Sim, eu reuni toda a coragem que existia em minha alma de escritora para produzir o meu primeiro conto especial em PDF para vocês. Este é o resumo de uma história que sempre martelou em meu coração pedindo para ser escrita. Os nomes das personagens vieram depois, de uma forma completamente espontânea, quase como se eles tivessem os sussurrado em meu ouvido. Neste singelo conto, vocês acompanharão o instante em que um ator se apaixona por uma espectadora da plateia, uma flechada de Eros em meio ao aroma de pipoca caramelizada e holofotes amarelos. Como eu disse, esta é uma história que sempre desejei escrever. Sinto que poderia fazer um romance inteiro apenas com a premissa que ela me oferece: porém, nesta época da minha vida em que tenho pouquíssimo tempo para me dedicar completamente a ela, decidi enxugá-la em um conto que desejo com todo o meu coração que vocês gostem. O romance de Colin e Coralina apenas se inicia e deixa, no final, a expectativa para novas criações e aprofundamentos. Se assim vocês desejarem, os trarei em breve. O link para o PDF do conto é este: https://bityli.com/ngM9p . Se preferir, me envie um e-mail para bubslovegood@gmail.com que mando o PDF do conto para você! Obrigada por se engajar na história de Colin e Coralina: eu desejo que Eros seja gentil com você assim como foi com os dois. :)
Há uma tradição coreana que diz que para cada dia do ano, existe uma flor específica. Ela é conhecida como birth flower, porque, naturalmente, as pessoas relacionam as flores do dia a sua data de aniversário. Para os coreanos, o dia em que você nasce e o seu nome são importantíssimos para determinar o seu destino. É por isso que eles evitam nomes com mais de três sílabas, por exemplo, ou até mesmo trocam de nome quando se tornam artistas. Com a sua data de nascimento é a mesma coisa. E, como as flores são muito importantes para este país também - cuja flor nacional é o hibisco - os seus significados são associados por especialistas a cada dia e mês do ano. Eu descobri essa tradição fofa assistindo a um vídeo no YouTube sobre os significados por trás das tatuagens do JungKook, um dos membros do BTS. Isso porque o JK tatuou a flor do seu aniversário, um lírio-tigre, em seu braço, quando tirou as famigeradas férias que proporcionaram a seu corpinho essa e muitas outras tatuagens mais. Para quem não sabe, tatuagens ainda são bastante mal vistas no país e muitos programas pedem para que JK as esconda para não "chocar" a audiência. Enfim... Quando eu assisti ao vídeo e vi o significado da tatuagem de lírio dele, fui logo procurar no Google sites que me dissessem qual era a minha flor! A pesquisa foi bem tranquila e basta vocês digitarem "korean birth flower" na caixinha que os resultados já vem. Se você não sabe inglês e nem coreano, dá para mudar a configuração do Google para "português" que a ferramenta já traduz a página imediatamente. Daí, é só procurar pelo dia e pelo mês do seu aniversário! E, depois, pela foto das flores, porque olha, mesmo eu gostando muito delas, não sou boa de associar a plantinha ao nome não! Hahahaha. Ah, mas não contei qual é a flor do meu aniversário, né? Música de suspense, tambores, tchananam... É a margarida branca! Eu faço aniversário no dia 06.03 e, segundo o blog em que pesquisei e o qual achei confiável, é a margarida a flor que me representa. Uma coisa bem legal é que o site também traz o significado de cada uma das flores. E, para a margarida branca do meu aniversário, o significado é este aqui: "alegria e atividade". Vocês acham que eu sou assim, alegre e bastante ativa? Hihihi. Eu, particularmente, adorei o resultado e já compartilhei com todas as minhas amigas as flores delas também. E você, sabe qual é a sua flor? Me conta nos comentários qual ela é o seu significado! Por hoje é só, mes amis. Peço desculpas pelo layout dos textos estar bagunçado, mas só consigo postar texto se ele estiver assim... Vamos ver se consigo arruma o blogger para que os posts saiam melhor. Beijos açucarados e au revoir.A água refletia em tons de vermelho. Ao longe, o rádio de um estabelecimento qualquer ampliava uma voz melodiosa que bradava o outono. "Cause after all he's just a man..." As luzes acesas da rua eram amareladas, assim como o sorriso que ela lançava para o restaurante do qual saía. Um homem a olhava de dentro com um misto de felicidade contida e ciúme doentio. Ele acenou para ela, clamando para que o esperasse só por um minuto. O ar rescindia a terra molhada e castanhas caramelizadas. Os pés dela, envoltos por uma bota cor de musgo, começaram a ficar encharcados pela água de chuva que se acumulava, em poças luminosas, pela calçada. Se alguém a olhasse naquele momento, talvez, ficaria em dúvida se o que escorria pelo seu rosto pálido era a água que caía do céu ou a que saía de seus olhos. Um casal passou ao seu lado dando risadinhas. O sino de entrada do restaurante tiniu. O homem a segurou pelo pulso. Ela olhou para cima, seus olhos tristes refletindo a súplica vazia que ele fazia a ela. O homem elevou o tom de voz, tons roucos de fragilidade que ela não compreendia mais. Porém, ele não largava o seu pulso. Três vezes o semáforo da avenida permitiu a passagem de pedestres. O rádio já tocava outra coisa, uma balada que a lembrava dos filmes de John Hughes que costumava assistir com a melhor amiga. Ela tentava se concentrar no que o cantor falava para se desconectar do pedido que o rapaz fazia: voltar o namoro dos dois não era uma opção. Relembrando a cena, ela não conseguiria dizer quando tudo se transformou. Em um momento, ela sentia seu braço queimar de dor e os ouvidos estalarem por causa dos gritos que o homem dava, o rosto ficar quente pelos olhares