Dias chuvosos, plim, plim. Dias para responder a tags, sim, sim. Eu li essa tag no blog da Gabriela e decidi encarar um exercício de memória hoje. Espero que as nuvens cinzentas que apostam corrida do outro lado da minha janela não venham até aqui anuviar os meus pensamentos. Coragem, Bruna. Cala-te Bruno (o quanto eu fiquei triste pela Pixar ter escolhido esse nome para personalizar o medo em Luca, meu santo Loki...)! Mas, vamos lá :) 10 anos atrás - 2011, tinha 13 anos e estava no ensino fundamental. - Lia a creepy pastas (histórias de terror online) nas aulas de informática com as minhas amigas. - Colecionava revistas Atrevidinha e entrava no site da Capricho para sonhar com as festas de debutante que eles publicavam por lá. - Se não me engano, foi neste ano que adaptei o roteiro de Cyrano de Bergerac para uma peça da escola. 5 anos atrás - 2016, tinha 18 anos e estava no cursinho pré-vestibular. - Achei que seria o pior ano da minha vida, mas foi o ano em que mais aprendi de verdade sobre tudo. - Comecei a me dedicar a tirar fotos bonitas para o Instagram. - Percebi que ler romances não era tão ruim assim. - Fiz uma lista dos meus sonhos da vida, porém, até hoje não cumpri um terço dela. 2 anos atrás - 2019, 21 anos e estava na faculdade. - O ano mais agitado que tive até agora, pois comecei a estagiar. - Comprei meus primeiros vestidos da Antix e, com isso, realizei um sonho. - Lia muito e escrevia muito no blog. - Fiz os meus primeiros vídeos jornalísticos e percebi que tinha ansiedade frente às câmeras. 1 ano atrás - 2020, 22 anos, faculdade em plena pandemia. - Passei meu aniversário com os amigos da faculdade, uma experiência única. - Fiz vários cursos online. - Virei a doida dos doramas e maratonei vários na Netflix. - Descobri o BTS e virei fã em menos de dois meses. - Bordei em quadros. Neste ano - 2021, 23 anos. - Mais um livro favorito da vida adicionado à lista: Kafka a beira-mar, de Haruki Murakami. - Cortei o cabelo depois de testar vários penteados que sempre quis fazer. - Voltei a minha fase rockeira glam. 1 mês atrás - Assisti ao duo melodramático Something in the Rain e Uma Noite de Primavera na Netflix. - Desenhei com giz de cera um lago com patinhos muito fofo. - Voltei a estudar inglês. - Início do projeto Radio 98 com uma das minhas melhores amigas. - Me apaixonei por uma voz. Ontem - Assisti a 100 days my prince na Netflix. - Terminei de ler Kafka à beira-mar. - Sorri com o fato do Taehyung ser fã de Arctic Monkeys, ou seja, meus dois universos musicais se chocando de forma linda. - Fiquei surpresa com a mudança de ares do Ed Sheeran em seu novo clipe. Hoje - Respondi a uma tag no blog. - Dia de assistir a uma animação nostálgica no Disney Plus. - Feijoada, feijoada, uh hu. No próximo fim de semana - Estarei lendo Suicidas, do Raphael Montes. - Ainda mais surpresa com a criatividade da série do Loki (?)
Voltei com uma tag, pois as tags estão salvando a minha crise de bloqueio criativo nos últimos tempos. Tags são legais de serem respondidas em dias tristes também... Mas, vamos a tag. Ela foi criada pela Liz e achei a proposta tão interessante que logo abri a minha janelinha do Blogger para a responder: ela consiste em separar músicas marcantes da nossa vida a cada cinco anos, começando lá quando nós éramos pequeninas, até os dias de hoje (aos meus vinte e três anos). Vou tentar lembrar de todas! Então, bora lá? ----------- 0 - 5 anos Dessa época, eu lembro de três grupos que me faziam dançar e colocar o CD para repetir a manhã inteira na sala: Rouge, Furacão 2000 e Falamansa. Sim, o meu gosto era bastante peculiar e bem brasileirinho. Pergunto-me quando as músicas estadunidenses surgiram na minha vida... hihi. Eu entendia o que as letras do Furacão 2000 diziam? Claro que não! Mas, eu adorava a dancinha do "vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim" e a repetia na sala de casa sem nenhum julgamento. E aguardava pelo dia em que encontraria o meu amor na janela, assim como a música dos meninos do Falamansa prometia. 6 - 11 anos
Ah, essa foi a época em que comecei a ouvir músicas estrangeiras... E também foi a época em que eu era a fã maluca de High School Musical na minha sala de aula! Confesso que esse período foi recheado de amores musicais e descobertas: ao mesmo tempo que ouvia Rihanna e Usher no rádio do carro, começava a pesquisar mais músicas do Green Day. Como eu fazia isso em uma época de internet discada que eu podia acessar só aos finais de semana, e ainda o YouTube funcionava à manivela mesmo assim? Não sei... Mistérios da persistência infantil que não me lembrarei jamais... 12 - 17 anos
Ok, se, aos 11 anos, eu estava me descobrindo musicalmente; ao longo dos cinco anos da minha adolescência, eu tinha a plena certeza de que o meu gosto musical não mudaria mais. Eu estava muito enganada, porém, só a minha juventude na pandemia me mostraria isso... Por enquanto, atentemo-nos ao que a Bruna adolescente gostava de ouvir. Foi a época em que eu pesquisava no Vagalume por bandas indie que encorpasse a minha paixão por Arctic Monkeys. Então, eu descobri Foster the People e The Lumineers. Foi a época em que eu fixei o meu primeiro ídolo musical, que eu tenho até hoje no meu coração, o Mika... E me achava diferentona por gostar de Alexander Rybak, um cantor norueguês supimpa, diga-se de passagem. Eu comecei a coletar as minhas preciosidades vintage como The Smiths, Elton John, Guns and Roses, David Bowie... E ouvia escondida ao boom do Luan Santana e do Restart no Brasil. Se você perguntasse à Bruna dessa época o que ela achava de Justin Bieber e One Direction, ela te fuzilaria com o olhar... Mas, se você perguntar a Bruna de hoje, ela os tem na playlist sem ressalvas, hahaha. 18 - 23 anos
Oh, oh, os meus anos dourados da música... Nunca soube tanto sobre ela e tive a playlist expandida para tantos gêneros diferentes como a minha fase jovem-adulta. De verdade, hoje em dia, eu pesquiso sobre prêmios de música, assisto aos festivais, acompanho os rankings de streaming... Estou me sentindo toda sabichona, hihi. Hm, sobre o que ouço atualmente, diria que é um pouco de tudo: sim, estou tendo a minha fase de army doida pelo BTS, porém, consigo visualizar os outros artistas também. Aurora, Harry Styles, IU, Maneskin, Jannabi, Jão... São esses os artistas que compõem a minha playlist de 2021. -------- Acho que é isso, mes amis. Fiquei muito feliz de fazer essa viagem musical por mim mesma, então, adoraria saber a viagem de vocês também. Fiquem à vontade para comentar quais são as suas músicas preferidas atualmente! E, muito obrigada, Liz, pela tag tão especial que aqueceu um pouquinho o meu dia nublado :) Beijos açucarados e au revoir.
