se escreve fada em inglês que eu gosto bastante, e bom, ficou a minha cara, eu adoro fadas e coisas antigas. Não sei se deu para entender muito bem, mas foi exatamente assim que escolhi e pretendo nunca mais trocar o nome do blog, acho esse perfeito!

Quais foram (e são) suas inspirações tanto na hora de escrever, quanto em outros aspectos como fotografia?
Meu dias mais felizes são minha maior inspiração, assim como também os dias nem tão felizes assim, pois sempre aprendo alguma lição nova com eles e logo sinto que devo compartilhar ambos lá no blog com os leitores, que são sempre um amorzinho! Eu me inspiro muito facilmente com tudo ao meu redor, seja por uma melodia que escuto, um poema que acabei de ler, ilustrações bonitinhas que descubro e por aí vai!
Foto retirada do post "Lembraram de mim"
Qual é o seu post favorito de seu blog? Por que?
Ele se chama "Jane Eyre", é uma postagem super simples, onde indico a leitura desse livro da Charlotte Brontë e onde há várias fotos de uma edição antiga que meu irmão ganhou de um dono de sebo, eu fiquei tão apaixonada pela edição quando ele me mostrou, que pedi emprestado para fotografar. Ela é minha favorita porque eu amo a simplicidade desse post, lembro do quão feliz e inspirada estava quando o escrevi sem pretensão nenhuma além de compartilhar aquela belezura com outros pessoinhas. E ela tem quase dois mil acessos, o que faz esse postagem mais especial ainda, pois não há nada demais nela além da simplicidade de um bom livro.

O que te fez escolher um blog e não outra plataforma digital (Youtube, Instagram, Tumblr)?
Eu nunca gostei de expor muito de minha vida na internet, não sei dizer exatamente o porque, mas me sinto bem postando o mínimo possível e somente quando estou com vontade. O blogger acabou sendo o lugar perfeito para uma pessoa como eu, apesar de eu falar bastante sobre meus dias em meu blog, sei que esse pedacinho da blogsfera é mais reservado a um certo público que também está ali compartilhando basicamente as mesmas coisas que eu, e com isso acabo me identificando e me sinto mais à vontade para escrever e postar.

Você já pensou em desistir de escrever em seu blog? O que te motiva a continuar com ele?
Infelizmente sim, e me arrependo profundamente de pensar em abandonar algo que sempre me ajudou e fez dos meus dias mais felizes. No ano passado, acabou acontecendo algo dentro da própria blogsfera que me deixou muito magoada mesmo, eu passei dias me questionando se continuar escrevendo me faria bem, eu perdi totalmente a vontade. Mas reflexiva como sou, eu cheguei a conclusão que eu estaria sendo uma tola por desistir por um motivo tão bobo, então eu reli algumas postagens e comentários mais antigos do blog, relembrei de bons tempos e fui tomada por uma nostalgia, foi tão mágico lembrar de coisas boas que passei ao escrever aquelas postagens, e ler também os comentários das pessoas dizendo que aquilo que escrevi as deixou mais felizes. Então eu esperei até eu me sentir confiante novamente e voltei. 
O que me motiva é saber que as pessoas ficaram felizes com o que escrevi, que as ajudei de alguma forma, deixei o dia delas mais mágico e bonito. É saber que nunca estarei sozinha quando escrever e compartilhar algo por lá, independentemente do que seja.
Foto retirada do post "Adeus outono, saudações inverno!"
Você acredita que o mundo em que vivemos é mágico? Como torná-lo mais mágico e qual é o papel do seu blog nisso?
Sim, com toda certeza! Otimismo, confiança, coragem e gentileza, tendo pelo menos um deles, acredito que possamos tornar  a vida mais mágica, pois quando você cultiva o bem, age do modo certo, a vida lhe devolve em coisas boas em dobro. Praticando cada um desses aspectos todos os dias e sabendo que nem todos os dias serão bons e que ninguém é perfeito, já é um bom caminho para descobrir o quão mágico a vida pode ser. Tento passar sempre um pouco dessa magia que vejo fluindo em minha vida no blog,

Qual é a mensagem que você quer passar com seus posts?
Para as pessoas passarem a olhar mais ao seu redor, apreciar mais a vida e a natureza, não desistir facilmente e serem gratas pelos seus dias. Cultivarem o otimismo, para assim poderem lidar com seus problemas, e principalmente, achar beleza nas coisas simples da vida. 

Você quer me dizer algo que deixei passar?
Queria agradecer por pensar em mim para entrevistar, me sinto muitíssimo especial por isso e imensamente feliz por um oportunidade como essa. O La Petite Souris é um jardim tão especial e também uma inspiração não só para mim como para muitas outras pessoas também. Te desejo o melhor. E para as pessoas que leem meu blog, me sentirei sempre grata por ser cercada de pessoas tão boas que fazem dos meus dias mais felizes!
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Coleção Your Name 1 A 3
Sucesso de bilheterias nos cinemas, Your Name. conta a história de dois personagens, Taki e Mitsuha, que misteriosamente acordam no lugar um do outro. Essa troca é temporária, mas acaba se tornando frequente. Dali, surge um relacionamento inusitado entre os personagens, que começam a se conhecer por meio de situações e sentimentos novos.
A animação superou as expectativas de lançamento, tornando-se o filme de maior sucesso nos cinemas em 2016 e a quarta maior bilheteria na história do Japão. Além do filme, o autor também lançou a história em versão de novel e a adaptou para o mangá com as ilustrações de Ranmaru Kotone.

Mangá// 180 páginas// Editora JBC// Classificação: 4/5

Primeira resenha de mangá no blog! Mais uma de minhas inúmeras "brunas": a que adora ler mangá desde pequenininha. Foi por influência de uma das minhas melhores amigas que comecei a me interessar por cultura pop japonesa e, desde então, consumo mangá e anime. Minhas preferências são por shoujo mangá e por longas-metragens. Curioso que a primeira resenha de mangá do blog seja de um shounen (classificação dada pela própria JBC), não?

Mas, na verdade, Your Name me conquistou por seu longa. E isso explica um pouquinho do porquê me apaixonei por essa estória logo de primeira... Estava eu zapeando o Netflix quando encontrei esse título e logo me interessei pelo traço de Shinkai. Depois fui saber que ele é um cineasta muito famoso e que produziu obras primas do catálogo japonês! Então, procurei por outros títulos dele e assisti a Cinco Centímetros por Segundo, um filme muito cativante e que nos toca por sua sensibilidade infinita.

Assim como Your Name. Na primeira hora, mais ou menos, o filme (e o primeiro volume e meio dos mangás) tem a carinha de uma comédia romântica clichê. Acho que uma comparação interessante para vocês saberem mais ou menos do que se trata Your Name é  o filme brasileiro Como Se eu Fosse Você. Ok, o filme de Shinkai é muito melhor, sensível e tem tiradas bem menos escrachadas (no sentido negativo) do que o brasileiro. Mas, acredito que a premissa é a mesma: um menino e uma menina trocam de corpo e vivem as experiências constrangedoras e inéditas disso.