ansiosos que sentia virem de alguns transeuntes. Em outro, ela era abraçada de forma carinhosa por alguém que cheirava a café, tinta-nanquim e felicidade. Sem saber como reagir, ela olhou para cima. Lá estava ele, seu sorriso espaçoso que fazia com que seus olhos virassem apenas dois riscos, abraçando-a como se ela fosse o objeto mais precioso do mundo. As suas lágrimas angustiadas, aos poucos, viravam lágrimas de alívio. De repente, ela sentiu que algo a cobria. Ele segurava um guarda-chuva vermelho com a mão livre. Enquanto seguia com ele pela rua movimentada, à espera que o semáforo ficasse verde para que pudessem seguir, ela ouviu as últimas palavras da canção que morria a soluços lentos no rádio. "Please don't forget who's taking you home/ And in whose arms you're gonna be/ Please darling, save the last dance for me". - Conto inspirado no kdrama Something in the Rain, disponível na Netflix
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| fonte: giphy |
Enquanto você dormia, o vento chorava. Os sussurros que ele emanava, em semitons compassados, podiam ser ouvidos a metros de distância. Era o lamento por não poder carregar mais sua doce voz naquele dia. Enquanto você dormia, a noite brilhava em tons de azul escuro. Sua imensidão escondia os espíritos travessos que espiam das estrelas, aqueles que estão sempre à procura de risadas soltas e beijos roubados. Naquela noite, as estrelas brilhavam diferente: se você fixasse o olhar bem para cima, em um ângulo de 180º, era possível encontrar as pontas soltas do céu aonde as estrelas haviam se descolado. Assim, o céu rescindia a pó de estrela descolada, um aroma metálico que lembrava o cheiro de conversas interessantes interrompidas por um olhar atravessado. Enquanto você dormia, tudo no quarto brincava de ciranda. O compasso era dado pelo abajur que acendia e apagava em 1/4 de potência. Os livros da estante trocavam de lugar, embaralhando a seção de biologia com a seção de história da moda, invertendo a manga de camisa com a manga dourada e suculenta da página seis. Shakespeare agora conversava com Jane Austen sobre a fórmula do amor, enquanto Machado registrava os comentários deles com arguta precisão. Naquela noite, o assunto não era o amor. Porventura, era, sim, a melhor estratégia de subvertê-lo em conversas afiadas e alguns tostões. Enquanto você dormia, Afrodite tomou sua decisão final. Tal qual a espuma que embalara suas primeiras horas de vida, a inconsistência de sua razão lhe proporcionava momentos de brilhantismo em certos dias. Naquele em específico, Afrodite decidira pelo amor paciente. Se Ares era o mais belo, sua beleza significava correntes em seus pés leves de dançarina marina. Nunca se veria livre de sua dualidade com o deus, porém, poderia controlar o que era a sua metade do acordo. Em seus pulsos adornados por belos pingentes de estrelas cadentes, ela segurava as rédeas de um coração que amava ternamente. Enquanto você dormia, fadas nasciam de encantos inocentes. O orvalho que surgiria pela manhã era formado pelas lágrimas de felicidade que vertiam de seus olhinhos recém-nascidos. Se a flor que fora beijada por uma delas cantava na escuridão noturna, era porque nunca na face da Terra outra flor fora tão amada em um espaço de tempo tão curto. Flores tinham vidas perenes e mais davam do que recebiam amor. Aquela flor era diferente, ela carregava em suas nervuras o beijo de uma fada recém-formada: era o beijo da Natureza em sua mais pura consciência. Enquanto você dormia, aquele que o amava se deu conta disso. Primeiro, um abismo. Um grande e profundo abismo que o convidava para um passeio pela invalidez de sua própria existência. Ele era quem era há segundos? Não, ele não era mais uno. Havia uma bifurcação em sua linha vital agora. Depois, uma certeza de que era o dono do mundo. Uma megalomania ignorada por sua perda de juízo recente. Por fim, a explosão. A explosão de sua identidade para sempre. Seu cérebro já não trabalhava mais para suprir suas necessidades particulares, ele se tornara completamente seu. Não dele, seu. Enquanto você dormia, um castelo de cartas se desfez. Uma batida repetida, um ... dois ... três ... quatro. A voz que de lá vinha era a personificação perfeita da Caixa de Pandora. Era como se você ouvisse o som de um enorme fio sendo enrolado. Um fio que compunha uma cama de gato em sua existência passada. O fio subia, descia, virava à esquerda, parava. Um nó precisava ser desfeito. Outro nó. Por baixo agora. E você podia ouvir o som do carretel enrolando, cuidadosamente enrolando, aquele fio que não era outro senão a sua apaixonada atenção. Uma flauta de Hamelin afinada na língua dos anjos. Quando a tesoura viesse para a cartada final, tudo desabaria. Enquanto você dormia, alguém teve o minuto mais feliz de sua vida. E outro alguém, o minuto mais triste. Mas, você não sabia disso, pois o tempo não passava para você. O mundo dos sonhos é atemporal, mergulhado em um poço de adrenalina letárgica que te engole até você se afogar e desejar não voltar mais à vida real. Afinal, o que é pior do que ver tudo turvo à viver uma vida turva? Enquanto você dormia, flocos de neve dançaram valsas sem violino para acompanhar. Aqueles que não tinham par, rejeitados socialmente na danceteria noturna, se aventuravam pela sua janela na tentativa de a convidar para festa. "Quem é a moça bonita que dorme com sorriso de infância de compota de jabuticaba?', se perguntavam. Vinte tentaram, mas falharam. O vigésimo primeiro surgiu com uma ideia inovadora. Transformou-se em granizo para ficar maior e mais forte, então não se sentiria mais sozinho. Tímido, convidou-a para a gélida dança do sereno. Então, você já não dormia mais.