Esse conto foi baseado no projeto que a Aione, do blog Minha Vida Literária, está produzindo. Por favor, assim que terminar a ler o meu texto, vá até o cantinho dela para a prestigiar. Está bem?
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Você apareceu como risos ao vento. Infelizmente, ainda não consegui discernir se você era o Timão ou o Pumba na relação que estabelecia com aquele a quem chamava de "melhor amigo". Unha e carne, carne e unha, os dois foram se aproximando do pequeno círculo de amigos que estava desenvolvendo a duras penas e me adotaram junto com ele. Eu te digo, caro anônimo, que quando, enfim, pude chamá-lo assim também - amigo - as nuvens sólidas em que pisava com meus pés sonhadores se dissolveram em felicidade gasosa e me fizeram flutuar. Por três anos, eu flutuei ao seu lado.
As suas piadas eram ruins. Hoje em dia, sinto a liberdade de lhe falar isso. Piadas de adolescente nerd que queria parecer descolado, piadas que poderiam estar em um show de stand-up qualquer. Eu ria, todos ríamos: você ficava feliz. Era isso. Mas, eu posso te elencar muitas coisas que não eram ruins em sua personalidade, cujas quais eu observava calada, enquanto tentava disfarçadamente potencializar. A sua extroversão, por exemplo, era admirável: todos te conheciam e ninguém tinha algo ruim para falar de você. A forma como você tentava deixar os seus amigos sempre felizes também era admirável... E a sua voz - tão bela, tão articulada - ainda ecoa pela minha mente quando me lembro de você.
Caro anônimo, você se encaixou nos padrões formados pelo meu subconsciente infantil, lá na época do meu primeiro amor, à primeira vista. Porém - eureka! - você também formou novos que eu tomaria como inspiração para a construção dos meus mocinhos de romance em RPG: se o amor de Coralina se realizou em uma peça de teatro, era porque este era o meu sonho também. Talvez, eu não devesse ter mentido para você dizendo que eu jogava RPG naquela época, pois, hoje em dia eu jogo, mas eu já não tenho mais você.
Se você me perguntasse, porém, o porquê de eu ter gostado de você, - naquela época em que o que mais importava para mim eram os livros e as provas pré-vestibulares - eu te diria que foi porque você sempre representou para mim tudo aquilo que eu queria ser, ao mesmo tempo que era tudo aquilo que eu queria curar. O seu sorriso significava mais para mim, porque eu sabia que ele era mais profundo do que você queria mostrar. A sua felicidade contagiante era uma vírgula de dúvida indecorosa em meu oceano amigo.
Parando para pensar, acho que eu realmente te amei. Porque, mesmo quando surgiu, na nossa sala, um anti-herói marviano, com as suas ideias revolucionárias e seus tênis Nike, disputando a atenção do meu consciente; todas as vezes que você se aproximava de mim, eu sentia um panapaná multicolorido abrindo asas em meu estômago e um quentinho em meu coração que se espalhava em tons carmim pela minha face tímida. Essa sensação não poderia ser explicada pela lógica; bom, talvez pudesse ser com uma música do Legião Urbana... Mas, eu não tive tempo: todo o tempo do show foi roubado, com um único fôlego, por você. Como eu poderia imaginar que, enfim, você encontraria coragem para cantar Faroeste Caboclo?
Caro anônimo, não se preocupe. Você já apareceu por aqui em outros contos. Não estou te expondo demais neste, pode ter certeza. Quer ver? "O ator terminou mais um espetáculo. Acredita na frase de Shakespeare. Ou será que acredita na releitura da mesma ideia feita por Charles Chaplin? Os seus modos tragicômicos aproximam-lhe de Carlitos, parte da festa com diversos trejeitos de seus companheiros que usará nas suas próximas apresentações". Você é este ator; e a sua personalidade sempre foi uma das coisas mais intrigantes da minha adolescência. Afinal, você era o protagonista dos livros de aventura e dos filmes de super herói que eu tanto admirava ali, materializado bem na minha frente. Me chamando pelo meu nome. E eu chamava pelo seu, em tom de brincadeira, numa referência aos shows infantis da televisão brasileira de décadas atrás.
Neste dia que destaquei no conto, nós nos encontramos pela primeira vez depois de os rumos da vida adulta terem nos jogado para caminhos completamente diferentes. Era uma noite fria, era um lugar desconhecido, e nós éramos parte do passado de uma pessoa em comum. Naquela noite, nós nos tornamos iguais. Contudo, bastou um sorriso seu direcionado para mim para que as borboletas da adolescência voltassem a flutuar pelo meu estômago. Naquela noite, nós nos tornamos iguais. Porém, caro anônimo, mesmo sentindo as mesmas sensações por você - veja bem, meu coração acelerou apenas por ver você chegar! - eu tinha me tornado outra. Era a versão madura, confiante e extrovertida de mim mesma que vivia naquela noite: e você notou isso. A quantidade de sorrisos e menções que você fez naquele dia superaram as que você fez ao longo de três anos inteiros.
