• Início
  • Contato
  • Sobre mim
  • O blog
Tecnologia do Blogger.

La Petite Souris


Esse texto foi baseado em uma música que conheci recentemente. Ela chama "The Joke" e foi composta por Brandi Carlile.


Espero que vocês gostem.
-------------------------------------

Olá, pequenino. O que você olha com tanto medo?
A vida é assim. São vaga-lumes que piscam aqui e lá, depois de um crepúsculo assustador. Eles iluminam um tantinho assim ao redor deles mesmos, sua luz é fugaz. Mas, mesmo assim, eles não desistem e sempre estarão lá por você. Lembre-se sempre disso, está bem?

Olá, pequenina. O que você olha com tanto deslumbramento?
O mundo deles é assim mesmo. Só deles.
Seus joelhos ralados nunca serão o suficiente para eles. Sua bagagem nunca estará completa para eles. Se você pegar minhocas com as mãos, falar sobre rebimbocas da parafuseta, pintar um bigode com tinta guache no rosto... Nada disso será suficiente para eles.
Você nunca será um deles. E está tudo bem. O importante é você ser suficiente para si mesma, está bem?

Pequenino, está tudo bem chorar. Os seus sentimentos são lindos. Eles flutuam como penas de gansos selvagens na imensidão do lago, uma visão belíssima para todos os animais da floresta. Um quadro de museu.
E se você cair, levante com orgulho e humildade. Você não é invencível. Mas, também é eterno em suas atitudes de bem e em seus sorrisos gentis. A dualidade de suas ações moldarão quem você será no futuro: escolha bem.

Pequenina, está tudo bem falar. Suas palavras importam. Elas são como tijolos de mármore que fabricam um monumento eterno e estável a que todos admirarão quando passar por elas. Uma picareta nunca as derrubará se elas forem verdadeiras. Tenha coragem.
E se você obtiver sucesso, sorria com orgulho e humildade. Você também pode ser um dos herois de máscara e capa que povoam os quadrinhos do seu irmão. Para isso, lembre-se de dizer o que pensa e mostrar o seu valor (não precisa prová-lo se não quiser. O seu irmão não precisa, você também não).

Pequenina e pequenino, olhem um para o outro.
O que os fazem semelhantes é maior do que o que os distancia?
Se ele pode desbravar os cenários noturnos, uma figura antropomorfizada de um gato (Cats?), ela pode o quê?
Se ela pode falar aos quatro ventos como se sente, uma explosão colorida em arco-íris, ele pode o quê?
Eles podem tudo? E juntos, podem conquistar o mundo?
Serão eles a união de tudo? A salvação do mundo?
Pequenina e pequenino, olhem um para o outro com atenção, empatia e respeito. Pequenino, permita que ela faça as coisas que você faz sem desigualdade. Pequenina, permita que ele tenha os seus sentimentos ouvidos com carinho e sem ressentimentos prévios.

* Eu gostaria de ter tido tudo isso para a Bruna de dez anos. Espero que esse texto seja útil para os pequeninos e pequeninas que me leem um dia.

Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários

                                      lady gaga love GIF

Ser da geração Y. Nascidos nos anos 90, este texto é uma fonte de reflexão para vocês. Prazer, colegas de maternidade.

Nós vivemos em um limbo. Sim, é verdade, nós vivemos! Não somos nem uma coisa, nem outra. Somos a primeira lufada de tecnologia, mas fomos pousados na Terra quando tudo ainda era incipiente nesse sentido. Vivemos em um mundo feito de Internet à cabo, discada com aquele chiado insuportável e conectável apenas aos finais de semana. Tivemos disquetes para transferir os trabalhos da escola e um MP3 precioso colado com durex em nossos braços enquanto varríamos a casa.

Somos a última geração ativa da Capricho. Preocupados com a edição 457 com a capa do Restart, mas que não trazia o Colírio em pôster que tanto adorávamos. Uma pena não poder colá-lo na terceira porta dos nossos guarda-roupas (as outras duas portas já estavam preenchidas pelo Robert Pattison e pelo Luan Santana na fase Meteoro da Paixão). Somos a fase de transição da revista para a Internet também. Somos a agonia de não poder mais comprar a Mundo Estranho. RIP.

Quem nasceu sob o signo da geração Y é condenado a ser tiozão e jovenzinho dos memes do Twitter tudo ao mesmo tempo. Somos as duas partes de universos insolúveis, mas que coexistem em nós como um experimento barato de químicos malucos. Nós críamos o YouTube com sangue e suor. Nós demos likes para o bar-mitzvah de Nissim Ourfali. E nós somos os construtores do cancelamento, a arrogância em forma de 101-cancele-alguém-por-uma-fala-dita-sem-pensar.jpg

Nós tivemos o famoso tijolão da Nokia e disputávamos batalhas do Jogo da Cobrinha, hiper pixalizado e hiper adorado. Mas, nós também deixamos de digitar as perguntas que assolam nossas cabeças confusas para perguntar a Alexia qual é a máxima temperatura do dia. Nós somos dúbios na parte da tecnologia, sim. E também somos rasos de afeto.

Aqui eu dou uma pausa para um momento de reflexão que construiu uma nova perspectiva para meus problemas internos. Os filhos de Eliana (não literalmente, mas em eufemismo) têm problemas emocionais latentes. Somos mais inteligentes que nossos pais. Somos mais engajados do que os nossos pais. E somos mais carentes do que os nossos pais.

Fingimos que somos adultos porque vamos morar sozinhos em um apartamento descolado na esquina da Augusta com a Paulista. Fingimos que somos adultos porque bebemos vinho à noitinha ouvindo Belchior, afinal o Indie já está over. O novo álbum dos Arctic Monkeys? Melhor que ele só a nova fase do Harry Styles. Fingimos que somos adultos porque pagamos nossos boletos e reclamamos disso em 140 caracteres no Twitter. Mas, será que somos adultos em nossas emoções?

A resposta que alguém criada ouvindo Vou Passar Cerol na Mão enquanto lia Turma da Mônica é não. Somos todos frágeis emocionalmente como pássaros de asa quebrada. Nós sorrimos no feed do Instagram e choramos no Twitter. Nós fingimos ser adultos e damos outros nomes para as histórias em quadrinho que confortam os nossos corações. Nós clamamos a nostalgia porque ela nos dá saudade de quando éramos pequeninos e alguém nos abraçava e dizia que tudo estava bem. Nós dizemos amém para o Rouge porque eram elas que nos fazia sonhar com um mundo mais bonito.

E em tempos difíceis tudo isso se exacerba. Nós, a geração da Carminha e da Flora, somos dúbios também em termos de vida. Somos inteligentes, mas não somos espertos. Somos felizes nas telas e ansiosos na Terra. Somos dois em busca de outros dois para se completar... isso dá cinco?