Em Your Name, os protagonistas são de cidades diferentes - o menino é de Tóquio e a menina é de uma cidade no interior do Japão - e vivem vidas muito antagônicas. Só que uma coisa interessante que quebra um pouco o clichê é que uma das primeiras frases da protagonista mostra que ela gostaria de ser menino e viver em Tóquio! É justamente com um perfil assim que ela começa a trocar de corpo. Essa troca não é constante. O mangá fala que essa troca ocorre dia sim, dia não, o que permite aos personagens verem os "estragos" que o outro causou enquanto encarnado no corpo dele (deu para entender?).

Como eu disse, Your Name poderia ser apenas uma versão melhorada de Como se eu fosse você se não fossem os acontecimentos da metade do segundo volume e do terceiro inteiro. Um dia, os protagonistas param de trocar de corpo e o menino não consegue mais ter contato com as coisas que a menina havia escrito em seu diário online. Isso o intriga e faz com que ele parta em uma busca por ela e com suas memórias dos dias em que estava encarnado no outro corpo se desfazendo rapidamente. A única coisa que ele consegue fazer é um desenho da cidade da garota e é por ele que o menino se guiará.

No começo, Your Name apenas me divertiu. Eu ria com algumas situações pelas quais os protagonistas passavam, curtia o traço que, como disse, me conquistou e que eu achei lindo e pensava em como eu gostaria de morar na cidade interiorana da menina. Mas, quando tudo se revirou e eu comecei a entender o que havia de fato acontecido... Meu Deus! Eu juro que dei um gritinho de surpresa e alegria pelo rumo que Shinkai decidiu tomar nessa obra. 



Não sei se vocês sabem, mas eu gosto muito do Universo e de seus mistérios. Tudo o que existe no Universo me fascina - os planetas, as estrelas, as vias... E, claro, as teorias. Eu sou aquela pessoa que pode assistir History ou Discovery o dia todo e uma das coisas que mais gosto de assistir são os programas sobre Espaço e Teoria de Multiversos. 

Quando percebi que Shinkai conectou os personagens com as mais doidas teorias de Universo que estão em alta, eu pirei! Your Name nos dá um gostinho de teorias como Universo Paralelo e conexões entre pessoas por laços eternos. Se você gosta desses assuntos, com certeza, vai amar o filme/série de mangás.

Então é isso, gente! Vocês já leram ou assistiram Your Name? Se sim, o que acharam? Deixe nos comentários suas opiniões, porque isso me estimula a continuar com as resenhas e me deixa muito, muito feliz.

Beijos açucarados.
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Fonte: Infovisual

Um sorriso enviesado. Tudo o que se podia dizer, concretamente, sobre ele era isso. De resto, nada que se dissesse seria sua descrição verdadeira. Atentemo-nos ao sorriso enviesado e nada mais. Um sorriso torto. Enlouquecedor. Estranhamente cativante. O sorriso dele possuía aquela vírgula no canto da boca que identificava três coisas em sua personalidade: desdém, sarcasmo e medo.

Medo, sim. Medo em sua expressão mais pura proporcionada pelos filhos de Marte - o terror e a loucura apavorada, cáustica, lancinante. Era o medo que o movia o tempo inteiro. Era o medo de ter sua origem descoberta. O medo de não ser aceito. O medo de ser amado demais. O medo de não agradar e o medo de agradar a todos. E o medo o fazia ser cruel para consigo mesmo. E o medo o fazia ser trapaceiro para com os outros. E o medo deixava que aquela vírgula, no canto direito de sua boca, fosse eterna.

O desdém e o sarcasmo eram consequências naturais. Sua atitude era desdenhosa. Suas falas eram sarcásticas - o sarcasmo quase infantil que mais fazia rir do que chorar. Sua característica principal de personalidade, entretanto, era a inconstância de suas ações. Era como uma víbora: seduzia, para minutos depois, dar o bote venenoso que paralisava e matava a vítima com a incredulidade estampada vividamente em seus olhos mortos.

E a inconstância de suas atitudes o fazia ser ignorado por aqueles que o cercavam. Seu medo do desprezo aumentou, assim como a parte vilanesca de sua alma. Ele precisava chamar a atenção. Seus olhos bicolores, ora azuis, ora verdes, iluminaram-se de entusiasmo quando uma ideia sórdida passou por sua mente: que tal brincar com a vida do mais querido entre todos?

Descobriu o visco. Planta miúda, em alguns países sagrada, em outros vários a causa de beijos debaixo de portais. Fez um trato com a planta. Desse acordo, uma flecha envenenada. Matou o querido de todos, mas disfarçado. Não chorou por sua morte com outro disfarce. Foi reconhecido, preso, torturado.

Mas, o que ninguém nunca se perguntou, talvez, foi sobre o que ele pensava naqueles momentos em que estava preso. Seus olhos, bicolores, haviam finalmente se decidido por serem violetas - era a mistura do azul de outrora, brincalhão e levemente irritadiço, com o sangue, real e figurativo, que o banhava. Suas feições eram, pela primeira vez, as verdadeiras: sua pele era de um tom levemente azulado, com linhas que lembravam as sutis curvas de um floco de neve. Seus cabelos, negros, caíam por seus ombros em cascatas. Era o único, entre todos, que tinha fios negros como o mais profundo vale. Suas roupas eram de três tons: verde, preto e dourado. Mas, o que mais chamava a atenção de todos era uma coisa que permanecia constante: o sorriso. Ainda enviesado, mesmo que seu dono estivesse passando por dores excruciantes e mesmo que a Loucura, filha do Medo, tivesse se apaixonado por ele, o tomando por completo.

O sorriso permanecia. Com a mesma vírgula, que era o fôlego de alguém que tentava compreendê-lo. E por seus pensamentos, passava momentos de amor e decepção. Passava músicas sagradas e risadas que causara entre alguns. Passava o olhar de terror de quem mais amou. Passava a sua infância, em que acreditava que seria rei, mas se tornou o clown da corte. Passava as lembranças de seu irmão, para quem ele mais mentira, pois sentia medo de que realmente o amasse. E amava.

Então, algo ou alguém, mais repentino do que um lampejo de carinho em sua alma, o libertou. Sua pele descoloriu-se para o tom habitual do disfarce. Seus olhos assumiram o tom esverdeado que significava que ele estava de bom humor, mas que pensamentos cruéis estavam escondidos em sua mente. Ele arrumou-se e voltou ao lar de todos.

O espanto foi geral. E potencializado, pois ele não voltou sozinho. Levou consigo sua prole caótica, filhos do terror, maus em seus cernes, diferente de seu progenitor. Era o fim do mundo que se anunciava. 
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O Grinch é uma criatura verde e peluda que detesta o Natal com todas as forças. Ele não suporta a felicidade dos Quem com suas festanças e banquemtes, e resolve acabar com a festa de uma vez por todas. Mas talvez o Grinch perceba que o verdadeiro significado do Natal vai muito além de comemorações e presentes.
Esta história reconfortante sobre o espírito do Natal é capaz de conquistar até o mais frio dos corações. Grinch já é um personagem clássico do Natal, e sua história é um presente perfeito para todas as idades.