Ah, caro anônimo, você deveria ter acreditado quando te contaram que eu estava afim de você nos primeiros anos da nossa amizade. Eu realmente estava... E eu poderia ter te ajudado a perceber o quão incrível você era e o quanto você merecia o meu amor. Porque tudo isso era verdade. Mas, não nos desanimemos: se a nossa história não deu um livro Young Adult, ela ficaria bem em uma de suas esquetes de humor.
Eu encontrei esta tag no blog da Liz's e fiquei encantada: primeiro, porque eu adoro responder a tags; segundo, porque já faz um tempinho que não atualizo os meus gostos pessoais por aqui, então, senti que seria uma excelente oportunidade para fazê-lo. Espero que gostem! As regras são: responder às perguntas com imagens ou texto (nos 4 livros, pode ser mangá ou HQ; e nos 4 filmes, pode incluir séries ou reality shows) e repassar a tag para outras pessoas. Já deixo marcadas: Larissa, do As Moscas na Janela; Bia , do Antique Faerie; e Mel, do Twee. Vamos lá?
1. Série Percy Jackson - Rick Riordan
2. Uma Constelação de Fenômenos Vitais - Anthony Marra
3. Livre para Recomeçar - Paola Aleksandra. 4. E não sobrou nenhum - Agatha Christie 4 peças do guarda-roupa para me conhecer 1. Vestidos 2. Saias midi 3. Camisetas estampadas cultura Pop
4. Meias-calças coloridas + Eu vou acrescentar perguntas referentes a música, porque é um dos meus hobbies preferidos hoje em dia!
2. Fly to my Room - BTS
3. Staring at the Sun - Mika
4. Bbibbi - IU
Acho que a tag valeu já pela parte dos memes, algo que eu nunca compartilhei com vocês aqui, hihi. Diz pra mim: quais são os seus 4x4?
Sim, eu reuni toda a coragem que existia em minha alma de escritora para produzir o meu primeiro conto especial em PDF para vocês. Este é o resumo de uma história que sempre martelou em meu coração pedindo para ser escrita. Os nomes das personagens vieram depois, de uma forma completamente espontânea, quase como se eles tivessem os sussurrado em meu ouvido. Neste singelo conto, vocês acompanharão o instante em que um ator se apaixona por uma espectadora da plateia, uma flechada de Eros em meio ao aroma de pipoca caramelizada e holofotes amarelos. Como eu disse, esta é uma história que sempre desejei escrever. Sinto que poderia fazer um romance inteiro apenas com a premissa que ela me oferece: porém, nesta época da minha vida em que tenho pouquíssimo tempo para me dedicar completamente a ela, decidi enxugá-la em um conto que desejo com todo o meu coração que vocês gostem. O romance de Colin e Coralina apenas se inicia e deixa, no final, a expectativa para novas criações e aprofundamentos. Se assim vocês desejarem, os trarei em breve. O link para o PDF do conto é este: https://bityli.com/ngM9p . Se preferir, me envie um e-mail para bubslovegood@gmail.com que mando o PDF do conto para você! Obrigada por se engajar na história de Colin e Coralina: eu desejo que Eros seja gentil com você assim como foi com os dois. :)
Há uma tradição coreana que diz que para cada dia do ano, existe uma flor específica. Ela é conhecida como birth flower, porque, naturalmente, as pessoas relacionam as flores do dia a sua data de aniversário. Para os coreanos, o dia em que você nasce e o seu nome são importantíssimos para determinar o seu destino. É por isso que eles evitam nomes com mais de três sílabas, por exemplo, ou até mesmo trocam de nome quando se tornam artistas. Com a sua data de nascimento é a mesma coisa. E, como as flores são muito importantes para este país também - cuja flor nacional é o hibisco - os seus significados são associados por especialistas a cada dia e mês do ano. Eu descobri essa tradição fofa assistindo a um vídeo no YouTube sobre os significados por trás das tatuagens do JungKook, um dos membros do BTS. Isso porque o JK tatuou a flor do seu aniversário, um lírio-tigre, em seu braço, quando tirou as famigeradas férias que proporcionaram a seu corpinho essa e muitas outras tatuagens mais. Para quem não sabe, tatuagens ainda são bastante mal vistas no país e muitos programas pedem para que JK as esconda para não "chocar" a audiência. Enfim... Quando eu assisti ao vídeo e vi o significado da tatuagem de lírio dele, fui logo procurar no Google sites que me dissessem qual era a minha flor! A pesquisa foi bem tranquila e basta vocês digitarem "korean birth flower" na caixinha que os resultados já vem. Se você não sabe inglês e nem coreano, dá para mudar a configuração do Google para "português" que a ferramenta já traduz a página imediatamente. Daí, é só procurar pelo dia e pelo mês do seu aniversário! E, depois, pela foto das flores, porque olha, mesmo eu gostando muito delas, não sou boa de associar a plantinha ao nome não! Hahahaha. Ah, mas não contei qual é a flor do meu aniversário, né? Música de suspense, tambores, tchananam... É a margarida branca! Eu faço aniversário no dia 06.03 e, segundo o blog em que pesquisei e o qual achei confiável, é a margarida a flor que me representa. Uma coisa bem legal é que o site também traz o significado de cada uma das flores. E, para a margarida branca do meu aniversário, o significado é este aqui: "alegria e atividade". Vocês acham que eu sou assim, alegre e bastante ativa? Hihihi. Eu, particularmente, adorei o resultado e já compartilhei com todas as minhas amigas as flores delas também. E você, sabe qual é a sua flor? Me conta nos comentários qual ela é o seu significado! Por hoje é só, mes amis. Peço desculpas pelo layout dos textos estar bagunçado, mas só consigo postar texto se ele estiver assim... Vamos ver se consigo arruma o blogger para que os posts saiam melhor. Beijos açucarados e au revoir.A água refletia em tons de vermelho. Ao longe, o rádio de um estabelecimento qualquer ampliava uma voz melodiosa que bradava o outono. "Cause after all he's just a man..." As luzes acesas da rua eram amareladas, assim como o sorriso que ela lançava para o restaurante do qual saía. Um homem a olhava de dentro com um misto de felicidade contida e ciúme doentio. Ele acenou para ela, clamando para que o esperasse só por um minuto. O ar rescindia a terra molhada e castanhas caramelizadas. Os pés dela, envoltos por uma bota cor de musgo, começaram a ficar encharcados pela água de chuva que se acumulava, em poças luminosas, pela calçada. Se alguém a olhasse naquele momento, talvez, ficaria em dúvida se o que escorria pelo seu rosto pálido era a água que caía do céu ou a que saía de seus olhos. Um casal passou ao seu lado dando risadinhas. O sino de entrada do restaurante