Dá seis? Dá 2020? Ou dá 1990?
Share
Tweet
Pin
Share
6 comentários

Esse é um capítulo que surge em uma excelente hora aqui no blog. Nas redes sociais do la petite souris, principalmente no Instagram, eu trouxe alguns posts mais políticos e que se alinham a minha percepção de mundo como cidadã. Mas, também, que falam diretamente com assuntos muito trabalhados em meu cantinho como empatia, união, gentileza e bondade.

Recentemente, um cidadão negro estadunidense foi morto por policiais brancos, asfixiado. Mesmo após súplicas desesperadas dele dizendo "não posso respirar", os policiais não atenderam ao pedido e continuaram a violentá-lo até a morte, pressionando seu pescoço contra o chão. Este ato bárbaro e desumano está repercutindo em ondas de protestos pelo mundo, não só pessoalmente em passeatas, como também no universo digital. Foi nesse canal que eu decidi me posicionar como pessoa física e posicionar o blog também contra atos racistas e fascistas que vem assolando o mundo.

Nesse processo, o blog perdeu seguidores no Instagram. Contudo, isso não importa de maneira nenhuma para mim e só quis deixar registrado aqui como uma forma de contar a história do blog em um futuro próximo, uma forma de catalogação dos acontecimentos do meu jardim secreto. As pessoas que deixaram de segui-lo por lá não estão alinhadas com minhas convicções e sou grata por não tê-las mais comigo.

Por isso, quando vi que o próximo desafio da tag seria para "mudar o pensamento de alguém", fiquei muito contente. Ele é tudo o que eu precisava nesse momento para fincar as minhas opiniões no blog e para ajudar na conscientização de mais pessoas que o visitam. Vem comigo nessa jornada?

Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.
A luta do meu irmão é a minha luta também.
É a luta por um mundo justo em sua plena justiça.
É a busca pela verdadeira empatia, que vê o outro como igual em sua dissemelhança.
É a reformulação de uma visão carregada pelo mal da cultura em que fomos inseridos ao nascer.
É a consciência dos privilégios que, naturalmente, vamos ter.
Não basta não ser machista, é preciso ser antimachista.
A luta da minha irmã é a minha luta também.
É a luta por um mundo noturno que pode ser habitado por todos sem medo.
É a busca por igualdade de salários e de relacionamentos na esfera trabalhista.
É a reformulação dos olhares enviesados e dos comentários em baixo tom sobre o comprimento das roupas.
É a consciência de que a Biologia também foi infectada pelo vírus secular do patriarcado.
Não basta não ser homofóbico, é preciso ser antihomofóbico.
A luta dos meus irmxs é a minha luta também.
É a luta por um mundo plural em sua plena pluralidade.
É a busca por gêneros e sexualidades livres, sem julgamento.
É a reformulação de uma visão que não vê o amor verdadeiro.
É a consciência do nosso lugar.
Não basta não ser preconceituoso, é preciso ser antipreconceito.
É preciso dar voz e ouvir.
É preciso fortalecer e se sentir fortalecido.
É preciso sorrir por mais tempo do que se chorou.

Esse é um pequeno poema que fiz como um fluxo de consciência. Espero que tenham gostado.
Fiquem fortes e sejam corajosos. Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
Durante muitos anos da minha vida, a maior dúvida que eu tive era o que me definia como eu mesma. O  blog, aliás, surgiu como uma tentativa de sanar essa dúvida. Você pode visualizar esse processo na aba "sobre mim", lá no topo da página inicial, em que eu até uso referências de Anne de Green Gables para falar o quanto sou confusa com o que me define como indivíduo único. "Eu sou muitas Brunas e está tudo bem, pois todas elas fazem parte de mim".

Por isso, é bem complicado para mim escrever uma página sobre "ser eu mesma". Afinal, mesmo depois de vinte e dois anos, eu ainda não cheguei a uma conclusão plausível para mim mesma. Quem dirá se ela seria aplicável às outras pessoas? Então, o capítulo de hoje será mais relaxado: apenas pensamentos soltos sobre o que poderia me definir, sobre o que eu penso que sou e sobre o que eu penso sobre o que pensam de mim. Mas, hoje, não usarei palavras.

Quando meus pensamentos estão confusos, as palavras não me bastam. É como se eu nadasse contra uma correnteza familiar, porém intrépida. Minhas forças se esvaem e um bloqueio sobre meus sentidos acontece, eu sou tragada por ela. Quando eu não posso controlar as palavras, pois não consigo nem ao menos controlar meus sentimentos, eu me entrego às imagens.



E quem poderia imaginar que, um dia, um dos capítulos do "Contos Particulares" não seria composto por parágrafos e verbos?

Atualmente, essas são as imagens que mais definem os meus gostos pessoais, meus sonhos e meus sentimentos. Se eu imprimisse tudo o que está presente em meu coração, o resultado seria muito semelhante ao que vocês viram (mas, com muito mais representatividade, o que não consegui encontrar no Pinterest).

E o que estaria impresso nas páginas de SEU Bullet Journal?

Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
disney pooh GIF

Um dia entrei no Pinterest para encontrar ideias para bordados novos, quando deparei-me com uma seção de dicas de texto para blogs. Um deles me chamou a atenção na hora: uma cartilha com doze ideias de temas a fim de escrever uma página de história por dia. Os motes apresentados permitiam que a minha imaginação voasse para as terras mais mágicas e, ainda melhor, também permitia que os leitores se sentissem acolhidos nesses tempos de pandemia. Não seria mais justo trazer esse desafio para o blog rapidamente, não é mesmo?

Por isso, nos próximos doze dias, o la petite souris será preenchido por vários textos na seção Contos Particulares. Desejo que vocês gostem dos meus singelos contos e que eles sejam uma forma de diversão e carinho nessa quarentena. O tema de hoje é: "fazer uma pessoa amada sentir-se melhor". Se você quer sentir um quentinho no coração, vem comigo e continue a leitura, hihi.

...

O Sol gentilmente nos acorda. Seus raios são como mãos que acarinham nossos rostos cansados, amassados pelo travesseiro que nos apoia. É o início de um novo dia.

A água que nos banha é sagrada. Ela escorre pelas paredes, quente, e cria uma fina neblina nos lembrando de nossos sonhos de outrora. O que sonhamos hoje? Um turbilhão de histórias desconexas a procura de suas caixinhas cerebrais ou um prelúdio dos nossos futuros brilhantes? O que sonhamos hoje? A água goteja do registro fechado. É o início de um novo dia.