Nesses meses em que fiquei fora da plataforma, muitas coisas positivas aconteceram com o la petite souris. Principalmente no Instagram, uma rede que fez com que meu cantinho pudesse atingir muitas outras pessoas por aí. Isso não é algo interessante? Como as redes sociais podem chegar aos lugares mais distantes e nos aproximar de pessoas que, talvez, nunca teríamos conhecido? Eu sempre fico um pouco assustada quando penso nisso. No potencial da Internet e na responsabilidade que todos nós assumimos ao postar algo nela. Ao mesmo tempo em que encontramos pessoas semelhantes a nós e nos sentimos acolhidos, também não podemos ser completamente nós mesmos, pois a persona que construímos nas redes sociais contém só o positivo dentro de nós. Já pensaram nisso? Vocês conseguem ser 100% vocês mesmos neste universo binário? E, ao mesmo tempo em que a Internet me assusta um pouco, ela também nunca foi tão sedutora para mim. De modo que eu consigo passar dias inteiros - e até semanas - sem sentir a necessidade de me conectar a ela. Bom, sendo sincera, essa é uma realidade irreal para mim, pois eu realmente preciso da Internet para estudar e trabalhar hoje em dia. Mas, se sei que não receberei nenhuma notícia relevante no dia (geralmente, aos finais de semana) e que posso desligar o celular, eu o faço. E, de verdade, é muito mais instigante conferir as redes sociais ao fim de um dia cheio de novas experiências do que conferi-la o dia inteiro às migalhas. Assim, sinto, cada dia mais, que sou uma garota offline (trocadilhos, hihi). Sim, eu continuo a pensar em conteúdos para o blog e para as redes sociais dele... Porém, eu não permito que essa parte da minha vida me controle. Afinal, eu fiz o blog para ser algo divertido para mim e não mais um problema. Quando eu entro nele, é para eu me divertir e não para sentir ansiedade. Quando produzo para ele é para falar das coisas mais ternas na minha vida e não para participar de trends aleatórias...É difícil perceber que essa minha escolha não permite que o blog cresça exponencialmente. A verdade é que não tenho tantos seguidores assim, ou seja, a minha frente de atuação é limitada a minha querida Bolha da Dríade. Isso não é ruim. Eu, sim, sou muito grata à todos vocês pelo carinho que têm por mim aqui e nas redes sociais (@bloglapetitesouris). Muito, muito obrigada. Porém, é claro que eu fico triste. Por mais que eu me esforce, não vai. Não vai. Mas, eu não desistirei. Porque o la petite souris é meu cantinho do contente. E nunca desistirei de levar um pouco dele para as pessoas, mesmo que não sejam para milhares delas, ou milhões. Só que eu precisava fazer esse desabafo. Há muito tempo, eu precisava dizer isso a vocês. Sim, eu sou uma garota offline que prioriza a vida ao ar livre, despite of (não sei qual palavra em português poderia resumir esse sentimento) minha vida online. Sempre foi assim e temo que sempre será. Porém, o meu amor pelo blog é tão grande que eu gostaria, de verdade, que ele atingisse mais pessoas. Eu continuarei tentando. E, por favor, não desista da gente! Au revoir.
O sorriso dele continha mil primaveras.
Era como se ela pudesse ouvir Bem-Te-Vis chilreando, em harmonia com as asas de borboletas etéreas em busca de néctar, apenas ao olhar para o rosto dele naquele momento. Enquanto as bochechas se abriam, como cortinas de um teatro, para mostrar as trinta e duas pérolas brilhantes que compunham seu sorriso; seus olhos se arqueavam em uma espremidela aconchegante.