Infanto-juvenil// 72 páginas// Editora Companhia das Letrinhas// Classificação: 5/5

Horton é o elefante mais gente boa da floresta, sempre disposto a ajudar o próximo. É por isso que, quando a ave Maroca pede para ele chocar o ovo dela por um tempo, Horton aceita de bom grado. O que ele não esperava é que Maroca fosse tirar férias e deixá-lo em cima de uma árvore, chocando o ovo durante todo o inverno! Quando um grupo de caçadores vê essa cena tão incomum, Horton e o ovo são capturados — e esse é o começo de uma longa e emocionante aventura…

Infanto-juvenil// 72 páginas// Editora Companhia das Letrinhas// Classificação: 5/5


É resenha dupla que terá hoje, mes amis! Estou contente, pois finalmente vou falar sobre um dos meus escritores favoritos: Dr. Seuss! É uma pena que minhas habilidades com as palavras não são tão primorosas quanto as que ele tinha, então esse capítulo não será feito em rimas 😢 .
Mas, tudo bem! O que importa é o conteúdo, não é mesmo? Então, vamos lá!

Primeiro, vou falar sobre o livro de Seuss que eu mais queria ler - e que sofreu uma ascensão emocionante por conta da sua segunda adaptação para as telonas no ano passado - Como Grinch roubou o Natal. 

O livro conta a história de Grinch, um Quem diferente de todos os outros de sua espécie, porque ele odeia o Natal. Com todas as suas forças. Diferente do primeiro filme com Jim Carrey o interpretando, no livro de Seuss não fica claro o motivo pelo qual Grinch não gosta dessa data. Porém, ele odeia e faz de tudo para estragar o Natal que os Quem estavam preparando em sua Vila. 



Por meio das características rimas e ilustrações lindíssimas que engolem as páginas em uma explosão colorida de imaginação, Seuss nos apresenta as várias peripécias de Grinch para acabar com o Natal. Para quem ama essa festa (como eu), esse livro é uma sucessão de tristezas e pequenas raivas contra o personagem. Mas, o mais legal é que o próprio Seuss não gostava de Natal, então, o Grinch se transforma em meio que uma autobiografia, o que o deixa com um tempero ácido especial.

Diferente do próximo livro, eu acredito que Como Grinch roubou o Natal é um livro que atrai a várias faixas etárias, justamente por tratar de um tema tão universal. Além disso, as rimas são um pouco menos infantis, o que se combina com as ilustrações com um tom mais dramático que dão um peso a mais para a obra.

Eu li como uma das minhas tarefas do Calendário do Advento a versão em inglês que está presente nas últimas páginas do livro e me diverti muito com a leitura. É como uma música, é maravilhoso! Recomendo muito a todos os que não gostam de Natal para se identificarem e para os que amam, assim como eu, para se irritarem um tantinho. Ainda não assisti ao novo filme (com a voz do Cumberbatch, yay), mas eu creio que vou gostar...

Vamos a próxima resenha?


Horton choca o o ovo traz uma das aventuras de Horton, um elefantinho que vive em uma floresta com criaturas fantásticas. Um dia, fazendo uma caminhada ele encontra uma passarinha, que havia se cansado de chocar seu ovo e queria sair de férias, que lhe pede para chocar seu ovo por um instantinho para ela descansar. Depois de algumas questões técnicas relativas ao peso de Horton diante de um frágil ovinho, ele senta-se no ninho e a passarinha dá no pé, deixando-o lá por meses a fio. Se não bastasse esse abandono, Horton e o ovo passam por outros problemas que envolvem caçadores, circos e uma surpresa final que só poderia vir da cabeça de Seuss. 

Confesso que gostei menos desse livro do que de Grinch. Eu acho que esse sentimento veio do fato de que Horton choca o ovo tem uma leitura bem mais infantilizada do que o primeiro. Na verdade, temos que considerar que ele foi mesmo feito para crianças entre dois e sete anos, então, o problema é totalmente meu e não da escrita de Seuss.

Eu me diverti bastante com muitas passagens da estória, principalmente quando Seuss nos mostra aonde foi parar a passarinha folgada que abandonou Horton. As ilustrações também são primorosas e nos enchem os olhos a cada virada de página. 

Então, recomendo o livro se você que estiver lendo esse blog for criança ou tiver uma criança muito querida em sua família (de sangue e do coração). Eles se divertirão muito, pois toda a problemática é cômica, mesmo que trágica às vezes.

Você já leu algum dos livros que resenhei acima? Se sim, compartilhe sua opinião nos comentários, isso me deixa muito contente.

Au revoir!
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Bonjour, mes amis!

No Ano Novo de 2018/2019, eu e minha família viajamos para a aconchegante Poços de Caldas, cidade de Minas Gerais. Foi a primeira vez que eu passei essa época do ano fora de São Paulo, onde eu moro, então eu estava muito empolgada para descobrir novos lugares, sentir a natureza mais pertinho de mim e explorar suas possibilidades de tesouros a serem conquistados.

Lá em Poços, há muitas áreas verdes. Além das praças no centro da cidade, que colecionam canteiros de flores muito bonitos, inclusive um Relógio de Flor e um Calendário Floral que são excelentes pontos para se fotografar; a cidade também tem parques e cachoeiras lindíssimas. Um de seus inúmeros pontos positivos que eles me traziam era a paz: tornou-se relaxante andar por entre as plantas, pelas trilhas, até chegar em uma cachoeira, dona do barulho mais relaxante da cidade. Além disso, esses lugares também me proporcionavam muita aventura: lembro-me até agora da sensação das gotas de água da cachoeira batendo em mim, do dia em que decidi ser corajosa e escalar pedras e me machuquei no joelho, e de dar comida para os macaquinhos esfomeados.


E, além disso, nessas nossas caminhadas pela cidade, eu pude coletar várias flores (aquelas que ficavam na rua e em parques) e, para conservá-las por mais tempo para que eu pudesse levá-las para casa, comecei a pesquisar como eu poderia secá-las. Fazia um tempinho já que eu queria fazer essa técnica, desde que encontrei modelos lindos de bullet journals na Internet que eram decorados com flores e folhas secas, e eu gostei muito do resultado final dessa minha peripécia!

Por favor, pessoal, considerem que eu não sou nenhuma especialista na área. Eu escrevo com base naquilo que pesquisei em sites e canais do YouTube e que eu acredito serem de confiança. Como o resultado me agradou bastante, decidi, então, compartilhar com vocês o processo de secagem que  eu utilizei, baseado no vídeo da Jordan Clark que vocês podem assistir clicando aqui.