Hoje o dia será bom, porque nós o moldaremos dessa forma. Se a felicidade é um estado de espírito, qual é o prefixo da aeronave que nos levará até lá? Mesmo com escalas infinitas, mesmo com um trajeto permeado por turbulências, mesmo que não gostemos da sua única refeição: amendoins baratos de 50 g. Nós chegaremos ao nosso destino e, então, conheceremos aqueles que reinam o famoso lugar: a paz e a harmonia, em conjunto, sem nenhum índice de regicídio.

"O que fazer para conseguir a passagem para lá?", você me pergunta. Bom, terei que ser sincera: os caminhos são múltiplos e a conexão mais se assemelha a um Buraco de Minhoca infinito do que a uma pista de corrida controlada. Por isso, os bilhetes de embarque são únicos, sim, porém vários e é apenas você quem te conhece melhor do que qualquer um para conseguir escolher um bilhete à perfeição. Mas, claro, posso dar-te dicas que farão jus ao título deste capítulo. Vamos a elas.

- Feche os olhos e volte seu rosto ao Sol. Sinta o calor ativar o sangue que corre em suas veias.
- Respire fundo: uma, duas, três vezes. Perceba o seu pulmão se enchendo de ar, a vida plena percorre suas veias agora.
- Coloque sua música favorita no rádio. Mova seu corpo não no ritmo, mas na melodia da música escolhida. O seu coração bate de acordo com ela. Agora, seu sangue não corre mais freneticamente em um ritmo ansioso, ele corre de acordo com seu coração.
- Coma algo que te faça bem, não só ao cérebro, mas ao coração.
- Leia, assista a um filme ou a uma série. Relaxe. Suas veias também descansarão.
- Faça um leite quente com canela. A bebida dos deuses te fará sentir-se parte do transcendental. 
- Imagine antes de dormir.
- Durma. Suas veias ressonarão ao ritmo de seus bons sonhos.

São esses os passos para fazer alguém se sentir melhor? Com certeza, não para todos.

Saiba apenas que você é amado. Saiba apenas que você basta e que você é a sua melhor versão. Saiba apenas que suas conquistas são maravilhosas e que cada um de nós tem sua própria trajetória, todas suficientes por si mesmas. Saiba apenas que o seu futuro é brilhante e que, com certeza, você tem toda a capacidade do mundo para conquistá-lo.

Saiba que eu sou muito grata por você existir e por visitar o meu jardim secreto. Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários
Eu estou muito contente por voltar a escrever um post de Sunday Love para o meu querido blog. Este é um dos meus formatos favoritos por aqui, pois eu acredito, com todo meu coração, que compartilhar o amor e exercitar a gratidão são ações excelentes para nos sentirmos bem (com nós mesmos e com o mundo). Ainda mais nesses tempos de pandemia, quando a incerteza, o medo e o pesar formam a tríade que governa nossas mentes... Enxergar o que nos faz sorrir, e o que nos faz sermos gratos pela vida, é ainda mais importante!

E o Sunday Love de hoje está recheado de coisas boas! Tem dica de série, novidades no campo musical, um agradecimento a uma nova amiga virtual e, até mesmo, uma opção de documentário cult sobre a Suécia. Ah, e um novo formato de apresentação que acredito que vocês irão gostar (e que vai deixar meu jardim secreto ainda mais lindinho)! Vamos lá?

Don Matteo



Um tesourinho de série que encontrei por acaso, zapeando pela televisão. Don Matteo conta as aventuras policiais de um padre, no interior da Itália, que é bastante xereta, mas um bom amigo de todos os moradores da região. A cada episódio, acompanhamos um novo crime e as peripécias do capitão Giulio e do Marechal dos Carabineiros até encontrarem o culpado (mas, não sem antes terem a ajuda crucial de Matteo). Além disso, também acompanhamos o dia a dia dos personagens, seus amores, dúvidas e alegrias, o que torna a série ainda mais humana e especial. 

Todos os personagens são tão carismáticos que eu nem consigo elencar um favorito! Além dos carabineiros e de Matteo, também tem a família do Marechal e os personagens que moram junto com o padre e que o ajudam por lá. E se você ainda não se convenceu de assistir só pelos personagens, tenha certeza de uma coisa: as paisagens da série são lindíssimas, recheadas de construções tipicamente italianas e de um tom outonal que deixa tudo mais aconchegante.

A série completa tem 255 episódios, divididos em doze temporadas, com início em 2000 e que está sendo produzida até hoje pela tv RAI italiana! As temporadas completas estão disponíveis na Amazon Prime, mas se você, assim como eu, não está cadastrado nessa plataforma de streaming, não se irrite! Sabe por quê? Porque a tv Aparecida está transmitindo e é por lá que eu estou acompanhando: todas as sextas-feiras, às 20h. Quer saber mais? Entre no site da tv Aparecida.

Exist for Love - Aurora


Ai, ai, ai, que meu coração não aguentou quando apareceu como sugestão de vídeo no meu YouTube o clipe da nova música de Aurora! Ela chama Exist for Love. A letra conta a história de uma mulher que encontrou o amor verdadeiro em seu namorado e se sente forte e completa quando está com ele. Será que nossa querida Aurora está apaixonada? hehehe. Mas, falando sério, a Aurora já celebrou o amor de diferentes formas em seus últimos discos - pela Natureza, pela irmã, pela família no geral, por ela mesma, pela força feminina - então, achei super interessante ela trazer o tipo de amor mais celebrado em sua nova canção. E a fotografia do clipe, com a Aurorinha de sereia, está simplesmente maravilhosa.

Documentário: A Teoria Sueca do Amor


Este é um filme que assisti por causa da faculdade, mas definitivamente não esperava o impacto que ele teve sobre mim. O documentário analisa os resultados de um projeto do governo sueco, em que se estimulava a independência entre as pessoas. Isso contribuiu para que a Suécia atingisse o mais alto nível de individualismo e progresso em escalas mundiais, mas será que a independência dos suecos é tão positiva assim?

O filme toca em diversos pontos que se desmembraram do projeto. Os que mais me chamaram a atenção foi a cena do senhor que se suicidou em seu apartamento e só foi encontrado pelo serviço social dois anos depois, porque ele não tinha ligações humanas que sentissem sua falta. A outra cena foi a da mulher que disse que conversava com as árvores e esperava a resposta delas, o que me causou sentimentos dúbios, pois ao mesmo tempo que achei isso extremamente poético (e algo que eu faria), a ação de conversar com árvores só evidenciou sua solidão.

O documentário também compara a realidade da Suécia e de um país do continente africano (Etiópia?), que está no extremo oposto um do outro nos dados apresentados pelo filme. Entretanto, é fato que mesmo tendo condições precárias de subsistência, o país africano é muito mais amoroso e unido, permitindo uma vida mais completa e feliz. Acredito que está disponível no YouTube!