Se o sorriso dele fosse uma cor, talvez as mais fluidas cores do Arco-Íris não fossem capazes de o definir por completo. Como a Primavera, o sorriso dele era uma lufada de vida.
E como definir a vida em meros reflexos do Sol?
Eu voltei. Foram quatro meses em que o blog ficou bloqueado para mim e já não tinha mais esperança de que, um dia, poderia voltar a escrever meus singelos contos e abrir meu coração para vocês. E, em uma breve visita que fiz na plataforma, depois de um longo dia de estudos e trabalhos, descobri que ela era a minha amiga novamente.De verdade, sinto que eu poderia explodir de alegria agora! :)Sim, eu voltei! Voltei, voltei, voltei! Quantas coisas eu gostaria de dizer a vocês, quanto em meu coração está guardado. Porém, farei isso aos pouquinhos para que a volta pro meu querido la petite souris seja o mais longa e terna o possível.Obrigada a todxs por não terem desistido do meu cantinho. Vocês são demais, mes amis. Ah, e por favor, visitem também as redes sociais do la petite souris! No Insta é @bloglapetitesouris e no YouTube é Bruna Diseró <3Beijos, beijos os mais açucarados possível! Obrigada, obrigada de coração.

Já faz alguns dias que estou me sentindo bem nostálgica. Ontem, eu fui procurar sobre a moda Lolita, uma J-Style que eu adorava quando era pré-adolescente, mas que fui deixando de acompanhar por conta da correria do dia a dia. Isso fez com que eu encontrasse alguns canais no YouTube sobre o tema, inclusive o Sussurro do Coração e acabei me encantando pela temática novamente.
Assiste vídeo daqui, assiste vídeo de lá, eu descobri que além de falar sobre a moda Lolita, a Ichigo (dona do blog e do canal) também era uma ativista da moda Fairy e produzia diversos conteúdos sobre esses seres mágicos. Vocês não poderiam adivinhar a minha cara de felicidade quando eu encontrei vídeos tão interessantes e fofos que ela fez sobre esse tema que está no meu coração também!
Um dos posts que mais me chamaram a atenção no blog dela (que leva o mesmo nome do canal) foi a tag do Pó de Fada. Achei ela tão fofinha que não pude deixar de responder a ela em meu jardim secreto também. Espero que vocês gostem do post de hoje e já deixem nos comentários o link para as respostas de vocês também, tá?
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1- Qual sua flor favorita?

Eu gosto de muitas flores e sempre fico muito contente em tê-las espalhadas pelo meu quarto, sejam frescas e cheias, sejam secando de ponta cabeça, ou mesmo prensadas no meu Caderno dos Sonhos. Mas, atualmente, a minha flor favorita é o Girassol. Sempre uso a versão de plástico dessa plantinha nas composições de fotos para o Instagram do blog, vocês perceberam?
2- Qual seu doce favorito?

Chocolate! Mas, pensando em doces mais "compostos", eu gosto muito de eclairs, pastel de Belém, torta de chocolate, torta holandesa, sorvete três camadas e o bom e velho doce de leite.
3-Qual (ou quais) é o seu Conto de Fadas favorito?
São tantos também, hihi. Mas, olha, eu gostei muito de um Conto de Fadas que li recentemente que se chama "A Fada do Mar", escrito por Marie Jeserich Timme, e que havia sido disponibilizado em PDF pela Editora Wish. Aliás, Editora Wish essa que é uma das minhas favoritas justamente por ser especializada em livros de fantasia/contos de fadas. Se você gosta dessa temática, assim como eu, recomendo que dê uma olhadinha no site deles. Tenho certeza de que não sairá de lá sem um livro.
4- Como seriam as suas asas caso você as tivesse? Descreva-as ou ilustre-as. (Tamanho, forma, cor...)

Eu sempre pensei em minhas asas como as asas da Rani, personagem do meu livro precioso chamado "A Terra do Nunca e o Segredo das Fadas". No livro, tem uma cena em que a Rani corta as próprias asas para conseguir realizar seu sonho, que é nadar junto com as sereias. Para ilustrar isso, o artista desenhou as asas de Rani no chão e a forma delas ficou guardada para sempre em minha memória: pontuda nas duas pontas, mas arredondada. Ela é translúcida, porém tem toques de azul e rosa mesclados ao longo das asas. O padrão delas lembra bastante conchas do mar e espirais, o que achava tão lindo na época que comecei a desenhar esses padrões em meus cadernos. Acho que adoraria ter asas assim.
5-Uma música para dançar na floresta a luz do luar
6-Como você espalha seu pó de fada (energia/sentimentos positivos) por aí?
Acho que o blog em sua coletividade (junto com as redes sociais e o YT) são o meu maior espaço para que eu possa falar sobre esse assunto. Eu fico tão feliz quando recebo o retorno de vocês por coisas que posto, e fico mais feliz ainda quando vocês me dizem que o blog pode ajudar de alguma forma para deixar o dia de vocês um pouco melhor. Porém, eu me esforço para fazer com que meu dia a dia seja mágico no sentido de magia que acredito: repleto de luz, positividade, empatia e gentileza. Não é uma tarefa fácil, às vezes, mas me orgulho das vezes em que sinto que pude ter um dia assim.