Pelo que entendi, existem duas técnicas de secagem de flores: por prensagem (a que usei em Poços) e por penduramento. Também entendi que é preciso que você faça uma escolha essencial antes de secar suas flores: você quer flores secas realmente?

Isso porque as flores que são secas antes eram frescas. Pode parecer óbvio, não é? É que a questão é que não dá para esperar as flores murcharem para secá-las... Você tem que escolher, então, entre ter um vaso de flores frescas ou flores secas em seu cantinho. Tá bom? Então, depois de escolher pelas flores secas, você tem duas possibilidades - a prensagem ou o penduramento. Essa escolha depende mais da estética que você quer dar a suas flores, do que de uma ser melhor do que a outra.

Eu recomendo a prensagem se você quer usar suas flores e folhas secas em diários, bullet journals e livros, pois elas ficarão amassadinhas assim como as minhas. Ah, e também às vezes não dá para usar flores inteiras, porque algumas são grandes e o que importa é prensar as pétalas e não o cabo. 
Já o penduramento, eu recomendo se você quer fazer um lindo arranjo de flores secas para enfeitar seu cantinho. Nessa técnica, é possível sim usar flores inteiras, esse é o objetivo mesmo. Então, recapitulando:

Secagem - Recomendado para partes das flores como pétalas e folhas. Coloque-as no meio de um livro grosso (em alguns tipos de flores, coloque duas folhas de papel guardanapo na frente e atrás, pois elas podem manchar seu livro com suas cores) e feche-o. Depois disso, coloque mais livros pesados em cima do livro que contém a flor. É isso que criará a pressão ideal para secá-la. Aguarde de três dias a uma semana (as minhas pétalas secaram em quatro dias) e pronto! Agora é só enfeitar seus cadernos.
Penduramento - Recomendado para flores inteiras. Um dado importante é que não são todas as flores que conseguem ser secadas. Antes de coletar suas flores, pesquise para saber se elas conseguem ser secas, está bem? Bom, agora você precisará amarrar os cabos de suas flores, formando um raminho. Esse ramo será amarrado a um outro barbante maior. Ele será preso em um lugar alto, fresco e com iluminação indireta que permitirá a secagem.

Depois de esperar por alguns dias, você terá um resultado que é de agradar a qualquer pessoa. As flores secas estão em alta hoje em dia. É possível encontrá-las em várias das ideias de decoração de ambiente que pipocam em sites como o Pinterest, por exemplo, mas também muitas lojas estão as adotando para deixar seus empreendimentos mais especiais.

Pessoalmente, eu gosto de flores secas, porque elas me lembram a Inglaterra. Além disso, como eu coloquei no início desse capítulo, secar flores é uma forma mais duradora de você guardar momentos especiais que estão conectados, de alguma forma, à Natureza. É como ir coletando tesouros naturais que, na minha opinião, possuem um significado mais positivo e transcendental do que os tesouros fabricados pelo ser humano.


E você, gosta dessa técnica? Já a utilizou? 

Conta sua experiência para mim, por favor, ficarei super contente em lê-la!
Au revoir.
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Tudo o Que Precisamos Saber, Mas Nunca Aprendemos, Sobre MitologiaUm livro para aprendizes de mitologia, entusiastas do assunto ou qualquer pessoa que goste de uma boa narrativa De onde viemos? Por que as estrelas brilham e as estações do ano mudam? O que é o mal? Desde o princípio dos tempos, a humanidade vem respondendo a essas perguntas com histórias criativas, que já foram utilizadas pela religião, ciência, filosofia e literatura popular. Neste volume, Davis introduz e explica os grandes mitos mundiais, bem como as obras de literatura que os tornaram famosos, abordando, entre outros, o mesopotâmico Gilgamesh, o primeiro herói da mitologia; Aquiles e a Guerra de Troia; Stonehenge e os druidas; Thor, o deus nórdico dos trovões; e A vida e as grandes dificuldades enfrentadas pelo homem que se tornou Buda. Sempre informal e instrutivo, o autor mostra por que as narrativas ancestrais sobre deuses e heróis continuam nos emocionando até hoje, em filmes, arte, linguagem e música.

Folclore e Mitologia// 728 páginas// Editora Difel// Classificação: 4/5

Eu já compartilhei aqui no blog minha paixão por Mitologia inúmeras vezes, não é mesmo? Eu aprendi a gostar dessa área de estudos tão vasta e complexa quando era bem nova, talvez por causa das aulas de história do ensino fundamental. Mas, gosto de pensar (e dizer, quando me é perguntado) que todo esse carinho começou por um dos contos da mitologia grega chamado "Jacinto". Nele, um jovem chamado Jacinto é o alvo do amor do deus Apolo e de uma das Correntes de Vento. Em um desastre, Jacinto é morto por uma flecha e transformado em uma flor (a flor jacinto).

Não sei bem dizer o motivo que me fez ler esse conto mais de cinco vezes quando eu tinha sete ou oito anos. Acho que sempre gostei de tragédias amorosas, já que a minha outra estória favorita da vida é Romeu e Julieta de William Shakespeare. O que sei é que ele marcou minha vida de uma maneira única, fazendo com que eu procurasse mais e mais por contos mitológicos de diversos povos durante os anos a partir do instante em que o li, transformando-me em uma fonte inesgotável de informações (in)úteis sobre o tema. 

Quando vi esse livro na 20 Festa do Livro da USP, não pensei duas vezes antes de comprá-lo. Eu queria muito entrar em contato com as mitologias fora do eixo europeu e achei que esse livro seria uma ótima chance, além de aprofundar meus conhecimentos nas mitologias que já conhecia antes.  E foi isso mesmo o que aconteceu!


Davis apresenta o tema de uma forma que todos conseguem compreender na hora - os amantes como eu e aqueles que lerão pela primeira vez qualquer coisa de Mitologia. Ele é didático e isso é muito importante, pois, como disse, Mitologia é muito complexa e sempre está mudando com as descobertas arqueológicas. E isso é um ponto de atenção ao livro de Davis: ele foi escrito antes de 2010. Muitas descobertas foram feitas desde então e outros tantos acontecimentos aconteceram no mundo. Tome cuidado e considere sempre o momento em que o texto foi escrito, tá?

Bom, a didática de Davis é tão boa que ele traz semelhanças de seções em cada mitologia como, por exemplo, uma seção de Datas Históricas e uma seção do Panteão Principal. Além disso, ele faz muitas anotações de rodapé que nos ajudam a entender mais não só das mitologias, mas também da cultura dos EUA, que aparece em suas referências.

Ele traz a mitologia de civilizações e tribos europeias, asiáticas, americanas e africanas. É mágico o quanto sociedades tão distantes possuem pontos semelhantes da mitologia como a questão do dilúvio, por exemplo, que aparece em absolutamente todas as culturas! Isso me impressionou muito, foi um dos pontos altos da minha leitura com certeza e me fez amar ainda mais a Mitologia.