Jonna Jinton


E foi justamente por causa de A Teoria Sueca do Amor que eu conheci o canal da Jonna Jinton no YouTube! Ele apareceu logo como primeira sugestão para mim e fui conferir mais: a paixão foi imediata. Não sei como demorei tanto para conhecê-la! Seus vídeos falam sobre seu próprio dia a dia em uma cidadezinha do norte da Suécia, lugar pleno em Natureza e que tem a benção de ter o Sol do Meio Dia e a Aurora Boreal em determinadas épocas do ano. Um sonho lindo, não é mesmo?

A Jonna me inspirou a ir atrás dos meus sonhos, mesmo que eles pareçam complicados no começo. Afinal, apesar dos percalços, ela se tornou uma artista reconhecidíssima por suas fotografias de Natureza, suas músicas inspiradas nas músicas tradicionais do folclore sueco, e por usar elementos da natureza em suas pinturas. Tenho certeza de que você amará explorar as playlists do canal dela.

Ateliê Daydream - Márcia Porto


O Instagram já me proporcionou momentos de pura alegria e gratidão e conhecer essa fadinha ilustradora foi um desses momentos. A conta da Márcia Porto, o Ateliê Daydream, é um recanto de encantamento se você é fã de ilustrações, magia, natureza e estúdio Ghibli. Ela é lá de Maceió, mas faz encomendar para o Brasil inteirinho com o frete fixo de R$ 8!

Estou apaixonada pela possibilidade de ela ilustrar a primeira letra do meu nome (R$ 30) e, também, por sua mais nova novidade: a caixinha de ilustrações, feita sob encomenda. Quer explorar um pouquinho mais do trabalho dela? Então, vem conhecer sua lojinha e depois me conta qual foi sua ilustração favorita, tá?

Netflix: Cozinhando com Nadiya


Por fim, meu novo achado na Netflix: Cozinhando com Nadiya. Se você era fã de The Big Family Cooking Showdown, versão da BBC, então você conhece a Nadiya. Ela é uma querida chef de cozinha que apresentou o reality show aí de cima, além de ter sido a vencedora do Masterchef. É pouco ou quer mais? haha

Em seu novo programa para o streaming, ela dá dicas de refeições práticas, deliciosas e que podem ser feitas em poucos minutos. Para mim, que estou começando a me aventurar nesse cômodo da casa, o programa da Nadiya é um prato cheio (desculpe-me pelo trocadilho) para que eu não me estresse e consiga fazer pratos que alegrarão a todos daqui de casa. Se você gosta de cozinhar, assista!

Esses foram os motivos que me fizeram ser grata nos últimos meses, desde que o isolamento social se iniciou aqui em São Paulo, capital. E quais são os motivos pelos quais VOCÊS são gratos, mes amis? Deixe aí nos comentários dicas do que fazer, assistir ou ouvir na quarentena, pois compartilhar o amor é permitir que o amor entre também em seu coração.

Au revoir.

Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


A menina olhou para o céu - ele era azul. O que mais ela poderia esperar de um céu de abril?

Então, ela olhou para o chão - ele era marrom. O que mais ela poderia esperar de um chão de terra batido, um fragmento inconsistente do passado no meio da cidade grande?

Mas, seus olhos viram um brilho. Ela decidiu segui-lo... Aonde um brilho dourado, cintilando como dúzias de vaga-lumes pisca-pisca, poderia levá-la? Aquilo não era comum... Seu senso de curiosidade apurado em doze anos ficou em alerta.

O brilho subiu e desceu quando se viu observado, porém, resolveu que seguiria seu plano original. O plano? Subir o muro, atravessá-lo e chegar até a floresta que despontava de detrás da casa da menina. O muro tinha um buraquinho, viu por vim o brilho corajoso. Pra que pular um muro então?

Mas, a menina precisou pular o muro para conseguir seguir o brilho... Que esforço exagerado por causa de uma coisinha que não tinha nem cinco centímetros de diâmetro! Só que a curiosidade era maior do que sua própria fadiga e ela pulou o muro, correndo pela trilha que levava dos fundos da sua casa até a floresta. Uma toca de coelho ultrapassada aqui, um montinho de folhas secas espalhado ali. Galhos se quebravam aos seus pés.

O brilho chegou à floresta ao mesmo tempo em que a menina o alcançou. E, então, o brilho ficou mais forte, mais poderoso e tomou conta do campo de visão da menina: ele cresceu, cresceu e já não era brilho mais. Era uma outra menina de cabelos ruivos encaracolados e nariz arrebitado. Só que ela tinha algo a mais do que sua perseguidora: duas asas brilhantes e lindas, que a retirava do mundo real e a fazia fada.

"Olá, obrigada por me ajudar a encontrar minha casa", disse a fada à menina de boca aberta. "De nada", foi tudo o que ela conseguiu responder. A fada sorriu e tocou a testa da menina.

Então, ela acordou em sua cama. Eram sete horas, segunda-feira, 23 graus Celsius na rua. Levantou um pouco tonta e olhou pela janela: cadê a floresta que havia ali?
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
kristen stewart twilight GIF

A Stephenie Meyer anunciou, há poucos dias, que ela vai finalmente lançar Midnight Sun e nós já estamos aqui como? :D

Acho que nunca comentei por aqui que Crepúsculo foi uma das primeiras sagas literárias que eu li. E, desde o primeiro momento, minha relação com o romance estrelado por Edward e Bella foi bastante conturbada. Entre amor e ódio, desprezo e uma secreta paixão, eu nunca admiti para mim mesma que eu gostava, sim, da série. E, acredita que esse sentimento só se estabilizou quando eu li a notícia de que a autora lançaria um novo livro? Pois é, ainda mais que esse livro será sob o ponto de vista do Edward, meu queridinho na época em que li pela primeira vez, e o personagem mais negligenciado psicologicamente da saga na minha opinião.

Então, para comemorar o retorno de Crepúsculo e o novo design do Blogger (hehehe), eu vou responder à tag Twillighter Book Tag, criada pela fofa da Beatriz Paludetto lá no YouTube. Vamos lá?

1- Qual foi seu primeiro contato com a saga?

Eu já tinha ouvido falar da saga, pois ela ficou bastante popular logo quando foi lançada no Brasil. Porém, foi por meio da minha prima que pude ler o primeiro livro, pois ela sabia que eu era uma ratinha de biblioteca e me emprestou sua edição.

2- Qual o livro e filme preferido e porquê?

O meu livro favorito é Amanhecer, porque é o maior em número de páginas e eu gosto muito de como a autora desenvolveu a batalha. Infelizmente, não consegui sentir a mesma emoção de quando eu li no filme, por isso, escolho Lua Nova como a minha adaptação preferida.

3- Personagem preferido e personagem mais odiado

Eu gostava muito do James, irmão do Edward, não sei por quê! E da Alice também, achava o cabelo dela lindo e meu sonho de consumo, na época, era ter um Porsche amarelo como o dela. Meu personagem odiado? O Jacob! Sempre tive um ranço dele gigante. 