tiniu. O homem a segurou pelo pulso. Ela olhou para cima, seus olhos tristes refletindo a súplica vazia que ele fazia a ela. O homem elevou o tom de voz, tons roucos de fragilidade que ela não compreendia mais. Porém, ele não largava o seu pulso. Três vezes o semáforo da avenida permitiu a passagem de pedestres. O rádio já tocava outra coisa, uma balada que a lembrava dos filmes de John Hughes que costumava assistir com a melhor amiga. Ela tentava se concentrar no que o cantor falava para se desconectar do pedido que o rapaz fazia: voltar o namoro dos dois não era uma opção. Relembrando a cena, ela não conseguiria dizer quando tudo se transformou. Em um momento, ela sentia seu braço queimar de dor e os ouvidos estalarem por causa dos gritos que o homem dava, o rosto ficar quente pelos olhares ansiosos que sentia virem de alguns transeuntes. Em outro, ela era abraçada de forma carinhosa por alguém que cheirava a café, tinta-nanquim e felicidade. Sem saber como reagir, ela olhou para cima. Lá estava ele, seu sorriso espaçoso que fazia com que seus olhos virassem apenas dois riscos, abraçando-a como se ela fosse o objeto mais precioso do mundo. As suas lágrimas angustiadas, aos poucos, viravam lágrimas de alívio. De repente, ela sentiu que algo a cobria. Ele segurava um guarda-chuva vermelho com a mão livre. Enquanto seguia com ele pela rua movimentada, à espera que o semáforo ficasse verde para que pudessem seguir, ela ouviu as últimas palavras da canção que morria a soluços lentos no rádio. "Please don't forget who's taking you home/ And in whose arms you're gonna be/ Please darling, save the last dance for me". - Conto inspirado no kdrama Something in the Rain, disponível na Netflix
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Enquanto você dormia, o vento chorava. Os sussurros que ele emanava, em semitons compassados, podiam ser ouvidos a metros de distância. Era o lamento por não poder carregar mais sua doce voz naquele dia. Enquanto você dormia, a noite brilhava em tons de azul escuro. Sua imensidão escondia os espíritos travessos que espiam das estrelas, aqueles que estão sempre à procura de risadas soltas e beijos roubados. Naquela noite, as estrelas brilhavam diferente: se você fixasse o olhar bem para cima, em um ângulo de 180º, era possível encontrar as pontas soltas do céu aonde as estrelas haviam se descolado. Assim, o céu rescindia a pó de estrela descolada, um aroma metálico que lembrava o cheiro de conversas interessantes interrompidas por um olhar atravessado. Enquanto você dormia, tudo no quarto brincava de ciranda. O compasso era dado pelo abajur que acendia e apagava em 1/4 de potência. Os livros da estante trocavam de lugar, embaralhando a seção de biologia com a seção de história da moda, invertendo a manga de camisa com a manga dourada e suculenta da página seis. Shakespeare agora conversava com Jane Austen sobre a fórmula do amor, enquanto Machado registrava os comentários deles com arguta precisão. Naquela noite, o assunto não era o amor. Porventura, era, sim, a melhor estratégia de subvertê-lo em conversas afiadas e alguns tostões. Enquanto você dormia, Afrodite tomou sua decisão final. Tal qual a espuma que embalara suas primeiras horas de vida, a inconsistência de sua razão lhe proporcionava momentos de brilhantismo em certos dias. Naquele em específico, Afrodite decidira pelo amor paciente. Se Ares era o mais belo, sua beleza significava correntes em seus pés leves de dançarina marina. Nunca se veria livre de sua dualidade com o deus, porém, poderia controlar o que era a sua metade do acordo. Em seus pulsos adornados por belos pingentes de estrelas cadentes, ela segurava as rédeas de um coração que amava ternamente. Enquanto você dormia, fadas nasciam de encantos inocentes. O orvalho que surgiria pela manhã era formado pelas lágrimas de felicidade que vertiam de seus olhinhos recém-nascidos. Se a flor que fora beijada por uma delas cantava na escuridão noturna, era porque nunca na face da Terra outra flor fora tão amada em um espaço de tempo tão curto. Flores tinham vidas perenes e mais davam do que recebiam amor. Aquela flor era diferente, ela carregava em suas nervuras o beijo de uma fada recém-formada: era o beijo da Natureza em sua mais pura consciência. Enquanto você dormia, aquele que o amava se deu conta disso. Primeiro, um abismo. Um grande e profundo abismo que o convidava para um passeio pela invalidez de sua própria existência. Ele era quem era há segundos? Não, ele não era mais uno. Havia uma bifurcação em sua linha vital agora. Depois, uma certeza de que era o dono do mundo. Uma megalomania ignorada por sua perda de juízo recente. Por fim, a explosão. A explosão de sua identidade para sempre. Seu cérebro já não trabalhava mais para suprir suas necessidades particulares, ele se tornara completamente seu. Não dele, seu. Enquanto você dormia, um castelo de cartas se desfez. Uma batida repetida, um ... dois ... três ... quatro. A voz que de lá vinha era a personificação perfeita da Caixa de Pandora. Era como se você ouvisse o som de um enorme fio sendo enrolado. Um fio que compunha uma cama de gato em sua existência passada. O fio subia, descia, virava à esquerda, parava. Um nó precisava ser desfeito. Outro nó. Por baixo agora. E você podia ouvir o som do carretel enrolando, cuidadosamente enrolando, aquele fio que não era outro senão a sua apaixonada atenção. Uma flauta de Hamelin afinada na língua dos anjos. Quando a tesoura viesse para a cartada final, tudo desabaria. Enquanto você dormia, alguém teve o minuto mais feliz de sua vida. E outro alguém, o minuto mais triste. Mas, você não sabia disso, pois o tempo não passava para você. O mundo dos sonhos é atemporal, mergulhado em um poço de adrenalina letárgica que te engole até você se afogar e desejar não voltar mais à vida real. Afinal, o que é pior do que ver tudo turvo à viver uma vida turva? Enquanto você dormia, flocos de neve dançaram valsas sem violino para acompanhar. Aqueles que não tinham par, rejeitados socialmente na danceteria noturna, se aventuravam pela sua janela na tentativa de a convidar para festa. "Quem é a moça bonita que dorme com sorriso de infância de compota de jabuticaba?', se perguntavam. Vinte tentaram, mas falharam. O vigésimo primeiro surgiu com uma ideia inovadora. Transformou-se em granizo para ficar maior e mais forte, então não se sentiria mais sozinho. Tímido, convidou-a para a gélida dança do sereno. Então, você já não dormia mais.