Uma das coisas que me deixou triste foi que o livro não tem figuras. Acredito que fotos de lugares importantes para as mitologias e de objetos sagrados seria bem legal de serem vistas. Também ilustrações dos povos tratados no livro, apresentando suas vestimentas e modos de vida seriam incríveis para a visualização de tudo o que Davis fala na sua obra de mais de 700 páginas.

O número é assustador, mas prometo que a leitura é fluida. Eu li esse livro em cerca de três semanas e sem correr, porque o livro acaba sendo um livro de estudos também, exigindo uma leitura pausada para conseguirmos absorver tanta informação que ele nos passa. 

Apesar de ter achado a explicação das mitologias da Oceania muito breve, retirando seu peso e, em partes, sua relevância, o livro me conquistou e recomendarei a todos que me pedirem um livro de partida nesse universo maravilhoso da literatura mitológica.

Você já leu esse ou algum outro livro de Davis? O que achou? Deixe nos comentários sua opinião, por favor.
Beijos açucarados.
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Parabéns para você! 
Ai, ai, ai!!! Eu estou muito contente! Mas, primeiro, Bonjour, mes amis 😊

Hoje, dia 15 de janeiro de 2019, o meu cantinho completa dois anos! Eu estou tão feliz por esse aniversário, pois o meu blog me trouxe tantas coisas boas ao longo desses dois aninhos, que eu só poderia retribuir com muita alegria, comemoração e amor.

Quando eu criei o blog, estava vindo de um período de blogs que eu amava, mas que não conseguia manter por muito tempo. Isso porque eu não conseguia encontrar minha verdadeira essência para imprimir neles, o que me deixava frustrada e triste. Então, decidi criar um cantinho para colocar tudo o que eu realmente amava fazer, independentemente de quantos seguidores eu teria. Foi assim que criei o La Petite Souris!


Confesso que fui encaixando minhas paixões, pequenas alegrias e inspirações no blog aos pouquinhos. A cada capítulo, eu mostrava mais um pedacinho da minha alma a vocês, sempre lembrando o quanto eu era complexa por ter muitas e muitas partes diferentes dentro de mim. Mas, vocês me aceitaram do jeitinho que sou e isso me deixou muito emocionada e grata... Muito obrigada mesmo, gente! Esse apoio de vocês fez, realmente, com que eu me inspirasse mais a produzir conteúdos de qualidade para o blog, buscando alternativas diferentes de falar sobre os assuntos que gosto, abrindo mais seções e aprimorando minhas fotografias e textos.

Nada melhor do que brigadeiros em festas, não é mesmo?

Nesse capítulo festivo, gostaria de pedir licença para fazer metalinguagem e falar sobre os meus capítulos favoritos dentro do meu cantinho. Alguns também tocaram o coração de vocês, mas, todos eles me fizeram ter orgulho de tê-los produzido e, toda vez que volto para os ler, um sorriso se abre em meu rosto e meu coração bate mais rapidamente.

O primeiro é um dos primeiros contos que compartilhei no blog, intitulado "Um vento por entre as pérolas" . Nele, eu brinquei com um filme que tinha acabado de assistir, Amadeus, e que tinha me deixado bastante perturbada por não saber se havia gostado do protagonista ou não. Então, fiz uma análise da figura dele, usando sua característica principal que era sua risada. Eu fiquei muito contente com o resultado final do conto, porque consegui colocar em palavras toda a emoção conflitante do personagem e, ao mesmo tempo, brincar com as palavras. Foi demais.

Quero falar, também, de outro conto que me emociona toda vez que o releio. Eu o chamei de "Primeiro de maio", em que o protagonista é um garoto que em uma manifestação de trabalhadores, no feriado de primeiro de maio, se sacrifica e é morto por policiais. Eu sempre fico orgulhosa por ter escrito uma cena tão emocionante e sensível (digo isso modestamente) quanto aquela em que ele morre. Com certeza, se eu fosse escrever um livro, pediria para colocar esse conto nele. 


Saindo dos Contos, outra seção que me deixa bem feliz é a de Entrevistas, onde eu publico entrevistas que fiz com blogueiros que me inspiram. A primeira entrevista que fiz foi com a querida miss Mel, dona do Twee . Foi um dos capítulos que fizeram mais sucesso no meu cantinho e eu sou muito grata a vocês pela atenção e carinho com meu trabalho! Muito obrigada de novo, gente!

Outro capítulo de que vocês gostaram bastante foi "Um brinde para a autoestima". Nele, eu abri meu coração e compartilhei com vocês o meu processo de elevação da autoestima, em que as fotos que tirava de mim mesma fizeram bastante diferença para eu me enxergar como uma garota bonita por fora. Também compartilhei mulheres incríveis que me inspiram a ser melhor a cada dia, vale muito a pena conferir se você ainda não o leu.


Esses foram os capítulos dos quais mais me orgulho. Mas, claro, eu amo tudo o que fiz nesses dois anos de blog. Como eu disse no começo, o meu cantinho me fez me sentir muito bem, sempre que sentava para escrever alguma coisa nele. Ele fez com que eu me sentisse mais bonita, mais capaz, mais gentil, mais grata e mais querida também.

E eu só tenho que agradecer a vocês por me acompanharam nesses aninhos. Vocês são pessoas incríveis, desejo que tenham em dobro tudo o que me desejam nos comentários, viu? Muito, muito obrigada! Para comemorar ainda mais, eu fiz uma festa especial aqui em casa para o La Petite Souris! Vocês puderam ver um pouquinho do resultado pelas fotos acima, mas eu fiz questão de gravar um vídeo para essa ocasião. Espero que gostem e não deixem de se inscreverem no canal do YouTube do blog! 


É isso, gente! Muito obrigada novamente por tudo. Que possamos nos reencontrar em capítulos de festa como esse daqui a mais dois, quatro, vinte anos! Sempre venha visitar meu "jardim secreto". A chave já está com cada um de vocês, é só vir. Eu estarei esperando por todos com muito amor, uma xícara de chá e muita estória para contar.

Beijos açucarados! Feliz aniversário, meu cantinho!

Au revoir.
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O Pequeno Lorde - 2ª Ed. 2014
Um dos grandes clássicos da literatura infanto-juvenil de todos os tempos, já adaptado para o cinema e a televisão e publicado em inúmeros países, “O Pequeno Lorde”, de Frances Hodgson Burnett (1849-1924) é apresentado aqui na inspirada tradução de Tatiana Belinky, uma das personalidades literárias mais queridas de nosso país. A história do encantador Cedric Errol, um menino de sete anos que vivia uma vida simples em Nova York quando descobre que é herdeiro de um riquíssimo conde inglês, é acompanhada aqui pelas duas séries de ilustrações originais de Reginald Birch, realizadas para as primeiras edições da obra, lançadas em 1886 e 1911.