4- Qual musica da trilha preferida?

AAAAAAA. AAAAA. Minha música favorita, não só da trilha sonora dos filmes, mas da vida é Bella's Lullaby, a música que o Edward criou para a sua amada.

5- O que a saga representou para você na sua vida literária?

Como eu disse lá em cima, essa foi uma das primeiras sagas que eu li e isso me fez querer ler ainda mais livros em série. Foi por causa de Crepúsculo que eu tomei coragem para ler Percy Jackson, que se tornou minha série de livros favorita e me moldou como leitora.

6-  Team Edward ou Team Jacob?

Team Edward... Team Bella tenha mais amor próprio e estude sobre feminismo.

7- Já leu ou escreveu uma fanfic de crepúsculo? Indique uma!

Ah, não. Tsc, mas quem sabe agora com o novo livro, eu escrevo um conto de fanfic para o blog, hihi.

8- O que você adquiriu em decorrência da série? 

Não entendi muito bem essa pergunta. Se for de produtos com o tema Crepúsculo, eu tive dois imãs de geladeira com a fotinho dos personagens: da Alice e do Jasper, haha.

É isso, pessoal. E vocês, gostavam de Crepúsculo? Estão ansiosos para ler o novo livro?

Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários

Ilustrar/pintar sempre foi uma das atividades que mais me falaram ao coração. Tanto que se fosse entrasse em meu quarto para uma busca, conseguiria encontrar, facilmente, cadernos recheados de desenhos e um estojo lotado de lápis de cores semi usados e borrachas esfarelentas. Aliás, até mesmo meus antebraços estariam rabiscados com coraçõezinhos borrados.

Essa atividade sempre foi um excelente mecanismo de relaxamento para mim. Quando ler já não conseguia atiçar a minha imaginação, quando o audiovisual só me fazia mais ansiosa e quando a música não sobressaía, em meus ouvidos, da fúria ressonante de meus pensamentos, era com a ilustração que eu mais me entendia. E lá ia eu procurar uma folha sobrando de algum caderno que desse sopa.

Assim, meu maior sonho, por muito tempo, foi desenvolver essa habilidade e poder liberar minha infinita imaginação em outro canal quando as palavras me faltassem. Porém, depois de muitas tentativas, percebi que meu talento era exclusivamente do alfabeto! E, assim resignada, meus projetos de contos ganharam força imediata e os desenhos voltaram a fazer parte de um outro hobby.

Quem diria que encontraria, no bordado, a minha realização quanto à pintura! Poder decorar meu quarto com bordados feitos por mim (e com projetos de presentear pessoas queridas com eles um dia) é uma felicidade imensa e sentir meu lado artístico super aflorado é um combustível muito potente para mim também.

Mesmo mais resignada quanto ao desenho, não pude expulsá-lo de um lugar tão quentinho em meu coração. E como este blog é uma extensão pública, em algoritmos e HTML, dele, hoje gostaria de compartilhar com vocês um dos meus desenhos mais recentes e que me deixaram bastante orgulhosa. Fiz ele para um post no Instagram do blog (@bloglapetitesouris) em que compartilhei meus artistas ilustradores favoritos, com elementos que também são uma extensão, senão personificação, evidente dos meus gostos principais.

Nele você encontrará: uma garota, que representa a mim mesma, com seu vestido de bolso e flores no cabelo; o Sem-Rosto, personagem do filme A Viagem de Chihiro, e que é o meu espírito favorito do universo Ghibli; e flores, flores por toda a parte e em primeiro plano em um mundo extremamente conectado com a Natureza e respeitoso à ela. Por perto do caderno de desenhos você também poderá encontrar gizes de cera, técnica de coloração que mais me encanta no momento.

Quer conferir de mais pertinho? Então, rola para baixo!






E qual é a sua relação com desenhos/pintura? Você tem habilidades para isso? 

Ah, seria muito legal se vocês compartilhassem comigo seus desenhos! Assim, poderia fazer um post especial com eles aqui no blog e divulgar o trabalho de todos, pois todos os talentos merecem ser aplaudidos de pé pelo menos uma vez na vida (obrigada pela inspiração, R. J. Palacio!).

Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários

Bonjour, mes amis. Muitas forças, esperança e amor nessa quarentena <3

Hoje, entrei no meu blog para poder responder aos comentários que vocês deixaram no meu post anterior, em que eu entrevistei a querida Larissa Fonseca, e me deparei com um post interessantíssimo da Lizandra Karoline, em que ela listou as músicas mais ouvidas da sua playlist atual. Achei essa proposta tão divertida que a trouxe também para o meu cantinho...

Obrigada pela inspiração, miss Liz. E muito obrigada a todos pelas palavra de incentivo e carinho no retorno da seção "Entrevistas"... Vamos à lista? Ela foi montada com base no que mais tenho ouvido na plataforma de streaming Spotify. Assim, vocês podem conferir as músicas que eu listei mais facilmente!

Way back into love - Hugh Grant feat. Drew Barrymore

Arretty's song - Cécile Corbel

I courted a sailor - The Gothard Sisters

The man - Taylor Swift

Treat people with kindness - Harry Styles

First kiss - Alexander Rybak

Sanremo - Mika

Pop! goes my heart - Hugh Grant

Friday I'm in love - The Cure

Chicago - Sufjan Stevens

Como vocês podem ver, tornei-me fã número 1 da banda fictícia Pop. Obrigada Hugh Grant, Marc Lawrence e a todos os envolvidos por isso, hahaha. Outra coisa que gostaria de destacar aqui: como eu fiquei tanto tempo sem saber da existência de "treat people with kindness", do Harry Styles? Afinal, essa é a música que mais conversa com meu coração nos últimos tempos...

E você, gosta de alguma das músicas daí de cima? O que acharam da lista?

Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
5 comentários

Brincando com as palavras, ela as costura no véu da poesia, estrelado céu que a rodeia. A Larissa nos engendra em uma teia formada por letras, tal qual moscas encantadas pelo brilho - sua imaginação - dos múltiplos olhos da princesa Aracne. Eu tive a alegria de conversar com ela e, gentilmente, ela me revelou os motivos que fizeram seu blog, As Moscas na Janela, ser o que é hoje. Vem comigo?
------------------------------------------------------------------------------------------

O que te fez criar um blog?