7- Cite 3 coisas que você é grato (a)
Eu sou grata pelo amor que recebo; eu sou grata pelas minhas conquistas (grandes e pequenas); eu sou grata pela natureza que me cerca e por conseguir valorizá-la a altura.
Pessoal, a Ichigo pediu que a tag tivesse indicações de compartilhamento para que o pó de fada se espalhasse mais e mais entre a população da Internet. Por isso, vou deixar sugestões de blogs amigos em que eu adoraria ver essa tag compartilhada. São eles:
- Uma Doce Melodia
- Twee
- Antique Faerie
- As Moscas na Janela
- Constelação 23
- Encantos Diários
- Poético Diário
E todos os queridos amigos que me seguem, sintam-se a vontade para responder à tag. E não deixem de me marcar para eu ver as respostas de vocês também, por favor.
Gostaram da tag? Beijos açucarados e au revoir.


Percebi que não estou fotografando tanto quanto gostaria, e poderia, durante esse período de pandemia. Estou produzindo para o Instagram, mas considero fotos mais institucionais do que uma expressão genuína do meu gosto por fotografias... Às vezes, produzimos por produzir.
Essas fotos aí de cima, algumas entraram para a produção das redes sociais do blog, outras não. Porém, gosto de todas e sou muito grata pelo momento em que as capturei. Espero que tenham gostado, hihi.
Uma pergunta: o que acham da super produção para o Instagram? Confesso que estou ficando um tanto quanto saturada, mas seguirei firme, pois sei que muitas pessoas gostam do que produzo. Por hoje é só isso mesmo, mes amis.
Au revoir.

Confesso que sou preconceituosa com músicas cantadas por grupos. Esse preconceito já me afastou de várias febras musicais durante a minha pré-adolescência, e também de algumas ondas de nostalgia que surgiram durante a minha juventude. Em meu extenso - e curto - catálogo musical não existiam nomes como One Direction, Backstreet Boys, RBD e Spice Girls... Também não existia BTS.
Na época, eu não dei muita bola. Eu fui ouvir DNA, mas, sem pesquisar a tradução da letra, o clipe passou por mim como uma produção bonita com uma dança legal, e só. O BTS se tornou apenas mais um artista pop para mim que eu gostaria de ouvir às vezes no carro. Porém, o ano de 2020 me trouxe diversas ressignificações e, junto com elas, Stay Gold.
O clipe de Stay Gold me deixou extasiada. O ambiente era tão lindo (ps: os cenários deles são reais, acreditam?) e o refrão me fisgou na hora, o que fez com que eu quisesse pesquisar a tradução da letra rapidinho... E qual não foi minha surpresa quando descobri que ela falava sobre tudo o que desejo passar com o blog: sermos sempre como ouro, positivos e alinhados com o verdadeiro eu mais bonito que possamos ter.
Porém, confesso que a minha saga pelo B.U (Bangtan Universe) aconteceu mesmo depois de eu ouvir o hino chamado Dynamite. Se você acessou o YouTube nos últimos dias, com certeza já deve ter assistido um pouquinho do clipe de Dynamite, afinal ele atingiu a incrível marca de mais de 200 milhões de visualizações desde o seu lançamento. A música dançante e com diversas referências à cultura pop mundial dos anos 90 arrebatou o coração de muitos que ainda não haviam se tornado fãs assim como o meu.
Faz três semanas que eu caí no buraco de minhoca do BTS. E, mes amis, eu preciso compartilhar todo o meu amor pelos meninos em todos os lugares em que passar, inclusive no blog, claro. Por isso, eu vou indicar os meus MVs preferidos dos meninos (inclusive alguns do meu bias Jin hihi) para que vocês arroxeiem o coraçãozinho de vocês também. Ah, e já deixem nos comentários qual é o seu bias hein?
(bias é o seu membro favorito do grupo. O meu é o Jin por muitas razões que posso compartilhar com vocês em outro post se quiserem)
1. Epiphany
2. Mic Drop
3. Blood, Sweat and Tears
4. Black Swan
5. Magic Shop
6. Idol
7. Awake
8. UGH!
Faixa bônus: Daechwita - Agust D (esse é o alter ego do Suga, um dos membros do BTS)
E aí, mes amis? Gostaram dos clipes (desculpa eu sou muito idosa já para conseguir incluir MV no meu vocabulário, hahaha)? Já tinham se arroxeado antes ou entraram na onda hallyu desde já?
Au revoir.
Esse conto foi baseado no projeto que a Aione, do blog Minha Vida Literária, está produzindo. Por favor, assim que terminar a ler o meu texto, vá até o cantinho dela para a prestigiar. Está bem?
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Eu te amei quando não sabia o que era amor.
Meus cabelos se encaracolavam na nuca e se enchiam nas pontas, dando a forma de um mini cogumelo para a minha pequena cabeça. Tudo em mim me escondia do mundo: o cabelo volumoso, os óculos de aro verde que me faziam parecer parte de um conjunto da Bossa Nova; o livro (não me lembro qual, mas talvez fosse Romeu e Julieta) que era folheado a cada segundo; a timidez, um muro intransponível que, olhando hoje, nunca me levaria até você.