Infanto-juvenil// 189 páginas// Editora 34/ Classificação: 5/5

Essa é a segunda resenha que faço de um livro de Frances Hodgson Burnett (a primeira foi de O Jardim Secreto que você pode ler clicando aqui), o que me deixa muito contente. Afinal, eu me apaixonei aos pouquinhos pelo estilo de escrita leve e romântico dessa escritora, trazendo em suas histórias não apenas anedotas, mas também lições valiosas para  a vida toda.  Completando a trilogia de ouro dela, há o livro A Princesinha, que eu também li (antes mesmo de ler O Pequeno Lorde) e que, prometo, farei a resenha logo logo. 


O Pequeno Lorde conta a estória de Cedric Errol, um garotinho norte-americano de sete anos, filho de uma linda jovem americana e um capitão inglês. Quando ainda era muito pequenino, seu pai morreu, o que fez com que ele fosse criado por sua mãe (a que chama de "Preciosa", apelido carinhoso que o seu pai se referia a ela) e pela empregada e amiga da casa. As duas deram a ele todo o amor do mundo, ensinando-o a sempre ser gentil com as pessoas, ensinando-o a ter educação em seus gestos e palavras e ter amor por tudo e todos.

Assim, Cedric tornou-se um garoto perfeito: sempre alegre, falante, gentil e amante de literaturas complexas. Ele também tem mais três pessoas em seu jovem círculo de amizades - a senhora das maçãs, o dono da mercearia da esquina e o engraxate de sua rua. Todos eles achavam o menino uma graça, mas também respeitavam suas opiniões, conversando com ele, muitas vezes, de igual para igual.

A história poderia ser sobre o dia-a-dia de Errol em Nova Iorque, salpicado por travessuras e outras situações, se não fosse por um detalhe que mudou seu destino para sempre: ele é o único herdeiro de uma fortuna e de um condado na Inglaterra! Seu avô, o Conde de Dorincourt, pai de seu pai, perdeu todos os filhos (o pai de Cedric era seu caçula) e precisa de alguém para herdar todo o seu legado.

O velho conde é um razinza, amargurado, orgulhoso e hostil a quem ninguém simpatiza. Até mesmo a jovem e bondosa mãe de Cedric (que torna-se o Lorde de Fauntleroy após essa revelação) será vítima de suas maldades. Será que o Pequeno Lorde conseguirá transformar o Conde com seu amor e doçura?


Por ser minha terceira leitura da coletânea de Hodgson, eu já estava acostumada com o estilo de escrita da autora. Como eu disse mais acima, ela possui uma escrita doce e romântica. Dentro desse gênero, ela sempre traz um ideal de caráter que transformará os outros personagens da trama: em O Pequeno Lorde, esse ideal é o próprio Cedric. Em O Jardim Secreto, por exemplo, vemos a protagonista sendo transformada pelo meio até atingir esse ideal e em A Princesinha, ele está encarnado na própria personagem principal, assim como no primeiro. 

O ideal de Hodgson é perfeito. Doçura, bondade, gentileza, alegria, otimismo, imaginação. Realmente, enquanto estamos lendo um livro dela, passamos a nos questionar sobre o porquê estamos tristes, bravos ou pessimistas em nossa rotina e pensamos nas possibilidades de pensar positivo e ser amável a todos os momentos. O Pequeno Lorde traz esse sopro de esperança típico da escritora inglesa. Mas, também nos fornece mais do que isso!

O Pequeno Lorde nos dá um Raio-X da sociedade norte-americana do período vitoriano. Nas conversas singelas entre Cedric e o dono da Mercearia, um republicano convicto, podemos entender como parte dos estadunidenses viam os ingleses, antigos colonizadores, e suas relações políticas. Sempre aparece algum ponto de crítica à distribuição social inglesa, ao questionarem, por exemplo, o papel de um conde e se ele é estritamente bom ou estritamente mau. 

Também enxergamos a construção dos EUA como país, quando, um dos personagens se muda para o Oeste em busca de novas chances de vida. Na Inglaterra, é mostrado a estrutura de um condado e suas divisões - tão complexas quanto as divisões de empregados na casa principal.

Ou seja, O Pequeno Lorde é um raio de sol que ilumina em dois sentidos: traz luz  ao passado histórico de duas sociedades interligadas por anos de colonização e suas estruturas político-sociais; e, também, ilumina e aquece nossos corações com seus ideias de pureza e amor, estimulando-nos a ser pessoas melhores.

Confesso que me envolvi bastante com os personagens, tendo horas em que desejava fazer parte da história (em qualquer um dos países!), apenas para ser amiga de Cedric ou da mãe dele. A reviravolta do livro é bem interessante para dar uma mudança de ares, contudo, o final é previsível e acredito que  seja porque O Pequeno Lorde é um livro infanto-juvenil. Mas, isso não tira o brilho de todo o resto e, principalmente, da mensagem final.

Você já leu O Pequeno Lorde? Se sim, o que achou? Deixe nos comentários sua opinião, pois adoro conhecer as múltiplas visões sobre um mesmo objeto!
Beijos açucarados.
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Fly Away Blue 8x10  Nursery Art, child wall art, boy nursery, girl nursery,bunny rabbit, elephant
Ilustração - Carolyne Tillery. Encontrada no Pinterest.
O blog passará por transformações esse ano. É engraçado, porque sempre me vem à mente em um novo ano que preciso mudar o meu cantinho (que gosto de chamar de meu "jardim secreto") e devo fazer isso radicalmente em 2019.

Daqui a alguns dias, o blog completará dois anos de vida. Fico tão contente só de pensar que produzi tanto conteúdo positivo para ele nesses 12 meses que se passaram! Por isso, coloquei como uma das minhas metas de Ano Novo investir mais no meu cantinho, trazendo novos conteúdos e o melhor: dedicando-me mais a qualidade deles, não só no recheio, mas na cobertura também.

Em 2019, quero que o meu "jardim secreto" seja explorado por mais pessoas. Quero que elas se identifiquem comigo, ao passo em que coloco mais dos meus pensamentos, sonhos, realizações, dicas e olhares nele. Quero formar um ciclo de positividade, uma reunião de espíritos afins, como diria Anne Shirley.

Não posso prometer coisas específicas. Entretanto, prometo mais dedicação e qualidade. Então, vem comigo? A chave já está entregue a vocês. Use-a quando quiser, mas volte sempre que puder. Estarei te aguardando com um largo sorriso, uma mesa de chá e balões coloridos.

Au revoir.
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Bonjour, mon ami! Tudo bem?

Tudo relacionado ao Natal é uma pedra preciosa para mim. Estava escrevendo meu conto de Natal para o blog e pensei: puxa, de todos os capítulos que fiz com a temática natalina, não há nenhuma tag especial esse ano... Isso me deixou chateada de verdade (eu sei que parece estranho, mas, realmente me deixou um pouco estranha) e, qual não foi minha alegria quando depois passei os olhos pelos blogs que sigo e vi que a miss Monique, do blog Inverno de 1996, colocou a tag "Natal literário" no ar! Fiquei empolgada na hora e vim compartilhar com vocês minhas respostas. Depois, comenta aí embaixo se você já leu algum dos livros que citarei.