Há muitas respostas possíveis para essa pergunta, especialmente se eu levar em consideração três “momentos bloguísticos” pelos quais passei. O primeiro, quando eu tinha treze anos, me levou a criar o Jeito Único: a motivação foi a vontade de ter um espaço, na internet, similar às revistinhas físicas que eu inventava e inspirado nos sites adolescentes que eu lia. O segundo, quando eu tinha ali meus dezesseis anos, gerou O Único Jeito: a ideia era que meu blog amadurecesse tal como eu tinha amadurecido, até então. O Único Jeito era metade blog pessoal e metade blog literário, mas deixava de lado várias outras temáticas (música, artesanato, cinema, moda...) nas quais eu me aventurara até então. O terceiro momento, o do As moscas na janela, foi quando eu percebi que não estava mais “me encaixando”, por assim dizer. Eu queria a liberdade do puramente artístico, do literário, sem ficar me preocupando com tomadas de opinião, contradições, faltas etc. Eu queria, por meio do que observo, sinto e transformo em palavras, explorar diferentes possibilidades de ser e estar. Brincar com perspectivas. Algo assim.

Como você decidiu o título dele?

Lembro que fiquei vários dias brincando com possíveis nomes... O As moscas na janela, ao qual eu cheguei sabe-se lá por que associação, vem de um poema que eu tinha escrito em 2014.  Tanto o poema (reeditado) quanto um conto, criado especialmente para captar o que então eu tinha em mente, estão na página “as moscas” do blog. Em resumo: palavras enquanto moscas, presas do lado de dentro, incomodadas e incomodando. Se as moscas querem transpor o vidro da janela para alcançar a luz, as palavras também. E a partir daí dá para pensar um monte de coisas. Na verdade, dá até para pensar outras coisas que não sejam “a partir daí”. Acho que é por isso que eu amo literatura: possibilidades. Possibilidades infinitas.


Quais são suas inspirações na hora de escrever seus contos?

A maior inspiração é a sensação que eu sinto quando eu leio algum conto que acho incrível. É uma espécie de deslocamento seguido de satisfação. Claro que esse deslocamento pode ser tanto algo mais profundo, como uma mudança de perspectiva sobre algo, quanto a ideia do imaginário mesmo, de abandonar tempo e espaço por uns momentos. Os meus contos, em si, são tentativas de causar algo ao menos parecido em que me lê. Para isso, uso de também de outras inspirações: casos que as pessoas me contam, manchetes de jornal, anexos da Wikipedia, palavras aleatórias em dicionários...

Qual é seu objetivo na divulgação de seus trabalhos escritos?

Gosto de mostrar o que escrevo. Gosto mais ainda de imaginar que alguém pode apreciar esses escritos. A estes, então, é necessário um acesso fácil. Daí que eu ache a internet uma ferramenta maravilhosa!

Qual é seu post favorito do blog? Por quê?

Não tenho um preferido, mas, enquanto dois exemplos de posts que me deixam feliz por tê-los escrito, posso citar o “Ponhamos-no”  e o “Leonam”. O primeiro, um poema, porque foi algo imediato: a constatação que ele abarca veio de um dia em que eu estava me sentindo nervosa e agoniada e, quando me permiti uma pausa para parar e respirar, olhando o céu, me dei conta da própria importância daquele momento em si – parar, respirar. Acolher os pássaros de volta. No mesmo dia escrevi o poema, direto no computador (em geral, escrevo os poemas primeiro à mão), juntei as fotografias e postei. E me senti bem por isso. O caso do conto “Leonam” foi o contrário: quatro Natais se passaram antes que eu sentisse que aquela história de Natal estava legal para postar. Foi um orgulho misturado com alívio, quando isso aconteceu.


O que te fez criar um blog e não uma outra plataforma digital como YouTube ou Tumblr?

Não tenho experiência com essas outras plataformas, mas gosto do fato de o blog abraçar e guardar bem minhas palavras escritas, e de ser tão personalizável. É algo íntimo, ainda que aberto, e, apesar de obsoleto, é resistente. Há, no As moscas na janela, textos que escrevi em 2012!

Como foi o processo de transição para o Instagram? 

Confesso que ainda estou no processo... Até ano passado, eu tinha tido poucas experiências com essa rede social, e a intenção, quando resolvi voltar a ela, era mais postar fotografias de natureza com algum trecho literário enquanto legenda. Depois eu senti vontade de criar alguma identidade ali, então resolvi acrescentar o texto (no caso, os poemas) à imagem. Mas não de forma digital; foi quando recorri ao artesanal, em forma de “journals fotografáveis”. Atualmente, mesmo os journals ficaram de lado e tenho apostado em textos junto a elementos que conversem, de alguma maneira, entre si. Vamos ver.

Você já pensou em desistir do blog? O que te fez ter esperanças e continuar?

Devo ter pensado, mas não devo ter levado a sério. É difícil até imaginar como seria minha vida sem o blog, porque é algo muito presente no meu dia a dia, nos meus planos, por vezes até em minhas conversas. Então, no meu caso, não se trata nem de envolver esperança, porque é algo que já faz parte... Creio que, enquanto escrever for uma atividade prazerosa para mim, terei um blog para guardar esses escritos.


Qual é a mensagem que você deseja passar com seus posts?

Mensagem, em si, acho que nenhuma... Mas gosto que as pessoas se sintam confortáveis em meu blog, sabe? Que seja um cantinho acolhedor e inspirador, e que os posts forneçam uma leitura agradável. 

Você pretende compilar seus contos postados no blog em uma antologia?

Pretendo! Nem que fique apenas no ambiente virtual mesmo, em forma de PDF “upado” no Google Drive. 

Qual é sua forma de escrita preferida: poesia ou contos? Por quê?

Isso vai da fase pela qual eu estiver passando... Uma vez que a escrita de poemas e a escrita de contos são processos tão diferentes, com intenções e efeitos tão diferentes, isso vai da predisposição com a qual eu estiver para escolher um ou outro. Nos últimos meses, por exemplo, preferi poemas. Escrevi dezenas deles. Agora estou começando a sentir falta dos contos...

Você quer acrescentar algo que deixei passar?

Gostaria apenas de agradecê-la, mais uma vez, por esta entrevista. Além de ter me sentido honrada com o convite, foi interessante, enquanto eu respondia as perguntas, refletir sobre minha relação com o blog e com a escrita. Acho que não me permito muitos momentos para pensar nisso, então foi ótimo! Muito obrigada!

* fotos disponibilizadas pela Larissa
Share
Tweet
Pin
Share
8 comentários
Animated gif about gif in ghibli by i. am. a. whale.

O relógio bate sete da manhã. Ou seriam sete da noite? Como saber se o relógio é de ponteiros, ruidoso em suas batidas descomunais ao tentar controlar o que ninguém controla? O Tempo futuro, um presente passado que nem a uva de Natal que todos empurram para o canto do prato. Então, seriam sete da manhã ou sete da noite? A luz que entra pela janela, e que faz a poeira da sala dançar, revela a Aurora que invade.