Nesses meses em que fiquei fora da plataforma, muitas coisas positivas aconteceram com o la petite souris. Principalmente no Instagram, uma rede que fez com que meu cantinho pudesse atingir muitas outras pessoas por aí. Isso não é algo interessante? Como as redes sociais podem chegar aos lugares mais distantes e nos aproximar de pessoas que, talvez, nunca teríamos conhecido? Eu sempre fico um pouco assustada quando penso nisso. No potencial da Internet e na responsabilidade que todos nós assumimos ao postar algo nela. Ao mesmo tempo em que encontramos pessoas semelhantes a nós e nos sentimos acolhidos, também não podemos ser completamente nós mesmos, pois a persona que construímos nas redes sociais contém só o positivo dentro de nós. Já pensaram nisso? Vocês conseguem ser 100% vocês mesmos neste universo binário? E, ao mesmo tempo em que a Internet me assusta um pouco, ela também nunca foi tão sedutora para mim. De modo que eu consigo passar dias inteiros - e até semanas - sem sentir a necessidade de me conectar a ela. Bom, sendo sincera, essa é uma realidade irreal para mim, pois eu realmente preciso da Internet para estudar e trabalhar hoje em dia. Mas, se sei que não receberei nenhuma notícia relevante no dia (geralmente, aos finais de semana) e que posso desligar o celular, eu o faço. E, de verdade, é muito mais instigante conferir as redes sociais ao fim de um dia cheio de novas experiências do que conferi-la o dia inteiro às migalhas. Assim, sinto, cada dia mais, que sou uma garota offline (trocadilhos, hihi). Sim, eu continuo a pensar em conteúdos para o blog e para as redes sociais dele... Porém, eu não permito que essa parte da minha vida me controle. Afinal, eu fiz o blog para ser algo divertido para mim e não mais um problema. Quando eu entro nele, é para eu me divertir e não para sentir ansiedade. Quando produzo para ele é para falar das coisas mais ternas na minha vida e não para participar de trends aleatórias...É difícil perceber que essa minha escolha não permite que o blog cresça exponencialmente. A verdade é que não tenho tantos seguidores assim, ou seja, a minha frente de atuação é limitada a minha querida Bolha da Dríade. Isso não é ruim. Eu, sim, sou muito grata à todos vocês pelo carinho que têm por mim aqui e nas redes sociais (@bloglapetitesouris). Muito, muito obrigada. Porém, é claro que eu fico triste. Por mais que eu me esforce, não vai. Não vai. Mas, eu não desistirei. Porque o la petite souris é meu cantinho do contente. E nunca desistirei de levar um pouco dele para as pessoas, mesmo que não sejam para milhares delas, ou milhões. Só que eu precisava fazer esse desabafo. Há muito tempo, eu precisava dizer isso a vocês. Sim, eu sou uma garota offline que prioriza a vida ao ar livre, despite of (não sei qual palavra em português poderia resumir esse sentimento) minha vida online. Sempre foi assim e temo que sempre será. Porém, o meu amor pelo blog é tão grande que eu gostaria, de verdade, que ele atingisse mais pessoas. Eu continuarei tentando. E, por favor, não desista da gente! Au revoir.
O sorriso dele continha mil primaveras.
Era como se ela pudesse ouvir Bem-Te-Vis chilreando, em harmonia com as asas de borboletas etéreas em busca de néctar, apenas ao olhar para o rosto dele naquele momento. Enquanto as bochechas se abriam, como cortinas de um teatro, para mostrar as trinta e duas pérolas brilhantes que compunham seu sorriso; seus olhos se arqueavam em uma espremidela aconchegante.
Se o sorriso dele fosse uma cor, talvez as mais fluidas cores do Arco-Íris não fossem capazes de o definir por completo. Como a Primavera, o sorriso dele era uma lufada de vida.
E como definir a vida em meros reflexos do Sol?
Eu voltei. Foram quatro meses em que o blog ficou bloqueado para mim e já não tinha mais esperança de que, um dia, poderia voltar a escrever meus singelos contos e abrir meu coração para vocês. E, em uma breve visita que fiz na plataforma, depois de um longo dia de estudos e trabalhos, descobri que ela era a minha amiga novamente.De verdade, sinto que eu poderia explodir de alegria agora! :)Sim, eu voltei! Voltei, voltei, voltei! Quantas coisas eu gostaria de dizer a vocês, quanto em meu coração está guardado. Porém, farei isso aos pouquinhos para que a volta pro meu querido la petite souris seja o mais longa e terna o possível.Obrigada a todxs por não terem desistido do meu cantinho. Vocês são demais, mes amis. Ah, e por favor, visitem também as redes sociais do la petite souris! No Insta é @bloglapetitesouris e no YouTube é Bruna Diseró <3Beijos, beijos os mais açucarados possível! Obrigada, obrigada de coração.