Mas, e você? Lembro-me que caminhava ao lado de Don Juan com um sorriso despreocupado no rosto. A fama não precisava atingi-lo, muito menos o coração daquelas que dividiam consigo a sala de aula. Aliás, nem mesmo qualquer outro tipo de fama o atingia naquela época: diferente de mim, sempre requerida nos dias de prova, você podia desfrutar da anonimidade de um aluno mediano. Não que isso seja um defeito. Para mim, naquela época, era uma qualidade que eu nunca viria a saborear.
Eu lembro do seu sorriso. Até hoje, esse é o meu tipo de sorriso favorito (confesso que só pensei nisso agora. Acho que os psicólogos estão certos quando dizem que a infância marca muito a nossa construção de mundo): um blending perfeito de graça pueril e marotagem, quase sarcástica. Você sorria assim quando a cavalaria de Juan fazia um comentário qualquer durante a aula. E sorria assim para ela, a que nunca te veria como você queria que o visse naquele tempo. Porém, não posso ser injusta. Você também sorriu assim para mim uma única vez... A vez do bombom.
Como eu disse mais acima, eu te amei quando não sabia o que era amor. E, portanto, não era proficiente na arte de amar. Eu queria que você soubesse o que eu sentia, é claro. Mas, a menina que habita em mim era incapaz de escolher as palavras certas para compor uma frase coerente que te dissesse: eu gosto de você. Não sei se você sabe, mas as palavras são entidades com vida própria e independem de nós, humildes seres humanos, para viverem. Decerto, elas encontraram um jeito de resistirem e ultrapassarem a parede lodosa que me cercava na infância, chamada "timidez". Foram em busca de algo mais forte e corajoso: encontraram as atitudes. Um acordo foi velado no subconsciente... E no dia, eu pude dizer que gostava de você de alguma forma.
Foi o fatídico dia do bombom. Eu tinha um exemplar no bolso do moletom e esperava o momento certo para o colocar em sua carteira. Era para ser um presente anônimo, como a sua presença neste relato. Mas, os amigos são péssimos às vezes. E o anonimato se deflagrou em mil olhares e centenas de risadinhas constrangedoras quando o anjo da mortificação anunciou: "ela tem um presente pra você!" em alto e bom som no meio da sala de aula. Juro, caro anônimo, que eu não poderia ter ultrapassado o vermelho das maçãs de Éden de forma mais eficaz do que naquele dia. Mas, depois do fundo do poço, você só pode olhar para cima... E quando olhei, a luz que emanava da superfície era aquele seu sorriso pronto para me agradecer.
Se eu desconfiava que você sabia que eu te amava, naquele dia, e para o resto dos outros dias nos quais dividimos a sala de aula, era certeza. Ao contrário do que eu esperava, você passou a olhar para mim desde aquele dia: não mais como a menina que poderia te ajudar em momentos de desespero cognitivo, mas como a única que te enxergava diferente no meio das outras trinta e tantas pessoas que habitavam o mesmo colégio do pretérito imperfeito. Você passou a corar a me ver, caro anônimo. Você, a Lua que conseguiu conquistar a Terra, mesmo tão próxima ao Sol.
Mas, eu não dei os motivos pelos quais eu amava você naquela época. Além de seu sorriso, a gentileza que tinha ao lidar com seus amigos e, principalmente, com os estranhos me encantava. Os seus cabelos encaracolados também: mais um ponto para você, por definir padrões intrínsecos às veias e artérias do meu miocárdio que se estenderiam até os dias de hoje. Entretanto, se você me pedir mais motivos pelos quais eu gostava de você, peço perdão por não atender aos seus anseios. Eu era apenas uma criança: eu também amaria você por motivos bem menos subjetivos como se você me trouxesse um chocolate por dia, todos os dias da semana.
Não fique triste, caro anônimo. Você foi realmente importante para mim: o que os sentimentalistas e roteiristas de comédia romântica barata para televisão chamam de "primeiro amor". Você fez meu coração pulsar em um ritmo diferente do que eu estava acostumada; você me fez chorar lágrimas amargas também quando percebi que não corresponderia aos meus sentimentos por você; e me fez cantarolar no banho por uma semana quando deu o ar da graça em minha festa de aniversário de onze anos. Por todos esses momentos, obrigada, caro anônimo.
Mas, sabe, você se cristalizou no tempo. Você se tornou um daqueles personagens de livro que a gente pensa que conhece bem, e que vai amar para sempre apenas porque fez parte de nossa infância, mas que quando os revisitamos, se tornam simples demais as nossas mentalidades adultas. Você se tornou o Mickey na minha extensa biblioteca de memórias e recordações. Por isso, caro anônimo, não se preocupe em me aceitar no Facebook como amiga. Aquela tímida garota dos óculos verdes já não existe mais.
Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico. Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas. O hobby se transforma em paixão e ela logo começa a operar sua magia adicionando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor. A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.