 O relógio foi feito por um porco artesão. Quando o cuco soa, quando a hora cheia vem, duendes de uma mineradora abençoada por grandes pepitas e pedras preciosas saem para lapidação. É como se o relógio sofresse de enxaqueca aguda causada pelos coadjuvantes de uma animação premiada, a cada picareta que bate na pedra, uma exclamação de dor que agonia aos ouvidos humanos: ping-cuco. Mas, quem se importa com isso? A dor é para os ouvidos humanos e o relojoeiro era um porco piloto de avião. Um porco de bigodes.

Mas, apesar de todos os contras que tornam o relógio uma peça de antiguidade invendável, ele tem seu charme. Um charme profundíssimo que enfeita o círculo enumerado por segundos, minutos e horas. Um casal de namorados, enfeitiçado.

A cada hora ele vem. Ele é um rei bruto, pequenino, encoberto de carvão dos espólios das minas. Ele é o Rei dos Duendes, os mesmos que causam dor de cabeça para o sr. Relógio que os abriga. Um rei gentil, mas duro com os inimigos. E os inimigos do Rei são as fadas...

Mas, o que fazer se Ela é uma fada? 

A princesa decaída do reino das flores, doce e sonhadora, empoderada, se apaixonou. Mas, ah, que pena! O objeto de seu amor é o Rei dos Duendes, inimigos de seu pai. "Papai, papai, o que farei?", perguntou ela aos prantos quando o amor foi descoberto pelo progenitor. "Ficará em exílio como uma ovelha por 12 meses. Se ele te amar de verdade, morará nos campos em que você morar até que ele possa, finalmente, ver-te em tua forma original mais uma vez", respondeu o Velho que não precisa ter a alcunha de Sábio por ora.

A Magia cumpriu com seu papel. A menina-princesa-fada foi pastar em um belíssimo campo dourado, situado no número 12 do Relógio já citado anteriormente. E o Rei, o que fez? Abandonou as minas preciosas do fundo do Relógio e subiu até um cantinho de seu mostrador à espera de sua amada. A cada hora, ele aparecia, esperançoso por seu amor.

Mas, ela só aparecia quando o Relógio badalava o meio dia! Ou seria a meia-noite? Como saber se o relógio é de ponteiros, ruidoso em suas batidas descomunais ao tentar controlar o que ninguém controla? O Tempo futuro, um presente passado que nem a uva de Natal que todos empurram para o canto do prato.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários

Bonjour, mes amis. Ça va? 

Como vocês estão indo nessa quarentena? Espero que bem e que continuem firmes com muita esperança no coração 🦋💙

Às vezes, é realmente difícil sustentar essa aura de positividade sempre... Mas, ao mesmo tempo, sei o quanto ela me ajuda a me sentir equilibrada e de coração leve, o que me proporciona dias melhores por consequência.

Por isso, busco por formas de relembrar pelas coisas das quais sou grata. E um desses exercícios é copiar minhas citações favoritas, aquelas que me fortalecem e que me dão paz. Transcrevo-as para minha Agenda dos Sonhos (já fiz um post sobre ela aqui e no blog, vai lá conferir!) e, assim, pratico mais uma coisa que me deixa feliz: decorações típicas de bullet journal, hahaha.


Hoje, eu quis trazer um poema lindíssimo que a marca de roupas Cuplover escreveu e enviou em cartões, ilustrados pela querida Diana Pedott, para suas consumidoras. Enquanto eu lia as estrofes, separadas em cartões diferentes, uma a uma, percebi o quanto elas falavam sobre mim. Sobre a minha personalidade, meus sonhos e minha visão do mundo ao meu redor. Não pensei duas vezes em eternizar palavras tão especiais no meu diário. E, claro, compartilhar com vocês o resultado do meu singelo trabalho ♡


Como não sei se posso compartilhar o poema na íntegra pra vocês, pois ele não é de minha autoria, deixo o passo a passo para vocês poderem lê-lo: entrem na conta da Cup por aqui, entrem no IGTV e procurem pelo card de um cartão com a típica ilustração da Diana. Pronto! Pelo vídeo, vocês conseguirão ler o poema, dando pequenas pausas para facilitar, hihihi.

Agora adoraria saber: qual é sua citação favorita? Deixe nos comentários, assim compartilhamos boas inspirações uns com os outros, fortalecendo a corrente do bem que está tão grande nesses tempos difíceis.


Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários




Todas as fotografias que escolhi para este capítulo são de momentos muito importantes na minha vida, mas que se tornaram memórias pixalizadas em menos de dez anos. Relembrando essas pequenas alegrias por meio das imagens, peguei-me pensando em como nós, seres humanos, somos frágeis, pois somos construídas de lembranças perecíveis com o tempo. Como nós somos perecíveis com o tempo.

Ou será que não é assim? Afinal, o que seríamos nós se não tivéssemos lembranças? Não digo nós nos lembrarmos delas, mas sim, nós as construírmos para a posteridade e, assim, galgar um pequeno teco da História do Mundo. O que seria a História do Mundo senão as pequenas lembranças de indivíduos memoráveis?

A primeira memória é da viagem que fiz à Salvador, Bahia, com meus pais. Foi a segunda vez que viajei de avião, e conhecer uma cidade tão bonita visualmente me faz ser muito grata. Se tenho que pinçar uma das coisas que mais me marcaram nessa viagem foi a visão do trânsito soteropolitano, tão diferente do paulistano, mas tão parecido ao mesmo tempo. Só agora percebi o quão estranha foi essa memória diante de paisagens naturais tão belas que existem por lá...

A segunda memória é do meu aniversário de 15 anos. Não foi uma festa de debutante tradicional, porém, foi a primeira vez que levei tantos amigos para minha casa e isso me deixou felicíssima na época. Pinçando um momento daquele dia, pinço o acidente que meu amigo teve com a porta do banheiro, em que ele quebrou a maçaneta com sua força descomunal. Essa história se torna ainda mais querida pela distância, já que ele se mudou para os EUA há mais de quatro anos.

A terceira memória é da última vez em que participei do Anime Friends, evento otaku que acontece anualmente em São Paulo. Desde lá, minhas leituras de mangás terminaram e meu único contato com animes é por causa do Estúdio Ghibli. Mas, tenha certeza de que o universo cultural riquíssimo do Japão ainda tem um espaço reservado no meu coração.

E, por fim, minha última memória é do dia em que fui na exposição do Castelo Rá-tim-bum. Se tiver que pinçar algo daquele dia, pinço a alegria de perceber, pela primeira vez, que segui a mesma carreira da Penélope, uma das minhas personagens favoritas da série.

E quais são suas memórias mais queridas? E o que vocês acham da minha visão sobre elas?