Já faz alguns dias que estou me sentindo bem nostálgica. Ontem, eu fui procurar sobre a moda Lolita, uma J-Style que eu adorava quando era pré-adolescente, mas que fui deixando de acompanhar por conta da correria do dia a dia. Isso fez com que eu encontrasse alguns canais no YouTube sobre o tema, inclusive o Sussurro do Coração e acabei me encantando pela temática novamente.
Assiste vídeo daqui, assiste vídeo de lá, eu descobri que além de falar sobre a moda Lolita, a Ichigo (dona do blog e do canal) também era uma ativista da moda Fairy e produzia diversos conteúdos sobre esses seres mágicos. Vocês não poderiam adivinhar a minha cara de felicidade quando eu encontrei vídeos tão interessantes e fofos que ela fez sobre esse tema que está no meu coração também!
Um dos posts que mais me chamaram a atenção no blog dela (que leva o mesmo nome do canal) foi a tag do Pó de Fada. Achei ela tão fofinha que não pude deixar de responder a ela em meu jardim secreto também. Espero que vocês gostem do post de hoje e já deixem nos comentários o link para as respostas de vocês também, tá?
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1- Qual sua flor favorita?

Eu gosto de muitas flores e sempre fico muito contente em tê-las espalhadas pelo meu quarto, sejam frescas e cheias, sejam secando de ponta cabeça, ou mesmo prensadas no meu Caderno dos Sonhos. Mas, atualmente, a minha flor favorita é o Girassol. Sempre uso a versão de plástico dessa plantinha nas composições de fotos para o Instagram do blog, vocês perceberam?
2- Qual seu doce favorito?

Chocolate! Mas, pensando em doces mais "compostos", eu gosto muito de eclairs, pastel de Belém, torta de chocolate, torta holandesa, sorvete três camadas e o bom e velho doce de leite.
3-Qual (ou quais) é o seu Conto de Fadas favorito?
São tantos também, hihi. Mas, olha, eu gostei muito de um Conto de Fadas que li recentemente que se chama "A Fada do Mar", escrito por Marie Jeserich Timme, e que havia sido disponibilizado em PDF pela Editora Wish. Aliás, Editora Wish essa que é uma das minhas favoritas justamente por ser especializada em livros de fantasia/contos de fadas. Se você gosta dessa temática, assim como eu, recomendo que dê uma olhadinha no site deles. Tenho certeza de que não sairá de lá sem um livro.
4- Como seriam as suas asas caso você as tivesse? Descreva-as ou ilustre-as. (Tamanho, forma, cor...)

Eu sempre pensei em minhas asas como as asas da Rani, personagem do meu livro precioso chamado "A Terra do Nunca e o Segredo das Fadas". No livro, tem uma cena em que a Rani corta as próprias asas para conseguir realizar seu sonho, que é nadar junto com as sereias. Para ilustrar isso, o artista desenhou as asas de Rani no chão e a forma delas ficou guardada para sempre em minha memória: pontuda nas duas pontas, mas arredondada. Ela é translúcida, porém tem toques de azul e rosa mesclados ao longo das asas. O padrão delas lembra bastante conchas do mar e espirais, o que achava tão lindo na época que comecei a desenhar esses padrões em meus cadernos. Acho que adoraria ter asas assim.
5-Uma música para dançar na floresta a luz do luar
6-Como você espalha seu pó de fada (energia/sentimentos positivos) por aí?
Acho que o blog em sua coletividade (junto com as redes sociais e o YT) são o meu maior espaço para que eu possa falar sobre esse assunto. Eu fico tão feliz quando recebo o retorno de vocês por coisas que posto, e fico mais feliz ainda quando vocês me dizem que o blog pode ajudar de alguma forma para deixar o dia de vocês um pouco melhor. Porém, eu me esforço para fazer com que meu dia a dia seja mágico no sentido de magia que acredito: repleto de luz, positividade, empatia e gentileza. Não é uma tarefa fácil, às vezes, mas me orgulho das vezes em que sinto que pude ter um dia assim.
7- Cite 3 coisas que você é grato (a)
Eu sou grata pelo amor que recebo; eu sou grata pelas minhas conquistas (grandes e pequenas); eu sou grata pela natureza que me cerca e por conseguir valorizá-la a altura.
Pessoal, a Ichigo pediu que a tag tivesse indicações de compartilhamento para que o pó de fada se espalhasse mais e mais entre a população da Internet. Por isso, vou deixar sugestões de blogs amigos em que eu adoraria ver essa tag compartilhada. São eles:
- Uma Doce Melodia
- Twee
- Antique Faerie
- As Moscas na Janela
- Constelação 23
- Encantos Diários
- Poético Diário
E todos os queridos amigos que me seguem, sintam-se a vontade para responder à tag. E não deixem de me marcar para eu ver as respostas de vocês também, por favor.
Gostaram da tag? Beijos açucarados e au revoir.


Percebi que não estou fotografando tanto quanto gostaria, e poderia, durante esse período de pandemia. Estou produzindo para o Instagram, mas considero fotos mais institucionais do que uma expressão genuína do meu gosto por fotografias... Às vezes, produzimos por produzir.
Essas fotos aí de cima, algumas entraram para a produção das redes sociais do blog, outras não. Porém, gosto de todas e sou muito grata pelo momento em que as capturei. Espero que tenham gostado, hihi.
Uma pergunta: o que acham da super produção para o Instagram? Confesso que estou ficando um tanto quanto saturada, mas seguirei firme, pois sei que muitas pessoas gostam do que produzo. Por hoje é só isso mesmo, mes amis.