Romance (chick-lit) // 358 páginas // Arqueiro // nota: 4/5
Esse é o segundo livro que leio da autora e já posso dizer que, definitivamente, a Jenny conquistou meu coração de leitora! Sua escrita leve, fluida e divertida é um alívio nesses tempos difíceis, além de ela sempre me proporcionar viagens cheias de riqueza pelas cidades britânicas. O que eu adoro, claro!
Neste livro, acompanhamos a jornada de Polly em uma nova cidade localizada na costa britânica e que tem marés tão altas que inundam as saídas de lá por horas a fio. Polly se mudou pra lá depois de falir e ter seu relacionamento com o namorado e sócio rompido pelas dificuldades da situação.
Mas, sem querer ficar se lamentando, parada em um cantinho escuro, ela decide começar a fazer pães pros vizinhos e o negócio sai tão bem que expande rapidamente. Mas, será que a nova vida de Polly vai ser mais positiva do que a que tinha antes?
Como eu disse mais pra cima, o livro é um aconchego. A protagonista foi uma fonte de inspiração pra mim, sempre tentando se superar e seguir em frente. Mas, o livro traz também boas doses de humor nas figuras dos melhores amigos de Polly, com direito a um casamento inspirado em Star Wars lá pro final.
A edição da Arqueiro tá um chuchu. Minha parte favorita são as receitas de panificação originais no apêndice. Assim que eu fizer uma delas, trago aqui pra vocês verem como ficou! Mas, mesmo com tantos pontos positivos, achei a leitura um pouco arrastada no meio e os momentos que eram pra ser super tristes, não tiveram a força que eu esperava. Mesmo assim, é um livro ótimo para relaxar enquanto comemos uma deliciosa fatia de torta de chocolate, sabe? Haha.
E você, já leu o livro? O que achou? Beijos açucarados e au revoir.
Bonjour, mes amis. Ça va?
A última vez em que dei as caras por aqui, compartilhei o mais novo vídeo do canal do blog: a tag The Happy List Book Tag. Mas, desde então, acabou que eu tive alguns problemas em postar na plataforma do blogger e não conseguia salvar as postagens em texto por aqui. Peço desculpas por ficar tantos dias sem postar :(
E nesse meio tempo, acabou que eu me dediquei com muito afinco ao canal do blog. Por isso, quero compartilhar hoje com vocês um mini update de tudo o que postei por lá nesse ínterim sem blogger. Vamos lá?
1. Vamos conversar sobre o Jogo do Contente do livro Pollyanna?: neste vídeo, eu conversei com vocês sobre a possibilidade concreta de jogarmos o jogo do contente ainda nos dias de hoje. Você acha que é possível? Eu acredito que sim e te dou os motivos :)
2. As lições de Good Witch para o nosso dia a dia: essa série da Hallmark conquistou meu coração há um tempinho... E no vídeo aí debaixo eu faço a resenha dela, e explico os motivos de a magia estar em qualquer lugar!
3. Playlist do Contente: tem músicas de Harry Styles, BTS, The Gothard Sisters, Mika e muito mais! Esse vídeo é ideal se você está passando por uma fase super musical, assim como eu estou passando agora.
Lembrando que amanhã sai vídeo novo lá no canal do blog. Sempre posto às 7h da manhã! Conto com a visita de vocês nessa linda extensão do meu jardim secreto, ok? E não esqueça de curtir os vídeos, comentar, se inscrever no canal e ativar o sininho, por favor.
Beijos açucarados e au revoir.
Depois de muitos dias em que fiquei extremamente triste...
- (dias azuis como o céu de Brigadeiro) -
pedi ajuda aos amigos que compartilham comigo este universo em bytes.
Foi aí que uma amiga poetisa, tão querida, me revelou um segredo:
"troque o novo pelo antigo"...
Uma frase de Esfígie, uma solução descoberta.
O blog voltou como num passe de mágica. Olá novamente.
O vídeo da quarta-feira passada no canal do YouTube do blog foi as minhas respostas para a The Happy List Book Tag, uma tag literária criada pela Melina Souza - dona do blog Tea with Mel - e que, acredito, é a tag perfeita para a vibe do canal.
Vem conferir as minhas resposta e já se inscreva, ative o sininho e comente por lá também.
Beijos açucarados e au revoir.
Sentada no sofá.
Cheiro de pinho e café no ar incandescente.
Suspense em notas a la Hitchcock.
Um sorriso refletido no caco de um espelho quebrado.
A reflexão de mil sorrisos em mil olhares de mil espaços siderais.
Ele refletia também um pedaço solto de tule rosa.
Sonhos inspirados em Tchaikowsky.
Uma tarde cinza de inverno despontava lá fora.
Olá, mes amis. Como vocês estão? Espero que estejam todos bem, corajosos e fortes!
Por aqui, eu estou muito contente, pois estou dando vazão aos meus projetos pessoais para o blog e, além disso, hoje mesmo comecei a fazer parte de um clube do livro, algo que sempre quis fazer. Legal, né? Ah, e lá pelo YouTube do blog também tem novidades com a estreia do segundo vídeo.