Au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários







- "Auto-retrato", Bruna Diseró. 1998, Brasil.
Share
Tweet
Pin
Share
4 comentários
Na foto, o bordado que fiz para sempre lembrar do meu querido cantinho na Internet: um petit souris cheio de florzinhas
Enquanto os cinco meninos estão perdidos na floresta, diversos personagens, como O-Homem-Com-a-Boca-Aberta, entram em cena nesse novo universo criado por Gonçalo M. Tavares: as Mitologias. Narrativas e tipos se cruzam, em confrontos entre a lógica e o absurdo, o humano e a máquina, a ciência e o mito. Recuperando as narrativas orais, mas sem abandonar o estilo que o consagrou, Gonçalo alcança uma dimensão de originalidade poucas vezes vista.

Fantasia // 244 páginas // Dublinense // nota: 5/5


Depois de mais de cinco anos, eu conheci um livro que se tornou meu novo favorito: Cinco Meninos, Cinco Ratos, escrito por Gonçalo M. Tavares. E quero recomendé-lo para qualquer pessoa que passar a minha frente, hahaha!

Aqui, nós temos uma narrativa não-linear sobre cinco irmãos perdidos em uma floresta e que conhecem personagens icônicos, mas também tão perdidos quanto eles. Todos vivem em um regime autoritário, um lugar onde a Velocidade é uma arma de controle e a violência é explícita e incentivada por todos.

Cada capítulo é subdividido em partes, mas que não necessariamente são conectados uns com os outros. O que importa no livro é o tempo presente. Parece que lemos vários flashes de momentos das personagens que se concluem por si mesmos, e é por isso que parece que a história não respeita a lógica temporal.


Mas, não é verdade. O que acontece é que o livro nos apresenta todas as cartas do baralho narrativo ao mesmo tempo: cabe a nós enfileirarmos eles do jeito que mais faz sentido. E se quiserem, não façam isso!
Além da narrativa, outro destaque vai para as personagens. Como disse, todos são bem marcantes e desenvolvem o lodo violento que permeia o universo do lugar em que moram. Podem ser metáforas para cenários de guerra do século XX. Sim, isso ajuda na construção deles, mas ao mesmo tempo isso não é tudo. O que vi foi a personificação dos sentimentos que surgem quando passamos por situações extremas.

Destaco a história do Moscovo: se você quiser entender o livro mais classicamente, tome a história dele como fio condutor para tudo o que está acontecendo. Não se engane pelo titulo: no fim, você não saberá mais quem são os meninos e quem são os ratos.


Por fim, só queria avisar que a editora tem outro livro do mesmo autor que complementa esse. Não vejo a hora de ler para saber mais sobre esse universo tão complexo! Ah, e a edição tá tão linda... Por favor, adquira o livro físico!

É isso, mes amis. Gostaram? Já leram? 

Beijos açucarados e au revoir.
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
Conheça a História Da Flor Jacinto - Blog Giuliana Flores
Fonte: Blog Giuliana Flores
A flor beijada pelo deus do Sol estava em minhas mãos. Com uma exclamação da excruciante dor da paixão interrompida pelo ciúme escondida por suas pétalas, ela fazia meus olhos fracos borbulharem em lágrimas quentes. Era a união improvável entre Jacinto e Iago que me fazia chorar.

Chorei.
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
Newer Posts
Older Posts

Sobre Mim

profile

Bonjour, meu nome é Bruna. Sou uma ratinha de biblioteca, adoro fotografar a natureza, andar por ruas desconhecidas e escrever tudo o que me vem a cabeça. Obrigada por visitar o meu jardim. Abra seus olhos e amplie sua imaginação. Talvez você precise bastante por aqui.

Quer se comunicar comigo? bubslovegood@gmail.com

Marcadores

  • Contos particulares (51)
  • Em minha gaveta (41)
  • Diário da Ratinha (40)
  • Resenhas (38)
  • Comemorações (27)
  • Sunday Love (17)
  • Souris em vídeos (11)
  • Toc Toc (11)
  • Passinhos (9)
  • Radinho (9)
  • Entrevistas (8)
  • Inspirações (8)

Posts recentes

Capítulos

  • ▼  2022 (7)
    • ▼  dezembro 2022 (2)
      • advento, n.2
      • advento, n.1
    • ►  novembro 2022 (1)
    • ►  outubro 2022 (1)
    • ►  março 2022 (2)
    • ►  fevereiro 2022 (1)
  • ►  2021 (18)
    • ►  novembro 2021 (1)
    • ►  outubro 2021 (3)
    • ►  setembro 2021 (1)
    • ►  agosto 2021 (1)
    • ►  julho 2021 (2)
    • ►  junho 2021 (2)
    • ►  maio 2021 (3)
    • ►  abril 2021 (2)
    • ►  março 2021 (2)
    • ►  fevereiro 2021 (1)
  • ►  2020 (66)
    • ►  setembro 2020 (7)
    • ►  agosto 2020 (3)
    • ►  julho 2020 (10)
    • ►  junho 2020 (11)
    • ►  maio 2020 (6)
    • ►  abril 2020 (8)
    • ►  março 2020 (10)
    • ►  fevereiro 2020 (6)
    • ►  janeiro 2020 (5)
  • ►  2019 (72)
    • ►  dezembro 2019 (5)
    • ►  novembro 2019 (1)
    • ►  outubro 2019 (13)
    • ►  setembro 2019 (9)
    • ►  agosto 2019 (2)
    • ►  julho 2019 (2)
    • ►  junho 2019 (3)
    • ►  maio 2019 (7)
    • ►  abril 2019 (8)
    • ►  março 2019 (9)
    • ►  fevereiro 2019 (7)
    • ►  janeiro 2019 (6)
  • ►  2018 (54)
    • ►  dezembro 2018 (6)
    • ►  novembro 2018 (2)
    • ►  outubro 2018 (5)
    • ►  setembro 2018 (7)
    • ►  agosto 2018 (1)
    • ►  julho 2018 (8)
    • ►  junho 2018 (5)
    • ►  maio 2018 (3)
    • ►  abril 2018 (3)
    • ►  março 2018 (5)
    • ►  fevereiro 2018 (6)
    • ►  janeiro 2018 (3)
  • ►  2017 (47)
    • ►  dezembro 2017 (4)
    • ►  outubro 2017 (3)
    • ►  setembro 2017 (2)
    • ►  agosto 2017 (3)
    • ►  julho 2017 (3)
    • ►  junho 2017 (3)
    • ►  maio 2017 (3)
    • ►  abril 2017 (6)
    • ►  março 2017 (5)
    • ►  fevereiro 2017 (8)
    • ►  janeiro 2017 (7)

Disclaimer

A ilustração do cabeçalho deste blog pertence à ilustradora Penny Black e foi usada para fins puramente estéticos.
Facebook Instagram Youtube

Programado por Maria Eduarda Nogueira. Base do tema por ThemeXpose