Au revoir.

Confesso que sou preconceituosa com músicas cantadas por grupos. Esse preconceito já me afastou de várias febras musicais durante a minha pré-adolescência, e também de algumas ondas de nostalgia que surgiram durante a minha juventude. Em meu extenso - e curto - catálogo musical não existiam nomes como One Direction, Backstreet Boys, RBD e Spice Girls... Também não existia BTS.
Na época, eu não dei muita bola. Eu fui ouvir DNA, mas, sem pesquisar a tradução da letra, o clipe passou por mim como uma produção bonita com uma dança legal, e só. O BTS se tornou apenas mais um artista pop para mim que eu gostaria de ouvir às vezes no carro. Porém, o ano de 2020 me trouxe diversas ressignificações e, junto com elas, Stay Gold.
O clipe de Stay Gold me deixou extasiada. O ambiente era tão lindo (ps: os cenários deles são reais, acreditam?) e o refrão me fisgou na hora, o que fez com que eu quisesse pesquisar a tradução da letra rapidinho... E qual não foi minha surpresa quando descobri que ela falava sobre tudo o que desejo passar com o blog: sermos sempre como ouro, positivos e alinhados com o verdadeiro eu mais bonito que possamos ter.
Porém, confesso que a minha saga pelo B.U (Bangtan Universe) aconteceu mesmo depois de eu ouvir o hino chamado Dynamite. Se você acessou o YouTube nos últimos dias, com certeza já deve ter assistido um pouquinho do clipe de Dynamite, afinal ele atingiu a incrível marca de mais de 200 milhões de visualizações desde o seu lançamento. A música dançante e com diversas referências à cultura pop mundial dos anos 90 arrebatou o coração de muitos que ainda não haviam se tornado fãs assim como o meu.
Faz três semanas que eu caí no buraco de minhoca do BTS. E, mes amis, eu preciso compartilhar todo o meu amor pelos meninos em todos os lugares em que passar, inclusive no blog, claro. Por isso, eu vou indicar os meus MVs preferidos dos meninos (inclusive alguns do meu bias Jin hihi) para que vocês arroxeiem o coraçãozinho de vocês também. Ah, e já deixem nos comentários qual é o seu bias hein?
(bias é o seu membro favorito do grupo. O meu é o Jin por muitas razões que posso compartilhar com vocês em outro post se quiserem)
1. Epiphany
2. Mic Drop
3. Blood, Sweat and Tears
4. Black Swan
5. Magic Shop
6. Idol
7. Awake
8. UGH!
Faixa bônus: Daechwita - Agust D (esse é o alter ego do Suga, um dos membros do BTS)
E aí, mes amis? Gostaram dos clipes (desculpa eu sou muito idosa já para conseguir incluir MV no meu vocabulário, hahaha)? Já tinham se arroxeado antes ou entraram na onda hallyu desde já?
Au revoir.
Esse conto foi baseado no projeto que a Aione, do blog Minha Vida Literária, está produzindo. Por favor, assim que terminar a ler o meu texto, vá até o cantinho dela para a prestigiar. Está bem?
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Eu te amei quando não sabia o que era amor.
Meus cabelos se encaracolavam na nuca e se enchiam nas pontas, dando a forma de um mini cogumelo para a minha pequena cabeça. Tudo em mim me escondia do mundo: o cabelo volumoso, os óculos de aro verde que me faziam parecer parte de um conjunto da Bossa Nova; o livro (não me lembro qual, mas talvez fosse Romeu e Julieta) que era folheado a cada segundo; a timidez, um muro intransponível que, olhando hoje, nunca me levaria até você.
Mas, e você? Lembro-me que caminhava ao lado de Don Juan com um sorriso despreocupado no rosto. A fama não precisava atingi-lo, muito menos o coração daquelas que dividiam consigo a sala de aula. Aliás, nem mesmo qualquer outro tipo de fama o atingia naquela época: diferente de mim, sempre requerida nos dias de prova, você podia desfrutar da anonimidade de um aluno mediano. Não que isso seja um defeito. Para mim, naquela época, era uma qualidade que eu nunca viria a saborear.
Eu lembro do seu sorriso. Até hoje, esse é o meu tipo de sorriso favorito (confesso que só pensei nisso agora. Acho que os psicólogos estão certos quando dizem que a infância marca muito a nossa construção de mundo): um blending perfeito de graça pueril e marotagem, quase sarcástica. Você sorria assim quando a cavalaria de Juan fazia um comentário qualquer durante a aula. E sorria assim para ela, a que nunca te veria como você queria que o visse naquele tempo. Porém, não posso ser injusta. Você também sorriu assim para mim uma única vez... A vez do bombom.
Como eu disse mais acima, eu te amei quando não sabia o que era amor. E, portanto, não era proficiente na arte de amar. Eu queria que você soubesse o que eu sentia, é claro. Mas, a menina que habita em mim era incapaz de escolher as palavras certas para compor uma frase coerente que te dissesse: eu gosto de você. Não sei se você sabe, mas as palavras são entidades com vida própria e independem de nós, humildes seres humanos, para viverem. Decerto, elas encontraram um jeito de resistirem e ultrapassarem a parede lodosa que me cercava na infância, chamada "timidez". Foram em busca de algo mais forte e corajoso: encontraram as atitudes. Um acordo foi velado no subconsciente... E no dia, eu pude dizer que gostava de você de alguma forma.
Foi o fatídico dia do bombom. Eu tinha um exemplar no bolso do moletom e esperava o momento certo para o colocar em sua carteira. Era para ser um presente anônimo, como a sua presença neste relato. Mas, os amigos são péssimos às vezes. E o anonimato se deflagrou em mil olhares e centenas de risadinhas constrangedoras quando o anjo da mortificação anunciou: "ela tem um presente pra você!" em alto e bom som no meio da sala de aula. Juro, caro anônimo, que eu não poderia ter ultrapassado o vermelho das maçãs de Éden de forma mais eficaz do que naquele dia. Mas, depois do fundo do poço, você só pode olhar para cima... E quando olhei, a luz que emanava da superfície era aquele seu sorriso pronto para me agradecer.