O tema? Psicologia Positiva! Vai lá conferir mais sobre o que eu falei e não esquece de já deixar seu curtir, se inscrever no canal e ativar o sininho para receber as notificações, ok?
Acho que por hoje é só. Beijos açucarados e au revoir.
ps: eu também estou maratonando "Rei Eterno" e "O que há de errado com a Secretária Kim", e tô triste por eles estarem se aproximando do final. E eu também assisti ontem a "Grande Gatsby", filme que não foi nada do que eu esperava, mas que me conquistou da mesma forma, e me fez relembrar o quanto é gostoso ouvir a uma aula de literatura, haha.
Na parede branca de mármore, havia um botão piscando em vermelho. Acima dele, uma seta indicava o caminho do teto, gigante em abóboda, feito de vidro, seguro por estruturas de ferro pintados de preto. Mal-pintados. A cor prateada do ferro original já era visível através de grandes lascas de tinta perdida.
O outro adorno do botão, mais uma seta, indicava o caminho do chão. Ele era feito do mesmo material das paredes que sustentavam o botão. Mármore branco, ostensivo, predatório. Não havia nenhuma mácula no chão em que ela pisava... Seus cabelos presos em um coque apertado não tinham mais a capacidade de desflorar-se no chão, lançando pequenas esporas feitas de queratina. Os seus sapatos também não tinham deixado nenhuma pegada: sua presença ali, como talvez as de várias outras pessoas que chegaram naquele lugar, não era marcada no tempo.
O botão acionava um elevador.
Assim que ela se aproximou da portinhola que o guardava, o elevador abriu-se automaticamente, revelando-lhe um interior tão branco quanto a sala em que estava.
Ela entrou.
O elevador não tinha música ambiente. Apenas o som das engrenagens que o levavam para cima, para cima, para cima. Ainda sim, para cima. O elevador parecia que percorria o espaço entre o céu e a terra. Ficaria ele nas costas do gigante Atlas? A extensão do caminho lhe parecia que sim, mas sabia que era um pensamento absurdo. Chegaria ao destino pretendido - qual era mesmo? - há tempo. Porém, o elevador não parava de a conduzir para cima, para cima, para cima.
De repente, assim como ele surgiu em sua visão, o elevador parou. As portas se abriram e ela se viu dentro de um corredor.
Lá não haviam paredes. Era apenas o chão, de assoalho cinza, e grades de contenção feitas do mesmo ferro que cobria o teto abobadado da primeira estação. A ela, parecia que estava em lugar completamente diferente: tinha a sensação de estar em um hospital abandonado. Um manicômio.
A sua frente, despontava outro botão, outra luz vermelha. Mais um elevador.
Ela sabia que tinha que entrar nele. Entrou.
O elevador era igual ao outro. Mas, uma coisa nele era diferente, não só do outro elevador, quanto de todos os elevadores nos quais ela já tinha viajado. Ao invés de levá-la para cima, ou para baixo, ele a conduziu para as laterais. Assim, ela foi para a esquerda, o peso de seu corpo não conseguindo a sustentar de pé como em um elevador normal. O empuxo a empurrou também para a esquerda, aonde percebeu que pairava uma cordinha de couro no ar a fim de que ela se segurasse durante o trajeto, o que ela fez.
Dessa vez, a viagem durou menos tempo. Em contagem de raio (um, mississipi; dois, mississipi), ela calculou uma distância de dois minutos. O elevador se abriu, ela saiu e estava em uma antessala comum de escritórios multinacionais.
A situação se repetiu. Mas, dessa vez, ela desceu.
A situação se repetiu. Mas, dessa vez, ela subiu.
A situação se repetiu. Mas, dessa vez, ela foi para o lado direito, acompanhada por um homem rechonchudo e de óculos, que olhava para uma pasta abarrotada de papéis de carta dos anos 1990.
E, a situação se repetiu, se repetiu, se repetiu. Exaustivamente, ela entrava em um elevador, viajava por alguns minutos, saía e se via em uma antessala, corredor, sala, espaço aberto, o qual guardava outro elevador para um novo trajeto.
Se via alguém, ela perguntava a pessoa aonde estavam indo. Mas, assim como ela, ninguém conseguia lhe responder o que estava acontecendo. Para que tantos elevadores? Para que, se eles não levavam a lugar algum?
Tinha vezes em que ela nem saía do elevador. Ela só trocava de um elevador para outro, como em uma estação de metrô. Às vezes, os elevadores eram feitos de vidro, que a permitiam ver o lado de fora: um lugar coberto de vegetação e prédios, que não a confortavam sobremaneira, mesmo que se parecesse tanto com a sua cidade natal.
Os elevadores eram infinitos. O espaço que ela percorria com eles também.
Porém, quando chegou o momento de entrar em mais um daqueles elevadores brancos, como os do início de sua viagem, ela sentiu que sua mente a puxava de volta, com força, para algum lugar. Parecia um elástico estendido que retornava ao seu ponto de partida... E então, ela abriu os olhos.
O sol lançava pequenos raios através dos espaços descobertos da janela. Era o início de um novo dia.
