Árvore de Natal: um livro com capa bonita ou personagem chamativo

Como foi proposto os dois, responderei os dois. Como personagem chamativo, eu escolho o Conde Olaf, vilão de Desventuras em Série. Não só ele é chamativo na figura externa (afinal, afinal), mas ele possui uma personalidade pavônia ótima que, confesso que na semana em que escrevo esse capítulo, me está consumindo. O livro com a capa mais bonita a minha estante é a capa de Jane Austen azul.

Panetone: Um livro amado por uns e odiado por outros

Laranja Mecânica. Curiosamente, as pessoas geralmente preferem o livro do Kubrick ao livro do Anthony Burgess, já que o capítulo final do livro é controverso. Eu, sinceramente, gosto do final verdadeiro e não me incomodei com o semi otimismo que há nele.

"É pavê ou pacomê?": Um livro que está abandonado na estante

E.I.T.A. Serei rápida para doer menor: O Conde de Monte Cristo.

"E os namorados?": Um livro que você namorou por muito tempo na livraria até finalmente comprar

Ai, ai, ai. Um dos livros mais amorzinhos da minha vida: Anne de Green Gables. Fiquei quase um ano para comprar o livro, entrando várias vezes nos sites das livrarias para ver se eles haviam republicado ele por causa da série da Netflix. Na minha primeira Festa do Livro da USP, eu o achei e comprei na hora, claro.

Amigo Secreto: Um livro que te surpreendeu

Dias Perfeitos, do Raphael Montes. É um livro nacional que teve um hype gigante e que mereceu toda a euforia, porque é incrível. Mesmo indigesto, absurdo, revoltante.

Presente: Um livro que te deixou feliz

Enquanto lia Percy Jackson, eu era a menina mais feliz do mundo. Agora, reler mitologia por meio de Tudo o que precisamos saber, mas não aprendemos, sobre Mitologia, foi um sopro de alegria para mim.

Papai Noel: Personagem de grande coração, receptivo, amoroso ou muito significativo

Pooh. 
*Outros comentários que poderiam ser realizados sobre essa pergunta são insignificantes, bobos, desnecessários e muito irrelevantes

Elfos de Natal: personagem trabalhador 

Hércules. Doze trabalhos não são para qualquer um.

Renas: personagem secundário que apoia o principal ou que é importante para a trama

Eu adoro o trio que acompanha o Frodo na Saga do Anel. De verdade, eu prefiro o Pippin, Merry e Sam ao Frodo, porque eles são mais adoráveis, carismáticos e possuem falas e momentos mais interessantes do que o escolhido de Sauron.

Grinch: vilão preferido

Hm, mexeu com a Bruna mais profunda que existe em mim. Hm, como escolher um dentre a gama maravilhosa de vilões da literatura? Espero o dia em que alguém escreverá um livro em que só existam vilões (como uma Reunião de Pais e Filhos) ou um livro em que o vilão vença no final. Enquanto isso não acontece, escolho Beatrix Lestrange. 

Boneco de neve: um personagem familiar, muito apegado as pessoas em volta, que simbolize união

Pollyanna. E ela me inspira sempre a ser mais e mais unida.

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Meu nome é Rodolfo. Na verdade, verdade bem verdadeira, meu nome é “Rsalalfarbrrd”. Mamãe colocou esse nome em mim quando eu tinha acabado de nascer e papai adorou. Meus irmãos, sou o terceiro da família, adoravam me chamar de “Rsa” quando era pequeno. Naquela época, ficava bravo, porque “Rsa” significa “toquinho” na língua das renas e não gostava de ser baixinho em comparação aos meus irmãos mais velhos. Hoje em dia, não ligo mais, pois minha característica mais forte se tornou outra quando cresci...

Enfim, acho que posso traduzir para a língua dos humanos meu nome para algo bem parecido a “Rodolfo” se for pensar bem. Nomes humanos são engraçados, pois são complicados com todas aquelas aberturas de boca exageradas. Mas, “Rodolfo” foi um golpe de sorte do Nicolau no fim das contas.

Quando fui recrutado para trabalhar na Oficina, era uma jovem rena que não tinha experiência nenhuma. Eu vivia próximo ao Lago Congelado do Visco com minha família: meus pais e meus cinco irmãos. Nós adorávamos passear por aquela região, pois lá tinha muitas árvores frutíferas que davam deliciosas bolinhas vermelhas adocicadas, as quais eu e meus irmãos adorávamos competir para ver quem pegava mais. Eu sempre ficava em segundo lugar. Meu irmão mais novo, “Larefvafra”, ganhava sempre.

Então, um dia, algo muito estranho aconteceu. Eu estava sentado em frente a nossa casa - um amontoado de galhos e folhas secas próximo ao Lago - olhando para as estrelas que brilhavam ofuscantemente no céu escuro. Quando de repente, mais de repente do que quando minha irmã mais velha saltava para os campos floridos no verão, um Velho Senhor passou com um cajado na mão direita voando. Sim, voando! E pousou ao meu lado.

“Olá, amiguinho”, ele disse com uma voz doce, mas profunda. “Você é a rena ideal para ser a líder dos meus outros amiguinhos. Quer vir trabalhar em minha Oficina?”. Eu não entendi nada no começo. Que Oficina era essa de que ele estava falando? E como um humano poderia ter voado apenas com um cajado em mãos?

“Precisamos conversar com sua família, certo? Hey, família do Rodolfo!”

“Rodolfo?”, perguntei ao Velho Senhor. “Sim”, ele respondeu com uma gargalhada peculiar, “Você se parece com Rodolfo - é forte e imponente como um lobo e será a mais famosa dentre as renas de São Nicolau!”. “Você é Nicolau?”, perguntei em dúvida daquelas informações todas. “Sim. Mas, me conhecem mais por meu apelido - Papai Noel”, respondeu com outra gargalhada.

Minha família, então, apareceu. Quando Nicolau contou a eles que havia identificado em mim todo o poder que ele precisava para fazer funcionar seu trenó, parado havia dois meses em uma situação crítica, já que na outra semana era o Natal. Meus pais sentiram muito orgulho de mim e concordaram logo em me deixar ir. Os meus irmãos todos pularam e gritaram na despedida, me lançando beijos e pedindo que voltasse todo o verão e primavera.

Desde aquele dia, eu trabalho na Oficina do Papai Noel. Essa semana estamos em polvorosa, pois a Véspera de Natal já se aproxima! Eu e meus colegas estamos em uma intensa preparação de resistência para puxar o trenó do Nicolau mais rápido do que a Alvorada. Mas, acho que deixei passar uma informação muito importante - o meu nariz!

Pois é, logo na primeira noite que passei na Oficina do Nicolau me aconteceu outra coisa estranha… Antes de sair de casa, meu irmãozinho me disse: “Mano, não esqueça de avisar para gente quando passar por aqui. Tá bom? Tá?”. Eu ri de volta, porque o barulho era muito alto e não conseguia dar uma resposta boa para ele na hora. Só que, naquela primeira noite em que fiquei fora, pensei muito sobre como poderia cumprir essa promessa.