Se eu desconfiava que você sabia que eu te amava, naquele dia, e para o resto dos outros dias nos quais dividimos a sala de aula, era certeza. Ao contrário do que eu esperava, você passou a olhar para mim desde aquele dia: não mais como a menina que poderia te ajudar em momentos de desespero cognitivo, mas como a única que te enxergava diferente no meio das outras trinta e tantas pessoas que habitavam o mesmo colégio do pretérito imperfeito. Você passou a corar a me ver, caro anônimo. Você, a Lua que conseguiu conquistar a Terra, mesmo tão próxima ao Sol.
Mas, eu não dei os motivos pelos quais eu amava você naquela época. Além de seu sorriso, a gentileza que tinha ao lidar com seus amigos e, principalmente, com os estranhos me encantava. Os seus cabelos encaracolados também: mais um ponto para você, por definir padrões intrínsecos às veias e artérias do meu miocárdio que se estenderiam até os dias de hoje. Entretanto, se você me pedir mais motivos pelos quais eu gostava de você, peço perdão por não atender aos seus anseios. Eu era apenas uma criança: eu também amaria você por motivos bem menos subjetivos como se você me trouxesse um chocolate por dia, todos os dias da semana.
Não fique triste, caro anônimo. Você foi realmente importante para mim: o que os sentimentalistas e roteiristas de comédia romântica barata para televisão chamam de "primeiro amor". Você fez meu coração pulsar em um ritmo diferente do que eu estava acostumada; você me fez chorar lágrimas amargas também quando percebi que não corresponderia aos meus sentimentos por você; e me fez cantarolar no banho por uma semana quando deu o ar da graça em minha festa de aniversário de onze anos. Por todos esses momentos, obrigada, caro anônimo.
Mas, sabe, você se cristalizou no tempo. Você se tornou um daqueles personagens de livro que a gente pensa que conhece bem, e que vai amar para sempre apenas porque fez parte de nossa infância, mas que quando os revisitamos, se tornam simples demais as nossas mentalidades adultas. Você se tornou o Mickey na minha extensa biblioteca de memórias e recordações. Por isso, caro anônimo, não se preocupe em me aceitar no Facebook como amiga. Aquela tímida garota dos óculos verdes já não existe mais.
Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico. Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas. O hobby se transforma em paixão e ela logo começa a operar sua magia adicionando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor. A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.
Romance (chick-lit) // 358 páginas // Arqueiro // nota: 4/5
Esse é o segundo livro que leio da autora e já posso dizer que, definitivamente, a Jenny conquistou meu coração de leitora! Sua escrita leve, fluida e divertida é um alívio nesses tempos difíceis, além de ela sempre me proporcionar viagens cheias de riqueza pelas cidades britânicas. O que eu adoro, claro!
Neste livro, acompanhamos a jornada de Polly em uma nova cidade localizada na costa britânica e que tem marés tão altas que inundam as saídas de lá por horas a fio. Polly se mudou pra lá depois de falir e ter seu relacionamento com o namorado e sócio rompido pelas dificuldades da situação.
Mas, sem querer ficar se lamentando, parada em um cantinho escuro, ela decide começar a fazer pães pros vizinhos e o negócio sai tão bem que expande rapidamente. Mas, será que a nova vida de Polly vai ser mais positiva do que a que tinha antes?
Como eu disse mais pra cima, o livro é um aconchego. A protagonista foi uma fonte de inspiração pra mim, sempre tentando se superar e seguir em frente. Mas, o livro traz também boas doses de humor nas figuras dos melhores amigos de Polly, com direito a um casamento inspirado em Star Wars lá pro final.
A edição da Arqueiro tá um chuchu. Minha parte favorita são as receitas de panificação originais no apêndice. Assim que eu fizer uma delas, trago aqui pra vocês verem como ficou! Mas, mesmo com tantos pontos positivos, achei a leitura um pouco arrastada no meio e os momentos que eram pra ser super tristes, não tiveram a força que eu esperava. Mesmo assim, é um livro ótimo para relaxar enquanto comemos uma deliciosa fatia de torta de chocolate, sabe? Haha.
E você, já leu o livro? O que achou? Beijos açucarados e au revoir.
Bonjour, mes amis. Ça va?
A última vez em que dei as caras por aqui, compartilhei o mais novo vídeo do canal do blog: a tag The Happy List Book Tag. Mas, desde então, acabou que eu tive alguns problemas em postar na plataforma do blogger e não conseguia salvar as postagens em texto por aqui. Peço desculpas por ficar tantos dias sem postar :(
E nesse meio tempo, acabou que eu me dediquei com muito afinco ao canal do blog. Por isso, quero compartilhar hoje com vocês um mini update de tudo o que postei por lá nesse ínterim sem blogger. Vamos lá?
1. Vamos conversar sobre o Jogo do Contente do livro Pollyanna?: neste vídeo, eu conversei com vocês sobre a possibilidade concreta de jogarmos o jogo do contente ainda nos dias de hoje. Você acha que é possível? Eu acredito que sim e te dou os motivos :)
2. As lições de Good Witch para o nosso dia a dia: essa série da Hallmark conquistou meu coração há um tempinho... E no vídeo aí debaixo eu faço a resenha dela, e explico os motivos de a magia estar em qualquer lugar!
3. Playlist do Contente: tem músicas de Harry Styles, BTS, The Gothard Sisters, Mika e muito mais! Esse vídeo é ideal se você está passando por uma fase super musical, assim como eu estou passando agora.
Lembrando que amanhã sai vídeo novo lá no canal do blog. Sempre posto às 7h da manhã! Conto com a visita de vocês nessa linda extensão do meu jardim secreto, ok? E não esqueça de curtir os vídeos, comentar, se inscrever no canal e ativar o sininho, por favor.
Beijos açucarados e au revoir.





