Foi quando, distraído, tropecei e caí em cima de um arbusto de frutinhas vermelhas. Uma delas manchou meu nariz e, naquela hora, Nicolau passava por lá. “Deixe-me ajudar você, Rodolfo. Opa, opa. O que é isso em seu nariz? Uma manchinha de groselha? Ho ho ho ho! Ficou ótimo em você, era disso que eu precisava em meu trenó!”, ele gritou animado. Então, bateu em meu focinho com seu cajado e, de repente, meu nariz começou a brilhar vermelho!

É assim que você me conhece, não é mesmo? Rodolfo, a rena de focinho vermelho. Prazer! Assim como meu irmãozinho espera por mim todos os Natais desde vários anos atrás, fique na janela na noite da véspera de Natal. Quem sabe você não enxerga um pontinho vermelho no céu?

Feliz Natal!
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Bonjour, ça va?

Hoje é dia de comida aqui no La Petite Souris! Confesso que não sou a maluca gastronômica que adora comer e adora comer de tudo... Na verdade, sou bem enjoada e não como muitas variedades, mas queria a muito tempo compartilhar algumas das receitas que deixam minha barriguinha contente. Começar pela receita do cinnamonroll é maravilhoso, já que é uma das minhas receitas favoritas e, além disso, ela cabe muito bem para essa época de fim de ano.

Canela + massa de pão + calda de açúcar. Poderia ter coisa melhor no mundo?

Essa receita, eu encontrei uma vez pela televisão. Estava assistindo ao GNT (faz tanto tempo, haha) e começou o programa da Rita Lobo. Ela, então, começou a ensinar uma receita de massa de pizza versátil que daria para ser utilizada para receitas doces. Daí, ela fez esse cinnamonroll que me deixou com água na boca!

Eu e minha mãe corremos para tentar fazer a receita. Deu super certo desde o começo! O nosso cinnamonroll ficou delicioso e, à partir daquele dia, fazemos ele sempre que ficamos com vontade de algum lanche doce com mais sustância. Vou colocar a receita da Rita Lobo aqui embaixo, mas não deixem de procurar pelo vídeo desse programa, tá? Vamos prestigiar sempre os profissionais dedicados desse Brasil maravilhoso!

Ingredientes

Para a massa

6 xícaras (chá) de farinha de trigo (cerca de 740 g)
2 colheres (sopa) de fermento biológico seco (20 g)
2 colheres (chá) de açúcar
2 colheres (chá) de sal
2 1/2 xícaras (chá) de água morna
1/4 xícara (chá) de azeite
farinha de trigo para polvilhar a bancada
azeite para untar a tigela
Para o recheio de muçarela
1 1/2 xícara (chá) de queijo muçarela ralado grosso (cerca de 150 g)
1/2 xícara (chá) de tomates grape cortados ao meio (90 g)
1/4 xícara (chá) de molho de tomate caseiro para pizza
folhas de manjericão a gosto
farinha de trigo e fubá para polvilhar

Modo de Preparo da massa

Numa tigela, misture o fermento e o açúcar. Regue com a água morna e, com uma colher, misture bem para dissolver. Deixe em temperatura ambiente até espumar cerca de 5 minutos.
Enquanto isso, na tigela da batedeira, misture a farinha com o sal e abra um buraco no centro. Separe uma tigela ou outro recipiente grande e unte com 2 colheres (sopa) de azeite ela tem que ter espaço suficiente para a massa crescer bastante.

Assim que espumar, despeje a mistura de fermento no centro da tigela com farinha. Adicione ¼ de xícara (chá) de azeite e misture, com uma espátula, apenas para incorporar.

Para sovar a massa: encaixe a tigela na batedeira com o gancho; comece a bater em velocidade baixa por 5 minutos; aumente a velocidade, aos poucos, para alta e deixe bater por mais 15 minutos até formar uma massa lisa ela vai descolar da lateral da tigela e formar uma bola no gancho da batedeira.
Com as pontas dos dedos (ou uma espátula), desgrude a massa da tigela da batedeira e transfira para o recipiente untado com azeite. Cubra com filme e deixe descansar por 1 hora, até crescer e dobrar de volume.

Quando faltar 30 minutos para completar o tempo de crescimento da massa, preaqueça o forno a 250 ºC (temperatura alta). Se for utilizar uma assadeira de pedra sabão, coloquea dentro do forno ainda frio para aquecer desde o início caso contrário, ela pode rachar com o choque térmico.

Polvilhe uma bancada lisa com farinha de trigo; transfira a massa de pizza para a bancada e, com uma espátula (ou faca) divida em 4 porções. Utilize a seguir ou, se preferir, embale individualmente com filme e armazene na geladeira por 3 dias ou no congelador por até 1 mês.

OBS: se a massa estiver no congelador, deixe descongelar em temperatura ambiente por cerca de 2 horas antes de usar; se estiver na geladeira, deixe em temperatura ambiente por 30 minutos antes de usar.

Ingredientes
1 porção de massa de pizza caseira (veja link da receita acima)
50 g de manteiga em temperatura ambiente
1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
1/2 colher (sopa) de canela
manteiga para untar a assadeira
farinha de trigo para polvilhar a bancada

Modo de Preparo do Cinnamonroll
Numa tigela, misture o açúcar com a canela e reserve. Unte com manteiga uma assadeira redonda pequena, de cerca de 20 cm de diâmetro (se preferir, utilize uma frigideirinha de ferro que possa ir ao forno).

Polvilhe farinha sobre a bancada e abra a massa de pizza, formando um retângulo de cerca de 40 cm x 20 cm. Com as costas de uma colher, espalhe a manteiga sobre toda a superfície da massa deixe cerca de 1 cm da borda de uma das laterais do retângulo livre para fechar o rolinho. Polvilhe a mistura de açúcar e canela sobre a manteiga.

Para fazer os rolinhos: enrole a massa bem apertadinho, como se fosse um rocambole, começando pela ponta da lateral do retângulo com manteiga. Ao final, com as pontas dos dedos, aperte bem a borda sem manteiga para selar o rolo de canela isso evita que os rolinhos abram na hora de assar. Com uma faca (ou espátula), divida o rolo em 8 fatias.

Disponha as fatias na assadeira, com a parte cortada para cima, formando um círculo com uma fatia no centro. Deixe descansar por cerca de 20 minutos. Enquanto isso, preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média).

Depois de 20 minutos, assim que as fatias crescerem, leve ao forno e deixe assar por cerca de 30 minutos, até dourar. Retire do forno e deixe amornar antes de servir.

Fácil, né? Você já experimentou rolinhos de canela? Se sim, compartilhe nos comentários sobre sua experiência com essa delícia com a cara do Natal!
Au revoir.
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Sobre Mim

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Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

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